sexta-feira, junho 12, 2009

Estabilidade energética, alimentar e financeira no centro das atenções da cimeira dos BRIC


Os dirigentes do Brasil, Rússia, Índia e China reúnem-se na Cimeira de Ekaterimburgo, entre 15 e 17 de Junho, para analisar questões da estabilidade dos mercados mundiais energértico, alimentar e financeiro, anunciou Arkadi Dvorkovitch, assessor económico do Presidente Medvedev.
“O programa (da Cimeira dos BRIC) está praticamente pronto, mas ainda não está fechado”, declarou ele, numa conferência convocada para o efeito, sublinhando que “já é claro que se trata de um programa rico”.
Arkadi Dvorkovitch revelou que os participantes da Cimeira irão abordar dois temas. O primeiro está ligado ao facto de a reunião dos BRIC se realizar na véspera da Cimeira do G-8, no formato 8+5, onde deverão participar todos os países dos BRIC.
“Para ser mais preciso, a Cimeira dos BRIC vai realizar-se entre a Cimeira dos “20”, onde participamos todos, e a Cimeira do G-8, por isso iremos discutir as questões que foram e irão ser levantadas nessas cimeiras”, precisou.
“Veremos até que ponto coincidem as nossas posições face a vários problemas, chegaremos a conclusões conjuntas, mas seria precipitado declarar a que conclusões chegaremos, isso ficará claro depois da discussão”, acrescentou o assessor do Presidente russo.
Dvorkovitch afirmou também que o segundo tema das discussões será a cooperação entre os países dos BRIC em diversas áreas.
“Claro que existem”, continuou, “interesses comuns no comércio, nos investimentos, em acções coordenadas com vista a garantir a estabilidade dos mercados mais diversos, tenho em vista mercados fulcrais como o energético, alimentar e financeiro”.
“Penso que poderão surgir conclusões e declarações interessantes, mas claro que, do ponto de vista político, é importante que países tão grandes cheguem a acordo sobre interacções e elaborem posições conjuntas sobre questões fulcrais das relações internacionais, antes de tudo, da economia internacional”, concluiu.
Serguei Ivanov, vice-primeiro-ministro russo, considera que os BRIC serão a locomotiva que retirarão a economia mundial da crise.
“Os países BRIC estarão entre os primeiros, que, como uma locomotiva, irão arrancar a economia mundial da crise. E isto não é apenas uma declaração. Os BRIC são economias em desenvolvimento dinâmico”, declarou ele no Forum Económico de São Petersburgo, realizado no fim da semana passada.

16 comentários:

MSantos disse...

Yekaterinburg, antiga Sverdlovsk

Cumpts
Manuel Santos

Sérgio disse...

Os Bric sem a Russia serão realmente quem impulsionarão a economia mundial para fora desta crise.

Raffo disse...

Em verdade, quem impulsionará a economia mundial será a China e India. Brasil e Russia estão em recessão.

Espaço Democrático de Debates disse...

Prezado José Milhazes,
Como sempre é com grande admiração que visito dsiariamente seu excelente blog Da Rússia.
Suas matérias,de uma qualidade inquestionável traça um panorama fiel da realidade da Rússia e de seus parceiros econômicos.
Com relação a Cimeira Bric,que se realizará em Yekaterinburg,a mesma tem despertado grande atenção do povo e da imprensa brasileira.
Nosso presidente,Lula,confere ao grupo Bric um dos aspectos mais importantes da Política Externa brasileira.
As relações que o Brasil mantêm com Rússia,Índia e China são consideradas estratégicas em nosso país e são vistas como a maneira mais multilateral de se construir uma nova ordem mundial em que o Brasil e os demais membros do Brics emergiram como Global Players e Potências no Cenário internacional neste século.
Apesar de China e Índia terem mostrado um crescimento economico mais vigoroso do que Brasil e Rússia,tenho convicção que os dois últimos também desempenharam um papel estratégico no jogo de Poder das relações Internacionais.
Gostaria pois,Caro amigo Milhazes,de parabeniza-lo e desejar-lhe os mais sinceros votos de felicidade.
Aproveito a oportunidade e convido você e seus leitores a visitaram meu blog,Interesse Nacional,que traça uma panorama muito fiel e isento da nova Inserção Internacional do Brasil no Mundo.
durante essa semana estarei colocando matérias em meu blog sobre a cobertura da mídia brasileira acerca da Cimeira Bric.
Minhas saudações.
Forte abraço.
Thiago Pires_Editor blog Interesse Nacional

Hugo Albuquerque disse...

É sempre muito complicado falar em BRIC's na medida em que se tratam de países enormes com imensos problemas e inúmeros interesses conflitantes mesmo em seus planos internos.

