sexta-feira, abril 26, 2013

Livro: “Álvaro Cunhal no País dos Sovietes” reúne fotografias dos anos do exílio

 
Lisboa, 26 abr (Lusa) – O álbum de fotografias “Álvaro Cunhal no País dos Sovietes”, a partir de hoje nas livrarias, ilustra o papel do secretário-geral do PCP enquanto protagonista político internacional mas sobretudo a influência de Moscovo na vida do dirigente comunista português.
Da autoria dos historiadores Helena Matos e José Milhazes, a coleção de fotografias situa Álvaro Cunhal (1913-2005) na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) logo após a fuga da prisão de Peniche em 1960 até aos anos que antecederam a queda do império soviético.
“Neste livro, encontramos um Álvaro Cunhal mais informal, mais humano, que dá autógrafos, que sorri e que fuma”, diz José Milhazes, jornalista e historiador, e um dos autores do livro de fotografias referindo-se à imagem da capa em que Cunhal, esboçando um sorriso, aparece ainda de cabelo escuro e com um cigarro entre os dedos.
“Do ponto de vista político sem dúvida que a melhor imagem é aquela em que Cunhal aparece junto a grandes dirigentes do movimento comunista internacional, onde aparece sorridente com Fidel Castro e outros dirigentes. É o momento mais alto de Álvaro Cunhal no movimento comunista internacional”, sublinha Milhazes referindo-se a uma fotografia captada em Moscovo no dia 25 de fevereiro de 1976.
Nas três fotografias do XXV Congresso do Partido Comunista da União Soviética (páginas 37-38) Cunhal conversa “alegremente” no Palácio dos Congressos do Kremlin com Hustav Husak, presidente da Checoslováquia, Fidel Castro, presidente cubano, Erik Honekker, primeiro secretário do Comité Central do Partido Socialista Unido da Alemanha, e Le Zuan, primeiro secretário do Partido dos Trabalhadores do Vietnam.
“Neste livro nota-se a importância de Cunhal, sobretudo quando se comparam as datas. Uma coisa é Cunhal antes do 25 de novembro de 1975 e outra é depois. Basta comparar aquela fotografia em que ele está num plano dianteiro num dos congressos (página 37) e depois onde Cunhal aparece ao fundo na famosa tela de Dimitri Nabaldian num congresso logo a seguir (página 67). Há uma certa diferença porque se Cunhal continuasse a desempenhar um papel como aquele que desempenhava antes do 25 de novembro claro que no quadro apareceria num plano muito mais dianteiro”, explica Milhazes referindo-se ao significado político das imagens.
Além do caráter político da estética soviética, o álbum que reúne fotografias que foram publicadas ao longo dos anos em publicações soviéticas mostra também, segundo os autores, a influência que a “linguagem” de Moscovo exerceu junto de Cunhal.
“Na sua primeira aparição no espaço público em Portugal após o 25 de Abril – em cima de uma viatura militar, no aeroporto – é óbvia a encenação soviética”, escreve Helena Matos no texto de introdução em que refere o papel central do mundo soviético na vida do secretário-geral do PCP.
“Álvaro Cunhal nasceu em 1913. A URSS ainda não existia. Quando Álvaro Cunhal morreu, em junho de 2005, a URSS já desaparecera. A infância e a velhice são os únicos tempos da sua vida longa em que não está enquadrado pelo mundo soviético”, refere Helena Matos, que também se refere ao conhecido “secretismo” sempre presente na vida do líder comunista.
“Santiago Carrilllo, líder do Partido Comunista de Espanha, falaria da mania do secretismo em relação a Álvaro Cunhal – há que ter em conta que a contenção da imprensa portuguesa face à vida privada dos seus políticos torna-se, no caso de Cunhal, uma espécie de tabu que a democracia em vez de quebrar, acentuou e mitificou”, refere a historiadora na introdução do álbum de fotografias sobre o secretário-geral do PCP no “País dos Sovietes”.
O livro reúne ainda fotografias no Kremlin, que mostram Cunhal com Nito Alves do MPLA, em 1976, então ministro da Administração Interna do Governo angolano e que foi fuzilado em Luanda na sequência do golpe que protagonizou um ano depois.
Há ainda imagens de Cunhal com líderes comunistas internacionais, com filhos dos funcionários do PCP em Moscovo, incluindo a própria filha Ana Cunhal, militares e cosmonautas - os protagonistas da “Vitória Cósmica” exaltada pelo secretário-geral dos comunistas portugueses.
“Nos êxitos da cosmonáutica soviética sintetizam-se os maiores êxitos do socialismo, na economia, na ciência, técnica, cultura e política, o trabalho coletivo do povo soviético que vai à frente de todos na via do progresso”, escreve Cunhal num artigo publicado na URSS com o título “O futuro pertence-nos”, em 1966.
Quando em 1989 Cunhal realiza a última viagem, por motivos de saúde, a Moscovo, o futuro ficará marcado pela queda do Muro de Berlim e pelo colapso da URSS, um dos momentos “seguramente mais trágicos” da vida do dirigente histórico dos comunistas portugueses, segundo José Milhazes.
O livro “Álvaro Cunhal no País dos Sovietes”, da Aletheia Editores, 68 páginas, é apresentado pelos autores na terça-feira, em Lisboa.

