quinta-feira, setembro 25, 2008

Herói tchetcheno assassinado nas "barbas" de Vladimir Putin

Ruslan Iamadaev ao lado de Vladimir Putin depois de receber Estrela de Herói da Rússia

Ruslam Iamadaev, ex-deputado da Duma e Heroi da Rússia, foi assassinado a tiro em pleno dia no centro da capital russa.
Segundo fontes policiais citadas pelas agências russas, o automóvel em que seguia Iamadaev, Herói da Rússia pelos serviços prestados na guerra contra a guerrilha separatista tchetchena, foi atacado a tiro às 17.15 horas (13.15 em Portugal Continental) na Marginal Smolenski, a poucos metros do edifício do Conselho de Ministros da Rússia e do gabinete de Vladimir Putin.
Os atiradores escaparam do local do crime num Audi, não obstante a intensidade de tráfico. A polícia montou uma aparatosa operação de caça ao homem, mas sem resultado.
De origem tchetchena, Iamadaev, tal como mais dois irmãos, combateu do lado dos separatistas entre 1994 e 1996.

Depois da primeira guerra da Tchetchénia (1994-1996), os irmãos Iamadaev passaram a controlar o distrito de Gudermes, mas, em 1999, declararam guerra aos wahhabitas tchetchenos, fundamentalistas islâmicos, e entregaram a região às tropas russas.

Mais tarde, Ruslan Iamadaev foi eleito deputado da Duma Estatal (câmara baixa do Parlamento russo) nas listas da Rússia Unida, partido de Vladimir Putin.

Eram do domínio público as relações de inimizade entre a clã Iamadaev e Ramzan Kadirov, Presidente pró-russo da Tchetchénia, o que levou muitos analistas e os próprios irmãos da vítima a acusar Kadirov do crime.

Kadirov atribui o assassinato a "vingança de sangue", pois os irmãos Iamadaev foram acusados de ter raptado e assassinado numerosos civis.

Seja como for, este crime nas "barbas de Putin" coloca muitas interrogações, entre elas: dominará a Rússia a situação Cáucaso do Norte?

34 comentários:

Anónimo disse...

Tá a culpa é do putin.. sei é da KGB também.

Pippo disse...

O Ramzan Kadirov foi responsabilizado por outros assassinatos políticos, tudo com vista a livrar-se de uma possível oposição. O tipo tem um passado pouco recomendável e é um vira-casacas oportunista (ao contrário, por exemplo, de um verdadeiro lealista como Said Magomed Kakiev, que sempre foi pro-russo e que é, presentemente, coronel nas FA Russas, com a sua unidade de spetznaz Zapad ao serviço do GRU).

Contudo, a presidência russa tomou há anos a decisão acertada de "chechenizar" o conflito. Ora, com as alianças tribais e económicas do clã Kadirov, e tendo presente o facto do Ramzan controlar a República com mão de ferro, parece-me que de momento não existem outras alternativas.

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, você fala com tanta certeza... Desgraçado do país ou da região governada por um político que não tem alternativa.

Anónimo disse...

sr josé milhazes, permita-me colocar a seguinte pergunta;
o senhor já foi alguma vez perseguido na russia devido a sua posição anti-kremlin?
Gostava de saber se afinal a russia é ou não uma democracia.

marco.

Jose Milhazes disse...

Caro Marco, eu sou jornalista português e escrevo para o mundo lusófono. Se algum dia chegar a minha vez, antes de mim irão muitos, mas muitos jornalistas russos.
Não penso que a importância da minha humilde pessoa sirva para medir o grau de democracia na Rússia. !
Eu não exerço influência na opinião pública russaSerá melhor julgar pelo número de jornalistas assassinados, perseguidos, pelos programas de televisão e rádio liquidados, etc., etc.,

MSantos disse...

O comentário de Pippo está correctíssimo. A história do Cáucaso é de guerras, violência e tribalismo no grau mais primitivo e bárbaro que há memória. Eu diria mais: desgraçados dos líderes ou países que têm de lidar com eles. Por muito má que seja a política do Kremlin, talvez seja a única opção face ás outras inaceitáveis alternativas: guerra ad eternum ou abandono da chechénia e aceitação dum estado terrorista e destabilizador na sua fronteira.

