domingo, agosto 02, 2009

Contributo para a História (Moçambique)


Guennadi Luchenok foi um dos pilotos militares soviéticos que combateu em Moçambique ao lado da FRELIMO.
Aqui fica parte de uma entrevista por ele concedida ao jornal “Vesti Segodnia”, orgão de informação publicado na Letónia (país onde actualmente reside) em língua russa. Luchenok tripulava um caça MIG-17 e combateu em Moçambique em 1979. Os aviões de combate soviéticos chegavam por mar ao porto de Nacala.
“Deram-nos várias vacinas, mas, no fundamental, recomendavam tratar com álcool todas as doenças incuráveis para os europeus. Viajavamos para África como uma equipa de desportistas, em aviões civis, tínhamos passaportes diplomáticos verdes. Se bem me recordo, partimos no Outono e chegámos ao Hemisfério Sul no zénite do Verão”, recorda.
Guennadi, que esteve apenas uma vez no Maputo, pois os caças soviéticos estavam estacionados “num ponto completamente diferente do país, reconhece que também participou nos combates contra a RENAMO, “apoiada pela República da África do Sul e pela Rodésia do Sul”. “Do “outro” lado também havia aviões antigos: os americanos “Sabre” e “Super-Sabre”. Mas nunca tive de disparar contra eles; no fundamental, atacavamos alvos terrestres, peças de artilharia ou lança-mísseis. Voavamos a 1200-1800 metros. O MIG-17 estava muito bem armado, tinha duas metralhadoras de 23 mm e uma de 30 mm, enquanto que os “Sabre” americanos” tinham 6 metralhadoras de 12,7 mm. Mas o “Sabre” fazia ponjaria através de um sistema de rádio, enquanto que, no MIG, tínhamos de fazer contas de cabeça, ter em conta todos os ângulos, correntes aéreas que desviavam as munições”, continua o piloto.
“Eu disparava e bombardeava bem”, continua o oficial soviético, “Voei em Moçambique 150 horas, ou seja, realizei cerca de 250 voos... Tínhamos muitas limitações com o combustível, porque, os caças voam com mais êxito, e com menos consumo de combustível, a uma altura de 9-10 quilómetros”.
Quanto às baixas entre pilotos moçambicanos, o soviético recorda que, fundamentalmente, os aviões eram abatidos por peças de artilharia anti-aérea. “Eu comandava um grupo de 5 homens, dos quais 2 morreram. Eles catapultaram e lixaram-se. Lá, as leis são cruéis e só dificilmente fazia prisioneiros”, conclui.


24 comentários:

Nuno disse...

Interessante.

As vezes penso que o 25 de Abril tb teve os seus defeitos (a bandalheira que foi a descolonização).

FG disse...

Já para não falar da "ajuda" soviética e cubana aos guerrilheiros que combatiam as tropas colonialistas de então. Quanto à descolonização, foi mais que uma bandalhoqueira! Deixaram à sua sorte milhares de Portugueses, os tais que eram na altura os "revolucionários anti-fascistas" e que pugnavam pelos Direitos Humanos... 35 anos depois, vê-se no que deu a política desses "revolucionários anti-fascistas"...

Anónimo disse...

Agradeçam ao vosso querido salazarento, caetanos e cia que não souberam fazer a descolonização devida e a tempo.

Mário Soares teve muita razão quando afirmou: "foi a descolonização possível"

Nuno disse...

Calma la,

tenho 28 anos e posso dizer que as tais "tropas colonialistas" eram simplesmente os nossos pais!!

E se a descolonização foi bem feita, porque é que esses países ficaram numa situação tão ma?

Não terá sido aberta a porta para os americanos e russos entrarem e fazerem destes países mais um palco para a guerra fria?

E porque é que o filhinho Soares cai de avião em Angola em circunstâncias no mínimo estranhas?

Sabemos bem para quem foi boa a descolonização..

Inácio Cristiano disse...

Nuno disse:
Não terá sido aberta a porta para os americanos e russos entrarem e fazerem destes países mais um palco para a guerra fria?"

