sexta-feira, maio 16, 2008

Países BRIC querem ter mais peso na política mundial


Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) reuniram-se na sexta-feira em Ekaterimurgo, cidade russa nos Urais, para abordar os mais importantes problemas mundiais e prometeram continuar os encontros para afinar posições.

Após a reunião de Serguei Lavrov, Celso Amorim, P. Mukerji e Yan Zeshi, respectivamente chefes da diplomacia da Rússia, Brasil, Índia e China, foi publicado um comunicado conjunto que, no fundo, é um programa da futura cooperação entre os "novos tigres" mundiais.

Os quatro ministros sublinharam que "tem perspectivas o diálogo no formato BRIC, que se baseia na confiança e respeito mútuos, nos interesses comuns, na coincidência ou proximidade de abordagens dos problemas actuais do desenvolvimento mundial".

"É imperativo do nosso tempo a formação de um sistema internacional mais democrático, que se baseie na supremacia do direito e da diplomacia multilateral", disseram.

"Os ministros sublinharam uma vez mais que a actual organização mundial deve basear-se na supremacia do Direito Internacional e do reforço dos princípios multilaterais, desempenhando a ONU o papel central. Confirmaram a necessidade da reforma multilateral da Organização com vista a aumentar a sua eficácia para que possa reagir de forma mais resultativa aos actuais desafios globais", lê-se no comunicado.

Os ministros russo e chinês apoiaram o desejo da Índia e do Brasil desempenharem um papel mais relevante nas Nações Unidas, ou seja, serem elevados à categoria de membros permanentes da ONU.

Os diplomatas do quarteto analisaram também a crise alimentar mundial, tendo apoiado a proposta do Brasil da realização de um encontro de ministros da Economia e/ou Finanças dos países BRIC para estudar o problema.

"Os ministros manifestaram o seu firme apego à diplomacia multilateral para responder aos desafios comuns da segurança internacional, confirmaram o seu apoio aos esforços político-militares com vista à solução pacífica de litígios nas relações internacionais", acrescenta o comunicado.

O quarteto sublinhou também que o desarmamento e a não difusão de armas de destruição maciça se complementam e que são necessários esforços multilaterais para não permitir o alargamento da corrida aos armamentos no Espaço.

Luta contra o terrorismo, ligação estreita entre segurança energética, desenvolvimento sócio-económico e protecção do meio ambiente, combate ao aquecimento global são outras frentes de luta apoiadas pela Rússia, Brasil, Índia e China.

Depois de defender uma estreita cooperação entre os G-8 (grupo dos sete países mais industrializados - Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Japão - mais a Rússia) e os seus parceiros tradicionais, bem como a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, os chefes da diplomacia anunciaram a realização de um novo encontro, no âmbito da 63ª Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Noutro comunicado publicado após o encontro, os dirigentes da diplomacia do "quarteto" consideraram que os seus países já têm forças e possibilidades suficientes para falar dos direitos e liberdades humanos sem padrões duplos, tendo em conta as particularidades de todas as civilizações mundiais.

Quanto à questão do Kosovo, frisou-se que a independência unilateral deste território viola o Direito Internacional.

Fontes diplomáticas contactadas pela Agência Lusa declararam que a questão do Kosovo pouco preocupa o Brasil, mas é de extrema importância para a Rússia, China e Índia, por serem Estados que são autênticas "mantas de retalhos".

O analista político da agência russa RIA-Novosti, Dmitri Kossirev, acusou o Brasil de um certo egoísmo ao participar nestes encontros.

"No fundo, o ministro brasileiro estava interessado em abrir novos mercados para o seu país, em estabelecer cooperação com novos parceiros. Trata-se de uma política antiga, o Brasil, quanto à estrutura de circulação de mercadorias, há muito que se afastou da 'orientação latino-americana' exclusivamente para os mercados do Novo Continente", sublinhou Kossirev.

Os analistas russos consideraram que os resultados da Cimeira de Ekaterimburgo vão muito além do conteúdo do comunicado final.

É de sublinhar também que, antes da reunião do "quarteto", realizou-se um encontro dos ministros da Rússia, Índia e China (RIC), onde foram abordados problemas específicos das regiões onde ficam situados esses Estados.

Nomeadamente, foi prestada muita atenção à situação na Ásia Central. Num comunicado aprovado após as conversações do "trio", ainda não se fala do desejo da Índia aderir à Organização para a Cooperação de Xangai, que reúne Rússia, China e antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central, mas já se assinala o seu papel cada vez mais activo nessa organização como país observador.

O Irão esteve também no centro das atenções do "trio". Embora nem Moscovo, nem Pequim, nem Deli estejam contentes com os desafios lançados por Teerão aos Estados Unidos e União Europa, reconheceram o direito do Irão ao "programa atómico pacífico".

Frisando que a União Europeia e os Estados Unidos são os parceiros económicos fulcrais do "trio" e que não pretendem desafiá-los, a Rússia, China e Índia, por outro lado, afirmaram preocupar-se com a situação em torno do Irão e, desse modo, velar pela estabilidade da região onde se encontram.

45 comentários:

dvfer disse...

