segunda-feira, agosto 25, 2008

Moscovo fez aposta máxima e muito arriscada no conflito do Cáucaso


Moscovo decidiu jogar no tudo por tudo e chamou a si o papel de coveiro do sistema de relações internacionais esquisito e fortemente distorcido, que se formou vinte anos após o fim da guerra fria, considera Fiodor Lukianov, redactor-chefe da revista “Rússia na Política Global”.
Lukianov enumera as razões que poderão ter levado o Kremlin a fazer uma aposta tão alta e arriscada.
“Primeiro, a direcção russa, tal como a esmagadora maioria da sociedade russa, ficou claramente chocada com a envergadura e a unanimidade do apoio que Mikhail Saakachvili recebeu no Ocidente”, escreve.
“Esta atmosfera emocional e o sentimento de que é simplesmente inútil conversar com as capitais ocidentais, tornaram a posição de Moscovo ainda mais radical”, frisa ele.
“Segundo, continua Lukianov, tornou-e claro que não é possível (à Rússia) consolidar politicamente o que foi conseguido por via militar. As acções da Rússia não tiveram apoio no mundo”.
“Terceiro, o factor interno também teve a sua importância. Na atmosfera criada em torno desta guerra, era complicado fazer cedências diplomáticas e explicá-las à população (russa), mesmo tendo a televisão sob controlo”, escreve o analista.
Fiodor Lukianov considera que: “fica-se com a impressão de que a decisão de reconhecimento foi tomada para cortar a si próprio a via de recuo e, desse modo, tornar irreversível a situação na Abkházia e Ossétia do Sul”.
“Isto não mostra confiança em si, mas significa a prontidão de avançar para um grande risco. Claro que revogar a decisão tomada só poderá ser feito em condições de capitulação total e incondicional”, frisou.
“Seja como for, começou uma nova etapa. A Rússia virou decididamente de rumo, renunciando às tentativas de receber a legitimação externa dos seus passos e, em geral, de agir no quadro da lei. A aposta foi feita apenas nas próprias forças (não nos podemos apoiar em mais ninguém) e em que os os países vizinhos pensem bem quem é o verdadeiro “boss” nessa região”, continua.
O analista político considera que o Presidente Medvedev não tem “toda a razão” ao afirmar que a perspectiva de uma guerra fria não assusta o Kremlin, chamando a atenção para o facto de, na primeira guerra fria, a Rússia/URSS ser um país diferente: “bem mais forte do ponto de vista militar e político”.
Lukianov considera que “o Ocidente se adapta com dificuldade às realidades do séc. XXI: à mudança do ponteiro da balança político-económica internacional para o lado das potências emergentes do Terceiro Mundo. O sistema tornou-se muito mais multivectorial”.
“É evidente que isto também diz respeito à Rússia, tanto mais quando dispõe de um número limitado de instrumentos. Moscovo começou um jogo extremamente arriscado e com grandes apostas. Nesse jogo, tanto a vitória, como a derrota serão demolidoras”, concluiu.

23 comentários:

Anónimo disse...

Um fato interessante: altos representantes do governo russo muitas vezes já declararam que o trabalho da Rússia só estará terminado quando todos os povos eslavos do mundo estiverem unidos. De Praga até Vladivostok, de Murmansk até Skopje.

cláudio

Anónimo disse...

Será que a agressão da China ao Tibete e a resposta fraca do Ocidente ao fato não atiçou a Rússia na sua aventura na Geórgia?

Mister T

Anónimo disse...

é supreendente o grau de cobardia e falta de nacionalismo dos lideres ocidentais, a Rússia pura e simplesmente está a lutar pela sua liberdade contra o dominio Americano, tudo que está a acontecer na Rússia não podia acontecer de outra forma, os fracos lideres ocidentais( não o povo, porque os Europeus na maioria são contra a NATO e o podre sistema politico americano) estão a compactuar com esta coisa alucinante na europa e que ninguem tem coragem de assumir que é;
Os pretinhos americanos e judeus querem jogar mais um bocadinho as super potencias com a russia!
eu sou jovem portuguÊs e não quero ser mobilizado numa guerra pelos americanos nem viver um holocausto nuclear.
Fica claro ao ver a realidade actual que a NATo tem de acabar o mais rapido possivel e a europa ( incluido a russia que é 40% da europa)criar uma verdadeira organização de segurança e acabar de uma vez com a ligação com os EUA.
a america dos ando 40/50 em que a população era 90% europeia, já não é a america actual, em que os europeus são 60% da população e a sociedade americana ja nada de europeia tém

Jose Milhazes disse...