PSP // MLL
Lusa/fim

17 comentários:

Anónimo disse...

Apenas há uns meses tomei conhecimento do seu blog o qual comecei a ler com alguma regularidade. Já conheço o seu trabalho há alguns anos, como correspondente, especialmente através da SIC, se não estou em erro.

O que me leva a dirigir-lhe estas poucas palavras, para além de parebenizá-lo pelo seu trabalho, como jornalista/correspondente, é o facto de não entender o fascínio que os portugueses têm por um personagem, neste caso Álvaro Cunhal, que tudo fez para nos "vender" à ex União Soviética de má memória para qualquer democrata e a influência que teve sobre "lunáticos" como Vasco Gonçalves e Otelo Saraiva de Carvalho, por exemplo.

Passei a minha vida a ouvir dizer que era uns dos melhores políticos que existiam porque era "coerente". Hitler e Staline também eram "coerentes". Salazar também, já agora. Muito sinceramente, não vejo grande diferença entre este "nosso" personagem e os nomes que referi atrás. Caso não fosse travado o seu ímpeto totalitarista na altura certa, teríamos, não uma revolução de cravos vermelhos mas, só vermelha de sangue.

Passei por tudo isso com 14/15 anos e continuo sem entender as deferências que tal "patologia" ainda merece, nos dias de hoje.

Acho que, históricamente, é importantíssimo toda a gente saber as intenções de pessoas com essas características (Hitler, Staline, Salazar, Cunhal, Pinochet, Fidel Castro, Che Guevara, Pol Pot, Mao Tse Tung, Enver Hoxa e tantos outros infelizmente); só não entendo o facto de quando se trata de um ditador de esquerda é um herói mundial e quando é um ditador de direita é um ser abjecto, quando na realidade são todos, mas todos, no mínimo, seres desprezíveis e abjectos.

Enfim, coisas que nunca hei-de entender.

José Manuel Nunes, Coimbra

Anónimo disse...

creio que pintor se chamava Nalbandyan http://en.wikipedia.org/wiki/Dmitriy_Nalbandyan

Anónimo disse...



Já tive ocasião de ler o livrinho.
Sim porque é tão diminuto em tamanho e conteúdo que só deve ser classificado disso dessa forma.

É aquilo que se pode chamar sem presunção nem vaidade " UMA BORRADA EM TRÊS ACTOS".

Porque será que o José Milhazes não colocou uma foto das suas ao lado do seu ídolo de tempos passados?

Enfim; frustrações de épocas diferentes.

Ludovico Piçarra.

Anónimo disse...


"Enfim, coisas que nunca hei-de entender.

José Manuel Nunes, Coimbra".

Meu caríssimo Amigo, não entende porque não sabe absolutamente nada sobre aquilo que escreveu.

Se é cozinheiro, deve ser um péssimo profissional.

A mixórdia que confecionou indica isso mesmo.

Aconselho-o a dedicar-se mais à leitura, essa é única forma de destruir a sua ignorância.

Ludovico Piçarra.

José Milhazes disse...

Leitor Ludovico, o sr. deve ter lido o livro com muito pouca atenção. Talvez porque já saiba tudo e o livro foi escrito para aqueles que querem saber algo de novo.
Você já conhecia todas aquelas fotografias? Sabe porque não coloquei a foto minha com Álvaro Cunhal, porque nunca o conheci pessoalmente e só o vi a discursar em tribunas.
A mim pode-me insultar, mas não insulte o leitor, mesmo que ele não tenha razão. Concluindo, continue a ser do PCP e seja feliz!

José Milhazes disse...

Caro Leitor José Manuel, estou plenamente de acordo consigo. Mas você não deve ter lido o livro, pois ninguém tenciona fazer de Álvaro Cunhal um herói. A minha opinião pessoal é a seguinte: Cunhal lutou contra a ditadura fascista, mas também lutou por outra ditadura sanguinária. Cunhal perdeu o grande combate da sua vida: a vitória do comunismo em Portugal.
Eu sou jornalista e historiador. Eu e a Helena Matos escrevemos um livro de história, nada mais.

Anónimo disse...

Caro José Milhazes, antes de mais as minhas desculpas por só hoje voltar mas, afazeres profissionais, que não a cozinha :-), impedem-me de voltar aqui com a frequência desejada.