A China consegue estar em todo o lado. Tem cimeiras especiais com países Africanos, reuniões de alto nível com parceiros norte-americanos, cimeiras com a UE, "uniões" com a Rússia, India... Um país com uma grande capacidade de adaptação que no fundo apenas tem um objectivo: desenvolver o seu potencial, pouco importando os parceiros "de ocasião" que aranjar.

Quanto a este quarteto e esta reunião, não tem qualquer relevância. É apenas uma "pseudo" demonstração de união contra os EUA e UE, mas no fundo todos sabem o quão dependentes estão das relações com estes últimos.

Almir disse...

Milhazes,

Um protesto: a foto que ilustrou a matéria exclui o representante do Brasil, Ministro Celso Amorim.

Não dá para concordar com o analista da RIA-Novosti quando ele sugere egoísmo do Brasil nesse tipo encontro. Como sempre, está muito mal-informado sobre o Brasil.

Qual o problema em desenvolver novos mercados e estabelecer cooperação com novos parceiros? Isso é uma crítica ou um elogio? Entendo que é um elogio. Acho que ele deve estar acostumado com as relações internacionais à moda da URSS, uma fraternidade ideológica mantida à força militar.
Acho que o fato de a Rússia ter se tornado um exportador de petróleo, gás, minerais e armamentos projetados nos anos 60-70 deixou os russos confusos sobre a ordem internacional. Já estão há tempos raciocinando como os Sauditas e ignoram as complexidades do comércio mundial. Basta ler um jornal de negócios da Rússia para entender o que eu digo.
A cooperação do Brasil com a África, países árabes e asiáticos cresceu vigorosamente, ao mesmo passo em que redusiu sua dependência proporcional ao comércio com os EUA e Europa. Isso explica os efeitos quase nulos que a atual crise americana causou à economia do Brasil, tampouco afetando o desempenho recorde de suas empresas e bancos. Uma atenção especial do Brasil é dedicada à relação com os países africanos, cuja relação cresce vertiginosamente, na base da cooperação e transferência de tecnologia agrícola. Muito diferente da relação que os Chineses estão desenvolvendo ali, que é muito parecida com a histórica tática européia de sacar recursos minerais e vender bugigangas de baixa qualidade, tirando proveito do baixo índice de industrialização do continente.
Finalmente, gostaria de respeitosamente discordar do comentarista DVFER, que diz que essa reunião não tem qualquer relevância. Basta observar a contribuição ascendente desses países para a economia mundial para se dar conta de que o eixo de poder EUA-UE deixou de ser o único referencial para a definição da política mundial. Quanto à dependência de China, Índia, Brasil e Rússia dos EUA e UE, acho que o contrário também se verifica. Basta estudar os números da comércio internaciconal, o vigor dos mercados internos de cada país e, sobretudo, os fluxos de comércio energia. Estamos no século XXI, mas muitos europeus pensam como no século XX... ou até XIX!

Almir disse...

ops: corrigindo: onde escrevi "redusiu", entenda-se "reduziu"

Jose Milhazes disse...

Caro leitor Almir, estou de todo de acordo consigo e não se pode menosprezar estas novas potências. Em relação ao Brasil, ainda espero ver durante a minha vida esse país a atingir um nível razoável de prosperidade e a passar de esperança futura para garantia presente de uma vida digna para a maioria dos brasileiros.
Quanto à fotografia, dou a mão à palmatória, mas não encontrei nenhuma com os quatro primeiros-ministros. À primeira oportunidade. redimir-me-ei perante o ministro Celso Amorim

Anónimo disse...

Quando o grupo se chamar BRICA, o A é de Angola,aí o "camarada" dvfer vai ficar fulo, vai ter formigueiros nos pés e urticária por todo o corpo.
"Tasse? Ya, tudo na bi"(tradução:tudo fixe meu? Sim, tudo numa boa.

fernando baião disse...

José Milhazes: o meu comentário saíu anónimo, não sei como. Rectifico

dvfer disse...

Sim, devo confessar que Angola está no topo das minhas preocupações....

Jose Milhazes disse...

Caro Fernando, não terei inveja nenhuma se ver a Angola entre os mais ricos e o seu povo entre os mais própsperos. Acho que os outros leitores pensam o mesmo.

Jose Milhazes disse...

Caro Fernando, não terei inveja nenhuma se ver a Angola entre os mais ricos e o seu povo entre os mais própsperos. Acho que os outros leitores pensam o mesmo.

dvfer disse...

Caro Jose Milhazes, eu penso que as respostas do leitor Fernando Baião revelam o que muita gente nas ex-colónias podem pensar, colónias portuguesas ou de outro potência colonial europeia.

Pensam que os europeus têm um desejo de ver as ex-colónias mal, para se sentirem bem, quando na verdade esta geração de europeus pura e simplesmente não se interessa e quer saber das ex-colónias. Fazem apenas parte da história e de um tempo, que já não é o de hoje. São apenas mais uns países neste mundo.

Podem fazer as amizades e relações que quiserem e com quem quiserem. Alías, relações com as ex-colónias, só se trazerem benefícios para a Europa. Isto no meu ponto de vista, que sei bem não é o de muitos europeus, que ainda tendem a entrar na auto-flagelação história devido a acontecimentos com centenas de anos.

