sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Presidente Ianukovitch considerou genocídio política de Estaline


O Presidente da Ucrânia, Victor Ianukovitch, considerou que o Holodomor (Grande Fome) de 1932-1933 foi organizado artificialmente e constituiu um genocídio.
“Quero repetir que isso foi organizado em relação a muitas pessoas que viviam no campo. Tiraram-lhes sementes, produtos alimentares na Ucrânia, em Kuban, no Cazaquistão e na Bielorrússia. Isso foi realmente um genocídio em relação a essas pessoas. E isso foi feito pelo poder, dirigido por Estaline”, afirmou ele numa “Conversa direta com o país”.
O Holodomor provocou vários milhões de mortos.
Ianukovitch acrescentou que a Ucrânia não vai rever a sua atitude negativa para com José Estaline, ditador comunista que dirigiu a União Soviética entre 1921 e 1953.
“A história fez a avaliação de Estaline e claro que a Ucrânia não irá rever a sua atitude negativa face a essa personalidade histórica”, frisou.
Em Dezembro de 2010, uma bomba destruiu um monumento a José Estaline que os comunistas tinham erigido em Zaparojie, no Leste da Ucrânia, alguns meses antes.
Quanto à sua posição face a figuras controversas da recente História da Ucrânia: Stepan Bandera e Roman Chukhevitch, Ianukovitch considera que “não se deve dar respostas simples a questões complicadas”.
Os dirigentes nacionalistas Bandera e Chukhevitch foram acusadas pelas autoridades soviéticas de terem colaborado com as tropas nazis na Ucrânia.
A polícia política soviética (KGB) assassinou Chukhevitch na Ucrânia em 1950 e Bandera em Munique, na Alemanha, a 15 de Outubro de 1959.
Victor Iuschenko, antecessor de Ianukovitch no cargo de Presidente do país, concedeu, a título póstumo, o título de “Herói da Ucrânia” a esses dois dirigentes nacionalistas, mas Victor Ianukovitch retirou-o recentemente.
“É muito importante recordar que não devemos procurar divergências entre a nossa gente. É preciso procurar o que nos une. E que cada um acredite nos heróis que quiser, não proibimos nada. Graças a Deus, vivemos num país democrático.
A “conversa direta com o povo”, que foi transmitida pela televisão ucraniana, visou assinar o 1º aniversário da tomada de posse de Ianukovitch no cargo de Presidente.

7 comentários:

Gilberto Mucio disse...

O Líder fascista Badera tinha perdido o status de "héroi" há um tempo atrás, não?

Jose Milhazes disse...

Caro Gilberto, no ano pasado.

Anónimo disse...

Bandera é um herói.



Fascista e genocida é teu ídolo Lenin , aquele aborto da natureza.

Жаймэ Янтас disse...

"Anónimo disse... Bandera é um herói."
Você chama o tirano bandera de heroi (só se for heroi nazista) e desqualifica o grande lider da classe operária, mas se esconde no anonimato...

Anónimo disse...

"desqualifica o grande lider da classe operária"

Só se for o herói dos genocidas criadores de campos de concentração e Gulags.

COMUNISMO=NAZISMO

Anónimo disse...

"desqualifica o grande lider da classe operária"

E não só genocida como ladrão, criminoso, assassino, mafioso, adúltero, depravado, liberticida, ditador totalitário, ateu fanático,sem honra, sem dignidade, sem caráter, açougueiro e COVARDE.


Stálin e os outros crimonosos que se seguiram apenas cumpriram o papel que lhes estava reservado, colocando em prática a religião comunista...o assassinato de milhões de seres humanos por essa ideologia do demônio.



Vcs perderam.

Jest nas Wielu disse...

Quer o Stepan Bandera (aprisionado pelos nazis no campo de concentração durante a II G.M.), quer o general Roman Shukhevych são heróis da Ucrânia, pois deram a sua vida pelo nosso país. Além disso, nenhum tribunal os pronunciou por qualquer crime e Stepan Bandera rezidia na Alemanha Federal pós – denazificação...