domingo, setembro 30, 2012

Eleitores vão eleger Parlamento da Geórgia em ambiente de grande tensão

Os habitantes da Geórgia vão hoje às urnas para eleger 150 deputados num ambiente de alta tensão política, depois de uma campanha marcada por uma guerra de "materiais comprometedores".
Serão eleitos em círculos maioritários 77 deputados, enquanto que 73 serão escolhidos em círculos uninominais.
No escrutínio participam duas coligações eleitorais e 14 partidos, mas todas as atenções estão centradas na luta entre o Movimento Nacional Unido, do Presidente Mikhail Saakachvili, e o Sonho Georgiano, coligação dirigida pelo multimilionário Bidzina Ivanichvili e Kakha Kaladzé, antigo jogador do Milan.
A campanha eleitoral ficou marcada por forte violência verbal e pela publicação de um vídeo que denunciava torturas de prisioneiros no maior centro penitenciário do país, tendo a oposição atirado as responsabilidades para cima de Saakachvili.
O Presidente demitiu imediatamente uma série de altos funcionários responsáveis pelo setor e mandou abrir um inquérito.
Os resultados das sondagens realizadas são contraditórios. Um estudo do Instituto Democrático Nacional dos Estados Unidos dá uma vitória folgada ao partido de Saakachvili com 47 por cento dos votos, enquanto que o Sonho Georgiano se fica pelos 10 por cento.
Porém, uma sondagem realizada por organizações não parlamentares georgianas dão ao Sonho Georgiano 48 por cento dos votos, enquanto o movimento de Saakachvili conseguirá 14 por cento.
Não obstante o grande número de observadores nacionais e internacionais presentes (de mais de cem organizações), a oposição acusa o poder de se preparar para falsificar os resultados e ameaça sair para a rua em sinal de protesto.
A importância deste escrutínio reside também no facto de ele poder vir a ser uma espécie de ponte para o Presidente Saakachvili continuar à frente dos destinos do país.
Segundo emendas feitas à Constituição, o Presidente da Geórgia que for eleito em 2013 terá muito menos poderes do que o atual, passando o primeiro-ministro e o presidente do Parlamento a serem as figuras centrais do sistema político georgiano.
Em caso de vitória do seu partido, Saakachvili poderá continuar à frente dos destinos do país.

1 comentário:

Marshall Zhukov disse...

A Geórgia é para a Rùssia o que o Paraguai é para o Brasil...

É a mesma coisa! A Georgia é um Paraguai do Cáucaso... Ninguem vai perder tempo dando apoio e suporte para um país como a Geórgia!