sábado, maio 02, 2009

1º de Maio na Rússia: manifestações para todos os gostos!


A polícia russa deteve, no 1º de Maio, centenas de manifestantes em Moscovo e São Petersburgo, a maioria dos quais jovens.
Leonid Krutov, porta-voz da Câmara de Moscovo, anunciou que cerca de 200 jovens, militantes da organização de extrema-esquerda “Vanguarda da Juventude Vermelha”, foram detidos pela polícia no centro da capital russa.
“Os jovens juntaram-se à coluna do Partido Comunista da Rússia. Quando os manifestantes passavam junto do edifício da Duma Estatal (câmara baixa do Parlamento), os jovens vermelhos tentaram acender very-lights, o que levou a polícia a detê-los e a levá-los para a esquadra”, precisou Krutov.
A manifestação convocada pelo Partido Comunista, a que se juntaram outras forças da oposição ao Kremlin: “Outra Rússia”, Partido Nacional Bolchevique, junto no centro da capital russa mais de cinco mil pessoas.
A polícia de São Petersburgo anunciou ter detido 120 manifestantes ainda antes da marcha do 1º de Maio ter iniciado, precisando que “20 detidos eram nacionalistas que não tinham autorização para participar nas manifestações, foram-lhes conficadas navalhas, very-lights e pistolas de alarme”.
Segundo a mesma fonte, foram também detidos“100 antifascistas e anarquistas que preparavam provocações em relação aos nacionalistas”.
O correspondente da rádio Eco de Moscovo no local informa que os manifestantes nacionalistas acabaram por ser libertados e juntaram-se à marcha, enquanto que os antifascistas e anarquistas foram transportados para a esquadra da polícia.
No 1 Maio, na Rússia, realizaram-se por todo o país cerca de 800 manifestações organizadas pelos mais diversos quadrantes políticos. 200 mil agentes mantêm a ordem.
Em Moscovo, os sindicatos oficiais e o Partido pró-Kremlin Rússia Unida juntaram 25 mil pessoas na “Jornada da Primavera e do Trabalho”. Os manifestantes transportavam faixas onde se podia ler: “Pelo trabalho, pelo salário e pelas garantias sociais!”, “O trabalhador não deve ser pobre!”, “Apoio para os pequenos e médios empresários!”, “Aumento do salário, crescimento da economia!”.
Esta manifestação foi a mais numerosa, porque as autoridades russas obrigaram professores, alunos e funcionários públicos a participar nela, repetindo a tradição soviética da "participação obrigatoriamente voluntária".
O Partido “Rússia Justa”, força política pró-Kremlin que pretende ocupar o espaço político da esquerda, trouxe para as ruas da capital russa cerca de cinco mil manifestantes com palavras de ordem mais radicais: “Burguês, devolve o dinheiro ao povo!”.

17 comentários:

Melga disse...
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kaprov disse...
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Jose Milhazes disse...

Neste caso, fui obrigado a cortar dois comentários por insultos. É pena...

Oh Well, Okay. disse...

“20 detidos eram nacionalistas que não tinham autorização para participar nas manifestações, foram-lhes conficadas navalhas, very-lights e pistolas de alarme”.

Triste, mas nada chocante, sendo quem são.

“100 antifascistas e anarquistas que preparavam provocações em relação aos nacionalistas”.

Em Portugal gostam de fazer o mesmo, pena é que grande maioria das vezes são falsas acusações criadas para justificar as agressões policiais.

Gilberto Mucio disse...

""Além das manifestações dos trabalhadores, o Primeiro de Maio na Alemanha foi marcado por choques entre ativistas de esquerda e extremistas de direita em várias cidades do país.
Em Ulm, cerca de mil neonazistas ligados ao partido NPD que participavam de uma passeata foram atacados com pedras e garrafas por ativistas de esquerda. A polícia usou gás lacrimogênio e jatos d'água contra os manifestantes.
Em torno 12 mil pessoas se reuniram numa manifestação contra o extremismo de direita em Hannover. Uma passeata de neonazistas estava programada para a cidade, mas foi proibida pouco antes de seu início pela Justiça alemã.
Em Berlim, aproximadamente 1,5 mil manifestantes impediram a realização de um ato do NPD no bairro de Köpenick. Houve enfrentamentos entre extremistas de direita e ativistas de esquerda também em Mainz.""
.
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4221995,00.html

Na Alemanha a rapaziada reage com extrema violencia contra nazistóides.

Sou muito fã dos Fritz. =)

Ítalo disse...

Extremistas de esquerda e de direita se equivalem. coma diferença que a esquerda matou mais.


Comunismo=nazismo.

Pippo disse...

Curioso... se são nazis, é bom levarem uma ripada; se são de extrema esquerda, devem poder manifestar-se à vontade.

Não haverá aqui uma estranha dualidade de critérios, atendendo à História destes dois extremos?

Francisco disse...

