quarta-feira, abril 13, 2011

Rússia cada vez mais virada para os seus parceiros emergentes


O Presidente russo, Dmitri Medvedev, vai à próxima cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) acompanhado de um importante grupo de ministros e homens de negócios, não obstante a ordem de dia da reunião prever apenas uma troca livre de opiniões,
“Hoje, um número cada vez mais de países do mundo presta atenção às opiniões dos cinco estados. A Rússia concede enorme importância a essa união internacional”, declarou Serguei Razov, embaixador russo em Pequim, ao comentar a realização da cimeira, a partir de quinta-feira na localidade chinesa de Sanya.
A Câmara de Comércio e Indústria da Rússia vê a importância desta cimeira no facto de “ela poder ser o lugar de apresentação de novas ideias de organização do mundo depois da crise”, sublinhando que o PIB destes países permite a sua concorrência em pé de igualdade com os Estados Unidos e a Europa”.
Além disso, peritos russos consideram que a política do Ocidente obriga a uma maior integração da Rússia nos BRICS.
“Por muito que a Rússia faça para agradar o ocidente, este, a sua elite, não irão acreditar na Rússia até que esta não aceite completamente os seus valores... Assim é feito o mundo”, lê-se num relatório analítico publicado por aquela Câmara.
Ainda segundo a Câmara, “o ocidente não é o eterno inimigo da Rússia, mas apenas um dos pólos da organização mundial com o qual ela interage de uma determinada forma. É preciso tentar alterar esta ‘imagem’. Para isso são precisos os BRICS. Há também o oriente e o sul. O oriente é a China e o sul é o mundo islâmico”.
“A Rússia, com a sua atual localização, deve esforçar-se com todas as forças para ocupar o lugar de centro. Isto significa não ser ocidente, nem oriente nem sul, mas o centro de atração de todas as civilizações. Não se trata de um “centro” metafísico” no sistema chinês de coordenadas, mas num centro global real, que una o ocidente, oriente, sul e norte”, considera essa Câmara.
Os analistas russos chamam também a atenção para o facto de os BRIC serem fortemente reforçadas com a adesão da África do Sul, pois trata-se da maior potência do continente africano, que passará a estar representado no clube de países emergentes.
Além da participação na Cimeira dos BRICS, Dmitri Medvedev visitará Hong-Kong, tornando-se assim no primeiro dirigente russo a visitar a região administrativa especial chinesa.
Nos últimos anos, tem-se registado um rápido aumento das trocas comerciais entre a Rússia e Hong-Kong.

2 comentários:

Sergei Korolev disse...

“A Rússia, com a sua atual localização, deve esforçar-se com todas as forças para ocupar o lugar de centro. Isto significa não ser ocidente, nem oriente nem sul, mas o centro de atração de todas as civilizações. Não se trata de um “centro” metafísico”

A Russia seguindo sua vocação natural

FAB FLANKER disse...

A Russia e a China são os países mais importantes do BRIC. Eu não aceito a participação da India nesta Organização.

Todos sabem que a Índia e a China são países inimígos, então para que ter ambos os países em uma mesma organização? Embora a Índia seja um aliado de grande importância para a Rússia, mantém um bom relacionamento com Washington, o que contamina a independencia da Organização.

Porém, o maior mérito desta organização é não ter a participação dos Estados unidos e de nenhuma nação da Europa Ocidental.

Este é o maios mérito do BRIC, na minha opinião. Ontem, quando eu vi o noticiário, me emocionei ao ver os presidentes da Rússia, China, India, Brasil e Àfrica do Sul, sentados na mesma mesa, discutindo o seu futuro, sem a participação dos Estados Unidos.

Isto é louvável, é de longe o maior mérito da Organização.

Hoje, infelizmente, o dedo imundo da América está envolvido em todas as questões internacionais, e isto é culpa de todos nós! Por isso, devemos louvar e defender com nossas vidas Organizações como esta, sem a participação da América e da Europa Ocidental!

Eu torço para que estes países ( Rússia, China e Brasil ) se fortaleçam e que mantenham uma independencia total em relação á presença indesejável e imunda do Capitólio nas relações internacionais.

E eu torço para que Rússia e China sejam países aliados e que o comércio exterior entre estes países aumentem á um ponto de formar um bloco econômico e militar, trazendo consigo todos os países da Europa Oriental, Ásia Central e os países que fazem fronteira ao norte da Índia e do Sudeste Asiático.

Formando uma Nova Ordem Mundial, para mudar o cenário geoestratégico que hoje infelizmente pende para as garras nefastas do Capitólio!

Vida longa ao "BRCS" (Brasil, Russia, China e África do Sul )