domingo, janeiro 02, 2011

O que esperar das relações entre a Rússia e a NATO?

A Cimeira NATO-Rússia, realizada em novembro em Lisboa, foi apresentada como um ponto de viragem nas relações bilaterais, falou-se do “fim da guerra fria”, mas as perspetivas para 2011 permanecem envoltas em dúvidas.
O embaixador russo junto da Aliança Atlântica, Dmitri Rogozin, considera que “o fundamento das relações foi lançado em finais de 2009. No ano seguinte, essa base reforçou-se. A Rússia tenciona manter com a NATO relações estáveis e previsíveis”.
Para Rogozin, “a Cimeira de Lisboa teve um resultado positivo. Foi aprovada uma declaração única onde se apontam as vias de interação mesmo sobre questões tão complicadas como a criação do escudo antimíssil europeu”, mas, ressalva o embaixador junto da NATO, "o ano que vem (2011) irá mostrar o que se irá conseguir”.
A Rússia receia que no seio da Aliança não exista unanimidade face às relações com Moscovo.
Recentemente, a divulgação pelo site Wikileaks de documentos secretos sobre a criação pela NATO de um plano de defesa da Polónia e dos países do Báltico em relação à Rússia levou Moscovo a pedir explicações a Bruxelas.
O Kremlin continua a ver em qualquer bloco militar junto da sua fronteira um perigo potencial e um risco de uso da força militar contra os interesses russos, mas Rogozin defendeu, em declarações a jornalistas, que “quanto maiores forem as relações com a NATO e o Ocidente em geral, melhor será para a Federação da Rússia, porque o capital da cooperação é um obstáculo para os russófobos”.
A questão do escudo de defesa antimíssil europeu poderá criar sérios problemas ao processo de aproximação. O Kremlin espera propostas da NATO que enquadrem a Rússia na criação desse sistema em pé de igualdade.
A ratificação do tratado de redução de arsenais estratégicos (START) ainda não chegou ao fim e Moscovo receia que a aprovação norte-americana venha acompanhada de condições inaceitáveis.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou em finais de dezembro que “a resolução do Senado (dos Estados Unidos) sobre o START não tem força jurídica”.
“Um dos problemas fundamentais dessa resolução é a tese de que a ligação entre os armamentos estratégicos e defensivos, contida no START, não é juridicamente obrigatória para os Estados Unidos e a Rússia”, declarou Lavrov, frisando que “essa ligação está fixada no preâmbulo do tratado”.
O campo de cooperação NATO-Rússia mais frutífero parece ser o combate ao terrorismo no Afeganistão, tendo sido conseguidos avanços significativos nesta área, mas as dúvidas persistem e o desenvolvimento da situação política interna na Rússia e a desconfiança existente entre as partes poderá destruir muito do que foi até agora conseguido.

6 comentários:

Anónimo disse...

De Afonso Henriques:

Caro Milhazes, se bem que com consequências trágicas que todos lamentamos devo confessar-lhe que gostei de ver a Praça Vermelha, aquilo que durante quase um século foi o centro nevrálgico da grande escumalha que nos foi lixando a vida a todos, cheia de Nacionalistas Russos levantando-se pela Rússia e pela Europa mostrando que não vão tolerar comportamentos abusivos de certos imigrantes não Europeus.

Eu só me pergunto se aquilo que aconteceu na Rússia tivesse acontecido num outro país Europeu será que os Americanos teriam o descaramento de o bombardear? Assim como fizeram com a Sérvia?

E a Rússia tem sofrido muito com Turcos e Muçulmanos pelo que muito mais tem de ser feito, será feito.

Só lamento profundamente que as vítimas desta sublevação popular tenham aparentemente sido apenas rapazes inocentes que estavam no local errado à hora errada e não as verdadeiras máfias Judaico-Turco-Muçulmano-Albanesas que tanto têm explorado e maltratado o povo Russo, usando a Rússia - e mais própriamente a Praça Vermelha em Moscovo - como plataforma para lançarem o seu ataque venenoso e destruídor à Europa e ao Mundo.

