sexta-feira, abril 27, 2012

Chornobyl: como a URSS lutou contra a radiação


Texto do leitor Jest:

«No dia 26 de abri do ano em curso, às 1h25, nas instalações do 4° bloco energético, durante a sua colocação em regime de reparação média planificada e durante os testes dos turbogeradores № 7 e № 8 se deu a explosão seguida do incêndio, que passou para o telhado do 3° bloco. Em resultado da explosão foi destruído o pavilhão do telhado do 4° bloco e a sala de máquinas. No momento da avaria nas instalações estavam presentes 17 funcionários do turno. 9 foram hospitalizados, 4 em estado crítico, um deles na reanimação. Incêndio foi localizado».

por Volodymyr Viatrovych, historiador ucraniano

Isso é o texto do primeiro relatório sobre a avaria na estação nuclear do Chornobyl, preparado pela direção do KGB da província de Kyiv e enviado para Kyiv e Moscovo à noite do dia 26 de abril. A única coisa que distingue o texto dos outros semelhantes sobre os desastres tecnológicos na URSS é a informação sobre o nível de radiação: “no território da estação 20 – 25 mRöntgen por segundo, na cidade de Pripyat 4 – 14 mR por segundo” (uma dose típica de radiação de fundo para uma humano é de 200 mR por ano).

Algumas horas mais tarde, o KGB da Ucrânia apresentou aos dirigentes um relatório mais detalhado, na qual reportava a morte de um dos funcionários e o desaparecimento do outro.

Relatório após o relatório, as grandezas da radiação emitida aumentavam e a tentativa de encobrir a envergadura da catástrofe se tornava cada vez mais irreal. «Às 15h00 do dia 26 de abril a situação radioativa na zona de estação nuclear se caracterizava pelo nível da emissão das partículas gama nas proximidades imediatas do incêndio até 1000 mR por segundo, no território da estação nuclear até 100 mR e em alguns bairros de Pripyat até 2–4 mR por segundo».

No relatório ao Comité Central do Partido Comunista da Ucrânia do dia 28 de abril já se fala sobre 1000 – 2600 mR no 3° e 4° blocos e sobre 30 – 160 mR na cidade. Nos documentos sobre a informação do nível da radioatividade na cidade, no terceiro dia após a avaria, o líder do PC e do governo da Ucrânia, Volodymyr Sherbytskiy colocou uma única resolução: “O que isso significa?” Isso significava que pela incompetência nos momentos críticos tiveram que pagar com as suas vidas e a sua saúde os cidadãos que não tinham a informação sobre o tamanho da tragédia.

As primeiras vítimas foram os bombeiros, convencidos que estavam apagar um incêndio normal numa unidade industrial. Vítimas seguintes foram os moradores dos arredores da estação, a sua evacuação começou apenas 36 horas após a avaria.

Um dos liquidadores da avaria, Mykola Tsymokh recorda: «No dia 27 de abril, às 12h10 na rádio local eu ouvi uma voz feminina que em nome do poder executivo da cidade informou: “Camaradas, como vocês sabem, por causa da avaria na estação nuclear de Chornobyl na cidade estão se formar as condições radioativas adversas […]. Com vista de garantir a segurança total dos cidadãos, a comissão estatal temporária tomou a decisão de ordenar a evacuação temporária da população da cidade (de Pripyat), em primeiro lugar as mulheres e as crianças. Debaixo de cada prédio estarão colocados os autocarros. Se deve levar os documentos, os objetos urgentemente necessários e o kit alimentar para 2-3 dias. Início da evacuação a partir das 14 horas”».

As pessoas que tiveram 50 minutos para abandonar as suas casas para sempre, estavam convencidas que voltariam após alguns dias. O relatório do KGB de 4 de maio informa que apenas no dia 3 de maio foram evacuadas todas as pessoas num raio de 10 km em redor do Chornobyl, para os dias 4 – 5 foi planeada a evacuação total em um raio de 30 km.

Já no dia 26 de abril se iniciou a investigação sobre as origens da catástrofe. A versão inicial, “negligência” ficou inalterada. «Pelos dados das fontes operativas, escreviam os investigadores do KGB no dia 1 de maio, nas vésperas da avaria, o reator dobloco funcionava em regime diferente do normal, pois neste período, sem uma coordenação oficial com o construtor, estavam decorrer os testes do turbogerador. As inquerições prévias das pessoas mencionadas, assim como o estudo dos processos tecnológicos do funcionamento dos equipamentos do reator, no período anterior a avaria, permitem supor que entre 1h10 e 1h23, ou seja, antes da avaria, o pessoal do bloco poderia se desviar do regulamento de explotação do sistema do bloco».

O informe do dia 7 de maio afirma que “causa geral da avaria foi a cultura laboral baixa dos funcionários da estação […] baixa disciplina interna e o sentido de responsabilidade”. «A explosão se deu, – está escrito no outro relatório, – em resultado de uma série de violações graves das regras laborais, tecnologia e não seguimento do regime de segurança no 4° bloco da estação. Mesmo no momento da explosão, no reator e na turbina em funcionamento, estavam a decorrer os testes… Em resultado da explosão, avaliada pelos especialistas em algumas toneladas (de carga equivalente de TNT), foi arrancado o telhado e possivelmente as paredes do reator».

