quinta-feira, novembro 20, 2008

Rússia quer modernizar Forças Armadas


A Rússia pretende modernizar as suas Forças Armadas em 80-100 pc até ao ano 2020, anunciou o general Nikolai Makarov, chefe do EMGFA da Rússia.
“Nos próximos três ou cinco anos, planeamos equipar as Forças Armadas com novos modelos de armamentos e material bélico em cerca de 30 pc e, no período de 2018 a 2020, teremos elevado esse indicador até 80-100 pc”, declarou o general às agências russas.
Segundo ele, “esse índice atinge actualmente 20 pc paras as unidades em disponibilidade permanente, ou seja, as que estão prontas a realizar operações militares a todo o momento. Ele é de 80 pc nas unidades com efectivos reduzidos”.
Após reconhecer que o controlo nas Forças Armadas russas é obsoleto e não garante a tomada de decisões rápidas, Nikolai Makarov anunciou a supressão de dois níveis de controlo: o de regimentos e o de divisões.
“Ambas as guerras na Tchetchénia e o conflito de Agosto passado no Cáucaso demonstram que este sistema de controlo criado na década de 60 (exército, divisão, regimento e batalhão) é demasiado complexo e pesado”, considerou.
O general sublinhou também que vai ser fortemente reduzido o aparelho do Ministério da Defesa, considerando-o hipertrofiado.
“As funções e as tarefas que deveriam desempenhar estão diluídas e ficam por cumprir”, constatou.
Nikolai Makarov comunicou que a formação das bases militares russas na Abkházia e Ossétia do Sul, com 3.700 efectivos em cada uma, já terminou, acrescentando que o pessoal já se encontra no local e se dedica activamente à instalação das bases, processo que terminará até finais de 2010.
Na Abkházia, os militares russos instalaram-se em Gudauta e, na Ossétia do Sul, em Djaba e em Tzkhinvali.

12 comentários:

Fomá_Fomitch disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fomá_Fomitch disse...

Este mundo é mesmo difícil de entender. Como é que num momento de crise global grave, com desemprego, as famílias as perderem poder de compra a cada dia que passa, os que já eram pobres a ficarem mais pobres, e os miseráveis mais miseráveis e o governo está preocupado com a modernização das forças armadas? A crise chegou à Rússia? Ou será que entendi mal e a ideia é cortar no orçamento militar eliminando unidades desnecessárias? De qualquer maneira era melhor que se fala-se em apoio economia como baixas de impostos e todas aquelas medidas que as pessoas sentem na carteira positivamente... Enfim, o passado não ensinou nada a muita gente deste país o que é uma pena!

Cumprimentos

Pippo disse...

Finalmente! Reconheceram que têm de reformular o sistema de controlo, dinamizá-lo, baixar o nível de decisão para o comandante de batalhão e companhia, e mesmo o do pelotão.

O sistema de controlo dos anos 60/70 mostrou o que valia (isto é, pouco ou nada) na guerra do Yom Kipur, quando os sírios e egípcios mostraram uma notável incapacidade de decisão ao nível mais baixo, o que lhes custou a derrota.

Já o havia dito, e não o disse sozinho, que mais vale investir no C3I do que no hardware.

Jest nas Wielu disse...

Kremlin vai às compras no … Israel

Escreve NYT, que após a guerra na Geórgia, Rússia pretende comprar vários veículos aéreos não tripulados (VANT ou Dron / UAV) no valor de 10 – 20 milhões de USD, jurando à Israel não vender este equipamento para a Síria / Irão:
http://thelede.blogs.nytimes.com/2008/11/18/the-kremlin-goes-drone-shopping/index.html

Várias perguntas assaltam o meu pensamento “anti ... , é pá, vocês sabem qual”: como é possível o Império Tecnológico fazer compras no Israel, praticamente o estado – maior do ZOG? Aliado dos EUA e da NATO? País que armou a Geórgia? Entregar os dólares russos ganhos na venda do petróleo para os sionistas? Como é possível? Será que aqui não há nenhuma traição dos ideais da Grande Rússia? Será que o verdadeiro apelido do Medvedev é Medveder? Temos que investigar....

p.s.
Fomá_Fomitch, seja bem vindo!
Cá temos muita gente mal esclarecida sobre este grande país que tudo fará para que os seus cidadãos ... no estrangeiro, vivam melhor do que ... os nacionais. Como disse Tutchev: «On ne peut pas comprendre la Russie par la voie de la raison».

Anónimo disse...

se não fosse a participação no blogue de pippo, jest e vicent, este blogue era uma seca.
quando estes não falam sr milhazes isto parece um cemitério.

vasco

Jose Milhazes disse...

Caro Vasco, será que está a propor que eu escreva também os comentários? Só lê o blog e comenta quem quer ou tem alguma coisa a dizer.

Pippo disse...

Acho que o Vasco só estava a desabafar. E ele esqueceu-se do Wanard, do MSantos, etc., tudo elementos meritórios do blog.

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, tem toda a razão. A neve continua a cair

Sérgio disse...

O Vasco não conhece o nosso Afonsinho. Mas também por onde andará, será que o Sr. Milhazes levou a sério a minha sugestão de o levar para a Rússia. Olhe que era a brincar.

eleutério disse...

Será que não podemos deixar pressupostos ideológicos de parte e ver as coisas como são e sempre foram?
Não vale a pena ostracizar ou diabolizar a Russia. Nem eles nem nós o merecemos.

Pensemos global, pensemos em cultura.

MSantos disse...

Pippo: muito obrigado por mais uma cortesia sua. No entanto as pessoas são livres de gostarem ou não e temos de respeitar isso.

Relativamente ao assunto do post, eu não seria tão peremptório em concluir que vão orientar a modernização no sentido certo. Poderão fazer modificações na cadeia de comando, mas está lá uma frase que espelha a tradicional postura doutrinal soviética/russa:

"...planeamos equipar as Forças Armadas com novos modelos de armamentos e material bélico..."

Está-me cá a parcer que a aposta vai ser novamente nos números sem modernizar equipamento existente, nem aplicar os multiplicadores de força.

Um exemplo concreto são os aviões de combate russos (caças e interdição) que têm "pernas curtas" ou seja, um alcance mais reduzido que os seus congéneres ocidentais. Este problema poderia ser resolvido com o desenvolvimento e ampliação das técnicas de reabastecimento em vôo, sem qualquer complexidade. No entanto, a frota de "Midas" é limitada (praticamente só para a aviação frontal - bombardeiros estratégicos) e só recentemente a família "Flanker" passou a incorporar esta possibilidade, além dos SU-24.

Cumpts
Manuel Santos

Wandard disse...

Pippo,

Muito agradecido pela referência, mas como o Manuel falou os gostos e opiniões são muito particulares e relativos à liberdade de expressão de cada um, este é um dos grandes diferenciais deste blog.

Manuel, como você mesmo citou quanto aos Flankers e a aviação de longo alcance, acredito que a grande capacidade de raio de ação seja uma das características das aeronaves Russas daqui por diante.

A modernização com certeza será lenta, pois reconstruir e reabilitar o que foi destruído ou imobilizado não é uma tarefa fácil.

Na questão da cadeia de comando, realmente é complexo, por ser muito enraizado na cultura da caserna Russa.

Cordiais abraços,