Anónimo disse...

DVFER,
Em teu primeiro comentário não há nada que revele tua nacionalidade, logo o comentário bem humorado de Fernando Baião não pode ter tido o objetivo de desafiar teus "brios" euro-nacionalistas. Mas, convenhamos, essa sensação exagerada de pertencimento ao velho continente fica bastante estranha em um português.
Já neste teu último comentário, em brevíssimos parágrafos conseguistes repetir 6 vezes as palavras "colônia-colonial". Esses termos andam em desuso, sobretudo empregados da maneira pretenciosa que você os empregou. Ao mesmo tempo, orgulhosamente empregastes as palavras "Europa-europeu" 5 vezes!
Fui até rever o mapa Europeu para ver se Portugal havia se desprendido da Península Ibérica e boiado até algum lugar do Báltico. Felizmente não!

dvfer disse...

Sim, sou um europeísta convicto, apesar de ter algumas dúvidas da ACTUAL construção europeia. Não metendo em questão o "plano geral" da UE e seus objectivos.

E quanto ao comentário ao leitor Fernando, já têm a ver com os seus comentários a um tópico neste blog sobre Angola e Rússia.

fernando baião disse...

Caro dvfer:Eu não tenho nada contra a sua pessoa, mas, os seus comentários demonstram sempre um espirito "demodé", fora do contexto e onde o bichinho, (não é a sida, em Angola chamamos o "bichinho" aquela doença),da era colonial continua a atormentá-lo.Acho, perdão, tenho a certeza, de que, quando lê que a SONANGOL está a comprar empresas portuguesas, você não janta, tem insónias por vários dias. Fique bem, xaué.

fernando baião disse...

caro dvfer:esqueci de referir que Portugal é um país africano na Europa e que você descende de africanos, dos mouros ou dos negros, que estiveram anos e anos no que, agora, é o seu país.Ou você é alto e loiro e de olhos azuis, se é peço desculpa.

dvfer disse...

fernando baião, finalmente revelou-se. É um racista negro.

Quanto à quem é dono das empresas portuguesas, pouco importa, desde que tenham bons serviços e bons empregos para os portugueses.

Não vou discutir mais isto, mas... As ex-colónias não me interessam NADA! Mas afinal você não percebe português? Diga-me uma razão para me importar com as ex.colónias? Aliás, em Portugal ninguém dá valor a organizações como os PALOP. A única ex-colóinia que os portugueses ainda falam e "importam" é o Brasil, e desconfio que seja devido às novelas.

Se você acha que os portugueses ainda ligam às ex-colónias está completamente enganado. Construa o seu futuro, que Portugal constroi o seu. Mas os angolanos têm algum complexo contra os portugueses? Foi Portugal que construi Angola, se não consegue conviver com isso, azar..

fernando baião disse...

Para finalizar, o assunto até estava interessante, você vê fantasmas onde não existem, por acaso, até sou branco, acho eu, na terra dizemos, kangundu, mas gosto muito da minha pátria, já lhe disse uma vez, quando o Diogo Cão aportou no Rio Zaïre, já lá estava gente, não descobriu porra nenhuma, só foram é destruir mais tarde, com intrigas e gula pela riqueza das suas terras. Como o petróleo está a subir, chegam todos os dias, a Angola, à procura outra vez da árvore das patacas, antigos ministros portugueses, empresários que não podiam ver um negro à frente, presidentes de grandes clubes de futebol, enfim, muita gente, boa e má. Tão lá, como na sua terra, porque o angolano é boa gente e em Portugal, tasse mal.Mungwé (adeus)

Anónimo disse...

Vou me conectar aqui como anônimo, pois esqueci minha senha. Mas sou o Zaka, do Brasil.
DVFER: um nacionalista português, com os ânimos e orgulhos europeus assim tão exaltados, chega a ser ridículo! Me desculpe a sinceridade, mas é verdade.
Todos nós torcemos pelo sucesso de Portugal, até porque sabemos que a maioria do povo português é solidário e generoso com os irmãos além do oceano, acho que você é uma excessão.
Mas vamos com serenidade, pois mesmo os euro-nacionalistas têm que justificar os seus orgulhos. Estude os fluxos da macroeconomia européia e você descobrirá que boa parte do prosperidade que jorra nas veias portuguesas provém do bolso das nações mais prósperas da Europa. Não se iluda e não pose de rico, pois nem aqueles que subsidiam as extremidades da Europa o fazem.
Angola é um dos polos mais dinâmicos do desenvolvimento da África e, para a felicidade de todos os que admiram aquele povo, o país está conseguindo progredir através de seus próprios meios e riquezas. Causa orgulho admirar esse fenômeno, depois de anos de devastação colonial e da triste guerra civil. Portanto, meus cumprimentos ao Sr. Baião, minhas lástimas ao comportamento arrogante de DVFER (que é um português muito estranho, talvez até concorde comigo o moderador Milhazes).

dvfer disse...

Aprendi uma novidade neste blog: que a "riqueza" actual de Portugal se deve à UE e aos países mais poderosos da Europa. Era preciso um cidadão respeitável do Brasil ensinar-me isto.