No dia 1 de maio, quando o nível da radiação em Kyiv atingiu o seu nível máximo, os alunos das escolas foram levados a participarem na manifestação pública na avenida Khreshatyk, alusiva ao dia 1 de maio.

No dia 27 de abril, um posto de controlo parou a automóvel VAZ, o seu condutor explicou que ele e os amigos saíram de Pripyat de manha (antes do início da evacuação geral). O grupo nada sabia nem sobre a avaria, nem sobre o marco que esta deixou neles próprios. «Verificação mostra, – escreveu o capitão do KGB, Kholod, – que o nível de radiação na superfície do automóvel superava o normal em 5000 vezes».

Dezenas de anos a URSS se treinava nas aulas da defesa civil, esperando a guerra atómica com o Ocidente capitalista. Como confirmou o “ataque civil” interno, a sua prontidão em uma situação crítica se aproximava ao zero. «Foi revelado o desconhecimento da população sobre as questões de radiação, – escreviam os oficiais do KGB, – e mais importante, nas ações profiláticas da defesa contra a radiação. Testemunhos disso são os casos de envenenamentos em massa (através de automedicação) com os remédios na base do iodo».

Entretanto, não foi só a população despreparada, mas também o poder. «Durante a instalação do sistema de pontos sanitários e de lavagem, – se escreve no relatório do dia 12 de maio, – dos 47 pontos no dia 2 de maio estavam em condições 5, nos dias 3–10 de maio outros 7… O seu pessoal não possui nenhuns meios da defesa pessoal e também foi contaminado. Além disso, cerca de 70 % dos seus funcionários são mulheres idosas e mães de famílias que se recusaram a trabalhar na zona de impacto».

Para trabalhar lá foram destacados militares. Os documentos do KGB mencionam factos interessantes: «Durante a mobilização, alguns funcionários dos comissariados, nomeadamente na Letónia, Lituânia, províncias de Lviv e de Ivano – Frankivsk, recorriam às mentiras no processo de recrutamento. As pessoas eram informados que serão enviados não para Chornobyl, mas para as terras virgens, prometiam lhes os salários 5 vezes superiores ao normal, a obtenção de viagens gratuitas aos sanatórios, a atribuição de outros tipos de benefícios às famílias». Interessante, porque o poder soviético tentou fraudulentamente recrutar os voluntários nos territórios onde gozava o menor nível do apoio popular?

Menos de um mês após a tragédia, no dia 20 da maio, o Serviço químico do Ministério da Defesa soviético emitiu a declaração sobre a «possibilidade do retorno da população aos seus antigos locais de domicílio, em algumas localidades na zona de 30 km de exclusão». Os dispositivos de medição de radiação ainda mostravam os números horríveis às centenas de quilómetros do Chornobyl. Mas, com o retorno das pessoas era possível controlar o crescimento do pânico. Por isso a proposta, apesar do seu carácter homocidário, realmente foi ponderada pela liderança soviética. Pois para a elite comunista, a propagação da informação representava o maior perigo em comparação com a propagação da radiação.


Fonte:

34 comentários:

Jorge Almeida disse...

Fora de tópico:

Não sei se já falaram disto aqui, mas, a 19-4-2012, a Al Jazeera English emitiu uma reportagem investigando sobre uma alegada fortuna que Vladimir Putin terá amealhado ao longo de anos.

Reportagem de 25 minutos em Inglês no seguinte link:

http://www.youtube.com/watch?v=xh_vYB-go-0&hd=1

Fernando Negro disse...

Ainda mais "confidencial" é o facto, do qual muito pouca gente ainda sabe, que o incidente de Chernobyl não foi, ao contrário do que muita gente pensa, o resultado de um "acidente", derivado de uma consciente irresponsabilidade por parte dos seus funcionários. Mas sim o resultado de um acto de sabotagem, ordenado pelo Ocidente.

Leiam o que eu escrevi no fórum de um ex-agente dos serviços secretos militares russos, que era responsável por um departamento que lidava exactamente com questões nucleares.

(Para mais informação sobre isto, procurem pelo que este Sr. Dimitri Khalezov escreveu sobre o assunto, creio que no seu livro sobre o 11 de Setembro. Talvez alguma coisa sobre isto se encontre também no blogue do ex-KGB, Daniel Estulin.)

O KGB lá terá as suas razões para não admitir isto publicamente. (Talvez por uma questão de orgulho.) Mas este é um facto que é já sabido por quem tem, entre as suas fontes, pessoas ligadas ao mundo dos serviços secretos.

Jest nas Wielu disse...

2 Fernando Negro

Na vida real os factos são factos quando confirmados por provas materiais - documentais e não pelos rumores ou declarações, mesmo se preferidos pelo "ex-agente dos serviços secretos militares russos"...

Jose Milhazes disse...

Fernando, a música é sempre a mesma. E não foi a CIA que inventou o comunismo para dar cabo da Rússia ou vice-versa?

Wandard disse...

É, mas se fosse nos Estados Unidos ou em algum país da Otan, teria sido sabotagem soviética, é igual ao caso do Kursk, foi deixado no acordo diplomático, assim como diversos incidentes da guerra fria foram abafados e nunca se tornaram conhecidos pelos civis. Nada muda, o espaço para texto contra a Rússia tem espaço aberto no Blog.

