quinta-feira, dezembro 05, 2013

Mandela: O político que não conheceu o país que mais o apoiou


Nelson Mandela considerou que a União Soviética foi dos países que mais lutou pela sua libertação da prisão e pelo fim do apartheid, mas o líder da África do Sul acabou por não poder visitar esse país que, entretanto, desapareceu.
Quando saiu da prisão em Fevereiro de 1990, George Bush, Presidente norte-americano, foi o primeiro chefe de Estado a felicitá-lo pela libertação. O Presidente soviético, Mikhail Gorbatchev, apenas fez isso dois dias depois.
Depois de Mandela ser libertado, o líder da luta contra o apartheid recebeu numerosos convites para visitar países estrangeiros, mas respondia que só apenas após a sua visita à União Soviética.
A visita foi marcada para junho de 1990, a pedido de Mandela, mas acabou por não se realizar, porque, nessa altura, Mikhail Gorbatchov, então Presidente da URSS, foi visitar os Estados Unidos para se encontrar com George Bush, não tendo sido marcada uma nova data para o encontro de duas grandes figuras históricas: o vencedor da luta contra o apartheid e o destruidor do comunismo.
Durante essa visita, Mandela deveria receber o Prémio de Lénine para a Paz, que lhe fora atribuído pelos dirigentes comunistas soviéticos em 1989.
Em Agosto de 1991, a União Soviética caiu e o dirigente sul-africano acabou por não visitar o país que mais admirava pelo apoio que lhe fora concedido a nível internacional.
Nelson Mandela acabou por visitar Moscovo em Abril de 1999, um mês antes de abandonar o cargo de Presidente da
África do Sul. Visitou o Mausoléu de Vladimir Lénine, primeiro dirigente da União Soviética, mas não recebeu o Prémio homónimo. Este acabou por lhe ser entregue, já na era Vladimir Putin, na embaixada da Federação da Rússia na África do Sul.
Nessa cerimónia, o laureado declarou: ”Estou profundamente sensibilizado pela possibilidade de finalmente receber o Prémio Lénine. A ajuda da União Soviética e de outros países socialistas destacou-se particularmente no contexto do apoio internacional à nossa luta… O mundo mudou desde então, mas isso não significa que podemos negar a importância dessa ajuda ou esconder o nosso enorme reconhecimento desses países”.

“E, hoje, quando recebemos o Prémio Lénine, devemos acordar em nós o espírito leninista de mudar completamente os nossos métodos de atividade na busca do que serve melhor os interesses das massas”, concluiu.

5 comentários:

ANA PAULA disse...

Desconhecia este facto ( ele nunca lá ter ido e ter intenção de )

um herói não morre :)

mikaelrc ribeirocardoso disse...

Poise e so veem o lado ruin da urss mas na verdade fez muitas coisas boas aquela velha estoria

Anónimo disse...

Matar mais de 40 milhões de pessoas, por razões anti democráticas; o equivalente aproximadamente a 4 Hitlers é um mérito do caraças mikarlrc ribeirocardoso. E ainda se dizem os comunistas o partido do povo, pelo povo... tenham mas é juízo e cresçam.

Anónimo disse...


Anónimo das 16:17

Pode mostrar essa contabilidade por parcelas.

Tenho dois grandes prazeres.

Esmagar patifes e desacreditar mentirosos.

Anónimo disse...



Está enganado.

Quem mais ajudou o ANC e a SWAPO foi a Líbia de Kadhafi.