Nunca foi minha intenção fazer uma crítica ao livro que, na realidade nunca li, nem tão pouco aos seus autores (também acompanho os textos da Helena Matos no Blasfémias e no jornal onde escreve).

Quem quiser uma biografia de Álvaro Cunhal poderá consultar o acervo de José Pacheco Pereira que, é dos mais completos, como sabe. É importante. O vosso livro, é importante. Tudo o que se escreva sobre Álvaro Cunhal, para mim, é importante. Apenas acho que os media portugueses têm um fascínio por Cunhal que não entendo, por tudo o que ele fez depois do 25 de Abril.

O meu primeiro texto, o qual reitero, é mais sobre os media do que sobre autores que, por uma razão histórica, e bem, escrevem sobre Cunhal.

As vozes contra, embora não cheguem a 9% dos votantes portugueses, serão sempre os vencedores.

Continuação do bom trabalho que tem desenvolvido


José Manuel Nunes, Coimbra





José Milhazes disse...

Caro José Manuel, estou de acordo com a sua avaliação no que respeita à posição dos médias face à figura de Álvaro Cunhal. Parece que estamos perante um santo, alguém de sobrenatural, quando, na realidade, se trata de uma figura muito controversa e problemática da nossa História.
Objectivamente, ele defendia para Portugal uma ditadura, ou melhor, a cópia de uma ditadura que já tinha provocado milhões de mortos até ao 25 de Abril de 1974.
Além disso, não era um político autónomo nas decisões. Bem pelo contrário, nada fazia que não tivesse recebido antecipadamente o apoio da URSS.
Por isso, é preciso continuar a mostrar que não estamos perante um herói, mas perante um político que, como praticamente todos os políticos, sofria da mesma doença: sede de poder.
Obrigado pelo seu mail.

Anónimo disse...

"Passei a minha vida a ouvir dizer que era uns dos melhores políticos que existiam porque era "coerente". Hitler e Staline também eram "coerentes". Salazar também, já agora. Muito sinceramente, não vejo grande diferença entre este "nosso" personagem e os nomes que referi atrás. Caso não fosse travado o seu ímpeto totalitarista na altura certa, teríamos, não uma revolução de cravos vermelhos mas, só vermelha de sangue.

Passei por tudo isso com 14/15 anos e continuo sem entender as deferências que tal "patologia" ainda merece, nos dias de hoje."

não se humilhe tanto, O sr. não entende não por culpa própria, mas por limitações de ordem encefálica.

Repare, eu não sou comunista mas admiro o Dr. Alvaro Cunhal porque era um homem com convicções, um homem que independentemente do que acreditava lutou até ao fim pelos seus ideiais. Um homem à séria.

É desonesto juntar Hitler e estaline no mesmo "saco", mas vocês os liberais democratas têm quase todos esse comportamente. Como verdadeiros "carneirinhos" seguidores da doutrina que vos meteram na cabeça repetem cassetes gastas e frases feitas que nem sequer têm sentido.

Hitler tambem foi um grande homem com ideiais, estaline foi simplesmento um oportunista assim como o seu amado Soares, cavaco enre outros.

Anónimo disse...

"Enfim, coisas que nunca hei-de entender.

José Manuel Nunes, Coimbra "

Você vai morrer e toda a sua geração será lembrada por nós(a nova geração mais jovem) como a maior desgraça da história de Portugal.

Anónimo disse...

"Leitor Ludovico, o sr. deve ter lido o livro com muito pouca atenção. Talvez porque já saiba tudo e o livro foi escrito para aqueles que querem saber algo de novo.
Você já conhecia todas aquelas fotografias? Sabe porque não coloquei a foto minha com Álvaro Cunhal, porque nunca o conheci pessoalmente e só o vi a discursar em tribunas.
A mim pode-me insultar, mas não insulte o leitor, mesmo que ele não tenha razão. Concluindo, continue a ser do PCP e seja feliz!"

sua senhoria assume sempre que quem o critica é comuna.. hehe.

Olhe que às pessoas ainda sabem ver quem presta e que não vale 1 chavo.

O senhor ficará na memoria de todos PARA SEMPRE como um vira casacas, um homem fraco sem convicções. E não me venha dizer que mudar de ideais é natural. Essa ideia foi iniciada por cobardes e mantida por cobardes desde então.

Alguem que acredita verdadeiramente em ideiais nunca os abandona. O senhor ou era burro e não entendia o que defendia ou sera desonesto.

Anónimo disse...

"Eu sou jornalista e historiador."

O senhor é o que?!

Menos, menos menos!!!!!

desça à terra.

Anónimo disse...

"Quem quiser uma biografia de Álvaro Cunhal poderá consultar o acervo de José Pacheco Pereira que, é dos mais completos, como sabe. É importante. O vosso livro, é importante. Tudo o que se escreva sobre Álvaro Cunhal, para mim, é importante. Apenas acho que os media portugueses têm um fascínio por Cunhal que não entendo, por tudo o que ele fez depois do 25 de Abril.

