segunda-feira, agosto 25, 2008

Moscovo testou com êxito míssil intercontinental


O míssil balístico intercontinental “Topol”, equipado com meios especiais para superar um sistema de defesa antimíssil, foi hoje lançado do cosmódromo Plessetsk, no Noroeste da Rússia, e, depois de voar seis mil quilómetros, acertou no alvo instalado no polígono Kura, no Extremo Oriente russo, informam os militares russos.
“A ogiva experimental do míssil de alta precisão atingiu o alvo no polígono da Península da Kamtchatcka, demonstrando assim a capacidade de garantir a destruição de locais altamente defendidos”, declarou o coronel Alexandre Vovk, porta-voz das Tropas de Mísseis de Importância Estratégica da Rússia.
O lançamento do míssil Topol ocorreu às 14.36 horas de Moscovo (11.36 em Portugal Continental) e a ogiva do míssil estava equipada com meios especiais de superação de sistemas de defesa antimíssil, cujo funcionamento foi testado neste voto, informa a agência Interfax.
“As tarefas do lançamento executado foram a confirmação da estabilidade das características aero-técnicas do míssil que se encontra em serviço há 21 anos e o teste de uma componente de combate com perspectivas para mísseis balistícos instalados em terra”, explicou Vovk.
Segundo as primeiras reacções em Moscovo, trata-se de mais uma resposta da Rússia à assinatura de um acordo entre a Polónia e os EUA sobre a instalação de um sistema de defesa antimíssil em território polaco.
Esse documento foi assinado a 20 de Agosto, mas no dia 15, Dmitri Medvedev, Presidente da Rússia, declarou: “essa decisão mostra com absoluta clareza tudo o que viemos dizendo nos últimos tempos. A instalação de novas forças do sistema de defesa antimíssil dos EUA na Europa tem como o alvo a Federação da Rússia, e o momento foi bem escolhido”.

25 comentários:

antonio everardo disse...

Então o Topol veio para ficar. Na foto, eu pensaria que fosse um míssil chinês dos anos 60. Quanto fumo para fazê-lo subir. E por falar em fumo, uma guerra Russia-NATO jamais será vista, pois os pequenos confitos já o fazem, ainda que indiretamente. O JM devia saber que as jazidas de petróleo russas é quase infinita e é o que os NATOSboys querem. Hoje se dizem adversários, mas basta que a Russia dê-lhes petróleo a baixo custo para todos mudarem de idéia. Fui claro?

Jose Milhazes disse...

Caro António, não há respostas simples para perguntas difíceis. É verdade que a UE depende do gás e petróleo russo, mas também é verdade que se a UE deixar de comprar esses combustíveis, onde é que os russos os irão vender? Este mundo é demasiadamente pequeno para raciocíonios fáceis. Se me vem dizer que a Rússia pode vendê-los à China, apenas digo que, para isso, é preciso ainda construir gaso- e oleodutos. Segundo, se a UE entrar em profunda crise, deixará de consumir produtos chineses, os chineses comprarão menos gás e petróleo aos russos, etc., etc.
Neste momento é uma estupidez recorrer a sanções e contra-sanções económicas para obter vitórias diplomáticas.
Volta a sublinhar, a UE deve tomar posições consolidadas e firmes em relação à Rússia, mas não ser a primeira a aplicar sanções económicas. Caso Moscovo enverede por essa via, é preciso começar a investigar as contas bancárias e os negócios dos oligarcas e altos políticos russos na Europa. O Kremlin tem, nesse caso, muitos "rabos de palha".

O-Lidador disse...

É a isto a que a Rússia está remetida: a imitar as fanfarronadas missilísticas da Coreia do Norte e dos aiatolas, para chamar a atenção.
Entende-se o gesto. Cada vez que esta malta se sente mal-amada, faz birras, para interpelar os apaziguadores profissionais da Comunidade Internacional.
Os gorilas batem no peito para intimmidar. Medvedev/Putin, deitam foguetes "cheios de coisas sofisticadas".
Há só uma coisa que me deixa a coçar o nariz. Se os russos têm coisas tão sofisticadas como afirmam, capazes de isto e mais aquilo, porque razão fazem tanto alarido por causa de um sistema antimíssil completamente ineficaz?

