quinta-feira, novembro 15, 2007

Partido da oposição exige retirada de Vladimir Putin da campanha eleitoral


O partido liberal da oposição, União das Forças de Direita, anunciou hoje ter pedido ao Supremo Tribunal da Rússia para que proíba o Presidente Putin de participar nas eleições legislativas como cabeça de lista do partido Rússia Unida, acusando-o de “abuso de poder” e “pressões sobre a oposição”.
“Ontem (quarta-feira) pedimos ao Supremo Tribunal para que retire Putin da lista dos candidatos por violações da lei” – declarou Nikita Belikh, dirigente da União das Forças de Direita (SPS), durante uma conferência de imprensa.
Nikita Belikh denunciou as perseguições e os ataques contra as sedes regionais da União das Forças de Direita em Voronej (Sul), Samara (Sul) e São Petersburgo (Noroeste), a apreensão pela polícia de 15 milhões de jornais do partido nos Urais.
“Temos problemas em toda a parte” – sublinhou ele, acrescentando que “dez pessoas decidiram abandonar a lista do SPS para não porem em perigo os seus negócios e as suas famílias”.
Segundo a lei eleitoral, quase um quarto dos candidatos de um partido abandonem a lista eleitoral, essa força política deixa de puder participar no escrutínio, marcado para 02 de Dezembro.
“Esta operação política seria impossível sem o acordo tácito da pessoa que está à cabeça das estruturas de segurança (polícia, justiça e serviços secretos), ou seja, do Presidente Vladimir Putin” – acrescentou Belikh. Ele considerou um “abuso de poder” as intervenções televisivas do Presidente Putin a favor da Rússia Unida, mas reconheceu que “é pouco provável que o Supremo Tribunal esteja do nosso lado”.
O Partido Comunista da Rússia e partido liberal Iabloko também têm denunciado acções das autoridades com vista a neutralizar a campanha eleitoral da oposição.
As autoridades de Moscovo proibiram uma manifestação da Outra Rússia, organização da oposição russa que não participa nas eleições parlamentares, marcada para 24 de Novembro. Garri Kasparov, dirigente da Outra Rússia, anunciou, ontem, que as autoridades tinham autorizado uma manifestação dessa organização, embora tenham alterado o local de realização: da Praça Pushkin para a Avenida Sakharov, ou seja, para um lugar menos central.
“O Governo de Moscovo está indignado com o facto de Kasparov ter, mais uma vez, tentado desinformar os jornalistas sobre a autorização de uma manifestação na capital” – lê-se num comunicado das autoridades moscovitas.
“Estudamos com representantes seus a escolha de um lugar na cidade para a realização de um comício, e não de uma manifestação” – afirma-se nesse documento.

1 comentário:

Pedro disse...

Quero apenas, deixar os meus parabens e agradecimentos pelo seu Blogge.

A importancia dos acontecimentos internos na Russia, são fulcrais para formular um raciocinio sensato e coerente sobre o futuro da UE logo de Portugal.

Aqui no cantinho da Europa, os nossos boletins noticiosos não dão praticamente informações.

Agradeço mais uma vez e enquanto puder, continue a fazê-lo.