Anónimo disse...

Obrigado por ter respondido.
Eu penso que na russia manipulam os jornalistas assassinando alguns jornalistas, no ocidente despedem-nos, muitas vezes não lhes pagam ou retiram-lhes a licença, é uma censura mais avançada.
Os russos ainda estão a aprender, mas vão chegar lá...
O sr como jornalista tem muito poder, a sua importancia para o estado russo não é insignificante, vou dar-lhe 1 exemplo; tenho amigos meus que já cancelaram as férias para a russia devido á má imagem do país, essa imagem é transmitida pelos jornalistas portugueses, sobretudo os correspondentes em moscovo.

grato

marco.

Jose Milhazes disse...

Caro Marco, espero que nenhum dos seus amigos tenha cancelado a viagem à Rússia por minha culpa. Se o fizeram, cometeram um grande erro.

Wandard disse...

Pippo sua análise faz bastante sentido as disputas entre Kadirov e Sulim Iamadaev e Kakiev Said-Magomed foram violentas e travadas pela autoridade militar, sem falar na disputa política com Alu Alkhanov, trata-se realmente de um problema Checheno e como voce disse sem alternativas de solução. Vamos aguardar.

Pippo disse...

"Desgraçado do país ou da região governada por um político que não tem alternativa"

Pois é, falar é fácil, JM, mas qual seria a sua alternativa, alternativa plausível para o que se passa actualmente?
Talvez despedir Kadirov e colocar um incapaz sem poderes no poleiro, como fizeram os EUA com o Hamid Karzai no Afeganistão? Com excelentes resultados, como se sabe...

PS - cancelar uma viagem à Rússia por causa de "má imagem" é uma parvoíce.
É um país ainda com bastantes monumentos históricos (alguns renascidos das cinzas, como a Catedral do Cristo Salvador, em Moscovo); montes de museus de todo o género; a gastronomia não é uma loucura mas também no é má; em termos de insegurança, estamos mais seguros na Praça Vermelha às 04.00h do que na Baixa a partir das 20.00h. Enfim, os russos não serão propriamente uma simpatia, mas também não são os únicos... E por fim, onde mais é que podemos encontrar lojas de vodka com centenas de marcas diferentes em exposição???

xico ribeiro disse...

Os criminosos, a mando do regime, vão continuar a ser abatidos e há razões muito fortes.

Que eu pessoalmente não concordo, mas.

O exercito russo levou a efeito uma gerra suja e selvagem na chachenia contra o seu povo, que fez recordar os metodos, de má memoria, das tropas nazis quando da ivasão da russia.

A chechenia não pertence ao mundo actual da russia, quer politicamente, civilizacionalmente e culturalmente.

Posto isto, a russia só tem um caminho,sair e dar a independencia ao seu povo.
Só assim haverá paz no fututo.

garganta funda... disse...

Para o Sr.Milhazes todo o bicho careta que é assassinado na Rússia é culpa do Putin.

Será que a criminalidade em Portugal também é culpa do Putin?

Anónimo disse...

Se putin faz jogo sujo ou não, não vou comentar porque nunca tive acesso a informação nesse sentido ou provas irrefutaveis, mais, quem acusa putin tem de provar objectivamente essas acusações gravissimas.
O problema de putin é que não tem licença para matar como bush.
George bush invadiu um país sobrano sob um falso pretexto( só por isto já é um crime contra a humanidade), em consequência, morreram milhares de civis, crianças, tambem morreram quase 5000 soldados americanos e muitos mais vão morrer.
Mas o que é mais grave aqui é que foi uma guerra injusta e desnecessária, o que bush fez foi um acto de traição aos próprios EUA, em virtude desta acção, os EUA(a nação mais moderna e recente da historia) atacou e destruiu a nação mais antiga da hístoria(iraque), isto não me soa bem..

v.

Kollontai disse...

E acima de tudo não esquecer, que o pai do próprio Kadirov morreu com uma bomba na kadeira.

Jose Milhazes disse...