Pippo disse...

A Rússia, neste campo, apenas demonstra a futilidades das provocações norte-americanas. Se Washington bate com a mão no peito, Moscovo bate com as duas. E a questão deveria colocar-se mais ao contrário: se o Ocidente não teme os mísseis russos, porque é que instala bases anti-mísseis na Europa Oriental? Instalasse-as na Turquia ou na Coreia do Sul, que seriam mais eficazes para deterem mísseis dos Estados-pária.

Anónimo disse...

Vi este blog na publicidade do Público. Investiga e dá informação em primeira mão, os meus parabéns.

MSantos disse...

Os Russos já afirmaram que vão construir 6 frotas de porta-aviões, repartidas entre a frota do mar do norte (Murmansk) e a frota do Pacífico (Vladivostok).

Anónimo disse...

Caro José Milhazes,
O Sr. é bastante parcial nas suas opiniões, eu explico;
Em relação aos rabos de palha dos russos. E na Europa, não me diga que são todos sérios, que não existem grandes interesses económicos e politicos nas fontes de energia.
Alternativa de energias aos russos por parte da Europa, onde se vai buscar? Aos E.U.América?
Éra bom que explicasse bem a estória vergonhosa do Kosovo, e da guerra que lá se travou vitimando milhares de vidas. A Europa não tem escrupulos nenhuns, aliás como russos e americanos, e o MNE Francês deveria ser o último a comentar este conflito, o tipo é um aldrabão de primeira, recordo o célebre ataque a Dubrovnik, que mais não passava de ....pneus a arder, e eu fui levado na conversa. Hoje ter acesso a informação verdadeiramente isenta é uma miragem.
Cordialmente,
André Oliveira

Jose Milhazes disse...

Caro André, eu já escrevi várias vezes que não há santos e pecadores em política externa. Se você tem acompanhado com atenção o que eu escrevo no blogue, constatou as fortes críticas que eu tenho feito a propósito da política da UE e dos EUA face à Rússia.
A propósito, não sabe por onde anda o Sr. Durão Barroso? Será que ainda está de férias?
Se falo mais da Rússia, é porque estou deste lado.

Anónimo disse...

Bom, se a China depende de oleodutos e gasodutos, como ficam os Estados Unidos, que estão distantes não só das fontes de energia que sua gigantesca capacidade industrial necessita? Ficarão dependentes de petroleiros e assim como de navios transpotadores de gás e a Europa irá comprar aonde? Construirá Pipelines, para intensificar a extração furtiva do Iraque e de demais países Árabes? Agora se a União Européia deixar de consumir produtos Chineses e se os Chineses e demais países asiáticos deixarem de produzir produtos de fábricas Européias e Americanas? O que acontece é que o futuro repete o passado, e o que temos é um museu de grandes novidades de velhos interesses. Os Estados Unidos e a Europa querendo garantir sua sobrevivência, o mais vergonhoso é que a Europa se mostra desde a Segunda
Guerra Mundial dependente e subserviente aos Estados Unidos. Lutando pelos seus próprios interesses ou não à Russia mostra muito mais personalidade que a União Européia, que se mostra cada vez mais sem força, principalmente militar, pois depende de uma coligação como a NATO.

Anónimo disse...

A UE deve investir fortemente em energias alternativas (etanol, biodisel, etc) incluindo energia nuclear nos próximos anos. Só assim pra se livrar da chantagem russa, americana, etc.
Mas o que alguns países da UE, como a Alemanha, fazem? Um gasoduto no Báltico para aumentar ainda mais a dependência da UE.

Depender de países como a Rússia é muito arriscado.

Eu sonho com uma UE independente e auto-suficiente em energia, com uma única força militar, uma única equipe olímpica, etc

O-Lidador disse...

"se o Ocidente não teme os mísseis russos, porque é que instala bases anti-mísseis na Europa Oriental? Instalasse-as na Turquia ou na Coreia do Sul, que seriam mais eficazes para deterem mísseis dos Estados-pária"

Caro pippo, não sei se o seu problema é a ignorância ou a má-fé.