Ao primeiro anónimo, respondo que a ideia do pan-eslavismo só poderá levar a Rússia a maiores problemas. Comer demais faz mal, pode-se apanhar uma indigestão.
Ao Mister T, respondo que a pergunta dele tem razão de ser.
Quanto ao terceiro anónimo, não entendo a dos judeus e pretinhos americanos! É tão fácil acusar os outros dos nossos problemas. Além de racismo, isso cheira um bocado a cobardia. Quanto às alianças futuras, um dos sonhos de Moscovo foi sempre afastar a UE dos EUA. Eu, por exemplo, acho que a UE tem possibilidades de se transformar num centro político internacional forte se os seus tomarem posições firmes comuns, mas acho difícil porque existe um grande fosso entre a nova e a velha Europa.

F. Penim Redondo disse...

Neste momento os americanos são desafiados na América do Sul, no Médio Oriente, na Coreia, no Norte do sub-continente indiano, nos Balcãs e agora também no Cáucaso. Amanhã será a Ucrânia ?

As outras potências Começam a duvidar da capacidade económica e militar dos Estados Unidos, e dos seus aliados, para assegurar tantas frentes e iniciam testes à sua reacção.

O que aconteceria se um dia, a juntar a tudo isto, o laborioso e mercantil "Império Chinês" resolvesse obter, militarmente, o exclusivo das principais matérias primas ?

kaprov disse...

“A guerra nunca deflagra subitamente: a sua extensão não é obra de um instante”.

Carl Von Clausewitz, Da Guerra, Martins Fontes, São Paulo 1979 [1832] p: 77

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, Hans Morgenthau, pai da teoria política internacional norte-americana, formulou uma tese muito simples e clássica, sobre a origem das guerras. Segundo Morghentau: “a permanência do status de subordinação dos países derrotados numa guerra, pode facilmente produzir a vontade destes países desfazerem a derrota e jogarem por terra o novo status quo internacional criado pelos vitoriosos, retomando seu antigo lugar na hierarquia do poder mundial. Ou seja, a política imperialista dos países vitoriosos tende a provocar uma política imperialista igual e contrária da parte dos derrotados. E se o derrotado não tiver sido arruinado para sempre, ele quererá retomar os territórios que perdeu, e se possível, ganhar ainda mais do que perdeu, na última guerra” .

kaprov disse...

"Se ninguém quer conversar conosco a respeito dessas questões e se a cooperação com a Rússia não é necessária, então pelo amor de Deus, façam isso sozinhos", disse Putin à CNN.

sobre o programa nuclear do Irã ao ser perguntado.

kaprov disse...

Hipócrisia penso ser a palavra mais adequada para esta situação.Porque nunca vi estes grandes Senhores juntarem-se por causa do sofrimento do Povo da Palestina.Hipócrisia porque está confirmado que a Géorgia não se metia nesta aventura sem o consentimento dos seus amigos.Digo hipócrisia, porque são os mesmos que bombardiaram Belgrado, e desmenbraram a Sérvia.Pergunto onde estavam estes Senhores, antes da Russia intervir para parar a mão de um criminoso. pergunto o que ganha a U.E. curvar-se perante os E.U.A. Estão todos culpados por centenas de milhares de mortos no Iraque,não são só os E.U.A. que lá teem tropas, outros estados Europeus ajudam, não só no Iraque, mas também no Afeganistão.

Fernanda Valente disse...

Esta é quanto a mim uma das análises mais fidedignas sobre toda esta problemática.
Indirectamente, chega-se à conclusão que a via diplomática, em alguns casos, funciona de uma forma unilateral, resumindo-se a um mero exercício de pressão por parte de quem dela se usa para, de uma forma pacífica aos olhos da comunidade internacional, conseguir suprimir os legitimos direitos (em termos de afirmação política) dos Estados opositores às grandes linhas directoras da geo-estratégia política global.
A Rússia respondeu e responderá sempre como sabe: com as armas; pelo menos enquanto, no plano internacional, continuar a ser considerada como um "player" menor no xadrez da política mundial.

Fernanda Valente disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pippo disse...

"Os pretinhos americanos e judeus querem jogar mais um bocadinho as super potencias com a russia!" Onde é que eu já ouvi isto? É suposto os comentários neste blog serem sérios e terem nível, já que o blog É sério e tem nível.
As ideias pan-eslavistas não passam de um sonho do qual os russo acordaram com as revoltas polacas de 1830 e 1863. O pan-eslavismo, segundo sei, está morto e enterrado.
Quanto ao pacífico e mercantil Império do Meio, bem... nesta última década eles têm investido fortemente na modernização e expansão do seu poderio militar, mormente aero-naval. Já consideram o Mar da China como o "seu lago", desejam o arquipélago das Spratley, e mais dia menos dia irão contestar a supremacia norte-americana nos mares do Oriente. É só esperar mais umas duas décadas.

antonio everardo disse...

