sexta-feira, setembro 09, 2011

Contributo para História de Angola (Onde estavam os botões de punho do morto?)


Encontrei um artigo curioso, publicado pelo jornal russo “Совершенно Секретно” (Completamente Secreto) e intitulado: “Como na URSS se livravam de políticos estrangeiros incómodos”, sobre conhecidos dirigentes comunistas estrangeiros que faleceram em Moscovo.
Segundo o autor do artigo, “Entre 1949 e 1979, no território soviético faleceram mais de 15 secretários-gerais e conhecidas figuras de partidos comunistas e operários, primeiros-ministros e presidentes de vários países. Alguns eram velhos caquéticos, outros homens relativamente jovens (segundo os padrões políticos). Claro que todos esses acontecimentos tristes eram oficialmente explicados por “causas naturais”, por doenças crónicas ou agudas. E talvez tudo fosse assim. Mas se recordarmos os tempos dos acontecimentos descritos, somos obrigados a pensar…”
Um dos exemplos apresentados é o de Agostinho Neto, antigo Presidente da República Popular de Angola: “Ele veio à URSS para realizar uma operação oncológica. Começaram a prepará-lo para a operação, a realizar terapia intensa. Quando o estado de saúde do presidente piorou, discutiu-se a possibilidade de o enviar para Angola. Mas não houve tempo para acordar a realização dessa operação. O tratamento não ajudou e, a 10 de Setembro de 1979, Neto faleceu. Mas a cerimónia de despedida quase terminou num sério escândalo diplomático.
Como era normal nesses casos, o cadáver era enviado para a morgue do Hospital Clínico Central. Depois, a urna era instalada na sala de cerimónias, os parentes e entidades oficiais realizavam uma curta cerimónia, a urna era soldada e enviada para o aeroporto a fim de ser transportada para a pátria de avião.
De súbito, em conformidade com as memórias de participantes da cerimónia, a esposa do presidente viu que ao cadáver faltavam os botões de punho, oferta do rei da Jordânia. Não se tratava de botões baratos, pois tinham diamantes incrustados. Os funcionários do MNE e os agentes do 9º Departamento (do KGB) que organizaram a cerimónia verificaram que, realmente, havia a caixinha dos botões de punho, mas estes não estavam lá. O tempo urgia, faltavam alguns minutos para o fim da cerimónia, mas a viúva recusava-se a fechar a urna. Uma investigação urgente mostrou que os culpados tinham sido os enfermeiros que tinham vestido o morto. Para que os botões de pulso não incomodassem, eles foram cuidadosamente colocados no bolso do casaco, mas depois esqueceram-se de os colocar nas mangas da camisa. No fim de contas, o problema dos botões de pulso resolveu-se: na presença de todos, foram retirados do bolso e o presidente foi enviado para a pátria como era devido”.


3 comentários:

Zhirinovsky Flanker disse...

Até Angola tem caças SU-27 FLANKER!!!!

E agora Uganda tem caças SU-30MK...

E nós aqui mantemos nossa soberania aérea com caças F-5 e AMX!!!

É uma piada...

Fada do bosque disse...

Não é um avião, não é uma nave espacial, é uma descoberta de que pouco se fala mas que pode ser muito útil aos cidadãos do mundo, ou seja a quase todos:
http://actualidad.rt.com/ciencia_y_tecnica/electronica_tecnologia/issue_29229.html

Anónimo disse...

Que interessante coincidência: conheço uma história igual , só que com uma prótese dentaria e nos tempos actuais. O KGB não muda mesmo...