Claro, são países não apenas de enorme potencial e enorme poder - quando se sentam à mesa para debater algo, estamos falando nos líderes de quatro países que, juntos, representam 41,92% da população mundial e 21,7% do PIB mundial (mais do que os EUA que possui 20,6% do PIB mundial). Não é pouca coisa.

Todos os quatro desaceleraram com a Crise Mundial, mas China e Índia permanceram crescendo mais do que os outros dois porque já vinham mais aquecidas no momento das vacas gordas. Pelo potencial dos mercados, no entanto, as condições materais apontam para uma recuperação mais veloz por parte de Rússia e Brasil em relação a outros países que estão em recessão.

Veremos o que pode sair daí, mas é um eixo de poder interessante que vai crescer em importância nos próximos anos.

MSantos disse...

O continuado crescimento económico da India e China, mesmo em período de recessão mundial, merce uma análise mais profunda também pelo lado humano/sociológico e não só no plano analítico.

Na minha opinião este crescimento mesmo em tempos de crise tem a ver com o facto destes dois países utilizarem um recurso que constitui a grande perversidade da presente globalização: o trabalho escravo, sem direitos laborais nem obrigações patronais.

Vejamos as coisas por este prisma: no Ocidente, um empregado que trabalhe numa fábrica e esta reduza ou deixe de laborar, esse mesmo empregado fica sem meio de sustento, abandona a casa porque a não pode pagar, etc.

Em resumo: o novo desempregado sente a crise na pele e torna-se vítima desta.

No Brasil isto também acontece e até na Rússia que por mais diferente que seja, o seu povo ainda possui uma cultura de direitos laborais, força de 70 anos de comunismo (vide a reacção de Putin face ao oligarca).

Na India e na China existem hordas de populações completamente nómadas e miseráveis que vão procurando trabalho pelas fábricas e unidades de produção que vão surgindo pela imensidão territorial destes países.

Estas hordas não têm contratos de trabalho, férias pagas, segurança social e trabalham 7 dias semana se for preciso, 12 horas/dia recebendo no final uma malga de arroz ou o equivalente. E contrariamente ao que apelam os neo-liberais, não há melhoria significativa da qualidade de vida destas populações, ou seja, o status quo mantem-se.

Para estas hordas a crise não vai fazer nada porque já vivem em miséria absoluta.

De relembrar na India os casos chocantes de trabalho infantil.

Efectivamente talvez a Rússia e o Brasil estejam em recessão pelos melhores motivos (ainda têm trabalho com direitos).

A China e India estão em crescimento pelos piores motivos (trabalho escravo).

São estes uns dos principais
"factores de crescimento" da India e da China.

O que me choca particularmente é que muitos dos que estão presentemente, do lado "correcto da história" apontarem estes países, em particular a China, como sendo comunista, não respeitadora dos direitos humanos etc.

Mas quando se fala de globalização, comércio livre, "mercado a funcionar" etc, a China já surge como exemplo e sem grandes questões morais, inclusivé preferem tomar o seu partido mesmo que seja contra um país como a Rússia.

E é de facto aqui que reside a grande perversão da globalização e da ideologia vigente.

Cumpts
Manuel Santos

Hugo Albuquerque disse...

MSantos,

Você tocou num ponto interessante. A relação aos direitos dos trabalhadores e a crise. Não acho, no entanto, que eles não produzam crescimento econômico, ao contrário; dos quatro BRIC's aquele que tem a maior proteção laboral é, justamente, o Brasil, mas não é isso que o faz crescer menos, muito pelo contrário, é uma série de questões que vão desde o desastre do nacional-desenvolvimentismo nos anos 70 e até o vácuo estratégico dos anos 80 e 90.

Não tivesse o Brasil um sistema de seguridade social e de proteção trabalhista - ainda que inscipiente para o padrão do mundo desenvolvido, mas relevante do ponto de vista dos países em desenvlvimento - e a situação estaria pior. Aliás, a situação do Brasil nessa crise, se deve a outros fatores.

A China, por sua vez, é um caso paradoxal: Ela cresce gerando desigualdade porque isso é próprio de qualquer modelo exportador - haja visto que os trabalhadores não são consumidores daquilo que produzem, ficando alienados da renda -, no entanto, isso não significa que a renda dos trabalhadores não tenha aumentados nos últimos trinta anos: Tem sim, só que num nível inferior ao do crescimento econômico.

No caso dessa crise, os burgo-burocratas chineses fizeram algo atípico: Investiram no mercado interno. Isso não lhes é interessante, diminui sua influência ao aumentar a dependência deles em relação ao consumo interno. Ao melhor estilo keynesiano, o Governo Chinês irá bancar a construção de inúmeras obras de infra-estrutura no próximo ano, isso manterá a economia aquecida.