O JM vai me desculpar, mas este senhor Lukianov está enganado. Se bem observar, os dirigentes russos, a incluir os militares, estão menos agressivos nesta era pós-soviética. Eles não jogam “tudo por tudo”. Para ser sincero, Lukianov tirou esse raciocínio com base nos chefões da White House, quando estes decidiram invadir o Iraqui e Afeganistão a procura de petróleo para manterem os negócios da família Bush dentro da estabilidade no mercado mundial. Naquela investida o mundo protestou, mas nada, nadinha, mudou a cabeça deles, e hoje posam de “bons moços”. Lukianov, não se precipite. A Rússia vive sua democracia por imposição da Comunidade Internacional, e tudo que fizer está bem. Não foi assim que quiseram? Porque os USA fazem e saem como heróis, e com a Rússia não poderia acontecer o mesmo? É claro que o “tudo por tudo” russo dará certo. Lukianov não deve apenas em agir mediaticamente, mas historicamente. Um abraço de Teresina, Brasil.

Nuno Bento disse...

A Rússia não podia ficar de mãos atadas depois da agressão que os georgianos cometeram. Perderia toda a sua credibilidade e aì sim, acenderiam um rastilho para todo o Cáucaso. Penso que foi mais um golpe dos Republicanos para mudarem o rumo das eleições americanas. Depois da crise na Geórgia, McCann tem ganho terreno e esta a par com o Obama nas sondagens. Lembrem-se que foi o 9/11 e o fantasma do terrorismo que garantiu o 2° mandato a George W. Bush.

O-Lidador disse...

A politica americana na Europa, desde 1940, é essencialmente determinada pelo conceito geopolitico de evitar que um único poder controle a Eurásia (Alemanha--URSS..)
A OTAN fez face à ameaça soviética e, para os europeus, o manto protector que a Aliança sobre eles estendeu durante 4 décadas, foi determinante para a manutenção da paz e para a criação de condições de progresso e bem-estar.
Com a derrocada soviética num primeiro momento, a OTAN parecia condenada a estiolar, vítima do seu próprio sucesso, fechada que estava na lógica da Guerra Fria.
Mas a Rússia retorna sempre a Pedro "o Grande" e já em 1992 definia uma linha vermelha ao recusar intervenções externas no “near abroad”, territórios não incluídos na Rússia mas que haviam integrado a URSS.
Mas os países saídos do Pacto de Varsóvia, batiam à porta com a intenção óbvia de fugir à esfera de influência do vizinho russo, que continuavam (e continuam) a ver como a verdadeira ameaça.
O alargamento foi-se fazendo a passo de caracol,por um lado porque em muitos destes países existiam problemas graves de nacionalismos por consumar, havendo o perigo de a OTAN trazer para o seu seio perigosas crises e tensões, e por outro porque muita gente achava que o alargamento, à procura da fronteira civilizacional com a Rússia, era um elemento fundamental na manutenção da própria OTAN.

Para os dirigentes russos o alargamento da OTAN representou o renovar do Complexo de Cerco e sentiram-se cada vez mais olhados com desconfiança pelos europeus que nunca lhe reconheceram especial vocação democrática e que, apóccrifo ou não, temem o Testamento de Pedro "O Grande".
Ieltsin, em 1995, queixava-se que “..o Ocidente pretende defender a Europa de Leste das negras intenções de Moscovo" e garantia que " Essas intenções não existem. Apesar de todas as contradições do período de transição, a Rússia é fiel à democracia”.
Ninguém acreditou nele e ainda bem.

Recentemente o alargamento à Geórgia e à Ucrânia, foi congelado por cautela da Alemanha e da França que se assustaram com as intrincadas questões de legitimidades étnicas e nacionalistas nesses países. Se tivessem sido admitidas, a Geórgia estaria protegida da invasão russa que dificilmente arriscaria um confronto militar com a OTAN.
Neste momento, a Rússia, tal como um gato bem alimentado que sai pela manhã, vai urinando nas esquinas para marcar o território, mas o renovar da ameaça russa, levará inevitavelmente ao reforço da OTAN, e à solidez da relação transatlântica, alicerçada nos interesses e nos valores comuns.
Mais tarde ou mais cedo, a Rússia perceberá que não só não tem alimento para sair todas as manhãs de patrulha, como há gatos maiores na vizinhança.

Anónimo disse...

Numa notícia que acabo de ler na edição on-line do Jornal de economia russo "Kommersant" comenta-se que Moscovo acabou por ficar sozinho na questão da Geórgia, frisando que não obtive apoio da SCO. O mesmo não é relatado dessa forma em outros orgãos de informação da rússia. Afinal parece haver alguma liberdade de informação

Jose Milhazes disse...

Caro anónimo, alguma há, porque existe uma coisa chamada internet.

Anónimo disse...