PEDRO LOPES disse...

"Fernando, a música é sempre a mesma. E não foi a CIA que inventou o comunismo para dar cabo da Rússia ou vice-versa?"

Dr Milhazes,

Acha que a CIA é um grupo de gente honrada e com bons princípios?
E que defendem a nação Americana?
Isto aplica-se a outras secretas quer sejam Russas, inglesas, Israelitas ou outras.

Não faço ideia se isto que foi dito pelo Fernando Negro foi ou não foi verdade.
Mas coisas deste tipo são possíveis de acontecer não tenho dúvidas.

Jest nas Wielu disse...

Creio que a questão não é sobre se determinado serviço secreto defende ou não os interesses nacionais do respectivo país. Mas se uma determinada teoria tem a base material ou não. Caso contrário porquê não vejam o caso do Anders Breivik, no seu manifesto ele acusava os "nacionalistas ucranianos", vossa lógica é bastante breivikiana, ou seja ilógica...

Francisco Lucrécio disse...

"Fernando, a música é sempre a mesma. E não foi a CIA que inventou o comunismo para dar cabo da Rússia ou vice-versa?"


Foi ao contrário!

O comunismo inventou o José Milhazes. E ele depois descobriu a CIA para o ajudar a dar cabo do comunismo.

Jose Milhazes disse...

Sr. Fernando Lucrécio, já tinha saudades suas. Diga-me para que conta a CIA me paga para eu lhe dar 50%.

Europeísta disse...

Fernando Negro,

Por favor né meu caro! Para de tomar a tanta vodka!

Com o nível técnico das usinas desses países, fora manutenção, treinamento de pessoal, política de prevenção de acidentes... muito me admira que esse tenha sido o único. Se que é foi, já que até mesmo esse foi tentado ser camuflado, mas os níveis de radiações detectados por outros países obrigaram a URSS a admitir o acontecido.

Espero que a Rússia feche todas suas centrais nucleares e assim o mundo poderá respirar mais aliviado! UfA!

Anónimo disse...

Vcs já notaram que os mais mediocres nunca assumem seus erros? Eles vivem a apontar causas exteriores como razão de seus fracassos! É assim na Rússia. Do mesmo jeito que muitos países na América Latina gostavam de, outrora, culparem seus antigos colonizadores como causa de seus insucessos (Espanha, Portugal, França, Holanda, Inglaterra e etc..), e mais atualmente o capitalismo financeiro internacional, a Rússia faz a mesma coisa. Só que em vez de culpa uma antiga potencia colonizadora, a Rússia culpa a Otan e a Cia. Tudo que há de errado no país é culpa ou da Otan ou da Cia. Foi com esse argumento que o Putin conseguiu ascender politicamente: criando um inimigo externo. Essa é a tábua de salvação de todo ditador. Por isso o regime cubano não caiu - pq eles, ou melhor, Fidel, usava exatamente a mesma Cia pra culpar pelos problemas internos do país. Mesmo sendo internos, ele sempre buscava um jeito de justuficar a economia desastrosa do país com base numa ameaça estrangeira. A ditadura na Argentina tb fez isso. Quando o povo argentino começava a se erguer contra aquele regime, o s militares de lá inventaram um guerra com a Inglaterra. Acho que chernobil ajudou a por fim a um dos regimes mais brutais que existiram na história da humanidade. Lástima que ainda haja aqueles que hoje tentam defender aquele regime.

Anónimo disse...

Anders Breivik é pro-Russia! Ele é admirador de Vladimir Putin assim como tb a líder do partido de extrema-direita francesa.

Anónimo disse...

Wandard,

aquele prédio que pegou fogo tb foi culpa da Cia? Os acidentes aereos? A outra ponte que pegou fogo...?

Vcs parecem um seita de lunáticos!

Fernando Negro disse...

Jest,

Concordo.
No entanto, se ler este artigo, para o qual chamei a atenção no fórum do Dimitri Khalezov, poderá ficar a saber que, de acordo com quem trabalha em centrais nucleares, estas instalações não explodem simplesmente, devido a uma qualquer avaria ou negligência.
Que haja fugas de radiação, quando se leva com um maremoto em cima, que tenha danificado a central, é uma coisa. Agora explodir, como aconteceu em Chernobyl é algo que simplesmente não acontece, por causas inerentes ao modo de funcionamento das próprias centrais.
(A explosão que ocorreu em Fukushima foi de um depósito de hidrogénio, resultante de água sobreaquecida, que devido à elevada temperatura se dissociou em oxigénio e hidrogénio. Não foi uma explosão de um qualquer reactor nuclear ou de toda a central nuclear em si.)
Mas ainda mais importante, para mim, é o facto de que as pessoas que menciono, "ligadas ao mundo dos serviços secretos", serem pessoas nas quais eu confio. As razões pelas quais confio nestas pessoas podem ser maioritariamente encontradas aqui. E a confirmar a credibilidade destas está o facto de fazerem previsões imensamente correctas, que mais ninguém faz. Como, por exemplo, o facto do ex-KGB, Daniel Estulin, ter acertado em cheio ao dizer, quase um ano antes, que a actual crise económica iria ter início no final de 2008, quando o preço do petróleo atingisse os 150 dólares. (Podem ver aqui o vídeo. E, sim, eu vi-o meses antes do actual Colapso económico ter início.)
Alguém aqui ouviu outra pessoa a dizer o mesmo, no início desse ano? Como é que ele sabia disto? (E esta é apenas uma delas...)
Mas, já agora, coloco-lhe a mesma questão: Tem você algumas provas de que a história oficial é verdadeira?
(Eu nem sempre acredito na palavra de regimes ditatoriais ou sequer dos governos, em geral, que repetidamente apanho a mentir. Mas em pessoas que repetidamente têm provado serem credíveis e as suas boas intenções, e que nunca apanhei a mentir, nessas já acredito.)