1º- Instalar sistemas anti-míssil faz todo o sentido, porque se destinam justamente a abater mísseis. Um sistema anti-míssil não ameaça ninguém...apenas os mísseis que alquém atira sobre nós. E uma vez que se acredite que eles funcionem, quantos mais melhor. O que não faz sentido é protestar contra um sistema de defesa ao mesmo tempo que se afirma que ele é ineficaz contra nós.
Os líderes russos sabem muito bem que o sistema contra o qual protestam é um sistema defensivo limitado, incapaz de tornar inefectiva a capacidade de ataque russa, uma vez que é fácil saturá-lo com o mero lançamento de mais mísseis do que os vectores de intercepção previstos.
Tem portanto a noção de que a ameaça que o sistema pretende prevenir não é a dos mísseis russos, mas sim dos poucos que estão ao alcance de países como o Irão, Coreia ou Paquistão.
O lançamento ontem de um míssil estratégico “inovador”, é uma patética tentativa de Kremlin de ilustrar a sua indignação, um pouco ao modelo dos acessos de ira do Querido Líder norte-coreano, habituado também a ejacular alguns mísseis em momentos de birra e angústia.

2. A sua geografia é deveras limitada, parece que pensa que o mundo é plano. Agarre num globo terrestre e verá que o Pólo Norte tb existe e que os mísseis balísticos não precisam de estradas.

Pippo disse...

Lidador, as suas noções de armamento estratégico, assim como de geografia, são mais limitadas do que as minhas, como o seu comentário o comprova. A sua má-fé, em compensação, supera a minha. Eis o porquê:

1- Se o sistema anti-míssil é limitado, não faz então sentido coloca-lo junto das fronteiras estratégicas russa mas sim no sítio mais próximo possível ao do seu lançamento, de forma a ganhar espaço vital. Assim sendo, para quê coloca-lo na Polónia quando a ameaça está na Coreia do Norte ou no Irão?
2 - Se o sistema é limitado, em termos de eficácia, para quê contrui-lo? Ou pensa que a Coreia do Norte não saberá construir mísseis em número suficiente para ludibriar os sistemas defensivos?
3 - Se invoca o Pólo Norte, então estamos conversados: tanto faz colocar o sistema na Polónia como na Turquia, ou mesmo no Alasca: é irrelevante. Com a diferença que colocando-o na Turquia não se criam problemas diplomáticos com a Rússia.
4 - Pelo que, por tudo isto, só se pode concluir que a colocação do sistema na Polónia é um acto de afirmação política, e não de eficácia militar.
5 - Aliás, a colocação de sistemas de defesa anti-aérea é encarada como uma ameaça. Lembra-se quando há uns anos atrás a Turquia fez ameaças a Chipre por este ter comprado mísseis S-300 (de defesa anti-aérea) à Rússia? Este sistema não é ofensivo, mas foi encarado como tal por Ancara, que com o apoio norte-americano forçou Chipre a ceder: "Cyprus signed an agreement to buy S-300 systems in 1996. Eventually bought the S-300PMU-1 version, but due to political tension between Cyprus and Turkey and intense Anglo-American pressure, the system was transferred to the Greek Island of Crete. Later, Cyprus acquired the Tor-M1 system. Finally, on 19/12/07 the missiles passed officially to Greek government, along with the Tor-M1 missile systems and the Zuzana artillery systems" in http://en.wikipedia.org/wiki/S-300#Operators_and_other_versions.

E em jeito de conclusão, já que quer ser insultuoso, insulte quem lhe dá confiança (os seus amigos, por exemplo), não a mim. Não me lembro de o ter insultado, mas isso será, porventura, por eu ter argumentos de diálogo, ao contrário de si que esgotados os seus optou pelo ataque pessoal.

Anónimo disse...

