sexta-feira, outubro 12, 2012

Empresa russa tenciona construir oleoduto entre Moçambique e Zimbabwe




 A Rosneft, maior empresa pública russa no campo da exploração de petróleo, anunciou que tenciona construir um oleoduto entre Moçambique e o Zimbabwe, que deverá custar cerca de 500 milhões de euros.
Segundo Roman Trotzenko, conselheiro do diretor dessa empresa, estão a ser realizadas conversações sobre a construção de um oleoduto que irá ligar o porto da Beira a Harare, capital do Zimbabwe.
“O projeto não é complicado em geral, mas é complicado do ponto de vista jurídico, pois iremos trabalhar, no início, com duas jurisdições, mas quando se juntarem outras, teremos um grande acordo intergovernamental entre seis países”, precisou ele, em declarações à agência ITAR-TASS.
Trotzenko frisou que o acordo deverá ficar pronto até ao fim do ano.
A necessidade da construção deste oleoduto é explicada pelo sobrecarregamento das infraestruturas existentes.
“Por isso consideramos este projeto comercialmente importante para as infraestruturas e justificado”, justificou Trotzenko, acrescentando que, no Zimbabwe, o preço da gasolina é um dos mais altos no mundo.
O atual diretor da Rosneft é Igor Setchin, um dos homens mais próximos do Presidente Putin. Nos anos de 1980, esteve em Moçambique e Angola, onde trabalhou para a espionagem soviética.
Porém, alguns analistas consideram este projeto puramente político.
“A atividade económica nesses países está ligada a altos riscos políticos. Além disso, não se compreende onde é que a Rosneft vai buscar o petróleo. Nos últimos tempos, foi publicada informação de que a plataforma continental de Moçambique é rica em hidrocarbonetos, mas a empresa pública não tem atualmente capacidade de realizar semelhantes projetos de extração de petróleo”, considera Valeri Nesterov, perito da empresa Troika Dialog, em declarações ao jornal Kommersant.

7 comentários:

PortugueseMan disse...

...Porém, alguns analistas consideram este projeto puramente político.
“A atividade económica nesses países está ligada a altos riscos políticos. Além disso, não se compreende onde é que a Rosneft vai buscar o petróleo...


Confesso que não percebo estes analistas, até parece que o facto da Rosneft participar na construção de um pipeline é uma coisa negativa.

Estamos a falar de um projecto, de ganhar dinheiro, de trabalho, estamos a falar da Rosneft meter o pé neste lugar, onde já andam americanos, italianos, franceses, etc.

Que raio de analistas são estes, que quando se anuncia a participação da construção de um pipeline, ficam a interrogar-se onde a Rosneft vai buscar o petróleo. Que raio, EXISTE a necessidade de construção de mais pipelines, portanto petróleo existe certo?

Ele há coisas...

Jose Milhazes disse...

PM, só são aceites os analistas que têm a sua opinião. Estes analistas talvez saibam melhor do que você qual a situação financeira da Rosneft.

PortugueseMan disse...

...Estes analistas talvez saibam melhor do que você qual a situação financeira da Rosneft...

Ou se calhar talvez não.

Porque se esses analistas pôem em causa a situação financeira da Rosneft, é o mesmo que meter em causa a situação financeira da Rússia.

Com analistas deste calibre, talvez se explique porque o Troika Dialog se lixou ao ponto do estado ter de vir em seu auxílio.

Pippo disse...

Talvez devamos começar pela base:
"alguns analistas"... ora bem, QUEM SÃO estes analistas? Têm nome? Trabalham para algum organismo ou empresa?
Desvendado este mistério talvez possamos perceber se realmente estes analistas sabem ou não melhor do que o PM (ou outros) qual a situação financeira da Rosneft.

Jose Milhazes disse...

Pippo, tem o nome de um dos analistas e da empresa. Vá ver quem são.
Ao PM, recomendo ir dar uma volta ao bilhar, pois a paciência tem limites.

PortugueseMan disse...

...Ao PM, recomendo ir dar uma volta ao bilhar, pois a paciência tem limites.

Toquei em algum nervo meu caro? Não posso fazer uma simples crítica a uns analistas?

Tenho que engolir tudo o que me dizem por aí?

Sabe, o tempo da outra senhora já lá vai.

Para quem coloca tantos artigos críticos sobre o que se passa na Rússia, causa-me espanto esta a agressividade a um leitor, apenas por colocar a sua opinião sobre analistas.

A não ser que o blogue tenha mudado de direcção e já não permita a diferença de ideias. Nesse caso deveria avisar os seus leitores.

Pippo disse...

Ok, temos UM nome quando são referidos VÁRIOS analistas. Não fico muito esclarecido...

Quanto à análise, o único país politicamente instável é o Zimbabwe, pois Moçambique, apesar de tudo, tem mantido uma enorme estabilidade política face às circunstância locais (Fim de guerra civil sem vencedores nem vencidos, pobreza, etc.). Se uma empresa vê perspectivas de negócio numa zona "virgem", é de aproveitar agora. Além disso, mais cedo ou mais tarde Mugabe, com 88 anos, irá desaparecer e alguém, se calhar o Morgan Tsvangirai, irá suceder-lhe. Quando isso acontecer o país certamente melhorará, quer política, quer economicamente, e quem já lá estiver estará numa melhor posição para recolher os louros.

Portanto, neste campo, lamento mas terei mesmo de concordar com o PM.