Anónimo disse...

Jorge,

Eu nao dou muito tempo pra que Putin liste entre as maiores fortunas do mundo da revista Forbes.

Fernando Negro disse...

José Milhazes,

Eu nunca aqui disse que a CIA inventou o Comunismo... Apenas disse, ou confirmei, em resposta a um outro comentário, que esta organização apoiou regimes comunistas, em certos países.
O que eu aqui disse foi que o Comunismo foi uma "criação dos grandes interesses económicos".

Quem primeiramente defendeu o Comunismo foi uma sociedade secreta chamado os Illuminati, 70 anos antes de ter sido publicado o Manifesto Comunista. (Sociedade secreta essa que, de acordo com as pessoas em quem eu confio, é ainda hoje controlada pelos tais "grandes interesses económicos".)

Ou isso, ou tratou-se de uma enorme coincidência e o Engels e o Marx, como pessoas estudiosas que supostamente eram, não sabiam sequer da existência passada desta sociedade secreta na Europa - que tinha sido exposta e falada entre tudo o que eram elites políticas, no passado recente dessa época - ou não sabiam estes de que princípios moviam tal sociedade - que, repito, tinha sido exposta publicamente - e, como pessoas ignorantes que eram, elaboraram por si próprios uma série de princípios que - "oh, que coincidência" - eram os mesmos defendidos por esta sociedade. (Tendo então estes "reinventado a pólvora", 70 anos depois de esta já ter sido inventada.)

Isto é uma longa história... Para a qual deixarei aqui apenas mais algumas dicas.

(Quem quiser saber a história toda, consulte o meu blogue e siga as pistas, ou as "dicas", que lá deixei. Quem não quiser, não o faça, que me é indiferente. E quem, no país de alcoólicos em que vivo, não tiver inteligência suficiente para o perceber, problema vosso. Não tivessem queimado os vossos neurónios...)

No final do século XVIII foi descoberta, exposta e posteriormente perseguida na Europa, uma sociedade secreta chamada os Illuminati. Que, entre outras coisas, esteve por trás da Revolução Francesa, na qual marcaram forte presença os chamados jacobinos - que, como muitas pessoas saberão, defendiam ideais claramente associados ao Comunismo ou Socialismo.

(Quem quiser saber que sociedade secreta era esta, pode ver este muito bom documentário sobre o assunto e também ler este acrescento.)

Fazendo um sumário das mesmas, as ideias defendidas por esta sociedade secreta de "iluminados" podem ser encontradas aqui. Poderão, se virem que princípios a motivavam, observar várias coincidências com algumas das ideias defendidas num conhecido Manifesto.

Mas, independentemente de tudo isto, observemos o surgimento do Comunismo, tal como ele é conhecido na sua forma moderna.

O Manifesto Comunista, ou mais propriamente, o seu rascunho, foi escrito por Friedrich Engels - um conhecido capitalista. Que usava parte do seu capital para financiar o Marx, que pegou no rascunho do Manifesto e lhe deu uma forma final, e também para financiar a descendência do Marx, que tratou de espalhar os ideais defendidos neste Manifesto.

(Pelo que ouvi até de um investigador, mas não pude confirmar, nos primeiros 20 anos após ter sido publicado o Manifesto, o nome do Marx nem sequer aparecia nas cópias deste documento, e apenas o de Engels, como autor do mesmo. Mas isto é irrelevante, pois, até segundo a história oficial, é admitido que foi Engels quem escreveu a sua primeira versão, ou o "rascunho" do mesmo. Embora este tenha, posteriormente - e, para mim, mal sucedidamente - tentado convencer as pessoas de que não foi ele, mas sim o Marx, o principal autor do mesmo...)

(continua)

Jest nas Wielu disse...

2 Fernando Negro

No espaço pós - soviético se diz "uma vez espião, sempre espião", dai se realmente o tal Daniel Estulin, trabalhou no KGB, pode ser usado para dizer tudo o que convêm aos antigos senhores do KGB, hoje nos lugares cimeiros do estado russo. Paul Krugman, o Nobél da economia previu a crise 1 anos antes.

Fernando Negro disse...

Temos então que o Comunismo foi uma criação de um capitalista, o qual tratou também de financiar o espalhar desta ideologia.

Décadas depois, temos a Revolução Bolchevique, também ela financiada por capitalistas, tal como é denunciado neste livro.

Temos então, repetidamente, os capitalistas a financiar o Comunismo.

Ora, como é que se explica isto?

(continua)

Fernando Negro disse...