-Nuno, já há muito que russos e americanos por via de terceiros se degladiavam em África pois tanto uns como outros, mais os chineses estavam presentes desde os primórdios, influenciando e armando os grupos que cada um politizava, para mais tarde recolher vantagens. Lembre-se que esses países detinham stocks de armamento e munições, que se tornavam absoletos. Resumindo era uma forma dessas potencias reciclarem os instumentos bélicos que iam entrando em absolescência, e ao mesmo tempo uma oportunidade de controlar os recursos locais.

-Quanto à Descolonização portuguesa ser mal ou bem feita, convinha contextualizar o momento pós 25 de Abril de 1974.
Eu nesse momento, cumpria o serviço militar na Guiné, e revejo-me na afirmação de Mário Soares, como referido pelo comentário do Anónimo 12:55
Os quadros milicianos do exército não aceitavam outra ideia que não fosse o regresso imediato àPátria
e...foram eles que realmente impuzeram o caos na hierarquia de comando, com saneamentos ad-oc e reconhecimento imediato do PAIGC.
Esta é a verdade factual !

Anónimo disse...

As brincadeiras dos russos, e a irmandade eslava têm um palco o KOSOVO.
Estou para ver as minas, os tanques em acção. Ah pois é, Portugal é colonialista.
Pelo menos não se viu um PORTUGUÊS nas Chechenias da vida.
Atenção sou pela amizade da Russia e Portugal, mas não esqueço quem esteve contra nós, o Povo Português.

Anónimo disse...

Não tem grande interesse, mas enfim, cá vai um coice:

Ajudaram na luta contra o "colonialismo português" e a ajuda na luta contra o sub-desenvolvimento, onde ficou ou está ela?

O material bélico, apesar de ser em grande parte obsoleto, era em quantidade mais que suficiente - por exemplo um bi-grupo de guerrilheiros, cerca de 40 homens, tinha mais quantidade de armas e muito melhor poder de fogo, que uma companhia inteira do Exército Português.

A guerra colonial travada por Portugal nas colónias, foi a "Grande Guerra Mundial de Portugal" contra o resto do Mundo.

Todas as ex-colónias, são, estados falhados.

E as "Regiões Autónomas" da Madeira e dos Açores, que inevitavelmente para a independência caminham (embora os respectivos dirigentes digam que estão a dar um contributo para a Coesão Nacional - como se posse possível contribuir para a coesão nacional, através do separatismo gradualista - serão elas, também, um dia, estados falhados.

Oh Well, Okay. disse...

FG:

O que é que a ajuda militar influencia as medidas tomadas por Portugal na descolonização?
O facto da URSS/Cuba terem contribuído para os movimentos de libertação não serve de desculpa para a má política exterba de Portugal.

Outra coisa...Se são Estados falhados actualmente, muito se deve ao período pós-independência. Portugal limitou-se a retirar as tropas e deixar os países à mercê dos interesses de outras potências. E isso foi um erro.

Anónimo disse...

resposta a Oh, Well, Okay:

a ajuda militar comunista, na fase pré-descolonização, implicou enormes gastos de Portugal em material de guerra e vencimentos de militares, que, de outra forma, poderiam ter sido empregues no desenvolvimento de Portugal e das colónias. Portanto, condicionou e muito, a política de desenvolvimento ultramarina e a nacional continental europeia. Mesmo assim, o desenvolvimento e o crescimento de Angola e Moçambique, na década de sessenta, foi enorme. Superior a tudo o que os portugueses tinham feito em 500 anos de colonização...

No período pós-independência, pouca coisa havia a fazer. Lembre-se que o Exército Português, muitíssimo mal-equipado, mal-treinado, mal-alimentado e completamente desmoralizado, entrou em colapso. Estava-se face à eminente derrota militar na Guiné, onde o MPLA já dispunha do mais sofisticado material anti-aéreo Russo, (mísseis Strella) que apenas em 4 meses abateu 5 aviões FIAT e fixou os nossos meios aéreos ao solo. E estava em vias de receber aviões a jacto MIG russos, que iriam para a Guiné Conacry. O atraso na obtenção e entrega desses aparelhos, apenas se ficou a dever às dificuldades dos guineenses, na aprendizagem (Amilcar Cabral insistia que os pilotos deveriam ser guineenses).
A solução preconizada por Spínola (realista e patriótica, embora, de certo modo, neo-colonista) era a que melhor servia os nossos interesses e os dos africanos. Envolvia o abandono da Guiné, que não interessava nem ao Menino Jesus e era o nosso cemitério, e a conservação de, pelo menos, Angola, caso não conseguíssemos conservar Moçambique. Pelo menos mantinha-mos paz para todos e conserva-se o que já tinha sido alcançado em termos de desenvolvimento (e que depois, veio a ser destruído e perdido nas lutas fraticidas e guerras civis locais e tribais subsequentes).