Um senhor ou senhora que assina como garganta funda não deve ter lido com atenção o que escrevi. Eu não acusei Putin de ter sido o culpado do crime, mas que ele não controla a situação em algumas regiões do país.
Quanto à responsabilidade da criminalidade, em qualquer lugar ela é das autoridades. Isto também engloba Portugal.

Gilberto Mucio disse...

Esse assasinato, nas barbas do Putin, certamente, indica que:

Ou Putin, de uma forma ou de outra, também está por trás disso com Kadirov -- o que é poquíssimo provável.

Ou comprova que Kadirov -- e a Chechenia, em si -- pró-Rússia e aliado de Putin, está cada vez mais saindo do controle. Que é o que parece que está acontecendo, e é terrível para a Rússia, dada a importância estratégica(política, econônica, militar) da república.

Kadirov -- um sujeito doente, psicopata -- sabe de sua fundamental importância para o Kremlin, e que os russos precisam dele para por ordem na Chechenia, controlada, pelo mesmo, com mãos de ferro. E por isso que ele vem cometendo vários abusos ultimamente. A Rússia fica de mão atadas, não poderá fazer nada contra ele. Não arriscará uma estabilidade(na Chechenia) por uma coisa tão "pequena".

Por isso que a poeira irá baixar, e ficará o dito pelo não dito. Em um mês ninguém mais lembrará. E virão outros...

Jest nas Wielu disse...

Os entendidos dizem que está a acontecer uma "limpeza" daqueles que saibam muito sobre o papel do sr. Puten na guerra chechena.

Pippo disse...

Não entendo porque se diz que a Chechénia, e Kadirov, estão saindo de controlo. Estes acontecimentos são de índole interna, afectam somente os protagonistas chechenos, e resumem-se a guerras de poder. Não é, por isso, uma situação "fora de controlo" mas sim uma situação em que um dos actores procura justamente "adquirir o controlo". Desde que não afecte a estabilidade da Federação...

Para mais, não entendo como se pode dizer que Razman Kadirov é um sujeito doente e psicopata. Podemos dizer sem mentir que ele é um bruto, um rufião, um vira-casacas oportunista, mas psicopata não o é, e as suas acções calculadas assim o demonstram. Infelizmente, parece que na política chechena (independente ou sob a batuta moscovita) as vinganças de sangue e os assassinatos políticos são uma constante: só oara dar um exemplo, o anteriormente mencionado Said-Magomed Kakiev teve a cabeça posta a prémio pelas autoridades da Ichekéria.

Por isso, na minha visão das coisas, isto é "business as usual" uma vez que, dada a importância estratégica da Chechénia e a influência que o clã Kadirov soube adquirir, Ramzan sabe que Moscovo precisa dele para controlar o seu território e por isso que tem mais ou menos "mão livre" para fazer o que quer, sob risco de se arriscar a estabilidade na Chechenia.

Claro que mais cedo ou mais tarde isto terá de parar, ou a Chechénia transformar-se-á num "one man show". E toda a gente sabe que todo o poder nas mãos de um só homem não é boa política imperial..

Pippo disse...

Quanto ao destino dos jornalistas na Rússia e no Ocidnte, é verdade o que foi referido: na Rússia, por enquanto, ainda os matam; no Ocidente, mais refinado, condenam-nos a passar fome. Em suma, despedem-nos. É mais humano e levanta menos ondas. Mas é igualmente eficaz, quer sob o ponto de vista de coacção, quer sob o ponto de vista informativo.

Dou-vos um exemplo: certamente que sabem quem é o Carlos Santos Pereira. Como jornalista, era muito incisivo, crítico, e ia ao fundo das coisas, pondo a nú muitas verdades inconvenientes, sobretudo no que tocou à guerra suja na Jugoslávia.
Depois da guerra do Kosovo o Carlos "desapareceu". De repente, deixou de figurar nas colunas dos jornais e viu-se relegado a dar aulas num Polítécnico em Tomar. O que é que lhe aconteceu? Será que o seu trabalho jornalístico perdeu qualidade? Ou será que, devido ao que ele dizia, o Carlos deixou de ser "apreciado" por quem manda nos jornais?

osátiro disse...

