segunda-feira, abril 02, 2012

«Португалия: «Здесь русский дух...» Лиссабон (Portugal: «Aqui está presente o espírito russo…» Lisboa)




Caros leitores, peço desculpa por esta semana de silêncio, mas outros afazeres importantes me impediram de dedicar a devida atenção ao blog.
Estive muito ocupado na preparação do livro em russo, escrito por mim e pela minha esposa, que será posto à venda em Portugal na segunda-feira pela Editora Aletheia, em edição limitada.
O livro  «Португалия: «Здесь русский дух...» Лиссабон (Portugal: «Aqui está presente o espírito russo…» Lisboa) não é um roteiro turístico clássico, mas uma tentativa de mostrar aos russos que visitam Portugal que o nosso país não é assim tão estranho para eles como parece à primeira vista.
Os leitores do meu livro poderão ver Lisboa, o Estoril e o Cabo da Roca através do olhar de russos que visitaram essas regiões noutras épocas. Claro que não se trata de olhares simples, mas de conhecidos vultos da marinha, ciência, pintura e literatura da Rússia dos séc. XIX, XX e XXI.
Como viam o Tejo e Lisboa os navegadores russos quando entravam no rio Tejo no séc. XIX? Como retratou Lisboa e a Torre de Belém Ivan Aivazovski, um dos maiores pintores russos de origem arménia? Como viram os russos o Terramoto de Lisboa de 1755, o regicídio de 1908 ou a implantação da República em 1910? Como comentaram esses acontecimentos Mikhail Lomonossov, Fiodor Dostoevski, Alexandre Block, Lev Tolstoi ou Vladimir Lenine? Como olharam os russos para manifestações religiosas populares como as procissões ou o toque dos sinos das igrejas lisboetas? Como receberam o fado cantado por vozes como Amália Rodrigues e Mariza? Com que olhos olharam para as touradas no início do séc. XIX e nos finais do séc. XX? Que local da capital portuguesa inspirou o conhecido poeta soviético e russo Evgueni Evtuchenko? Que versos sobre Lisboa escreveram o famoso pintor judeu de origem russa Mark Chagal ou o Prémio Nobel da Literatura, Iossif Brodski? Porque é que o Museu Gulbenkian é o “mais russo” de todos os museus portugueses? Com que impressão ficaram da cozinha e vinhos portugueses espiões do KGB ou dissidentes soviéticos? O que levava os agentes secretos a utilizar os restaurantes de Lisboa como ponto de encontro com as suas fontes?
Fomos procurar respostas a essas perguntas e o resultado está no livro, que não pretende ser uma obra exaustiva neste campo.
Claro que nós não ousaríamos escrever um livro em russo sem apoio de amigos russos, e eles foram: Renati Valiuline, jornalista da rádio Eco de Moscovo e tradutor, e Vitali Gnatiuk, correspondente da Rádio Renascença em Moscovo e tradutor.
E claro que não podemos deixar de frisar o espírito de ousadia da Editora Aletheia ao publicar em Portugal um livro em língua russa.
Uma prenda para os amigos russos que visitam Portugal e para aqueles que sabem russo e se interessam pela história das relações entre o nosso país e a Rússia.
O livro poderá ser adquirido na Livraria Aletheia, Rua do Século, Nº 13 (Bairro Alto) Lisboa. Poderá ser também encomendado via Internet através do mail: aletheia@aletheia.pt. O PVP do livro é de 24,90 euros.

5 comentários:

PEDRO LOPES disse...

Dr Milhazes,

Parabéns pela iniciativa. Acho-a bastante interessante.
Desejo que tenha bastante sucesso com esse trabalho.
Mas já agora segundo eu percebi o livro vai ser publicado também em Portugal, mas em língua Russa? Não publicam em português?

Anónimo disse...

Eu, como não sei russo mas gostaria de ler essa interessante perspectiva, como posso aceder ao Livro?

Jose Milhazes disse...

Caros leitores, o livro foi publicado em língua russa e vai ser vendido em Portugal na livraria Aletheia, na Rua do Século, 13 (Bairro Alto), Lisboa. Será vendido também noutros lugares, mas, em língua portuguesa, não sei se será possível publicar, pois o mercado português está muito mau.

Anónimo disse...

Meu caro José Milhazes,
Parabéns pela sua iniciativa.
Vejo que está entusiasmado com o lançamento do livro, o que é compreensível.
Com tanto entusiasmo que, no seu texto, até datou a implantação da Repúlica cinco anos mais cedo (em 1905) e antes do regicídio.
Lapso, é evidente.
Estou certo que o livro vai ser um sucesso.

José Baptista Evaristo

Jose Milhazes disse...

Caro José Baptista, obrigado pelo reparo. Felizmente, no livro, as datas estão todas correctas.