Deu o que deu, porque, como já disse, por um lado, o Exército, entrou em colapso total, após 13 anos de guerra colonial em três frentes de luta, por outro lado, a ganância das grandes potências (EUA, Russia, China, França), e outros países menores, tais como Israel, Marrocos, etc., apertou o garrote, e os movimentos, em vez de abandonarem a luta e entrarem em negociações com Portugal, para serem feitos plebiscitos e se discutir qual o futuro, se independência, se auto-determinação num quadro federal, intensificaram o combate.

Anónimo disse...

resposta a Oh, Well, Okay:

a ajuda militar, na fase pré-descolonização, implicou enormes gastos de Portugal em material de guerra e vencimentos a militares, que, de outra forma, poderiam ter sido empregues no desenvolvimento de Portugal e das colónias. Portanto, condicionou e muito, a política ultramarina. Mesmo assim, o desenvolvimento e o crescimento de Angola e Moçambique, na década de sessenta, foi enorme. Superior a tudo o que os portugueses tinham feito em 500 anos de colonização...

No período pós-independência, pouca coisa havia a fazer. Lembre-se que o Exército Português, muito mal-equipado, mal-treinado, mal-alimentado e completamente desmoralizado, entrou em colapso, face à eminente derrota militar na Guiné, onde o MPLA já dispunha do mais sofisticado material anti-aéreo Russo, (mísseis Strella) que apenas em 4 meses abateu 5 aviões FIAT e fixou os nossos meios ao solo.
A solução preconizada por Spínola (realista e patriótica, embora neo-colonista) era a que melhor servia os nossos interesses e os dos africanos. Envolvia o abandono da Guiné, que não interessesva nem ao Menino jesus e era o nosso cemitério, e a conservação de, pelo menos, Angola.
Deu o que deu, porque

Anónimo disse...

Ora bolas, comentei em duplicado, peço desculpa ao Snr Milhazes e demais leitores.

Filipe disse...

Ninguém na URSS esteve contra o povo português, estavam e com muita razäo, contra um regime retrógrado fascista, colonialista, e que näo se importava de mandar a sua juventude defender os interesses dos banqueiros e terra-tenentes que eram donos das colónias.

Há para aí quem diga que os russo causaram uma grande despesa para Portugal, que poderia ter siso empregue para modernizar as colónias. Bem verdade, se estivéssemos em democracia. Pelo que sei, Luanda estava mais moderna que Lisboa. De resto, era a miséria, da metrópole às colónias. Em 500 anos de presença devemos ter feito uns 500 km de estrada, e só porque os camiöes e jipes näo andavam nas picadas...

Nuno disse...

So queria relembrar que o maior investimento português no mundo foi em Cahora Bassa (Moçambique).

E sinceramente deixem de ser racistas contra a nossa própria Nação. Se fossem colonizados, preferiam os franceses e todos os problemas de instabilidade politica, ou os ingleses com regimes de apartheid?

E "parabéns" aos novos países africanos. A independência trouxe-lhes a guerra civil e governos corruptos. E hoje é o chinês que substitui a figura do português.

Mas pronto, se quiserem, isso foi uma grande evolução. A populaça é que não tem culpa que os Tugas lhes tenham virado as costas no pior momento da transição. E isto por slogans de "nem mais um soldado para as colonias".

Anónimo disse...