Assim, apesar da tragédia, noto uma justiça poética no facto de... a Europa se ter começado a levantar aí, na Praça Vermelha, Moscovo.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Se você não tem corajem de publicar os meus comentários... paciência. Isto é mesmo uma conversa de mim para si. Mesmo que opte por não ler o que eu aqui escrevo, não pode dizer que eu não o escrevi, que eu não o avisei caro Milhazes e restante cambada comunista.

"Mas quem esteve na Praça Manejnaia teve oportunidade de observar que os adeptos de futebol estavam em clara minoria entre os manifestantes. Bandeiras nacionalistas e palavras de ordem do tipo: "Rússia para os russos e Moscovo para os moscovitas" não deixavam dúvida quanto às verdadeiras intenções dos participantes nessa iniciativa."

Então e porque razão não podem os Nacionalistas gostar de futebol? Aquilo que os er... "repórteres e jornalistas" Ocidentais, como vossa excelência, nos têm dito a nós é que o futebol na Rússia é dominado por claques Nacionalistas.

Pois espere só até ao Campeonato do Mundo que aí se realizará. Será um pontapé no escroto do politicamente correcto de Esquerda que, com sorte, este não deixará descendência.

Gostei da bandeira dos Romanov.
E diga-me lá... então a RÚSSIA não é para os Russos? Ou Moscovo para os Moscovitas e outros Russos?

Mas você ainda pensa que está na União Soviética...?? Olhe que não meu "bom" rapaz, olhe que não...

"Já não é tão clara, bem pelo contrário, a posição das autoridades russas face a estes acontecimentos."

Então mas você não viu as imagens? A posição das autoridades foi principalmente uma de impotência.
E secundária e não oficialmente uma de ligeira simpatia para com a causa (mais profunda, não a violência em si. Se bem que sendo Russos também não se devem ter sentido muito incomodados) da populaça, do povo.

"o atiçamento do ódio entre nações ameaça o Estado". Isto é muito mais verdade num país tão multinacional como é a Federação da Russia."

A Rússia não é um país multinacional de facto por mais que o seja oficialmente. A Federação Russa não é mais que o resto do Império Russo, um Império que é mais de 83% Russo, Eslavo e Europeu. The others are mere restive minorities or join adventures, like the Tatars and Ossetians.

Assinado: Afonso Henriques.
Para o Milhazes, com amor,
De Lisboa.

MSantos disse...

"mas as dúvidas persistem e o desenvolvimento da situação política interna na Rússia e a desconfiança existente entre as partes poderá destruir muito do que foi até agora conseguido."

O maior perigo de todos para destruir o que até agora foi conseguido será as facções neoconservadoras dos EUA insistirem nas suas políticas de expansionismo e domínio mundial, em particular, o cerco geoestratégico à Rússia.

Até fará com que as forças conservadoras russas reforcem o seu poder e tornará mais fracos os moderados como Medvedev.

Cumpts
Manuel Santos

PortugueseMan disse...

O que esperar das relações entre a Rússia e a NATO?

Mais importante, o que esperar dos EUA em relação ao tratado START?

De uma coisa não tenho dúvidas, o aprovar do tratado pelo os EUA, foi MUITO importante. Se este primeiro passo dos EUA falhasse, a questão que põe sobre o que esperar das relações entre a Rússia e a NATO teriam uma rápida evolução, a divergência, a desconfiança iria aumentar, sobre exactamente o que pretendem os EUA, para criarem um sistema anti-míssil e a Rússia (e também a China) iria ainda mais acelerar o desenvolvimento de armas que compensem isso.

Portanto, este passo por parte dos EUA, foi CRUCIAL para que as relações não se precipitem no abismo. MAS, o mais importante será não em 2011, (que penso vai ser um ano de banho maria quanto a este assunto), mas sim 2012, quando se souber quem será o próximo presidente, sobre o qual tenho sérias dúvidas que Obama consiga ser reeleito.

Se fôr um republicano a ocupar o cargo e se colocarem em causa este tratado e não podemos esquecer que foi com os republicanos que este problema começou, com a QUEBRA do tratado ABM, a Rússia só pode pensar que este tratado START pode também ser quebrado pois não responde aos interesses americanos.

Aí sim, podemos questionar quais serão as relações entre a Rússia e a NATO.

