sábado, setembro 13, 2008

Fotógrafo português na Geórgia

Um dos leitores enviou-me o endereço de um blogue de um fotógrafo português, Paulo Nunes dos Santos, que esteve na Geórgia durante a guerra. Deixo aqui o endereço, pois acho que merece uma visita: http://paulonunessantos.blog.com/.

10 comentários:

Anónimo disse...

Olá JM;
Sou um leitor assiduo do seu blogue, como antigo aluno na ex-URSS não posso deixar de expressar os meus agradecimentos pelo seu grande empenho de informar sobre a Russia, assim como publicar trabalhos de investigação sobre a Russia e o mundo lusofono.
Quanto a situação da Georgia, não posso deixar de expressar as minhas perplexidades sobre o pessimo trabalho que tem sido feito por alguns jornalistas, desconhecedores da reaidade do caucaso e que parecem autenticas caixas de resonancia do Sr Sacachvilli; Forein office e departamento do estado. O exemeplo tipico,são as fotografias publicadas no blogue do " fotografo português que esteve em Tbilissi", que tenciona associar os males do já pessimo sistema de saude da Georgia com a guerra de 5 dias; Quando todos nós sabemos que o governo desse pais passou todo tempo a resolver outros assuntos e nunca se preocupou com o bem estar da Georgia; A Georgia foi e é um pais pobre (está ao nivel da Albania, Kosovo e Moldavia), dependente da monocultura da vinha, cujo principal consumidor foi sempre a Russia; Com que lata, este Sr usa bandeira da UE, se eles não fazem parte do clube europeu; O homem é um AUTENTICO LUNATICO, como foram os srs Gamsacurdia, Stalin e Beria. Como é que pode ter a ousadia de dizer que foram ocupados 3 vezes pela Russia;
JM fale-nos do acordo de protecção que o imperio Russo deu a Georgia, o que terá evitado a sua inclusão no imperio Persa ou Otomano, salvaguardando assim a sua identidade! Os georgianos sempre fizeram parte da elite dirigente da ex URSS - Stalin, Beria, Orgenikidze, Schevernadze, Mentichachvili, etc etc;

Anónimo disse...

Continuando o meu cometário anterior, a partir de agora em diante, deixarei de ser um actor passivo (leitor) para passar a participar activamente nos debates.

Jose Milhazes disse...

Caro leitor, seja bemvindo. O Tratado de Gueorgski é um facto histórico, houve georgianos entre a élite não só soviética, mas também russa. Basta lembrar o general Bagrationov, herói da guerra de 1812 contra Napoleão.
Isso também é válido para a intelectualidade georgiana, muito queria na Rússia. Mas esse tratado foi assinado no séc. XVIII e, depois disso, houve guerras, choques de elites, etc.
Eu estou entre os que consideram que o Presidente Saakachvili não é uma mente brilhante. Basta recordar o seu comportamento com a oposição georgiana no ano passado.
No entanto, tenho sérias dúvidas que ele seja o único a estar na origem da guerra. Há numerosos testemunhos de soldados russos que afirmam que já estavam na Ossétia do Sul no dia 07 de Agosto. Vladimir Putin afirma que as tropas russas reagiram de 08 para 09 de Agosto. POr isso, considero que deve ser criada uma comissão internacional independente com vista a apurar culpas. Isto é muito importante

Paulo Nunes dos Santos disse...

Caro 'anónimo',

O meu nome e Paulo Nunes dos Santos, sou o fotojornalista que esteve em Tbilisi, Gori, Poti e outras localidades da Republica da Geórgia aquando do conflito armado entre as tropas Russas e Georgianas.

Agradeço desde já o tempo que disponibilizou para ver o meu blogue/trabalho. Gostaria no entanto de deixar bem claro que em nenhuma altura tentei associar o facto de o hospital de Gori estar em muitas mas condições, com o conflito com as tropas russas. Aquele hospital e sem duvida um dos mais degradados que vi em toda a minha vida, e acredite, já visitei bastantes em países mais pobres que a Geórgia.

Em nenhuma altura foi minha intenção "mostrar favoritismo" em relação a uma parte ou outra deste conflito. Sou jornalista e orgulho-me de sempre tentar ser o mais imparcial possível.
Se leu com atenção outras entradas no meu blogue, certamente notou que em várias ocasiões me refiro a acção das tropas russas como uma resposta a tentativa de invasão da Ossetia do Sul por parte da Geórgia.

Não aceito por isso a crítica que me foi dirigida ao classificar o meu trabalho como péssimo!
Acredite que não e fácil deixar a família, mulher e amigos para ir para uma zona de conflito, com o intuito de poder mostrar e informar o publico do que se passa noutras partes do mundo, a troco de muito pouco e de criticas prepotentes de quem esta no conforto da sala de estar.
----

Caro Jose Milhazes,

O meu muito obrigado pela referencia ao meu trabalho e blogue.

Um forte abraco,
Paulo

Jose Milhazes disse...

Caro Paulo, chamei a atenção para as suas fotografias, porque se trata de um testemunho importante, vivo. Quanto às críticas, temos de desculpar alguns "treinadores de bancada". Você foi lá, fez o seu trabalho. É disso que se deve orgulhar.
As críticas são sempre bem recebidas, mas quando são justas. Compreendo a sua indignação. Bom trabalho.

Anónimo disse...

Eu também lá estive e não precisei de andar a tirar fotografias..tive que fugir com a minha família e não foi fácil. Acho piada a estes foto jornalistas e ex-alunos da URSS a tentarem fazer do José Milhazes um bom exemplo de como se faz bom jornalismo.. Comunistas não, Comudistas, como se de algum Deus se tratasse. Como dizem nos Contemporâneos: "Vais mas é trabalhar.."

Anónimo disse...

Ao anónimo "que também lá esteve":

Apenas um paragrafo, e diz tanta caca... Ainda por cima é ESTÚPIDO!
Não gosta de jornalismo/jornalistas? Então para que e que lê?

Viva fechado em casa, isolado da sociedade e do mundo. Veja novelas e leia menús de restaurante, assim não te ficar chocado com o trabalho de quem se dedica a informar.

É ESTÚPIDO e é BURRO!

Anónimo disse...

Do antigo aluno na Ex URSS
Caro JM:
Uma fotografia vale mil palavras e quando é colocado fora do seu contexto, ainda pior é.
O Sr fotografo jornalista nunca esteve exposto ao bombordeamento das forças russas, portanto tambem foi um adepto da bancada, porque durante o conflito Poti; Gori e mais cidades ao norte de Tbilissi foram considerados zonas de combate, pelo que os acessos estavam vedados incuindo os chamados fotojornalistas. Estas fotos, fazem-me lembrar um conhecido Sr de uma organização humanitaria, que so prontifica para ir para um dado pais quando todas as televisões nacionais e internacionais falam desse assunto. Desligado as camaras, ele desaparece rapidamente, ficando a aguardar uma outra oportunidade.

Joaquim Barroso disse...

Paulo, parabens pelo grande trabalho jornalistico.

Gosto das imagens, e ao contrario do que algumas pessoas escreveram aqui, nao as vejo como uma tentativa de propaganda. Vejo sim fortes imagens de um pos-guerra bem documentado.

Mais uma vez parabens e que continue a poder mostrar mais do que vai acontecendo neste planeta.

annet-journal disse...

The Georgian city of Gori was one of the most destroyed by the attacks from the Russian army in the first weeks of August.


Este foto-jornalista deve ter visto a realidade através da lente da sua câmara e só... A Rússia nunca atacou a Gori.