quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Conselho do general Gromov


Boris Gromov, general soviético que comandou a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão em 1989 e actual governador da Região de Moscovo, considera que a comunidade mundial tem de se voltar para a prestação de ajuda económica a esse país asiático, sublinhando que a presença militar estrangeira aí “não tem futuro”.
“Aí não se pode resolver mais nada com a força, por muito que se aumente o número de tropas, é melhor chegar a um acordo com os afegãos”, declarou Gromov, numa conferência de imprensa dedicada ao 20º aniversário da retirada das tropas soviéticas do Afeganistão, data que se irá celebrar no próximo dia 15.
Segundo o antigo general, o povo afegão gosta muito da liberdade e não aceita ingerência armada.
“Parece ter chegado a hora de a comunidade mundial deixar o Afeganistão em paz, no sentido militar, e virar-se apenas para os problemas económicos. Isso será melhoar para todos”, frisou.
“A solução de problemas políticos com métodos de força não tem futuro, é funesta para a nação e devastadora para o Estado”, acrescentou o governador da Região de Moscovo.
Gromov repetiu a sua posição de que a decisão das autoridades soviuéticas de enviarem tropas para o Afeganistão foi um erro.
“Em relação aos erros da direcção soviética, disse sempre que há muito fundamental: a decisão de enviar tropas para o Afeganistão”, repetiu.
A intervenção soviética no Afeganistão teve início em 1979 e estendeu-se até 1989, tendo custado a vida de quase 14 mil soldados soviéticos.

12 comentários:

Nuno Santos disse...

Caro José Milhazes salvo erro durou até 1989 e não até 1999 como diz no final do "post"

MSantos disse...

O general Gromov revela-se uma pessoa muito sensata e dado a expriência que passou, sabe efectivamente do que fala.

Recordo-me daquela longíqua imagem de 1989, quando o general saltou do BTR naquela ponte da "Amizade entre os povos" ou qualquer coisa assim e ser recebido pelo filho com um ramo de flores.

Foi o fim de uma época

Muito interessante, o súbito interesse dos russos pelo Afganistão e região euroasiática.

Cumpts
Manuel santos

Jose Milhazes disse...

Caro Nuno, tem razão, vou emendar, uma gralha

Gilberto Mucio disse...

As palavras são, é verdade, sensatas.

Mas gostaria de saber o que está por trás dessa sensatez...

Nuno Santos disse...

Não entendo como "amantes da liberdade" os afegãos se deixem dominar por um regime como o taliban.
Contraditório no mínimo.

Quanto à NATO sair do Afeganistão é inevitável, já deu para ver que realmente nenhuma potencia (colonizadora ou não) consegue dominar aquele território muito tempo.


PS: Sou seguidor frequente deste blog, a cultura Russa sempre me fascinou. O José Milhazes tem outra perspectiva das coisas que faz falta muitas vezes, embora nem sempre concorde com opiniões pessoais do mesmo. Obrigado pelo blog

Ricardo disse...

General só disse o obvio, a alguns meses atras um comandante britanico na area disse o mesmo, que vencer a guerra contra os afegãos era impossivel, voce pode lutar e vencer um exército, mas não pode lutar contra toda uma nação.

DS2 disse...

O Afeganistão não é uma Nação de maneira nenhuma e isto revela a boa liderança Russa a aproveitar-se da ridículamente fraca liderança de Obama para tirar os Estados Unidos da região o mais rápidamente possível.

Anónimo russo disse...

Nao se confundam, a Rússia de maneira nenhuma pretende substituir as forças dos EUA e da NATO no Afeganistao. O que Gromov disse sabem muito bem milhoes e milhoes dos russos, inclusive os dirigentes. A presensa de algum contingente militar no Afeganestao nao garante a estabilidade lá, pelo contrário.

Nuno Bento disse...

Portugal também enviou militares para o Afeganistão. Mas quando foi necessário uma força internacional para salvaguardar os acordos de paz nas antigas colónias (Angola), essa opção nem foi discutida (pelo menos oficialmente). A consciência pesou e la enviamos alguém para Timor.

Se calhar, os 2 assuntos estão interligados. E possível que Portugal tenha se visto obrigado a participar no contingente internacional no Afeganistão e no Iraque, nomeadamente, para "pagar" a intervenção de Clinton na causa Maubere. Não digo que tenha sido a única razão, mas que pode haver uma certa ligação.

Anónimo disse...

Então, não se fala por aqui na ABBA party? Essa é que é a grande notícia!

Anónimo russo disse...

Anónimo disse...
Então, não se fala por aqui na ABBA party? Essa é que é a grande notícia!

Foi voce quem sofreu lá? (se isso tudo é verdade) Pagaram pouco e voce se ofendeu?

P.S.
Já há muito que ouvimos aqui que Putin explode prédios, gosta de meninos e outra "informação credivel"

Anónimo disse...

Ó anónimo russo, então vem para aqui dizer que há suspeitas do boss ser pedófilo? Eu não me atreveria a tal. Para mim já é suficientemente mau ele ser bruto e mulherengo.
Quando a eu ter "sofrido" na party, ai, ai, isso denuncia que as parties são para fazer sofrer? ok, bate certo, o homem é masoc!
E quanto à informação não ser credível, basta ver a entrevista dada à BBC pelos membros da banda. Não é boato, foi assumido e há registo de pagamento. Portanto, não tente mandar areia para os olhos da malta que daqui não leva nada.