Aqui fica a descriçao deste missil balistico, totalmente isenta.
Rui Carneiro.
A nova geração de mísseis ICBMs da Rússia foi projetada especificamente para ser capaz de superar qualquer tipo de defesa antimíssil que os Estados Unidos, ou qualquer outra nação, venha a desenvolver. O novo míssil RT-2 PM-2 (SS-27 Topol M) representa o que há de mais eficiente quando se fala em mísseis estratégicos intercontinentais. Esta arma representa uma grande dor de cabeça para as autoridades dos Estados Unidos, pois este míssil é virtualmente impossível de se interceptar. O Topol M pode ser lançado de silos fixos para mísseis SS-18 e SS-19 modificados ou de lançadores moveis usando o caminhão MAZ 79221, e ele transporta uma única ogiva de 550 kt, porém ele pode ser equipado com até 6 ogivas com a mesma potência, fazendo modificações mínimas. Essas ogivas são um dos elementos mais importantes na capacidade e burlar as defesas antimísseis pois elas são capazes de manobrar dificultando ao máximo a sua interceptação. Fora esse detalhe, ainda há iscas, ou ogivas falsas lançadas junto com a ogiva real para confundir os sistemas antimísseis. O CEP da ogiva é de 350 m e provavelmente, esse índice será melhorado no futuro. Com um alcance na ordem de 11000 km, o Topol M é capaz de atingir qualquer ponto dos Estados Unidos continental. Hoje existem 42 mísseis Topol M pronto para uso e havia uma previsão de que até final de 2015 esse numero aumentaria para 69 mísseis, porém, com a insistencia dos Estados Unidos em colocar seu sistema antimissil na Europa fez com que o governo russo aumentasse para 100 unidades o numero de Topol M a entrar em serviço até 2015.

Pippo disse...

A descrição não deixa grandes margens para dúvidas.
Convém ainda esclarecer os leitores que o sistema MIRVS (Multiple independently targetable reentry vehicle), o qual torna os sistemas anti-mísseis quase irrelevantes, foi abolido pelo START II, mas por causa de divergências sobre o Tratado ABM (Anti-ballistic missile), a Duma não ratificou o START II.

Pelo que somos levados a concluir que a instalação de uma base de mísseis ABM na Polónia, por ser ineficiente, se afigura como nada mais do que uma provocação desnecessária.

Pippo disse...

A descrição não deixa grandes margens para dúvidas.
Convém ainda esclarecer os leitores que o sistema MIRVS (Multiple independently targetable reentry vehicle), o qual torna os sistemas anti-mísseis quase irrelevantes, foi abolido pelo START II, mas por causa de divergências sobre o Tratado ABM (Anti-ballistic missile), a Duma não ratificou o START II.

Pelo que somos levados a concluir que a instalação de uma base de mísseis ABM na Polónia, por ser ineficiente, se afigura como nada mais do que uma provocação desnecessária.

O-Lidador disse...

Caro pippo, em vez de se amofinar, devia verificar que se o Irão, por exemplo, quisesse lançar um míssil sobre Nova Iorque, a sua trajectória passava mesmo ali ao lado da Polónia.
Para a Coreia a história é outra...o míssil teria que passar sobre a Rússia.
O meu amigo, tão versado em "estratégia", não entende que o globo terrestre é um globo e não um mapa planificado?

POr outro lado, não existe tal coisa de um míssil capaz de ludibriar todas "qualquer sistema de defesa" que exista ou venha existir. A luta entre o escudo e a espada é tão velha como o mundo, meu caro e uma vez inventado um guarda-chuva, burro é aquele que s recusa a usá-lo e diz que prefere apanhar com a chuva na mona.

Para concluir, um sistema de defesa antí-míssil só não faz sentido na cabeça de quem teima apagar as luzes para que os gatos sejam todos pardos. Não poderá deter todos os mísseis, claro que não, mas serve como salvaguarda a um lançamento feito por erro ou por um louco com o dedo no gatilho.

Se, imaginemos, um camarada mais patriota e já com o vodka a sair pelas orelhas, se enganar e carregar no botão ( a coisa não é bem assim, mas o diabo até faz fogo com um cabo de vassoura), não há necessidade de interpretar tal acto como um ataque nuclear e fazer aterrar sobre a Rússia umas centenas de mísseis em resposta. Basta abater o míssil. Você acha que isso é mau, mas se imaginar na mira mira de um desses mísseis,verá que ajuda.

