terça-feira, maio 10, 2011

Presidente Medvedev apela à defesa da paz no Dia da Vitória


O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, considerou, no dia 9 de Maio, que a atual geração deve defender a paz conseguida graças à vitória na Grande Guerra Pátria (1941-1945).
Ao discursar na parada militar dedicada ao 66º aniversário da vitória das tropas soviéticas sobre a Alemanha nazi, o dirigente russo frisou que “este é o dia da coragem e da glória do povo que defendeu e salvou o seu país do nazismo”.
“É nosso dever defender a paz conseguida pela Vitória”, frisou ele.
“Temos orgulho por aquelas pessoas que combateram e, depois, num curto espaço de tempo, levantaram o país das ruínas, foram os primeiros a chegar ao Espaço, conseguiram grandes êxitos na ciência”, acrescentou.
Medvedev rematou o seu discurso sublinhando que “a Rússia dá o seu contributo para a manutenção da paz e da estabilidade no mundo”.
Este discurso foi seguido de uma monumental parada militar, a maior da história moderna da Rússia.
Durante 63 minutos, cerca de 20 mil soldados e oficiais marcharam na Praça Vermelhha de Moscovo ao som de marchas militares interpretadas por 1500 músicos.
Além de tropas, foram exibidas mais de 100 amostras de armamentos, entre as quais estavam os mísseis nucleares mais modernos.
A parada terminou com a exibição realizada por helicópteros militares que sobrevoaram a praça. Desta vez, as autoridades decidiram não realizar voos da aviação militar.
Para que a chuva não estragasse o espetáculo, forças militares, com o emprego de aviação, neutralizaram nuvens nos arredores, antes de chegarem ao centro de Moscovo.
P.S. Só motivos eleitorais justificam a realização de uma parada tão cara no 66º aniversário da Vitória. Os gastos em demonstrações de força deste tipo são amorais tendo em conta que numerosos veteranos de guerra russos vivem em condições desumanas ou muito difíceis.
Além disso, a quantidade de filmes de guerra nos canais russos é tão grande durante estes dias, fundamentalmente de má qualidade, que se torna difícil ver televisão.

13 comentários:

anónimo_russo disse...

1."...numerosos veteranos de guerra russos vivem em condições desumanas ou muito difíceis"


Porque decidiu assim? Acho que recebem pensões acima da pensão média. Na realidade, muitos velhos na Rússia não são assim tão pobres (relativamente, claro). Parte dos meus clientes são dessa categoria. Não sei se são veteranos ou não, mas pelo menos alguns deles devem ser.


2. "Só motivos eleitorais justificam a realização de uma parada tão cara no 66º aniversário da Vitória. Os gastos..."

Este ano, se não me engano, a demonstração de armamentos só ocorreu em Moscovo. E acho isso muito correto, foi pena não ter visto isso na minha cidade. Por sinal, é um dos poucos dias quando se faz sentir que é uma verdadeira festa nacional. Sem exagero.


3.Se alguem não gosta dos filmes que foram exibidos, ninguem o abriga a ve-los. Alguns destes filmes são muito bons.

José Manuel disse...

A parada da vitória realizada em 1945, com o desfile dos gloriosos heróis da União Soviética, pode ser vista aqui:
http://youtu.be/MD9fqcFijUA (parte I)
http://youtu.be/VGXPt0vT8Us (parteII)

João Ferreira disse...

Aparências. Faltou mesmo uma foto desse cenário!

Jose Milhazes disse...

Anónimo russo, o que leva um veterano da Grande Guerra Pátria a perdir asilo aos EUA? Isso aconteceu em São Petersburgo, na véspera do dia da Vitória! NO último ano, segundo dados oficiais, faleceram 50% dos veteranos da guerra na Rússia. Claro que aqui é muito importante o factor idade, mas também pesa a assistência médica e a qualidade de vida.
Quanto ao resto, é uma questão de gosto.

anónimo_russo disse...

"Blogger Jose Milhazes disse...

Anónimo russo, o que leva um veterano da Grande Guerra Pátria a perdir asilo aos EUA?"

Foi um gesto demonstrativo. Ele vendeu o seu apartamento numa cidade, mas autoridades de São Petersburgo não lhe concederam um outro (segundo as promessas do governo, a cada um dos veteranos que aínda não têm o seu próprio apartamento, devia ser dado um por conta do estado). Os pormenores estão aqui:

http://www.rian.ru/authors/20110509/372313641.html

Cristina disse...