Esse slogan de "nem mais um soldado para as colonias" era o do grupelho MRPP, de que fazia parte o camarada Durão Barroso e outros "distintos" alunos e alunas da faculdade de Direito de Lisboa, que agora ocupam ou ocuparam alguns dos mais altos cargos da Nação, e afins [Presidente da Comissão Europeia, Eurodeputados(as) CEE, e por aí adiante].
Chegaram a invadir o terminal de embarque de Figo Maduro, e impediram o envio de tropas por avião.

Para além de Cabora Bassa (um grande erro do Marcelo Caetano) também se fez aquela estupidez em Macau (aterro caríssimo e construção de um aeroporto novinho em folha, para o chinês herdar, e mais felustrias que não me recordo agora).

Enfim, quando vejo a torrente de comentários no Youtube por parte de brasileiros dizendo: "português é burro memo", em face das recentes asneiras nacionais cometidas desde meados do século passado, tenho que lhes dar alguma razão.

Anónimo disse...

Óooo, amigo Filipe, essa era e é a "história da cachorrinha" de que todos éramos irmãos fraternos e mais assim e assado, e viu-se. O Samora, esse, então, usava e abusava dessa cassete de que "a nossa luta não era contra o povo português". Idem quando ao camarada Luís Cabral, que até acrescentava, "não é verdade?".
É ! É tanto verdade, que os portugueses que estavam lá, tiveram que fazer as malas e vir todos embora.

E quanto à falta de desenvolvimento, não se olvide de que, os nossos governantes, pelo menos desde os anos cinquenta porque até aí era Império Colonial e mais nada, estavam sempre na corda bamba, e no dilema, desenvolver ou não desenvolver, em que grau e sentido e qual o tempo para o fazer, não se esqueça da ganância dos outros países que nos queriam tirar as riquezas das colónias [ou que as tendo perdido, não concebiam que as tivéssemos] donde, não se podiam fazer muitas flores que mais atraíssem as abelhas oportunistas, e, não perca de vista também que, simultaneamente, se temiam, novos "Brasis".
Tudo isso pesava na hora de tomar decisões, e não se esqueça também, que nós não tínhamos grandes meios, sempre fomos um país pobre.
Para além, claro, a tacanhez e falta de visão de muitos políticos de então.
Agora, concordo em absoluto, em que muitos oportunistas de negócios, beneficiaram da situação (os tais banqueiros e terra-tenentes que V. refere).
Agora quanto à cassete supra referenciada, a da "irmandade entre os povos" e a "luta não era contra os portugueses", a "música" era válida, se, Portugal continental, ficasse pequenino, e comunista, e as colónias, satélites da URSS. O solista, era o Cunhal, o autor da música e Maestro, esse estava na Rússia :)))

Pippo disse...

Ele viu F-86 Sabre e F100 Super Sabre sul-africanos sobre Moçambique??? F-100???
Com o devido respeito, mas o homem não estaria bêbedo???

A FA sul-africana nunca teve F-100 e os F-86 foram usados na Coreia. Ele não estaria a confundir (sabe-se lá como) com o Atlas Impala?

Nuno disse...

Sr. Anonimo 10:20:

Permita-me discordar consigo em apenas um ponto.

Talvez os investimentos em Macau não fossem os melhores, mas tb a culpa foi das nossas empresas que não souberam explorar essa "mana". Algumas delas até eram publicas. Sabe como é que a Suez tem hoje o domínio da distribuição de águas na região? Pq a "Aguas de Portugal" lhe deu a primeira concessão no Sudeste asiático: as águas de Macau (alguém dizia que essa sim foi a estupidez do século).

Cahora Bassa teve um problema, é verdade. Mas não foi a decisão de construção porque poderia gerar maior riqueza do que custos. Além do mais, é uma infraestrutura importante para o povo de Moçambique (até que os tugas não são assim tão maus..). O problema foram os contratos que os primeiros governos moçambicanos negociaram com a África do Sul. Durante os anos 1990 e 2000 andavam a exportar corrente para a Africa do Sul, a mesma que depois compravam 3x mais caro. E isso, não foi "o burro do português" que fez.

Sabe quem era o Presidente da África do Sul no momento mais critico desta situação? R: O prémio Nobel da Paz, Nelson Mandela!