Eu digo o que vejo, todos os dias: ninguém quer saber das ex-colónias. Mas afinal o que isso tem de importância? Qual é a novidade que estou a dar? Basta ver os media portugueses e a cobertura dos eventos nas ex-colónias africanas: zero ou próximo disso. As únicas colónias que ainda chamam a atenção e têm uma "estima" especial é o Brasil e Timor-Leste. E se acham que estou a dizer mentira, vejam as notícias dos media portugueses e vejam a propoção de notícias da ex-colónias comparadas com as notícias que aparecem sobre a India, China, Irão, Israel, EUA...

E depois, qual é o mal de querer uma Europea Unida e forte? Querer uma Angola forte é bom, mas querer uma Europa forte é mau?

Quanto ao Fernando, já tivemos esta conversa... Os portugueses até podem ter destruído milhares de reinos na terra que agora se chama Angola, mas "Angola" nem existiria se não fossem os portugueses a unificar essa terra. E é por isso que fala português, e não francês ou inglês. Quer goste, ou não...

Anónimo disse...

DVFER,
pelo menos faça justiça e seja grato aos contribuintes do norte da Europa que financiaram (e continuam a financiar) o desenvolvimento português. E contente-se em ser colônia de férias de Europeu rico, não há nada de vergonhoso nisso e se pode ganhar muito dinheiro assim.
Mas é chato toda essa inveja que vc demonstra ter de Angola, só porque o país tem recursos naturais suficientes para promover seu próprio desenvolvimento (nesse ponto estão mais independentes do subsídio alheio). Seja mais solidário, menos arrogante!

fernando baião disse...

o dvfer é um caso patológico, não há nada a fazer, teimoso como o ditador Salazar, que só saíu do poder, quando caíu da cadeira, de senil que já estava.Fique aí quieto no seu país que até é bonito, com bonitas praias, onde o inglês,o alemão, o brasileiro e o angolano vêm de férias para contribuir com algum para o bem estar do seu povo.Em Angola, diziamos, antigamente, que vinha-mos à Metrópole, agora dizemos que vamos passar férias ao Ultramar. Não sei se percebeu.

ricardo disse...

Não creio que o DVFER esteja a dizer barbaridades ou a ser radical. Ele apenas defende que os portugueses perderam, na sua esmagadora maioria, a identificação e a ligação e até o interesse pelas ex-colónias. O que é verdade, são factos.

Também são factos que Portugal recebeu apoios comunitários que lhe permitem ser hoje um dos países com melhor nível de vida a nível global (venham agora insultar-me, chamar-me de ridículo por escrever isto...). Tal como Portugal os recebeu, também a Espanha, Grécia, Irlanda, etc., os receberam. Não vejo qual o problema. Já no final da Segunda Grande Guerra (ou a Guerra Patriótica para os russos), muitos países europeus sorveram importantes ajudas dos EUA, com o Plano Marshall, por exemplo.

Quem me parece ter complexos serão aqui os nossos amigos brasileiros e angolanos. Só o facto de dizerem que temos de agradecer aos países do Norte da Europa, quando a nós nos atiram pedras, o comprova. E esses fundos vêm sobretudo das grandes economias europeias, Alemanha, França e Reino Unido, não da Escandinávia. Acho que demonstram uma grande ignorância sobre o que é a Europa e sobretudo o que é a Europa hoje. Às vezes apetece dizer que não há povo mais vendido e mais mal agradecido que o brasileiro.

Tanto Brasil e Angola, só têm a ganhar connosco, porque somos nós a sua "porta" para a Europa.

fernando baião disse...

Ricardo: Que você venha defender a sua dama, não tenho nada contra, mas que diga que Portugal é a porta de entrada para a Europa, de Angola e do Brasil, só posso rir. É puro desconhecimento das relações económicas que temos com os verdadeiros países da Europa. Como você, mesmo diz, Portugal é só uma pequena porta.Não quero desprezar o povo português que eu considero muito e tenho muito respeito por ele, simplesmente tem cidadãos que o tem governado que são umas autenticas nódoas.

ricardo disse...

Fernando, em bom português: "Fala o roto do nu."

Você não percebeu. Eu explico-me melhor: Portugal é a "porta de entrada" porque pura e simplesmente falamos a mesma língua, e assim Portugal será (devia ser) o canal natural entre o Brasil e a União Europeia.

Não sei que tipo de respeito pelo povo português é o seu, mas não precisamos dele para nada.

"Fique com a bicicleta que eu fico com o selim."

fernando baião disse...

Falei do Povo português, não falei dos seus marginais.

Anónimo disse...