Concordo com o JNW: deve ser limpeza de quem sabe demais.
Métodos bem ao nível do que Putin aprendeu no KGB.
O JM sabe melhor do que eu, mas o Anotoly Kalouguine ( creio que é assim k se escreve: o general do KGB k fugiu pra o UK por volta dos anos 90 com segredos que publicou em livro, alguns sobre o PREC tuga bem negros...)explica isso muito bem.

osátiro disse...

Ó Pippo, como é essa da Rússia ter tomado a decisão certa de "Chechenizar" o conflito? Isso é para desculpar a selvajaria k fizeram? tem piada...

osátiro disse...

V: outra hilariante: o Iraque a nação + velha do Mundo???
O que tem a ver a Mesopotâmia com o actual Iraque?
Já tinha programado escrever um post sobre a conquista da Mespotâmia pelo Islão, porque encontrei material para isso, e verá como foi quase tudo destruído.
Isso é como dizer que a Mongólia actual é como no tempo do Gengis Khan!

MSantos disse...

Caro Pippo, soube que o Carlos Santos Pereira escreveu um artigo no DN sobre o conflito na Geórgia (não o li). A sua análise era correctíssima, rigorosa e imparcial. A par de Henrique Cymerman, e não desfazendo em ningém, tenho-o como dos expoentes máximos do jornalismo internacional em língua portuguesa.

Wandard disse...

Há uma questão que tem de ficar clara, quando se comenta ou se exige recuos da Rússia em sua política externa ou interna se alguns quiserem tratar dessa forma as questões caucasianas, que é a de que nenhuma nação independente do continente em que esteja localizada, tem moral ou direito de exigir isto da Rússia, sem antes fazê-lo aos Estados Unidos, nenhuma das nações que contribuem ou contribuíram com a guerra e ocupação do Afeganistão e do Iraque tem este direito. Se alguém quiser também citar que as tropas estão lá legalmente por decisão da ONU, só estaram contribuindo com a ironia ou quem sabe exercitando o eterno ensaio sobre a cegueira, quando se trata de Estados Unidos, NATO e interesses Europeus. Os Estados Unidos tem 141.000 homens no Iraque, a Inglaterra 5.500...por exemplo. Hoje são 25 países com o compromisso de envio de tropas para estas ex-nações independentes, nem portugal escapou.

Anónimo disse...

sr osátiro é do senso comum saber que a civilização actual nasceu nas actuais fronteiras do iraque, o facto de muitos munumentos terem sido destruidos não invalida os iraquianos serem descendentes desse povo, talvez não saiba, mas os iraquianos eram um povo muito orgulhoso da sua história e um povo muito culto, tudo isso foi destruido pelo sadam( o homem que os americanos apoiaram na decada de 80' para combater o irão), agora que o iraque foi invadido os iraquinos sentem-se desonrados e daqui a muitos anos, na melhor das hipoteses se consolidarem uma democracia, vão ter de se lembrar como ela foi conseguida, é uma humilhação perpetuada ao povo iraquiano.


quando ao ultimo comentário, sobre o brilhante jornalista Henrique Cymerman, não ousaria nem em sonhos afirmar que é um exemplo a nivel de imparcialidade, bem me recordo, em 2001, quando no ataque no dia 11 de setembro, esse jornalista ter entrado em "panico" num peça jornalistica em directo de israel, chegou a afirmar que israel e por consequinte os EUA tinham de retaliar contra os arabes em geral, na altura, o jornalista da tvi, miguel de sousa tavares, bem falou dizendo que de jornalista esse senhor tinha muito pouco.

V.

Pippo disse...

Ó Osátiro, se soubesse algo de estratégia militar perceberia que chechenizar o conflito na chechénia, assim como indochinizar a guerra na Indochina, ou argelizar a guerra da Argélia, ou iraquizar a guerra no Iraque, ou africanizar as nossas guerras coloniais, é sempre a melhor opção para combater um movimento insurrecional. Trata-se de usar os conhecimentos locais para combater guerrilheiros locais. Os russos fizeram-no contra o Imam Shamil, o que valeu uma história ao Tolstoi chamada Hadji Murad (personagem verídico, diga-se de passagem); a nós valeu-nos personagens como o Marcelino da Mata (um dos soldados portugueses mais medalhados de sempre), ou o Orlando Cristina (um caçador que conhecia o terreno e os moçambicanos), ou os Flechas etc.