Ao contrário dos festejos na Rússia, na Ucrânia a data deu origem a confrontos de rua.
Notícia da RIA Novosti, traduzida pelo meu colega e amigo Valentim Gritsenko:

"O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch, encarregou a Procuradoria-Geral de formar um grupo de trabalho para investigar os acontecimentos de 9 de Maio em Lvov, comunicou terça-feira o serviço de imprensa do chefe de Estado ucraniano.
O grupo, no qual o presidente propõe incluir representantes do Serviço de Segurança e do Ministério do Interior, deve dar uma avaliação jurídica “aos factos registados de violação dos direitos e das liberdades humanas”.
Com base nos resultados da actividade do grupo, o procurador-geral deve “tomar medidas em conformidade com a legislação”, diz-se no comunicado do serviço de imprensa do presidente.
A 9 de Maio, em Lvov, durante os festejos do Dia da Vitória, tiveram lugar vários incidentes com a participação de nacionalistas que ofenderam vários veteranos da Segunda Guerra Mundial. No Campo de Marte, os nacionalistas começaram uma briga com veteranos, na Colina da Glória não deixaram passar para o túmulo do Soldado Desconhecido as pessoas com fitas de São Jorge, tentaram romper o cerco da Polícia e impedir o desenrolar de uma bandeira vermelha. Os nacionalistas pisaram também uma coroa de flores que deveria ser depositada no cemitério militar pelo cônsul da Rússia em Lvov, Oleg Astakhov. Para além disso, vários jovens queimaram e pisaram bandeiras vermelhas frente à sede da Câmara Municipal de Lvov.
O serviço de imprensa do Ministério do Interior da Ucrânia declarou que no Dia da Vitória na região de Lvov não foram registadas infracções graves da lei, qualificando o acontecido como “incidentes”. O Ministério do Interior comunicou que, apesar da proibição de efectuar naquele dia quaisquer actos políticos e sociais à excepção das manifestações oficiais, os representantes de algumas forças políticas tentaram organizar comícios ilegais, “durante os quais foram cometidas algumas acções de delinquência”.
Segundo os dados do Departamento do Ministério do Interior na região de Lvov, em resultado dos acontecimentos em Lvov a 9 de Maio foram detidas dez pessoas e ficaram feridas 14 pessoas.
O presidente da Câmara de Lvov, Andrey Sadovy, acusou de provocação aqueles que participavam nos festejos do Dia da Vitória, chamando-os de “representantes dos fascistas russos”.
O MNE da Rússia declarou que os incidentes em Lvov no Dia da Vitória violam grosseiramente os direitos humanos e exigiu encontrar e castigar os culpados."

Jose Milhazes disse...

anónimo russo, mais um exemplo: http://www.rian.ru/society/20110511/372903069.html

anónimo_russo disse...

12:20
"Blogger Jose Milhazes disse...

anónimo russo, mais um exemplo: http://www.rian.ru/society/20110511/372903069.html"

Mais um caso com esses apartamentos. A culpa é dos burocratas locais.

Francisco Lucrécio disse...

Doutor Milhazes:

Afinal sempre existem situações de miséria na Rússia. Ou isso ainda são rasquicios da Era Soviética como alegou há tempos, numa resposta que me deu?

Doutor Milhazes um conceituado Historiador e Jornalista que também foi comunista como o Senhor, Eric Hobsbawm (deve saber quem é?).

Num dos seus livros escreveu isto.

«««««O salto súbito que foi imposto do anterior sistema para o capitalismo, devastou a economia mais que a Revolução de Outubro e a II GG, e na realidade a economia de toda a região. Já passou mais tempo a recuperar da catástrofe do que o precisou gastar nos anos 20 e 40. A situação em vez de melhorar afasta-se acelaradamente do desenvolvimento esperado»»»».

Será verdade o que Hobsbawm diz? Qual a sua opinião que tem acompanhado a situação?

Obrigado.

Jose Milhazes disse...

Sr. Francisco Lucrécio, já lhe disse para ler com mais atenção o que escrevo. Eu escrevi alguma vez que na Rússia não há situações de miséria ou que elas são resquício da URSS? Você deve andar muito, mas muito confuso.

anónimo_russo disse...

19:32
Anónimo Francisco Lucrécio disse...

"1.)
Doutor Milhazes:

Afinal sempre existem situações de miséria na Rússia. Ou isso ainda são rasquicios da Era Soviética como alegou há tempos, numa resposta que me deu?"