Eu acompanhei as televisões Russas (RTR e Vesti) e alguma impressa, sobre o 1º de Maio como é natural deram todo o protagonismo às acções favoráveis ao governo, a linguagem deles pouco ou nada difere cá da (nossa). Se a policia actuou foi para manter a ordem publica, dispersar desordeiros ou manifestações não autorizadas. O retrato é uma cópia perfeita daquilo que assistimos aqui, existe sempre uma justificação para reprimir. Por outro lado é choca ver tal como cá, organizações que se dizem representantes dos trabalhadores, que sobejamente se sabe estão subordinadas aos interesses dos governos vigentes e estes ao grande capital, virem para a rua empunhar cartazes exigindo melhores condições para os trabalhadores. Triste espectáculo? Ou não fizessem eles parte desse conluio! Tive pena de no dia 2 de Maio não poder assistir a um debate na RTR Planeta com alguns partidos da oposição Russos. O que sei, é que as condições de vida na Rússia se estão a degradar a passos largos. E já começaram a pesar nas contas do orçamento da minha casa.
Quanto ao uso da suposta violência nas manifestações do 1º de Maio por organizações anti-capitalistas, é por essas que eu respondo; Os meios de forma alguma servem para justificar os fins. Mas atenção há que analisar com cuidado a que se destinam esses fins, e qual os objectivos que pretendem atingir. Se o sistema capitalista é violento por natureza embora com o disfarce e uma linguagem de tolerância, porque motivo se não deve empregar a violência para contrariar os seus métodos. Como dizia Gandhi «A fome também é uma forma de violência». E quando sabemos que a fome é uma calamidade a nível mundial. Então o que se deve fazer? Perseguir os que a provocam a fome, ou aqueles que a sofrem!
Nas condições actuais se alguém encontrar outro meio para denunciar e combater este flagelo vergonhoso. Que o apresente

Oh Well, Okay. disse...

"Curioso... se são nazis, é bom levarem uma ripada; se são de extrema esquerda, devem poder manifestar-se à vontade."

O problema é que quando os neo-nazis saem à rua é para manifestar contra os emigrantes com comentários ultra-racistas e cenas do tipo ou para homenagear os seus ídolos, como o amiguinho Salazar (em Portugal é o mais comum). Já quando os comunistas se manifestam é numa acção de oposição ao governo, em prol da defesa de direitos como o emprego, igualdade, liberdade, acção social, habitação, etc.
Percebe-se bem a diferença.

(Nem sequer vou falar da parte histórica, porque enfim...).

Oh Well, Okay. disse...

*comunistas, anarquistas, seja lá o que for considerado "extrema-esquerda"

Ítalo disse...

'(Nem sequer vou falar da parte histórica, porque enfim...)"

Claro que não! senão terá de falar dos Gulags, torturas, estupros, roubos, assassinatos e genocídios..

e de 100 milhões de mortos decorrentes dos abusos citados.

COMUNISMO = NAZISMO.

Anónimo disse...

Até porque o Salazar, comparando com o que os comunistas fizeram, é um cordeiro!


hehehehe!

Gilberto Mucio disse...

A questão não é política. A questão é que um grupo em questão, prega a violencia, o ódio e a xenofobia. Tem que ser repelido -- de preferencia -- com violencia mesmo. Estão certíssimos os alemães.

Não sei se já estiveram na Alemanha, mas o pessoal que se revolta contra isso(neo-nazismo), nem sempre são de "extrema-esquerda". É gente "normal".

Esperimentem sair à rua com alguma coisa que identifique como (neo)nazista, e é capaz que apanharem até de velhinhas. Principalembte na Alemanha mais "civilizada" - a Ocidental.

O estalinismo foi realmente uma desgraça, quase comparada ao nazismo, só que esse último em pouco mais de 10 anos, provocou 100 milhões de mortes(só na Russia quase 30 milhões).

Se o nazismo tivesse triunfado o Brasil talvez nem existisse. Portugal talvez também não, e voces, caros patrícios, estariam certamente criando cabras e confeccionando rolhas de cortiças.

Parem com comparaçõezinhas sem nexo.

Francisco disse...

Tem razão Senhor Mucio. O Nazismo sempre provocou a violência gratuitamente, ou para satisfazer os interesses de uma pequena casta de parasitas privilegiados. Senão veja aqui na Europa quem defende os direitos das minorias e dos imigrantes, se não apenas as organizações de esquerda, ou ligadas às confissões religiosas.
No entanto essas falanges sempre foram sedentas de submeter os outros ao seu domínio pela força.

Ítalo disse...

COMUNISMO E NAZISMO são apenas faces da mesma moeda.

Tem de ser os dois extirpados da face da terra...

Os dois são violentos por natureza, genocidas e totalitários. O primeiro por achar que pode massacrar quem pertence a uma classe "mais favorecida", o outro por achar que pode massacrar quem não é "ariano" (como se essa mer... existisse);


Ambos são o mal.

Ambos são igualmente nojentos.

E AMBOS DEVEM SER REPRIMIDOS EXEMPLARMENTE E DE ACORDO COM A LEI.

E o comunismo matou mais: 110 milhões.

Francisco disse...

Senhor Italo para eu poder confiar naquilo que diz , diga-me por favor de onde foi sacar esse número de 110 milhões de mortos? Agradeço que me indique quais foram as suas fontes, tinha interesse em consulta-las.
Afinal quais são os princípios que defende? Se propõe os mesmos métodos para os seus inimigos, aos por eles usados. Se assim é não deixa de ser igual.
Quanto a tentar equiparar Comunismo a Nazismo, talvez se deva à falta de conhecimentos da história. Só pode ser isso!
Cumprimentos

Anónimo disse...

Existem comentários para todos os gostos mas ter o deslate de comentar o COMUNISMO=NAZISMO é de puro REACIONARIMO! Comentar que o «MONSTRO SALAZAR" comparado com que os Comunistas fizeram foi um "cordeiro" é de uma hipocrisia tremenda e fascizante. António Carvalho