Caros senhores,
Fui o autor do 3ºcomentário anónimo, por lapso não coloquei o nome( não foi por cobardia sr. José Milhazes, apesar de não ser seguro como sabe ser politicamente incorrecto).
Quando referi que existe na America do Norte odio á russia, essencialmente de afro-americanos e judeus( sobretudo mas não só) aparentemente parece mais conversa dos racistas etc etc, mas não!, é sim ser pragmático, na russia, é ainda forte o sentimento europeu e é valorizado o nacionalismo russo e o conteito de raça, enquanto que nos EUA esses sentimentos já não existem e não são tolerados. É preciso conheçer os EUA para compreender o que disse.
Para quem conheçe minimamente os EUA sabe muito bem que não existe o povo americano,esse conceito é ridiculo, normalmente a primeira coisa que um americano pergunta a alguem que conheçe é perguntar as suas origens.

Cumprimentos

Bruno R. Barão

Jose Milhazes disse...

Caro Bruno Barão, reconheço que não conheço bem o povo norte-americano, apenas tenho contactos esporádicos com eles.

Anónimo disse...

os judeus são 5,500,000 nos EUA
1.8% da população


a sociedade americana mudou sobretudo desde o inicio dos anos 60, antes uma sociedade quase europeia, hoje vive o multiculturalismo.

O movimento que alterou a lei de imigração de 1965 para acabar com a supremacia branca nos EUA e que reduziu a maioria branca e vai acabar com ela brevemente( estimativas recentes apontam para 2040) foi liderado por um judeu, Emanuel Celler

30% dos juízes do supremo tribunal são judeus.No senado a proproção tambem é muito elevada

no cinema os realizadores/produtores são grande parte judeus, a comunicação social tambem é dominada pelos judeus, o mesmo acontece com a economia.etc

Acho que é justo afirmar que os judeus dominam a sociedade americana ou pelo menos têm um impacto muito forte nela.

Quanto aos negros-norte americanos, o sentimento de inferioridade e o ódio que têm a raça branca pesam e bem na sociedade americana

Não tenho nada contra as outras raças, sou branco, mas factos são factos.

Cump.

bruno Barão

Anónimo disse...

sr. José Milhazes o que é frustante é eu saber que os cidadãos norte americanos nada têm contra a russia( muito pelo contrário) mas a comunicação social mostra uma outra realidade

Os EUA e a Russia são aliados naturais, são ambos federações com muitos traços em comum, combateram juntos contra a tirania, mas quem tem interesse neste conflito permanete entre os dois estados?
claro que é a administração norte americana que é dominada por grupos de interesses.
Israel e o irão estão em rota de colisão, é esta a origem de todos estes conflitos

Cump.

Bruno Barão

Anónimo disse...

O Ploblema é que muitos intelectuias brasileiros e amb´m pessoas comuns ainda vivem naquele mundinho globomaniaco de ver o mundo, disscutem sobre conflitos como crianças e adolescentes que assintem um filme de guerra! esperem quando a realidade chegar até nós muitos mudarão seus conceitos, faço uma pergunta a vcs todos: Algum de vcs já estiverem de cara com algum confronto, já se sentiram roubados, tirados de suas casas, já deram algum tiro de fuzil para defender sua pátria, sua liberdade? Respondam!

Maquiavel disse...

Caro Milhazes, o "grande fosso entre a nova e a velha Europa" resolve-se facilmente: é só os países "grandes" e *pagadores* (a Velha Europa) deixarem de subvencionar TUDO na "Nova Europa".
TUDO, sim, nem em Portugal se viu, está tudo podre e a cair, e as únicas estradas, monumentos, fábricas que estäo a ser renovadas têm lá uma placa grande a dizer quem financia: a Uniäo Europeia.
Passeie-se pelo interior dos Bálticos (como fiz a semana passada) e parece que houve ali uma guerra, com estraturas a desfazer-se ou já só em esqueleto.
Nem sequer as demoliram!

Porque sabemos uma coisa: enquanto Moscovo investia o máximo que podia nas repúblicas bálticas (porque eram a "montra" para o Ocidentes) e "satélites"-- em detrimento das outras repúblicas da URSS, eram todos muito amigos...
Depois chegou Gorbachyov, e como andava apertado de graveto, acabou o (pouco) dinheiro grátis. Foi o que se viu, e toca tudo a querer "independência".

É por isso que eles quiseram derir à UE: para mais uma vez *outrém* pagar por eles.

Quando a Velha Europa fechar a torneira, quero ver... será que sairäo da UE? Visto quem os governa... QUEM DERA!

Anónimo disse...

Maquiavel, vc é um iludido e ignorante...
Que saia Portugal da UE, considerado o país mais fracassado na União...teve os mesmos benefícios que a Espanha, Grécia e Irlanda e hoje está sendo ultrapassado pela Eslovênia e Rep. Tcheca, e em breve até pela Romênia

Paulo