Relativamente à criação do Comunismo, em si, reparem no evoluir da nossa sociedade. Reparem em que políticas é que vemos serem implementadas pelos vários governos ocidentais, que toda a gente bem informada sabe serem controlados pelos "grandes interesses económicos"...

Antes do Manifesto Comunista, não havia bancos centrais. Hoje, todos os governos ocidentais têm um, a controlar a economia.
Antes do Manifesto Comunista, era a família quem educava os filhos. Hoje é o Estado, que os domestica, estupidifica e lava ao cérebro.
Antes do Manifesto Comunista, os impostos eram um fenómeno reduzido. Hoje em dia, é só impostos atrás de impostos, com a sua percentagem a subir cada vez mais, fazendo com que quase tudo seja: de quem o produz ou detém e, ao mesmo tempo, de todos - por isso, "dá cá uma parte do teu rendimento, da tua herança, ou paga um bocado de renda ao Estado pela tua própria propriedade, porque estes também são de todos"...

Temos os contribuintes a financiar, cada vez mais, o Estado - que existe para controlá-los e para gerir o dinheiro dos cidadãos - e o Estado, que por sua vez é controlado pelos "grandes interesses económicos", a educar os filhos dos cidadãos por estes mesmos interesses explorados. As pessoas deixaram de ter direito aos seus próprios rendimentos e de ter direito a educar sequer os seus próprios filhos da maneira que bem entendem.

A conclusão a que chegaram vários investigadores - com o historiador Antony C. Sutton, pelo que sei, a sugeri-lo pela primeira vez - é que a criação da ideologia comunista se explica pelo facto dos ideais nesta defendidos não terem sido criados com o intuito de serem aplicados na sua totalidade. Sendo apenas defendidos inicialmente, e ainda hoje, por certos grupos, por estes "grandes interesses económicos" controlados, com o propósito de os aplicar apenas em parte, recorrendo à chamada Dialéctica Hegeliana da "Tese-Antítese-Síntese".

(Um exemplo. Tese: Existe o direito à herança. Antítese: Não existe o direito à herança. Síntese: O direito à herança existe e não existe, ao mesmo tempo. Resultado prático: Fica uma parte da herança para os descendentes e outra parte reverte para a comunidade - o que equivale a dizer, instituem-se "impostos sobre as heranças".) E por aí adiante, com outras coisas...

O objectivo final de tudo isto é, claramente, controlar cada vez mais a sociedade, para que migremos de um capitalismo de "mercado livre", para um capitalismo de economia planeada. Algo semelhante ao fascismo, que é o sonho de qualquer capitalista.

Relativamente ao Comunismo, em si, penso que aqui já deixei dicas suficientes...

(continua)

Fernando Negro disse...

Passemos então à Revolução Bolchevique.

A razão de ser de instigar esta revolução foi obviamente a mesma que está por trás de qualquer revolução controlada por interesses estrangeiros. Correr com a liderança desse país que se recusa a alinhar com, e se opõe a, esses mesmos interesses estrangeiros e meter lá fantoches políticos que sirvam esses interesses.

A Revolução Bolchevique - tal como pode ser constatado aqui, em inglês, ou aqui, em russo - foi financiada por Wall Street. E o Lenine e o Trotsky eram fantoches dos capitalistas ocidentais (consultem as hiperligações anteriores). Ao Lenine era suposto ter sucedido o Trotsky, mas o Estaline - que não sei se seria ainda mais psicopata que o Lenine - tratou de ficar ele com o poder e, assim, a URSS deixou de ser directamente controlada pelo Ocidente. Passando esta a ser apenas indirectamente controlada por este, que era responsável pelo seu desenvolvimento industrial, pois não era esta ainda tão desenvolvida como o Ocidente e, por isso, aceitou a "ajuda" deste para se desenvolver industrialmente.

(Sabiam, por exemplo, quem é que, em plena Guerra Fria, fabricava os motores de alguns aviões MiG? A britânica Rolls-Royce! - Quem quiser saber de mais pormenores deste tipo, existe uma série de três livros, do mesmo historiador, só sobre o papel ocidental no desenvolvimento industrial soviético.)

A razão de ser, de terem escolhido o modelo comunista em particular para a Rússia, está aberta à especulação.

O mencionado historiador Antony C. Sutton diz que era para impedir um verdadeiro - e suponho eu que, para controlar, através do planeamento centralizado, o - desenvolvimento industrial desta. Pois o que realmente desenvolve, segundo este historiador - ou desenvolve mais rápido, digo eu - uma economia, é o modelo do chamado "mercado livre", em que a burguesia industrial compete entre si. E, ao impedir que a Rússia adoptasse este modelo capitalista, estava-se a impedir que esta se desenvolvesse demasiado, para que não surgisse como um sério contra-poder ao países ocidentais. Pois, com a extensão de território e a riqueza em recursos naturais que tem, sempre teve este país o potencial de ser tornar na maior potência mundial. E, ao ser o Ocidente o responsável por esse mesmo desenvolvimento industrial, podia esse mesmo Ocidente, como aconteceu de facto, controlar o desenvolvimento da Rússia.

E podia seguir mais na história... Mas, em resposta ao que foi dito, penso que já disse tudo o que tinha a dizer... Leiam os livros e oiçam as palestras e entrevistas de Antony C. Sutton, que estes vos deverão tirar muitas das dúvidas que tenham.