Para Portugal, qualquer lugar acima da península Ibérica pode ser considerado norte Europeu. Se Ricardo acha que só a Escandinávia cabe nessa denominação, que compre uma bússola antes de chamar o outro comentarista de ignorante.
Nao concordo com tudo que o que meu compatriota Zaka disse, mas, sendo brasileiro, quero aqui protestar contra a arrogante afirmação de Ricardo, qual seja: "Às vezes apetece dizer que não há povo mais vendido e mais mal agradecido que o brasileiro". Mal agradecido, porque? Explique porque vc acha que os brasileiros deveriam ser agradecidos a Portugal pela desastrosa colonização. E, por favor, não venha chamar Brasil de vendido! Não somos nós que emprestamos nosso território para facilitar os serviços sujos da máquina de guerra dos EUA. Falar que brasileiro é vendido sem justificar ou explicar, é uma exercício covarde de calúnia. O Brasil é um país pacífico, de convivência amistosa com seus vizinhos todos e com as nações do mundo árabe, africano e europeus. Recebemos imigrantes de todos os lados, inclusive muitos portugueses famintos vieram para cá fugindo das desgraças salazaristas e foram todos muito bem acolhidos e assimilados. Nunca houve nenhuma controvérsia com relação a esses milhares de imigrantes, que durante décadas recentes chegaram até nosso país. Será que a recíproce tem sido verdadeira com os brasileiros que têm viajado para a Europa? Gostaria de saber o significado de ingratidão, sob o teu ponto de vista.
A propósito, saudações ao grande jornalista lusitano José Milhazes!! E ao comentarista F.Baião, muito espirituoso e conveniente em suas colocações. Angola é uma luz radiante na África.
José, um brasileiro

ricardo disse...

Não leu em lado nenhum que eu tenha escrito que a Escandinávia não é no Norte da Europa ou que só a Escandinávia faz parte do Norte da Europa, ou leu? Se leu, leu mal.
Quem sugeriu que no Norte da Europa todos eram altos e loiros (como se isso fosse fonte de orgulho ou primazia sobre os baixos e morenos de Portugal) não fui eu.

Você não conhece com certeza nada sobre a imigração portuguesa, e o modo honesto e pacífico como esta se relacionou com os seus destinos, a não ser o cliché do Manuel português que vai para o Brasil abrir uma padaria. O Manuel Burro, da anedota, aliás. E fala como se nós tratássemos mal os nossos imigrantes, incluíndo os seus compatriotas. Esses dezenas e dezenas de milhar que aqui gozam de acordos bilaterais pouco vantajosos para Portugal.

Desastrosa colonização é outro cliché. É delegar em terceiros as faltas próprias. Ninguém lhe pediu agradecimentos. Mas que é bem verdade a forma indecente, fria e pejorativa como tratam e vêem Portugal, isso não pode negar. Compare o relacionamento Estados Unidos da América/Reino Unido com o "nosso" e tire as suas conclusões.

Jose Milhazes disse...

Caros leitores amigos, esta é um discussão interessante e importante, mas peço a todos que não empreguem palavras que possam ofender quem quer que seja. Considero importante o vosso contributo, pois trata-se de pontos de vista de vários países da lusofonia.

fernando baião disse...

Senhores Ricardo e dvfer, vocês largaram Angola, de uma forma vergonhosa, ás escondidas, antes da hora da Independência Nacional, fugindo às vossas responsabilidades, como país colonizador.Fizeram as malas e embarcaram nos vossos navios, levando coisas que não vos pertenciam, tiveram medo de esperar pela meia-noite.Só passados alguns meses depois de quase toda a comunidade internacional ter reconhecido o nosso país, é que Portugal, formalmente o reconheceu.O Brasil foi o primeiro e isso nunca mais esqueceremos. Já estão,em Angola, milhares de brasileiros a trabalhar e não andam a abanar a árvore das patacas, como a grande maioria dos imigrantes portugueses que chegam como turistas e vão mas é à procura de negócios fáceis, tentanto mais uma vez enganar o coitado do "preto", pois é assim que continuam a ver o angolano. Fiquem lá no vosso cantinho à beira-mar plantado,cantando o vosso fado e deixem os nossos povos em paz.

dvfer disse...

Fernando, ao fim de 500 posts meus já devia ter reparado: eu não me interesso nada por Angola... Quer esteja bem ou mal. Pura e simplesmente não interessa. Não entendo portanto essa conversa do "deixem em paz" Angola.

Também tem de cuidar do seu racismo. Não é supreendente, dado Angola ser um país extremamente racista. Lembro-me daquele "problema" da miss-Angola à uns anos, pois era demasiado "branca".

Quanto às responsabilidades de Portugal como país colonizador, só pode estar a brincar. Os Angolanos queriam os portugueses fora, os portugueses foram-se embora. QUais responsabildiades? Foram deixados à vossa sorte e muito bem, não existem nenhumas responsabilidades adicionais.

Quanto à conversa dos "turistas" portugueses, lembro-lhe que Portugal tem milhares de emigrantes espalhados por este mundo, e são vistos como trabalhadores, que criaram pequenos negócios. Os que foram para Angola devem ser diferentes.

Anónimo disse...