As vezes penso que os Globos de ouro da Sic são mais bem entregues. E por falar desses prémios, o amigo Milhazes já ganhou algum? Se ainda não, o pessoal daqui do blog tem que começar a organizar a candidatura.

Jest nas Wielu disse...

Também acho estranho, me parece que a FA sul – africana usava os Mirage e bombardeava os alvos (Matola, por exemplo) com grande sucesso, pois entrava em Maputo pelo mar, voando a uma altitude muitíssimo baixa, sem ser detectada pelos radares. Os soviéticos tinham os mísseis que eles próprios chamavam “terra – murro”, pois não tinham grande pontaria, mas eram capazes de atingir o alvo num raio de 300 metros (foram desactivados apenas em 2008 por uma equipa do Min. Defesa russo), apenas um mês antes do rebentamento do paiol. Mas é uma outra história.

Anónimo disse...

"Os soviéticos tinham os mísseis que eles próprios chamavam “terra – murro”, pois não tinham grande pontaria"

Pergunte isso para o piloto do stealth americano que foi abatido na Iuguslavia

Anónimo disse...

Eu estive a pesquisar na Wikipedia e realmente tenho que concordar com o Pippo, os F-86F Sabres foram utilizados na Guerra da Coréia, provavelmente o que estaria em uso e ele viu, foram aeronaves Mirage F1.

Enfim, como alguém disse, o "combustível" utilizado pelo piloto devia ser vodka :)

Oh Well, Okay. disse...

Anónimo:

Mas isso é como tudo. O ponto da questão é que foram tomadas medidas durante a descolonização desnecessárias. Aliás a guerra do ultramar foi desnecessária e não vamos começar agora a culpar os países comunistas por terem ajudado os movimentos de libertação, pois por sua vez, podia ter sido dinheiro empregue em Portugal.
E se, e se, e se nada. A guerra não foi feita apenas pelos guerrilheiros, aliás se existiu guerra foi pura e simplesmente porque o governo português assim o quis.
Se não fossem as ajudas comunistas, as colónias mal tinham com o que lutar, mas mais uma vez, isso não justifica a posição negativa de Portugal no panorama externo, nem justifica o desleixo com que Portugal encarou os novos governos que passaram a dirigir os povos africanos.

"Deu o que deu, porque, como já disse, por um lado, o Exército, entrou em colapso total, após 13 anos de guerra colonial em três frentes de luta, por outro lado, a ganância das grandes potências (EUA, Russia, China, França)"

Concordo, concordo.

"abandonarem a luta e entrarem em negociações com Portugal, para serem feitos plebiscitos e se discutir qual o futuro, se independência, se auto-determinação num quadro federal, intensificaram o combate."

Mas não houve interesse por parte de Portugal em que tal acontecesse. Por um lado os lideres dos movimentos entraram numa de "revolução" e Portugal não soube tomar uma atitude de defesa dos seus interesses, de forma a ajudar a vida política e controlar influências de terceiros, numa luta que não era internacional.
A descolonização portuguesa serviu de pano à guerra ideológica, já se sabe. Os movimentos independentistas fizeram aquilo que qualquer um teria feito, aceitaram ajudas dos países que eram simpatizantes à causa, e deixaram-se influenciar por ideias políticos. Perfeitamente compreensível.

Anónimo disse...

O mig da foto é da RDA

Pippo disse...

Os Mirage F1 (nas duas versões, AZ e CZ) não se parecem, nem com o F-86, nem com o F-100. Quanto muito poderiam ser vagamente parecidos com o F-105 "Thunderchief".

Enfim, lapsos...

Anónimo disse...

SOU DE MOÇAMBIQUE E ESTIVE EM MACAU, NO INICIO DA CONSTRUÇAO DO AEROPORTO, QUEM FICOU COM AS PATACAS DA CONSTRUÇAO DO DITO CUJO ? OS CHINESES PAGARAM...
PELO QUE EU LI E VI DAS FOTOS DOS CAÇAS SUL-AFRICANOS IMPALAS, SAO PARECIDOS, SENAO IGUAIS, AOS MARCHETI ITALIANOS
BLOGOSESFERA INTRESSANTE, CPTS A TODOS