É como um cinto de segurança...não o tornas invulnerável, mas ajuda.
O problema dos russos é fácil de perceber: não tem capacidade tecnológoca para competir neste campeonato e pretendem manter as coisas congeladas num status quo que lhes garante algum poder.
Foi de resto a corrida às armas que derrotou a URSS. Reagan tocou-lhes na ferida com a IDE.
Se no futuro, os mísseis balísticos vierem a tornar-se obsoletos como arma total, a Rússia fica reduzida à sua verdadeira dimensão de estado em declínio.

Esse é que é o medo dos russos, meu caro. E eu percebo esse medo. Não percebo é que do lado de cá, do lado para onde os mísseis russos estão apontados, continue a haver idiotas úteis que achem bem estar à mercê dos humores do Kremlin.

Pippo disse...

Pois é, lidador, você gosta de olhar para o globo, mas não entendo como não reparou que o míssil disparado pelo Irão, antes de passar ao pé da Polónia, passa ao pé da Turquia, o que permitiria destrui-lo bem antes de chegar à Europa. Mas enfim, constatou ao menos que uma arma disparada da Coreia não seria detida a não ser por um sistema instalado na Rússia.

A sua tese do "erro" ou a do "louco" nem serve para um filme de categoria B. Em primeiro lugar porque os mísseis não se disparam assim sem mais nem menos (existe um grande controlo, como sabe); e em segundo lugar porque quem os controla, nomeadamente na Rússia, não é louco, nem bêbado.
Aliás, por falar nisso, quem nos garante que um presidente norte-americano não se revela o tal "louco bêbado" que você refere? Olhe, o actual é precisamente isso, para além de ser burro que nem uma porta.
Talvez a Rússia devesse instalar um sistema ABM para proteger a Europa de um eventual ataque norte-americano... olhe, podia coloca-lo em Cuba, ou mesmo nas Lajes, quem sabe?

Como já foi avisado à saciedade, a denúncia unilateral, por parte dos EUA, do tratado ABM lançou a corrida aos armamentos, e a postura norte-americana em colocar estes sistemas junto à fronteira do seu objectivo estratégico (em lugar de os colocar junto aos Estados-Pária) demonstra as intenções da actual liderança norte-americana, que tem por objectivo cercar e neutralizar a Rússia.

Uma corrida aos armamentos é o que a malta quer neste momento, sobretudo a malta do outro lado do Atlântico a qual, apostada em revitalizar a economia (em baixa desde o 11/9), sabe que não existe nada como a indústria bélica para criar riqueza e postos de trabalho.

Suspeito que o lidador, como o seu nick o demonstra, gosta de uma boa "porrada" para animar as hostes. Espero que fique desanimado, pois se lhe fizerem a vontade, se calhar nem os mísseis na Polónia o (nos) vão safar.

Mas sabe um coisa? Nada acontecerá. É que ao contrário dos líderes que "democraticamente" nos são impostos por cá, os líderes russos, "não democráticos" não são nem bêbados, nem loucos. Bêbado foi o Yeltsin; Louco foi o Staline; estes, pelo contrário, são bem sóbrios, e sabem o que querem para o seu país.

Anónimo disse...

Caro O-Lidador, pesquise mais sobre a Rússia antes de comentar impropérios. Os Estados Unidos jamais conseguiriam enfrentar a Rússia sem ajuda, nem do Vietnã foram capazes de ganhar, porém são eficientes em atacar nções poderosas como Granada, Panamá, Líbia, Líbano, Iraque, Afeganistão, detalhe somente pelo ar, pois são tão incompetentes em terra, tantpo que deixam o trabalho sujo para a aviação e os mísseis e só depois avançam. Agora para vencerem a Aviação Frontal Russa eles podem tentar algo impossível, destruí-la no chão. Quanto ao escudo antimísseis e as trajetórias defendidas pelos americanos e europeus e que o senhor sancionou, estão conforme o comentário do colega Pippo deveras equivocadas. Há, as foças Russas não estão em declínio.