Fernando Negro disse...

"ao ser o Ocidente o responsável por esse mesmo desenvolvimento industrial, podia esse mesmo Ocidente, tal como aconteceu, de facto, em parte [devia ter dito], controlar o desenvolvimento da Rússia."

O que nos leva a outra questão aqui levantada e que me faz outra vez mencionar um facto que já neste blogue mencionei, que é o de que os russos têm tecnologia que o Ocidente não tem.


Wandard,

A verdadeira história do Kursk também nunca foi oficialmente contada. Pois tratou-se, na realidade, de um roubo de mísseis que este tinha e a que o Ocidente não possui equivalentes.

"when it comes to the Russians, they can not admit the truth - that the 'Granit' missile with its thermo-nuclear warhead was stolen from the sunken 'Kursk' submarine".
--- Dimitri Khalezov, em inglês ou castelhano


Para mais informações, podem também ler a monografia que foi escrita pelo ex-agente do MI6, Dr. John Coleman.

Fernando Negro disse...

Jest,

É bem verdade. E ele próprio diz isso (Que, apesar de operar agora de modo independente e de pertencer agora também a um "metagrupo" mais independente, uma pessoa nunca deixa realmente de ser um KGB. E que pode ele ir "entrando" e "saindo" no decorrer da sua campanha. As informações privilegiadas que ele transmite ao público continuam a vir, em grande parte, do próprio KGB.)

Sempre tive também consciência disso. E o que me convence quanto à sua independência são: o facto de ele ter fontes também em vários dos serviços secretos ocidentais (que, sabendo melhor do que ninguém o que realmente se passa nos bastidores, estão também eles imensamente contra os grupos que ele denuncia); o facto de ele também, quando é preciso, denunciar o próprio governo russo (tendo já dito que Putin é um "traidor" relativamente aos seus subordinados, pois ele próprio e alguns dos seus camaradas foram vítimas de traição, e tendo sido o seu sítio na Internet atacado quando ele denunciou coisas relativas ao governo russo); e o facto de ele estar a fazer uma campanha própria pela libertação do seu amigo Victor Bout, enquanto o governo russo decidiu sacrificá-lo e abandoná-lo à sua sorte, sabendo este governo perfeitamente que ele é inocente do que é acusado.

Avisar do Colapso económico que estamos agora a viver, muita gente o fez. Eu próprio comecei a avisar disso quem conhecia, 5 anos antes deste ter início. Até os próprios adeptos do mercado bolsista que não sabiam da razão de ser do mesmo, começaram a perceber, cerca de 1 ano antes disto ter início e olhando apenas para os modelos informáticos de previsão da evolução do mercado, que vinha aí um grande "trambolhão".
O que ninguém foi capaz de fazer foi prever exactamente quando é que este Colapso iria ter início. E também dizer que o petróleo iria ainda subir muito mais, que valor exacto é que este iria atingir e em que altura é que isto iria ocorrer.

Jest nas Wielu disse...

2 Fernando Negro

Na URSS ainda no final dos anos 1980, contávamos uma piada: “Para que existe a URSS? Para todo o mundo saber como não é impossível viver!”

Chornobyl vs Ocidente: o que é Ocidente? Portugal? Luxemburgo? RFA do Herbert Frahm? Único Ocidente que teria possibilidade, embora muito remota, de pensar no assunto, eram os EUA e estes desde sempre apiavam a ideia de manutenção da URSS, porqué temiam muito mais a sua desintegração.

Agora, vejo uma contradição nas suas afirmações, se por um lado em plena Guerra Fria a britânica Rolls-Royce “fabricava os motores de alguns aviões MiG”, então porquê 20 anos depois alguém iria roubar os mísseis de Kursk, se no período entre 1989 à 1992 poderia os comprar ao preço de um Mercedes da 2-da mão?

Fernando Negro disse...

Jest,

Quando falo em Ocidente, nos tempos que correm, falo essencialmente nos países da OTAN.

(Falo, mais propriamente, de toda uma rede de elites ocidentais, que está acima da OTAN e que controla os países que a esta aliança pertencem, há já muito tempo e antes sequer desta aliança existir, mas, para efeitos práticos e para simplificar o diálogo, podemos falar apenas no conjunto de países que constituem esta aliança militar.)

Falo da mesma aliança de países ocidentais que está agora a construir sistemas de defesa antimíssil na Europa para impedir uma possível retaliação russa a um ataque nuclear que está a ser seriamente ponderado. Pois um dos objectivos desta aliança é, de facto, destruir a Rússia, enquanto adversário político e militar.

(Anda a Rússia, por acaso, a fazer ameaças gratuitas de ataques nucleares ao Ocidente? Qual é, então, a razão de ser de montar este sistema de defesa antimíssil?)

Obviamente que dentro desta aliança há países que são mais e outros que são menos importantes e significantes. E se Portugal conta muito pouco, os EUA são claramente quem domina, em termos de poder efectivo e poder de decisão, dentro desta aliança - sendo, quase sempre, este governo o principal interveniente em todas esta operações.

Os EUA apoiaram a URSS até certa altura. E quando desistiram da ideia, trataram - tal como nos diz o mesmo ex-conselheiro presidencial norte-americano que recomenda as obras do historiador Antony Sutton - de a destruir.