O meu primeiro texto, o qual reitero, é mais sobre os media do que sobre autores que, por uma razão histórica, e bem, escrevem sobre Cunhal.

As vozes contra, embora não cheguem a 9% dos votantes portugueses, serão sempre os vencedores.

Continuação do bom trabalho que tem desenvolvido
"

Eu tambem desejo uma muito boa continuação de boas tardes a jogar dominó e mandar postas de pescada sobre politica.

Este deve ser algum burgues que contrariou a ordem natural das coisas que era ser um probrezolas roto e agora tem a mania que sabe com que leis se rege a realidade.


Anónimo disse...

"Caro José Manuel, estou de acordo com a sua avaliação no que respeita à posição dos médias face à figura de Álvaro Cunhal. Parece que estamos perante um santo, alguém de sobrenatural, quando, na realidade, se trata de uma figura muito controversa e problemática da nossa História.
Objectivamente, ele defendia para Portugal uma ditadura, ou melhor, a cópia de uma ditadura que já tinha provocado milhões de mortos até ao 25 de Abril de 1974.
Além disso, não era um político autónomo nas decisões. Bem pelo contrário, nada fazia que não tivesse recebido antecipadamente o apoio da URSS.
Por isso, é preciso continuar a mostrar que não estamos perante um herói, mas perante um político que, como praticamente todos os políticos, sofria da mesma doença: sede de poder.
Obrigado pelo seu mail."

claro Dr. Milhazes, é que nós vivemos numa democracia, sem duvida. O país é sobrano, está com uma economia robusta, não precisamos de caridade internacional, os Portugueses andam motivados e cheios de alegria, a taxa de desemprego é baixa. Os nossos Jovens não têm de emigrar porque o país está fabuloso.Podem andar seguros de noite que não há perigo de serem linxados por imigrantes de 3*mundo, portugal tem um clima de segurança excelente, os nosso politicos são honestos porque são democratas e liberais e pessoas de bem, o país tem as fronteiras controladas e apopulação +e jovem porque tem uma boa fertilidade e estamos longe de uma catastrofe demográfica..!!

Nunca Portugal esteve tão bem!!!

Viva aos visionários como o Dr. Milhazes. O senhor é um Génio, ficará na nossa memória como um dos melhores, o senhor é maravilhoso. Escreva mais livros a desmascarar essa escumalha como o Dr. Cunhal, esse malvado que nos queria destruir o país, mas que herois como Soares Cavaco Durão Burroso, Guterres Ariel Sampaio e Companhia conseguiram salvar!!

Anónimo disse...


- Gostei foi daquela onde o sr. Milhazes se diz escritor/historiador.-Grande lata!
-como diz o povo:
Gaba-te cesta que vais à festa.

aferreira .

g_afim disse...

Nunca vi tanto ressabiamento numa coluna de comentários. Álvaro Cunhal, homem de princípios?!? Mas brincamos ou quê? Nunca conheci politico algum de nacionalidade portuguesa com princípios. Cunhal não era diferente.
O problema dos defensores de Cunhal (sendo comunistas ou não) é o mesmo dos comunistas: anti-ocidentalismo extremo. Depois há quem acuse de os outros de serem "carneirinhos". É preciso ter lata!

Anónimo disse...

"Nunca vi tanto ressabiamento numa coluna de comentários. Álvaro Cunhal, homem de princípios?!? Mas brincamos ou quê? Nunca conheci politico algum de nacionalidade portuguesa com princípios. Cunhal não era diferente.
O problema dos defensores de Cunhal (sendo comunistas ou não) é o mesmo dos comunistas: anti-ocidentalismo extremo. Depois há quem acuse de os outros de serem "carneirinhos". É preciso ter lata!"

que confusão! Não está em causa que o comunismo é uma ideologia monstruosa e anti-europeia. O que aqui se disse foi sobre o facto de Cunhal ter um ideal e morreu a lutar por ele. repare, devemos respeitar isso, mesmo num inimigo, e ele era inimigo de Portugal e dos portugueses, disso não tenha duvidas. Mas muitos mais, ainda mais perigosos andam dissimulados aqui e ali, disfarçados de jornalistas, "intelectuais", comentadores a promover a destruição total da europa através da promoção da imigração em massa, da igualdade racial, do anti-racismo(que na realidade quer dizer anti-branco), promoção do globalismo, do neo-liberalismo. Tudo isto são tal como o comunismo, ideais totalitário, universalistas.
O que esta gente quer, é que nós os europeus nos tornemos numa miscelania sem identidade e submissos estupidos. trabalhar, consumir e cagar, no meio do caos e conflito, eis o futuro do homem europeu.


Há que ler por linhas direitas o que está escrito e não por linhas tortas.