quinta-feira, setembro 06, 2007

Veia poética do Presidente do Parlamento da Ucrânia


Alexandre Moroz, Presidente da Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia, é também conhecido pela sua veia poética. No início da semana, aproveitou a primeira sessão de Outubro da assembleia para distribuir o seu novo livro de poemas. O jornal russo Kommersant escreve, a propósito, que em Kiev difunde-se com grande êxito um poema que Moroz escreveu depois de uma viagem a Portugal. Mas, antes de publicar uma das quadras, tenho de dar duas explicações. Primeira, o Presidente do Parlamento ucraniano viajava ao lado de uma senhora desconhecida que "escrevia notas inteligentes em inglês". A segunda, consiste em que o poeta utiliza duas vezes a palavra "khren", que, em russo, pode significar "carago" ou algo mais forte "c...". Dito isto, aqui vai a quadra:

"Um avião voa ligeiro ladeando os Pirenéus.
Não irei meter conversa com a desconhecida.
Como se costuma dizer, que vá para o c..!
E que
para o c.. o inglês!"

Esperemos que essa má disposição não lhe tenha sido provocada pela viagem a Lisboa. A propósito, segundo as sondagens, o Partido Socialista, de Moroz, não deverá eleger deputados nas eleições de 30 de Setembro. Por isso, Moroz deverá ter que abandonar o cargo, a não ser que não queira reconhecer os resultados do escrutínio para não fazer as malas. Mas caso se vá embora, fica com mais tempo para a poesia e, então, cuidado desconhecida, cuidado língua inglesa.

4 comentários:

José disse...

Que poeta do car**** (não resisti a esta). Não foi Moroz que recebeu uma pipa de massa (e o cargo de presidente da Rada) para mudar de lado? Se calhar investiu o dinheiro na publicação desta obra magnífica...

José disse...

P.S.: Não nos quer presentear com mais uma ou duas quadras geniais?

Martini Bianco disse...

lol.. q linda quadra! Esperemos q esse senhor volte mais vezes a Portugal, pra lhes mostrar-mos mais um pouco do nosso riquissimo vocabulario calao!

Diogo disse...

Sempre que atravesso os Pirinéus, com inglesas ao lado, acontece-me a mesma coisa. Contudo, se for uma nórdica, sueca, dinamarquesa ou quejanda, o caso muda radicalmente de figura.