Duvido que fosse assim tão fácil roubar mísseis Granito na altura que menciona. Pois, se assim fosse, não estou a ver porque razão se dariam então os americanos ao trabalho de fazer tal operação tão arrojada em alto-mar.

PEDRO LOPES disse...

Os comentários do Fernando Negro são de facto muito interessantes.
Eu próprio já tinha lido algumas coisas a esse respeito do apoio aos bolcheviques por bancos ocidentais.
E também ás questões de troca de tecnologia ao mais alto nível.

No entanto algumas coisas não encaixam bem nesta tese.
Por exemplo, é do conhecimento geral que o exercito Branco, que combateu os bolcheviques era largamente também apoiado pelo ocidente inclusive com tropas no terreno.

Em relação á tecnologia também existem casos inversos, como por exemplo os foguetões Atlas Americanos usarem motores de fabrico Russo (RD-180).

E por exemplo na II Guerra o ocidente apenas fez alguma coisa contra Hitler em 1944 quando já os Nazis andavam de marcha atrás na URSS. Ou seja dá a sensação que o ocidente não via com maus olhos que os alemães tomassem a URSS.

E em relação ao regime Nazi também é sabido que estes foram apoiados por bancos americanos, e também receberam tecnologia da IBM entre outras.

É um assunto intrigante, mas em todo o caso eu julgo que porventura as coisas por vezes não saem como as elites pretendiam.
E essas elites não tem problemas em apoiar regimes comunistas ou fascistas desde que lhes sirvam aos seus interesses de domínio económico-social.

E eu acho que hoje ainda existe alguma resistência a essa maldita Nova Ordem Mundial ou Globalização, pois se não houvesse já estaríamos sob uma tirania global disfarçada de democracia.

Fernando Negro disse...

Pedro,

Encaixa tudo bem...

Obviamente que os países ocidentais apoiaram mais os Vermelhos - de forma encoberta - e menos os Brancos - de forma visível - para que ganhassem sim os Vermelhos. (Tratando-se o apoio aos Brancos de mero teatro, ou fachada.)

A razão de ser disto, ainda não sei. É mais um facto aberto à especulação. Será que era para, deste modo, controlar o lado Branco e sabotar as acções do mesmo? E será que era também, acima de tudo, para que todos pensassem que era do lado dos Brancos que estavam os países ocidentais, e não dos Vermelhos, que iriam desempenhar o papel de seus supostos - e que acabaram por ser, de facto, em grande parte - inimigos?

Noutras guerras, os banqueiros ocidentais fizeram ainda melhor... Financiaram ambos os lados das guerras, de modo a endividar e fazer dinheiro à custa de todos os governos nelas envolvidos, e depois decidiram o resultado das mesmas, financiando mais um lado, quando quiseram que este ganhasse uma guerra. (Quem quiser saber mais sobre isto, veja o muito bom documentário The Money Masters.)

Na Segunda Guerra Mundial, foi ainda mais giro... Apoiaram os três lados. (Se considerarmos os russos como um grupo à parte, e não os incluirmos nos restantes aliados.) Sim... Como você diz, também os nazis foram apoiados pelos banqueiros e industriais ocidentais. A razão de ser disto, expliquei-a aqui, de modo breve, num fórum de discussão. (E nessa discussão pode também ficar a saber mais sobre o papel da IBM na Alemanha nazi.)

Eu sei o quão incrível tudo isto soa... Mas isto são coisas que suponho que só fazem sentido para quem já tem um conhecimento algo aprofundado das mais importantes questões políticas... ;)

Fernando Negro disse...

E, Pedro, e também para todos: uma nota final importante.

Se vivem na Rússia, estão mais à vontade... Mas para quem viva em Portugal ou no restante "Ocidente", caso vos interessem estas questões, tenham em conta um importante facto. Que é o de que a Internet, tal como a conhecemos, já não dura muito. Pois as elites que estão a ser por mim, e por muito mais gente, denunciadas, não gostam mesmo nada que se fale aqui destas coisas.

O encerramento de sítios na Internet de partilha de informação e a aprovação de leis draconianas que visam controlar a informação na Internet já começou. E penso que o caminho que irá ser seguido, daqui para a frente, por todos os governos ocidentais (por estas elites controlados) é óbvio para muitos. Isto são assuntos que demoram meses, ou mesmo anos, (dependendo do ritmo de cada um) a estudar e a compreender. Por isso, se ficarem interessados, "aproveitem para ler, enquanto podem".

Aqui, em Portugal - país onde o Fascismo durou quase meio século - a "resistência" à "tirania global", semelhante ao antigo regime, é pouca ou nenhuma. E não vejo perspectivas nada boas, também sequer para o restante Ocidente, no que toca à liberdade de expressão e de divulgação da informação aqui na Internet.

Jest nas Wielu disse...

2 Fernando Negro

E quais são as provas materiais do envolvimento americano na tal "operação arrojada em alto-mar"?

E já agora, amigo Fernando poderia me informar sobre o número de vítimas mortais produzido pelo o "fascismo" português? Grato.

Fernando Negro disse...

