quarta-feira, junho 06, 2012

RÚSSIA CONTRA A EVENTUAL MUDANÇA DE REGIME NA SÍRIA

Texto enviado pelo leitor Europeísta:
 
"Segue abaixo texto originalmente publicado no http://gladio.blogspot.com.br/ do blogueiro Caturo.
 
RÚSSIA CONTRA A EVENTUAL MUDANÇA DE REGIME NA SÍRIA
http://pt.euronews.com/2012/05/28/russia-contra-qualquer-mudanca-de-regime-na-siria/ (texto oiriginalmente redigido sob o novo acordo ortográfico mas corrigido aqui de acordo com a ortografia portuguesa)
Moscovo responsabiliza o governo de Bashar Al-Assad e a oposição pelo massacre deste fim-de-semana na Síria.
Ao contrário da comunidade internacional, A Rússia considera que as duas partes estão envolvidas no ataque.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou por unanimidade o massacre que atribui ao regime sírio, entretanto, negado.
“Penso que faz parte do comportamento do regime de Assad, cometer atrocidades e tentar depois responsabilizar as outras pessoas. Por isso, temos de manter os nossos olhos bem abertos, mas vai ser difícil apurar o que aconteceu tanto neste como noutros incidentes” afirma o chefe da diplomacia britânico, William Hague.
Moscovo considera que solução para o conflito passa pela aplicação do plano do mediador internacional da ONU e da Liga Árabe para a Síria.
“É muito importante que as todas as partes envolvidas joguem o mesmo jogo, ou seja, a procurem implementar o plano de Annan e não mudar o regime. Temos de escolher as nossas prioridades e definir se queremos atingir os nossos objectivos políticos ou salvar vidas. É essa a questão” refere o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.
O cessar-fogo em vigor desde meados de Abril tem sido, sucessivamente, violado. Só este fim-de-semana terão sido mortas cerca de duas centenas de pessoas.
Kofi Annan chega, hoje, a Damasco. O mediador internacional da ONU e da Liga Árabe para a Síria reúne-se, esta terça-feira, com Bashar Al-Assad.
A Rússia continua assim a fazer frente ao que se prepara na Síria, que é a substituição de um regime laico e autoritário por um regime islamista - porque são islamistas os «rebeldes», disso não restam dúvidas. Do lado destes estão a islamista Turquia e o seu aliado americano, que por sua vez leva atrás de si o resto da OTAN. Mais uma vez, os EUA alinham ao lado das forças islamistas, como de resto já tinham feito na Guerra da Jugoslávia, contra os Sérvios. Confirma-se o que já Alexandre del Valle dizia, no seu «Guerras Contra a Europa - Bósnia, Kosovo, Tchetchénia...», que, redigido em Abril de 2001, continua magistralmente actual quanto ao que se passa em termos de geo-política mundial: o país do Tio Sam apoia o Islão sempre que possível, numa míope tentativa de lhe conquistar a simpatia e ao mesmo tempo combater o poder russo, como se este lhe fosse mais adverso do que o muçulmano."
 

9 comentários:

Jose Milhazes disse...

Caro Europeísta, se esta análise corresponder à verdade, significa que os dirigentes dos EUA e da Europa são suicidas. Será que as coisas são mesmo assim tão lineares? O objectivo é apenas enfraquecer a Rússia?

Europeísta disse...

Caro Sr. Milhazes,

A Alquaeda que outrora era inimiga, hoje, parece-me, é uma aliada. O candidato da irmãdade mulçumana no Egito já ameaçou os critãos coptas de que devem se converter ou pagar uma espécie de tributo pago por religiões minoritárias. É isso ou a expulsão.

A política externa dos EUA é dúbia em relação aos países islamicos, uma hora bate, no outra afaga. A questão envolvendo aliados no Oriente Médio é complexa e ambigua. A Arábia Saudita, por exemplo, ao mesmo tempo que se diz aliada muitas das vezes age como inimiga. Há muito jogo duplo nessa geopolítica.

Jose Milhazes disse...

Caro, estou de acordo, afinal as coisas não são tão lineares como são desenhadas no texto que enviou. As questões são mesmo muito complexas, daí ser impossível fazer afirmações peremptórias e previsões.

PEDRO LOPES disse...

"A Alquaeda que outrora era inimiga, hoje, parece-me, é uma aliada"

Europeista,

Você começou a abrir os olhos ou é impressão minha?
Essa frase no entanto não acho que esteja correta, porque a Alquaeda sempre foi aliada dos EUA.Sempre.
Se foi a CIA que a criou como podia ser inimiga dos EUA. Ainda recentemente a Hilary Clinton o disse, que a Alquaeda foi criada para combater a URSS no Afeganistão.

Podem confirmar aqui os depoimentos da Hilary Clinton:

http://www.youtube.com/watch?v=Dqn0bm4E9yw

Wandard disse...

"Caro Europeísta, se esta análise corresponder à verdade, significa que os dirigentes dos EUA e da Europa são suicidas. Será que as coisas são mesmo assim tão lineares? O objectivo é apenas enfraquecer a Rússia?"

O Sr. Milhazes realmente acredita que toda a pressão dos líderes europeus e dos Estados Unidos em relação a Síria, deve-se a preocupação com o povo sírio e a democracia?

Anónimo disse...

Este Caturo (Celso Nuno Marques Carvalhana, de seu verdadeiro nome) é um neo-nazi pagão, muito eloquente na blogosfera mas, ao que consta, bastante manso quando a conversa é "olhos nos olhos"...

Anónimo disse...

Esse tipo desse blog é uma vergonha, doutor milhazes não passe confiança a semelhante abécula.

O seu blog nada ganha com esse tipo.

Para estes tipos o inimigo de Portugal são os africanos, aliás esse tipo é dos que defende que Portugal deve abdicar da independencia e juntar-se com os espanhóis, é iberista, isto para "enfrentar" aquilo que estes anormais definam como a ameaça negra.

Veja bem que nacionalistas de meia tijela, que defendem a alienação da soberania nacional.

Têm mais de traidores do que nacionalistas.

Caturo disse...

O último comentador é um atrasado mental chapado ou simplesmente um ridículo mentiroso, uma vez que nunca na vida eu defendi qualquer iberismo. Que a ameaça da perda da identidade por via da imigração africana é um facto, e uma ameaça incomparavelmente maior do que qualquer balofa invasão espanhola obviamente - só um atrasadinho é que ainda acredita que tal espanholada seja actualmente possível - mas isso está a um oceano de distância de dizer que eu defendo o iberismo, quando na verdade até publico frequentemente tópicos a saudar o nacionalismo independentista na Catalunha bem como noutras nações debaixo do poder castelhano, tais como Euskadi e a nossa irmã Galiza.

Quanto ao outro anónimo, que por cobardia e baixeza de carácter resolveu dizer o meu nome, é curioso que se baseie no que alegadamente «consta», mas nunca nenhum indivíduo alguma vez me tenha confrontado em conversa olhos nos olhos. E nem era nada impossível que o fizessem, uma vez que frequentemente participo em manifestações nacionalistas. Mas aparecerem-me à frente é que nunca.

De resto, só por exemplar rasquice de argumentação é que se tenta invalidar o que o tópico diz, da minha autoria original, através da evocação de outras ideias minhas, só indirectamente relacionadas com o tema em questão. É mesmo de quem não tem argumentos nem ideias e resolve por isso apelar ao insulto gratuito e, como se viu, à difamação mais cretina.

Anónimo disse...

como tu escreves bem e como poderias aproveitar esse teu dom e conhecimento verdadeiro "das coisas" em algo útil paras o teu futuro