E com os problemas energéticos a piorar a cada ano que passa, esta será uma variável muito importante para o rumo das coisas.

FAB FLANKER disse...

O que esperar das relações entre a Rússia e a NATO ( ou OTAN ) ?

Bem, eu espero que a OTAN ( NATO), exiga que os Estados Unidos retirem da Europa os mísseis nucleares táticos do tipo B-61, que estão em hangares da Alemanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Turquia e Noruega! E que os americanos encerrem o tal do acordo "Nuclear Sharing", com estes países acima citados, que permite o uso destas bombas nucleares em caso de emergência.

E que a NATO ordene aos Estados Unidos que retirem suas bases militares da Alemanha, Itália e outros países na Europa Ocidental e que voltem para o seu território.

E por fim, que cancelem todo e qualquer programa de defesa criado para defender a Europa Ocidental contra países inimígos, pois é um pano de fundo para ser usado contra a Rússia!

E a OTAN deverá exigir a retirada dos países do Báltico e todos os países da Europa Oriental do Eixo da NATO, e impedir a entrada da Geórgia e qualquer outro país próximo da Rùssia á se aliar a esta Organização!!!

Somente após todas estas atitudes, a NATO será uma aliada ( parceiro ) da Rússia!

Português men disse...

Sinceramente na minha opinião isto é um noivado condenado ao fracasso.

Os interesses da Rússia são diametralmente opostos aos interesses imperialistas americanos.

Na minha opinião os Russos apenas vierem admirar a luz de Lisboa, tiveram azar que estava nublado e não poderão ser contemplados com a luminosidade característica e tão conhecida da nossa capital.

Essa ideia de criar um escudo anti-míssil controlado por russos e pela nato em uníssono, é no mínimo utópica.

O escudo não é contra o irão, é contra a Rússia.

Os persas não tem intenção de atacar o irão, a civilização persa é milenar e desde os tempos de Xerxes quando foi derrotado por Alexandre o grade, que eles não se metem com ninguém, muito menos têm ideias de lançar mísseis contra a Europa.

Simplesmente o que amadinejad quer é defender-se dos possíveis ataques que o sionismo judaico lhe quer lançar, não quer ser a próxima vitima depois de Iraque e Afeganistão.

O grande perigo para a humanidade não são os persas, nem é o judaísmo, nem tão pouco podemos ser anti-semitas, toda agente tem o direito a expressar a sua fé, não pode haver é extremismo, sejam eles islâmicos, cristãos ou judaicos.

E o sionismo judaico é uma espécie de extremismo religioso, e perigoso para a humanidade, como o extremismo islamico ou o cristão, são todos perigosos.

A questão que se põe é que este sionismo judaicotomou conta dos mais altos níveis do aparelho de estado e militar americano e que usa este pais para atingir os seus desígnios imperialistas, e são os próprios judeus normais e anti-sionistas que se manifestam contra o sionismo.

Vejam este vídeo no you tube:

http://www.youtube.com/watch?v=DMmc9okbfGw&feature=related

E pior do que isto, vejam estes mesmo judeus reunidos com amadinejad em nova york, a apoiar o presidente do Irão:

http://www.youtube.com/watch?v=tzVg0lnai7Y&feature=related

Isto é que me deixou de boca aberta:

Sendo assim voltando á ideia inicial, o escudo anti-missil não é contra o Irão, é contra a Rússia, e visa uma politica de cerco á russia que está a ser seguida.

E não me acredito na conversa dos americanos aceitarem uma gestão e controlo partilhado com os russos do escudo, muita água vai correr, esperemos para ver.

E temos que ser sérios, historicamente não foi a Rússia que invadiu os povos do centro da Europa, a expansão russo foi para leste rumo á Sibéria.

Nós europeus, salvo-seja os Portugueses, quero dizer os Franceses e os Alemães é que volta meia volta invadiam a Rússia, nos últimos 200 anos 2 vezes, Napoleão e depois Hitler, os russos depois responderam.

Da ultima vez ocuparam toda a Europa de leste, não foi nada que eu admira-se, muito pelo contrário, mas foi fruto da guerra e da conjuntura geo-politica que se formou depois, coitados dos polacos, sempre na linha de fogo, foram quem acabaram por apanhar sempre com as favas.