Não sei que tipo de histórias se contam nos livros portugueses aos estudantes de histórias lusitanos. Mas, imagino, deve ser uma realidade bem diversa da realidade. Para o Brasil a independência foi uma oportunidade de desenvolvimento. Na verdade, mesmo tendo sido nós os colonizados, sentimos remorso e culpa pelas desgraças que causamos ao povo africano, levados como escravos ao Brasil pelos saqueadores portugueses para aprofundar seus meios de exploração das riquezas naturais de nosso país. Recentemente, nosso presidente esteve em Ghana e, num gesto de grandeza, depositou flores num memorial dedicado aos infelizes escravos traficados pelos portugueses.
Esse é só um dos capítulos dos 300 e poucos anos em que os saqueadores lusitanos estiveram para lá. Se voce visitar as cidades coloniais brasileiras, verá que pouca coisa realmente interessante nos foi legado pelo colonizador, que chamamos saqueadores. Felizmente o Brasil conseguiu superar as consequências dessa herança maldita e, Angola, aos poucos também vai buscando seu caminho.
Mas não quero somente falar das coisas ruins, pois acreditamos que, à parte as tragédia colonial, a natureza cordial do povo português, mestiçada aos índios, depois com os africanos, contribuiu em muito para formar a raça que resultou desses anos de convivência no paraíso. De certa forma, aqui no Brasil, somos também todos portugueses transformados pela miscigenação, nao há como esconder isso.
Mas não gostamos de ouvir português querendo vomitar lições de civilização para cima de nós!
José

Fomá_Fomitch disse...

Caro Fernando Baião, pesquise no Google "Dutch Disease" a propósito desta iluminada frase: "Mas é chato toda essa inveja que você demonstra ter de Angola, só porque o país tem recursos naturais suficientes para promover seu próprio desenvolvimento (nesse ponto estão mais independentes do subsídio alheio). Seja mais solidário, menos arrogante!" Na historia da economia mundial apenas um país chegou ao desenvolvimento através de recursos naturais que foi a Ilha Formosa com grandes recursos agrícolas. Quanto a Portugal viver à custa dos países ricos da UE lembro-lhe que entre 1960 e 1990 Portugal é um caso de estudo internacional de fenómeno de crescimento económico e prosperidade, por isso é que a minha avó diz: ai se fosse como antigamente, agora há tudo... Cumprimentos e felicidades para Angola e continuem a encher os bolsos ao Sr Eduardo Canibal

Fomá_Fomitch disse...

Caro Fernando Baião, em Portugal infelizmente em varias áreas já há licenciados a mais, gente inteligente e trabalhadora. Quero chegar ao ponto injusto com que o Sr. fala dos imigrantes Portugueses em Angola "vem abanar a arvore das patacas". Com isto quero-lhe dizer que tenho pelo menos 7 amigos a trabalhar em Angola (4 engenheiros civis e 3 economistas)em grandes empresas, não foram abanar as arvores das patacas porque eles foram todos recrutados pelo seu valor e com salários chorudos. E como eles deve haver imensos que não conheço. Por isso perceba que também parte desse sucesso económico que Angola esta a ter também tem mãos de lusitanos de muito valor. E nega-lo é uma grande mentira! Quanto ao contributo dos países mais ricos nos fundos comunitários não lho vou explicar porque talvez não consiga perceber, é preciso ler alguns manuais de macroeconomia e politica económica e com certeza pelos seus comentários ainda não teve tempo para tal. Cumprimentos mais uma vez!

Anónimo disse...

A turma do Salazar sacudiu tanto a árvore das patacas que a pobre já não dá mais frutos (talvez isso ajude a explicar o "fenômeno português de crescimento econômico e prosperidade"...rs). Mas não se preocupe, Fernando Baião: agora os amigos do Sr. Fomich votaram a Angola para aproveitar o tronco das árvore e fabricar dali algumas rolhas... E quem sabe, se sacudir, ainda não cai uma pataca dali?

fernando baião disse...

os saudosistas do tempo do fascismo e do colonialismo, estão todos a sair da "toca", querem dar lições de economia quando aprenderam com o Salazar a contar tostões, fazendo com que o seu país continue trinta anos atrazado em relação ao resto da Europa.Vocês acham que um bom engenheiro ou um bom pedreiro sai do seu País para irem trabalhar para outro lugar?Só sai o mau engenheiro, o mau arquitecto o mau médico e o mau pedreiro, pois no seu país não tem lugar.Em Angola, o ajudante de pedreiro vira encarregado de obras, o encarregado vira engenheiro e o engenheiro é administrador, dizem que vão ajudar o povo angolano a se desenvolver e no final estão lá a receber ordenados chorudos sem grande produtividade.Chegam tarde ao emprego, dizem que é o trânsito, à tarde vão para a praia. Senhores, irmãos e filhos do Salazar, fiquem a ver a avozinha a coser meias e deixem de dar palpites sobre aquilo que não conheceme xaué de vez

Fomá_Fomitch disse...