Pesquise mais, mas nos lugares verdadeiros.

Anónimo disse...

Lidador, é bom para este blog que hajam todos os tipos de opinioes, umas mais anti russas outras mais anti americanas, mas nao há necessecidade de usar termos grosseiros para com os outros comentadores, estamos aqui para debater nao para ofender, por isso espero que tenha mais cuidado com o tipo de palavras empregues nos seus comentarios, isto a cerca de "Não percebo é que do lado de cá, do lado para onde os mísseis russos estão apontados, continue a haver idiotas úteis que achem bem estar à mercê dos humores do Kremlin"
P.S Nao percebo eu, que o mundo esteja tao dependente do presidente dos EUA. Nao é que nao tenham passado bons presidentes pela America, mas de vez enquando aparece maluco com a mania das invasoes, e todo o mundo fica à merce das suas decisoes.
Rui Carneiro

O-Lidador disse...

Caro Sr Carneito 8 espero que seja apenas de nome).
O termo "idiotas úteis" foi cunhado exactamente por um russo, Lenine, que assim se referia aos tontos que, sem o saberem, faziam o jogo do Partido Bolchevista, sendo manipulados pela sua propaganda e pela suas palavras de ordem.
Idiotas, porque acreditavam e agiam e acordo com os interesses do Partido e contra os seus próprios interesses, e úteis porque faziam o jogo dos seus titereiros.

Uma excelente definição, tem de convir.

E a única aplicável àqueles que, inacreditavelmente protestam contra os mísseis que os protegem e se babam extasiados perante quem os ameaça.

Nuno Maurício disse...

Se não faz sentido protestar contra um sistema de defesa, qual seria (ou foi) a reacção dos EUA à instalação dos misseis S-300 no Irão, Venezuela ou Síria?

O-Lidador disse...

"qual seria (ou foi) a reacção dos EUA à instalação dos misseis S-300 no Irão, Venezuela ou Síria?"

Sistemas que tornarão menos completa a superioriade aérea americana.
A reacção americana ( e israelita), já foi tomada: avisar Moscovo que caso concretize essas vendas, será apresentado um dispositivo de guerra electrónica que lhe reduz grandemente a eficácia, tornando patente que o espaço aéreo russo é altamente vulnerável.
Isto é poker, meu amigo. Os russos podem acreditar que têm uma mão óptima, mas temem a mão do adversário. Se mostrarem a mão, podem ganhar, mas o mais certo é que ficarão carecas.

Vai uma aposta que nunca o S-300 será vendido ao Irão?

Anónimo disse...

Para já o Irão tem o sistema Tor-M1 (SA-15). Quem sabe o que se segue?

Anónimo disse...

voltaremos ao desenvolvimento do sistema star wars!

Os Russos a meu ver ao efectuarem este teste, que mais não é que bluff. Acabam por dar razão á necessidade de instalação de um sistema anti-missil. Principalmente quando têm a mania de depois vender a países que são contra a cultura ocidental.

O sistema anti-missil até pode não ser 100% eficaz, mas por exemplo quando o Saddam atirou uns scuds para Israel, sempre destruiram alguns.

Num sistema anti-missil uma maior proximidade do local de lançamento não tem efeitos praticos.O tempo que leva entre a detecção, verificação de trajectória e qualquer resposta são mais eficazes se houver mais dados a analizar. Imaginem um penalti e um livre de meia distância. Só por burrisse um guarda-redes não se apercebe da trajectoria da bola num livre. Já no penalti o tempo de resposta é demasiado curto o que leva o guarda-redes a normalmente optar por um dos lados.
Bem deixem-me esclarecer que pouco percebo de futebol, mas como é o desporto favorito da maioria, acho que serve de exemplo.

Caro José Milhazes os meus parabens pelo seu blog.

Anónimo disse...

A Russia tem que se armar cada dia mais,para fazer frente à expansão da OTAN.
A OTAN tirou a máscara de aliança defensiva , com os ataques a SÉRVIA e com o envio de soldados ao Iraque e Afeganistão.