Enfim, a sua afirmação só pode ter partido de uma pessoa que não sabe nada de História e estratégia militar. Se soubesse, ainda perderia algum tempo a trocar ideias consigo; como não sabe, só lhe posso recomendar que leia sobre o assunto antes de escrever o que escrveu.

Pippo disse...

MSantos, é verdade, ele escreveu um artigo no DN, mas foi em Fevereiro de 2008, sobre o Kosovo.
Sobre o Cáucaso nada li.
Também escreveu o livro "Guerras da Informação" da Tribuna da História, 2005.
Recentemente participou, com o Pedro Caldeira Rodrigues, num bom debate no Instituto Franco-Português em Lisboa, o qual eu anunciei aqui em cima da hora (faz-se o que se pode).

De resto, nada. Foi votado ao silêncio.

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, temos de ser rigorosos quando afirmamos alguma coisa. Durante a crise na Ossétia, Carlos Santos Pereira apareceu várias vezes a comentar na SIC notícias e vi pelo menos um artigo dele escrito para a Agência Lusa. Pode ser é pouco utilizado, nisso posso estar de acordo.

Anónimo disse...

morreu por que sabia demais

MSantos disse...

V, a sua afirmação é desconcertante, dado nunca ter assistido ao referido jornalista tomar esse tipo de posições. Lembro-me de nessa altura seguir os noticiários e ter visto uma ou duas reportagens do Henrique sobre o 11/09. Assisto sempre com muito interesse aos seus trabalhos por que o jornalista retrata, de uma forma muito humanista o conflito israelo-árabe, sobretudo o que as vítimas sofrem, e neste caso mais do lado palestiniano que do seu próprio povo (ele é judeu). Exactamente essa visão humanista foi a principal razão de ter recebido a Comenda do Infante Dom Henrique, do então presidente Jorge Sampaio. Tem links que nos possa indicar esse tipo de declarações?

Pippo disse...

Sou espartano, JM, e não tenho TV Cabo. Uso, sobretudo, a internet e o Jornal da 2 (às 22.00h). Mas o facto é que se ele aparecia bastante antes do Kosovo, e sobretudo na RTP, nos últimos anos ele tem sido relegado para a dispensa.
Tentei ainda ler um artigo dele sobre a Geórgia, que me diziam estar no DN, mas não o encontrei.

Anónimo disse...

sr MSantos,

Lamento, não tenho links para lhe fornecer, mas se algum dia os registos da tvi forem disponibilizados ao publico, poderá verificar por sí, o que eu melhor recordo foi a reacção do Miguel, quando a emissão voltou ao estudio em lisboa, ele criticou aquela postura, porque podia gerar o cãos social, a frase "esse senhor de jornalista tem muito pouco" foi dita pelo miguel para qualificar o comportamento do directo a israel.
As pessoas em momentos de extremo stress revelam-se, e nesse momento esse senhor revelou-se.
Em condições normais somos todos bons, mas quando a coisa aperta é que os nossos instintos vêm ao de cima.

v.

Davik disse...

A Rússia é um dos países com maior maior numero de assassinatos por cada 100 mil habitantes.

É criminalidade, não uma agenda do governo.

O partido Rússia Unida (do Putin) tem posição, só que ela não é melhor - são os comunistas da velha guarda, com 25% dos votos em 2007 (se não estou em erro).

A direita Russa poderia até ser autocrática e beligerante, mas seria preferível à alternativa

Jest nas Wielu disse...

Versão do assassinato:

Ruslan Yamadaev podia ser assassinado pelo general Sergei Kiziun (estava na mesma viatura com Yamadaev). O resto: assassino mascarado, balas expalhadas, etc. foi para desviar a atenção.

Fonte:
http://vaxo.livejournal.com/266141.html