Essa crise alterará consideravelmente o panorama chinês, gostem seus dirigentes ou não, o fato é que nesse momento eles não têm escolha.

Do lado brasileiro, o país cresceu bem nos últimos dois anos, algo em torno de 5% ao ano, com geração de emprego, aumento na renda e diminuição da desigualdade social - ou seja, crescimento econômico acompanhado de desenvolvimento social. Isso é raro por essas bandas. Do mesmo modo que é preciso se elogiar o Governo no último biênio, também é necessário fazer uma crítica ao que tem sido da metade de 2008 para cá: Quando a crise se anunciou no horizonte, o governo deveria ter voltado a carga para o mercado interno pesadamente e ter realizado uma redução considerável na taxa de juros. O resultado é que 2008 foi positivo por conta de três trimestres excepcionais, mas o último trimestre foi terrível.

Em 2009, a economia prossegue anêmica. Isso pode romper com o equilíbrio político traçado entre Lula e os bancos; o cenário positivo na economia mundial permitia que todos ganhassem, mas agora, mais do que nunca, os vultuosos lucros do sistema financeiro brasileiro são insustentável - e existem poucas forças políticas capazes e dispostas a enfrentar o lobby dos bancos por aqui. Não creio que o Brasil vá ter crescimento negativo esse ano, mas se não tiver dureza na execução da política econômica, ficará próximo do zero.

Anónimo disse...

Os Bric sem a Russia serão realmente quem impulsionarão a economia mundial para fora desta crise.(2)

PERFEITO.

ÍTALO disse...

O Brasil não está em recessão.

Cesceu 5,1% ano passado, e esse ano vai crecer 2 %, enquanto o resto do mundo terá crescimento negativo;

ÍTALO disse...

O Brasil não está em recessão.

Cesceu 5,1% ano passado, e esse ano vai creScer 2 %, enquanto o resto do mundo terá crescimento negativo;

Anónimo disse...

ESSE "Thiago Pires_Editor blog Interesse Nacional"

É dono de um blog CUPINCHA, CHAPA BRANCA, ADULADOR do governo federal e do MULLA!

que piada!

Anónimo disse...

Tirem o brasil do grupo, o que esta naçao esta a fazer parte de um grupo de paises potentes e civilizados?

O povo brasileiro é incapaz de fazer o brasil uma naçao potente, estao a preferir aproximaçao com a africa, rejeitando toda contribuiçao europeia (Portugal)

Os pretos ja sao maioria graças a politicas em que os brancos sao prejudicados

Brancos brazucas fujam da africanizaçao de seu pais

Foi-se a oportunidade do brasil ser uma civilizaçao

O presidente é analfabeto e o povo ignorante estao a culpar Portugal, pelo atraso da naçao que é cada vez mais forte!!!

N. braga

Jose Milhazes disse...

Caro MSantos, em português deve-se escrever Ekaterimburgo. O y não deve ser utilizado na transcrição de nomes de outros alfabetos. Não há meio de em Portugal e nos países da Lusofonia se pôr ordem neste campo caótico. Por vezes, é preciso pensar muito para se descobrir de quem ou do que se trata. Quer outro exemplo: porque é que quando se transcreve o nome do Presidente do Irão, se escreve, frequentemente, Mahmoud, à francesa, quando se devia escrever Mahmud?

MSantos disse...

Nesse campo o JM deve ser mais conhecedor que eu. E o k? A não ser que o k já faça parte do nosso alfabeto.

Sempre achei que devíamos pronunciar/escrever os nomes nas suas fonéticas originais.

Por exemplo o antigo nome da cidade quando era URSS:

Sverdlovsk

Como traduziríamos isto para um nome português?

Mas isto é só a minha opinião.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

POIS É ANÔNIMO RACISTA ANTERIOR..


A INVEJA MATA...

N EXISTEM BRASILEIROS BRANCOS OU PRETOS..

EXISTEM SOMENTE BRASILEIROS.

SOMOS E SEREMOS UMA DAS 5 POTÊNCIAS DO MUNDO. E VC N PODE FAZER NADA!

ENQUANTO TEU PAÍS.. É UMA VERGONHA PRA EUROPA...; FRACASSADO INVEJOSO!

Vangelis D'Megara disse...

essas desavenças são muito infantis:mas gostaria de falar duas coisas
1-o Brasil não tem maioria negra, os negros são 5% da população, a maioria e mestiça e quando falo mestiça, saiba que é mestiçagem branco\índio
2- Portugal não é uma vergonha para europa, assim como a irlanda tem crescido muito nos últimos anos