Sr Fernando Baião que palavras. Até admira os seus comentários não serem eliminados. Por favor retrate-se, eu não sou Salazarista, um pedido de desculpa ficava-lhe bem! Já vi que não vale a pena, mas lições de economia a si e ao seu amigo Brasuca poderei dar muitas pagas claro, porque o meu tempo é muito valioso. Quando diz: "que Vocês acham que um bom engenheiro ou um bom pedreiro sai do seu País para irem trabalhar para outro lugar?Só sai o mau engenheiro, o mau arquitecto o mau médico e o mau pedreiro, pois no seu país não tem lugar.Em Angola, o ajudante de pedreiro vira encarregado de obras, o encarregado vira engenheiro e o engenheiro é administrador, dizem que vão ajudar o povo angolano a se desenvolver e no final estão lá a receber ordenados chorudos sem grande produtividade.Chegam tarde ao emprego, dizem que é o trânsito, à tarde vão para a praia." mostra a sua total ignorância quanto à qualidade dos quadros portugueses. A Universidade do Porto coloca todos os anos muitos e muitos recém licenciados a trabalhar desde Moscovo a Washington. E agora pergunto, será que esses estudantes que vão trabalhar para grandes empresas mundiais só vão porque não tem lugar em Portugal? Poupe-me! É insultuoso. Estude primeiro o que não conhece e depois comente! Já vi que o senhor para além de ser um mal educado de primeira ordem, é muito baixo. Gosta muito de falar sobre o que não sabe.

ricardo disse...

Peço desculpa ao Senhor José Milhazes pelo contributo infeliz que dei a esta discussão. Este não será o local mais apropriado, embora ache que o confronto também faz parte da vida.

O meu interesse neste blog não tem haver com Angolas ou Brasis, mas com a Rússia, a Europa de leste e centro-leste e a cultura eslava, que muito admiro. Estudei na Polónia e um dia hei-de voltar (o que espero não seja considerado como mercenarismo ou neo-colonialismo...).

Obrigado!

Jose Milhazes disse...

Caro Fernando Baião, não posso concordar consigo que só um mau médico, engenheiro mau vai trabalhar para fora do país. Eu sou jornalista, não devo ser muito mau e trabalho na Rússia. Tenho imensos familiares e amigos que trabalham no estrangeiro, porque o meu país, infelizmente, não é capaz de lhes dar um futuro feliz, mas posso-lhe garantir que são todos quadros muito competentes.
Caro Ricardo, não tenho nada contra estas discussões desde que nos respeitemos uns aos outros, o que, mais ou menos, se vai observando. Sabe que na Europa de Leste, que só também conhece bem, as discussões até são bem mais acesas.

Anónimo disse...

É isso aí, Milhazes! Também acho que a discussão está boa, até civilizada. Admiro muito o teu equilíbrio, mas confesso que me causa desolação ver portugueses esnobando países cuja história (pelo bem ou pelo mal), já foram próximas. "Sou um europeu, não me interesso por Angolas ou por Brasis". Acho isso ridículo, uma falta de senso de proporção. Coloco-me do lugar dos pobres contribuintes alemães ou holandeses, que devem ficar angustiados com essas distorções que os seus dinheiro estão financiando nas extremidades da Europa. Além de muitos euros, é preciso paciência!

fernando baião disse...

Caro JMilazes:Dizemos em Angola que a discussão tá embora boa.Peço desculpa, mas eu não disse que todos os portugueses que trabalham fora são maus. Falo de uma realidade que conheço e bem, o que se passa em Angola a nível da maioria dos expatriados portugueses. Por acaso não sou muito baixo e cursei curso superior numa das melhores Universidades da Europa, ULB de Bruxelles.Fui duro e realistas nos comentários que fiz e não faltei ao respeito a ninguém, agora vocês insultaram Angola e o Brasil, e nós temos que responder às vossas mentes distorcidas pelo saudosismo colonial. Senhores DVfer,Ricardo e Formiga, metam a viola no saco e comentem aquilo que sabem, pois dos nossos países, não sabem nada.Quanto a ser racista, vocês devem estar a ver-se ao espelho, ou já se esqueceram do que fizeram nas ex-colónias, Brasil, Angola, S.Tomé e Príncipe, Guiné, Mozambique?

ricardo disse...

Mais uma vez, gostaria de corrigir o comentário anterior e dizer que eu não escrevi em lado nenhum que não tinha interesse pelo Brasil ou por Angola. Por favor, peço um pouco mais de cuidado, de atenção, ao ler os textos..!

Eu até sou filho de ex-emigrantes na Venezuela, nasci lá, portanto isto até é ridículo. Aos 25 anos já vivi, estudei e trabalhei em três países e dois continentes, tenho família que viveu, estudou e trabalhou em todos os cantos do planeta, desde Portugal a Angola, dos EUA a Timor, logo não sinto que esteja desinformado ou seja um snob.

Fomá_Fomitch disse...

Imagino que as pobres empresas Alemãs e Holandesas não tem nem tiveram qualquer interesse na abertura ao mercado Português. Meus amigos é muito simples, se eles não quisessem ajudar Portugal com os fundos comunitários não o faziam. Para um pessoa mais atenta percebe que o que ganham no mercado criado paga a contribuição para o fundo de coesão social no longo prazo. Em 2012 acaba os fundos para Portugal e até passa a ser contribuinte liquido para o fundo (que ajuda os países como a Roménia e Bulgária). Eu vou ser contribuinte e com todo o prazer(tal como o povo alemão, holandês, etc o é agora ), porque acredito na UE e numa Europa solidaria. O Sr. esta obstinado com a ideia dos fundos aplicados em Portugal e com os contribuintes da Alemanha e da Holanda, mas de certeza que eles nem sabem que o Sr existe! Continue a debitar para aqui frases a avulso que tendo tempo livre posso-lhe explicar umas coisinhas! Já agora não me volte a chamar Salazarista porque aí terá sérios problemas. Seja corajoso e identifique-se!

