sábado, março 10, 2012

Putin não é o nosso presidente, exigimos eleições livres


                                  Vota em mim e em troca recebes c....


                                Conversa com Irina Prokhorova, irmã do magnata      russo Mikhail Prokhorov

Bandeiras coloridas

       Este também não quis falhar 

Várias dezenas de milhares de apoiantes da oposição ao Kremlin reuniram-se hoje no centro da capital russa para dizer que “Putin não é o nosso presidente!”
Há três meses que a oposição ao recém-eleito Vladimir Putin traz milhares de pessoas para a rua a fim de exigirem a realização de eleições presidenciais e parlamentares limpas e transparentes.
Alguns analistas ligados ao Kremlin afirmam que a oposição não tem programa concreto a apresentar e por isso, vai perder capacidade de mobilização, mas, a julgar pela quantidade de manifestantes no centro da capital russa, a oposição ainda junta muitos milhares.
Vladimir Rijkov, um dos rostos mais conhecidos da oposição, considera que ela tem um programa bem definido e claro.
“O poder fez pequenas cedências à oposição com a liberalização parcial da lei eleitoral russa, mas não tenciona fazer reformas profundas e realizar eleições antecipadas”, declarou ele perante milhares de pessoas.
“O nosso programa consiste uma reforma dos institutos políticos, tribunais e sistema judicial independente, libertação dos presos políticos, liberdade de imprensa,eleições diretas dos governadores, eleições antecipadas do Parlamento e do Presidente”, acrescentou.
Entre os manifestantes vêem-se pessoas dos mais diversos quadrantes políticos, alguns dos quais incompatíveis em manifestações semelhantes na Europa.
“O sistema destrói-nos e, por isso, somos contra Putin e a democracia pró-ocidental”, declarou à Lusa, Alexei, militante de um grupo ultranacionalista que distribuía panfletos entre os manifestantes.
“Somos contra os liberais! Liberdade para os eslavos! Morte aos inimigos”, lê-se num dos panfletos nacionalistas.
Ao lado, uma idosa distribui exemplares do jornal Pravda, órgão do Partido Comunista, onde se publicaram “numerosos casos de fraudes”.
As cores das bandeiras revelam todo o leque de forças políticas presentes: liberais, comunistas estalinistas, comunistas trotskistas, nacionalistas, neo-nazis, minorias sexuais. E todos com um objetivo comum, protestar contra a legitimidade da eleição de Putin.
“Moscovo não acredita em lágrimas!”, lia-se num dos muitos cartazes, em alusão às lágrimas derramadas por Putin depois da sua vitória nas eleições, que ele atribuiu ao vento, e não à emoção.
A temperatura do ar ajudou à mobilização. Não obstante o mercúrio do termómetro estar abaixo do grau zero, o Sol que brilha em Moscovo já aquece e faz prever para breve a chegada da primavera.

3 comentários:

joao joao disse...

Caro José, e que declarações prestou a irmã de Prokhorov?

Голос революции disse...

São 2% da população contra 98% da população que apoia Putin...

VÃO TRABALHAR SEUS PERDEDORES!!!

Fernando Negro disse...

Nazis, estalinistas, trotskistas e capitalistas (que são, no fundo, ditadores dentro das suas próprias empresas) a contestar a democracia de Putin... ahah
Existe algo mais anedótico que isto?

Quanto aos opositores mais próximos do centro, vou dizer isto uma última vez: São, na sua maioria, controlados pelo Ocidente e, se alguma vez chegarem ao poder, irão destruir a Rússia, tal como estão já a ser destruídos os países na Europa.

Já não posso mais com estas alegações de fraude... Do "diz que disse", das ONGs - algumas delas, montadas à última da hora, mas que, supostamente, já possuem uma rede suficientemente grande, bem organizada e que funciona bem - que, num país tão grande como a Rússia, são capazes de produzir estatísticas das supostas fraudes sem, mais uma vez, apresentarem provas do que dizem...

Admito que - num país tão grande, com locais tão remotos, e, consequentemente, difícil de controlar - tenham havido algumas fraudes. Mas, com a melhor rede de controlo, sobre o que ocorreu, alguma vez montada em qualquer país do mundo, não me venham dizer que, a terem havido, foram na escala dita por estas ONGs e indivíduos, financiados por interesses estrangeiros.

Eu sei que Putin não é nenhum campeão da Democracia. Nem eu nunca votaria nele. Mas, para quem é a favor de eleições, a não ser que surjam novos movimentos, que queiram genuinamente um futuro melhor para o seu País e que sejam compostos por pessoas capazes de fazer um melhor trabalho do que ele e os da sua equipa têm feito, continua ele a ser a opção menos má para governar a Rússia.

(E, como hoje é dia de festival da canção ligeira, esta versão é dedicada aos mercenários da OTAN que foram postos no seu lugar na Ossétia do Sul...)