Tudo são consequencias dos 70 anos do regime comunista, exato. Com um sistema económico totalmente perverso, onde as pessoas não tinham estimulo para trabalhar bem ou trabalhar mais. Um sistema que finalmente (e felizmente) ruiu. E pode não apresentar aqui dados de estatistica, porque as estatisticas existiam no papel, mas nós viviamos no mundo real. E agora, quer você queira, quer não, o país se desenvolve aos poucos.



2.)
"Doutor Milhazes um conceituado Historiador e Jornalista que também foi comunista como o Senhor, Eric Hobsbawm (deve saber quem é?).

Num dos seus livros escreveu isto.

«««««O salto súbito que foi imposto do anterior sistema para o capitalismo, devastou a economia mais que a Revolução de Outubro e a II GG, e na realidade a economia de toda a região. Já passou mais tempo a recuperar da catástrofe do que o precisou gastar nos anos 20 e 40. A situação em vez de melhorar afasta-se acelaradamente do desenvolvimento esperado»»»».

Será verdade o que Hobsbawm diz?"


Esse seu doutor, deve ser, viveu a sua vida tranquila num dos países abastecidos da Europa Ocidental. E a minha infáncia passou na União Sovietica. Por isso ele pode contar os seus contos de fada a quem quiser menos a mim.

Se alguem quer, pode tentar transformar seu país num "paraíso comunista", faça o que quiser no seu país, mas deixe em paz o meu, está bem?
Ou, se tem tantas saudades do comunismo, pode ir viver em Cuba.

FAB FLANKER disse...

A Rùssia contribue para a paz, mas todos os comentários deste blog são ofensivos com relação a Rússia, até os posts que são colocados aqui!

São as mesmas pessoas que se ajoelham para a bandeira americana, louvando a sua "democracia"...

Wandard disse...

E o que dizer do mais rico e poderoso país do mundo:)))))))

Um quarto dos sem-teto dos EUA é de ex-combatentes






Um quarto dos sem-teto dos EUA
é de ex-combatentes






Vinte e cinco por cento dos sem-teto hoje nos Estados Unidos são veteranos de guerra, apesar de eles representarem apenas 11% da população adulta total, segundo um estudo divulgado hoje. E a falta de um lugar para morar não é um problema apenas dos veteranos de meia idade ou idosos. Jovens veteranos das guerras do Iraque e do Afeganistão estão aparecendo em abrigos e em sopas distribuídas aos pobres buscando serviços, tratamento ou ajuda para encontrar trabalho.

O Departamento de Assuntos dos Veteranos (VA) identificou 1.500 veteranos sem-teto das atuais guerras e informou que 400 deles participaram especificamente de seus programas de ajuda aos mendigos.

A Aliança Nacional pelo Fim de Sem-teto, uma organização sem fins lucrativos, baseou seu relatório divulgado hoje em dados governamentais. Em 2005, de uma população estimada de 744.313 sem-teto, 194.254 eram veteranos. Em comparação, o VA disse que 20 anos atrás o número estimado de veteranos sem-teto era 250.000.

Problema futuro

Especialistas consideram que a presença tão cedo de veteranos do Iraque e do Afeganistão em abrigos prenuncia problemas maiores no futuro. Levou cerca de uma década para a vida dos veteranos do Vietnã desmoronar a ponto de eles começarem a aparecer entre os sem-teto. "Vamos ter eventualmente um tsunami de veteranos mendigando porque o peso para a saúde mental dessa guerra (no Iraque) é enorme", disse Daniel Tooth, diretor de assuntos de veteranos no Condado de Lancaster, Pensilvânia.

"Quando terminou a guerra do Vietnã, isso foi parte do problema. A guerra tinha acabado, saiu da cobertura da tevê, ninguém queria ouvir falar sobre ela", afirmou John Keaveney, um veterano do Vietnã e fundador da Novas Direções, em Los Angeles, que oferece ajuda a viciados, treinamento profissional e abrigo para veteranos.

"Acho que eles vão ser esquecidos", comentou Keaveney sobre os veteranos do Iraque e do Afeganistão. "As pessoas se cansam disso. Não importa que eles sejam jovens, honrados, americanos patriotas. Eles serão apenas veteranos, e isso acontece em todas as guerras".

Keaveney disse que é difícil convencer os jovens veteranos a ficarem para receber tratamento e ajuda porque eles não se relacionam com os mais antigos. "Eles vêem esses caras que têm a idade do pai deles e não entendem, não sabem, que em poucos anos eles estarão parecendo com eles", adiantou.


Agencia Estado
http://www.estadao.com.br/index.htm