Jest,

Sobre provas materiais relativas ao Kursk, o Dr. Coleman fala sobre um dano que apresentava o submarino, que era indicativo de (ou consistente com o) ter sido abalroado por um outro submarino. E este fala também na prova "circunstancial" de ter sido avistado um submarino americano na zona. Provas definitivas, pelo que sei, não existem. E nunca me dei ao trabalho de procurar por fotografias que comprovem tal dano porque, tal como disse anteriormente, estas são pessoas nas quais - ao contrário dos governos - aprendi a confiar. Pelo que sei, nem os próprios russos sabem, ao certo, quem é que efectou tal operação. Apenas que terá sido um qualquer país inimigo da Rússia, com capacidade para tal.

Sobre o número de vítimas do Fascismo português, não sei qual foi. Sei que foi muito menor que noutros países que tiveram regimes fascistas. Mas isso foi também porque muito pouca gente aqui se opunha ao regime. Se a sua intenção é comparar os regimes fascistas, incluindo o português, aos os regimes comunistas, esteja descansado que sei perfeitamente que os comunistas têm sido historicamente muito piores que os fascistas. E que ninguém os bate no número de vítimas que causaram.

A versão portuguesa do Fascismo pode ter sido uma versão "ligeira", quando comparada com a de outros países. Mas vivia-se, ainda assim, definitivamente num regime Fascista (sem aspas). Quem se opunha, de modo sério, ao regime, era preso, torturado (por vezes até à morte), enviado para um campo de concentração ou simplesmente morto.

PEDRO LOPES disse...

Fernando

Já vi esse documentário "The Money Masters". É dos melhores que existem.
E foi feito por economistas americanos e não por uns badamecos quaisquer.

Houve uma fase em que tomei a noção absoluta de que o 11/set fora uma obra interna delineada pelos poderes (O Sistema).

Esse trágico acontecimento obrigou-me a rever as teses em que acreditava até então.

E desatei a ver documentários e ler muitas coisas. Assuntos como a industria farmacêutica, a industria alimentar, os OGMs, a economia, guerras e conflitos, corrupção etc.

Para muitos por aqui facilmente encaixam estas coisas em "teorias da conspiração", mas o que é facto é que a partir dessa altura as coisas começaram a fazer mais sentido.

Fernando Negro disse...

(A ver se terminamos aqui esta discussão, pois já nos estamos a desviar, em muito, do assunto original da colocação...) ;)


Pedro,

No meu caso pessoal, foi também através da história do 11 de Setembro que descobri tudo isto. Quando, após uma pesquisa séria de alguns meses sobre os atentados, descobri em choque que tinha sido o próprio governo norte-americano o responsável pelos mesmos. Por saber que não era apenas este o governo que estava a beneficiar de tal acontecimento e por saber de indícios de que não era também apenas este o governo envolvido nas operações relacionadas com tais atentados, fiquei obcecado em descobrir quem é que estava então por trás de toda essa incrível história. E foi assim que descobri a tal rede internacional, de que falo, que gere a política ocidental nos bastidores.

E, do que descobri, posso dizer-vos que o 11 de Setembro é apenas uma de várias mentiras históricas que nos são contadas. E que, da Revolução Francesa para a frente, a História oficial que nos contam nas escolas está cheia de mentiras e há pormenores mesmo muito importantes que são omitidos, que permitem fazer uma interpretação muito diferente da que as pessoas, por norma, fazem dos acontecimentos.


José Milhazes e todos,

Eu não possuo nenhuma obsessão em culpar os americanos, ou o que eu chamo o Ocidente, de tudo. A minha obsessão está em descobrir a Verdade, vá ela dar onde for. E o que acontece é que, por ter o Ocidente o hábito de se andar a meter nos assuntos internos dos outros países, é com este que eu muitas vezes me deparo quando me informo sobre acontecimentos que ocorrem fora do seu espaço geográfico.

Eu denuncio os podres dos americanos, dos russos e de todos mais sobre quem eu saiba coisas desconhecidas. E critico, quando tenho de criticar, pessoas de qualquer ideologia. Sejam elas capitalistas, comunistas ou até mesmo as que, como eu, se dizem anarquistas.

Jest nas Wielu disse...

2 Fernando Negro

Prazer de falar com uma pessoa que usa os argumentos racionais, como V. Excia.

O dano no Kursk pode ser o sinal do impacto entre o submarino e solo, Kursk tinha 154 metros de comprimento e afundou no local com apenas 108 m de profundidade. Além disso, na zona estava o cruzador e um outro submarino russo, por isso creio que as teorias de conspiração não passam de teorias. É mais barato comprar o tal míssil “secreto” do que extrai-lo numa operação daquelas.

“Fascismo” português: no campo do Tarrafal morreram 37 pessoas, uma horrível tragédia individual, mas se a comparamos a com a “obra” do http://en.wikipedia.org/wiki/Vasili_Blokhin que fez 7.000 (sete mil) disparos em 28 dias (!), creio que são coisas incomparáveis...

Anónimo disse...

fernando negro:

oque vc acha das vitimas do stalinismo? acha que o numero foi altamente inflado ja que stalin era odiado?

Wandard disse...

Fernando,

Existiam dois submarinos, quando do acidente do Kursk, um inglês e o outro americano. Até onde sei, os artefatos não foram roubados. Porém um acordo entre Moscou e Washington abafou o caso.