Fomá_Fomitch disse...

Gostava de saber onde esta o meu comentário sobre Angola ou sobre o Brasil! Sr. Fernando Baião por muitos cursos que tire "o baixo" continua colado a si mesmo que não perceba o sentido, e o ultimo comentário diz tudo! Não vale mesmo a pena discutir com arvores centenárias! Podemos é esperar por uma tempestade para que as arranque! Cumprimentos ao José Milhazes!

Jose Milhazes disse...

Caros leitores, esta postagem constitui um novo recorde quanto ao número de comentários enviados. Isto mostra que, não obstante a distância que separa Portugal, Brasil, Angola e outros países lusófonos, temos muito de comum, e o mais sagrado é a língua, por isso, vamos proteger e desenvolver o que nos une, respeitando a pluralidade de ideias.

dvfer disse...

"Recentemente, nosso presidente esteve em Ghana e, num gesto de grandeza, depositou flores num memorial dedicado aos infelizes escravos traficados pelos portugueses." - colocado por um anónimo.

Posso dizer que não me importo minmamente com os escravos que os portugueses traficaram no passado. Nenhuma. Porque haveria? Não era nascido nessa altura, não tenho nada a ver com isso. Foram portugueses que traficaram... e depois? O que isso importa para os portugueses "deste tempo"? O Portugal de à 300 anos atrás é muito diferente do de hoje, e se as "glórias" não transitam para o futuro, as "desgraças ou vergonhas" também não. Até porque se fossem africanos a conquistar a Europa, teriam feito exactamente o mesmo.

Anónimo disse...

Olá me chamo Letícia e sou brasileira. Bom, vi alguns comentários acerca do fato de alguns portugueses (se não a maioria) não gostar dos brasileiros. Pois bem, posso afirmar com toda a certeza, que são poucos os brasileiros que querem saber sobre Portugal ou que desse País queiram notícias.

Aqui estamos muito mais ligados, econômicamente e culturalmente, aos nosso visinhos latino americanos e norte americanos. Realmente não sinto nenhum ponto de incômodo em mim, pelo fato de os portugueses se distanciarem cada vez mais de nós brasileiros. Ainda hoje o que noto por parte dos portugueses é um certa arrogância, inerente a povos que não gozam de espaço no cenário Global atual.

Essa arrogância é extrema de tal forma, que não a persebo nem mesmo no povo estadunidense, dito como o mais rico da Terra. Desconheço qualquer motivo que leve o povo português a encontrar uma identidade européia em suas veias, tendo em vista que a União Européia nada mais é que um Bloco com vistas econômicas e que visa o lucro das empresas, para isso basta observar o Atlas de Desenvolvimento Humano da ONU e a diferença gritante entre os Países mais ricos da Europa e Portugal/Grécia.

Não gosto de delongas, mas deve-se salientar o ocorrido na Inglaterra há alguns meses, quando um reconhecido Jornal entitulado de "The Econnomist", nomeou a Portugal, Itália e Grécia de "PIGs" numa alusão ao sujo suíno. O Jornal quis retratar as economias desses Países que, há muito, não se revelam atraentes, ao ponto de todas estarem em recessão na atualidade. Además nada a dizer sobre a terrinha!

Quanto ao Brasil, o que tenho a dizer? Um País grande em Problemas e Gigante em soluções! Nós conseguimos diminuir pela metade o número de nossas favelas e tornamos a classe média 57% da população. Não vejo muita distância entre Portugal e Brasil, apenas vejo que o Brasil é mais desigual, fruto do passado latifundiário e patriarcal que recebemos dos portugueses. Basta observar que os Estados do Sul-Sudeste-Centro Oeste do Brasil, possuem todos, sem mínima excessão, IDHs maiores que o de Portugal, o que de certa forma, mostra maior qualidade de vida.


Relativo à econômica, sem dúvidas que o Brasil é Gigantesco e ainda tem muito potencial. Segundo a Embrapa, existem mais de 15.000 plantas brasileiras registradas por empresas européias, que lucram mais de 75 bilhões de dólares com as mesmas, transformando-as em remédios e afins.

Plantas que são geralmente roubadas de nosso território ou vendidas por pessoas descompromissadas com a nação, as quais recebem o título de corruptas. Hoje o PIB brasileiro é de mais de 1,9 trilhão de dólares, ao passo que o Portugal é de 200 bilhões! Quanto ao que o Brasil possa representar para aquele País, eu posso afirmar que representa sim muito, e não pelas novelas, mas pelas oportunidades que aqui se encontram, como os três milhões de empregos que criamos por ano e os 200 milhões de consumidores que temos.

Angola é um País que tem grande potencial, só precisa aprender a andar com suas pernas, e nós brasileiros os estamos ajudando nisso! O resultado de toda a conversa é que é obvia a ponta de inveja de ALGUNS PORTUGUESES, quanto ao desenvolvimento do Brasil e de Angola, particularmente do primeiro, que sempre foi importante para a terrinha. Querendo ou não, o Brasil é um BRIC e será seguramente uma das maiores economias do Mundo.

Já está acontecendo!