domingo, agosto 09, 2009

Navio mercante com tripulação russa desaparece junto da costa portuguesa



A Marinha de Guerra da Rússia segue com atenção o desaparecimento do navio de carga Arctic Sea e já deu as indicações necessárias aos seus navios, lê-se num comunicado divulgado hoje em Moscovo.
O navio de carga Arctic Sea, com tripulação russa de 13 homens, deixou de estar em contacto com terra junto da costa portuguesa, escreve hoje a edição electrónica do Sovfakht, jornal especializado em transportes marítimos.
Segundo o director deste jornal, Mikhail Voitenko, o navio, que navegava sob bandeira de Malta, deveria ter chegado a um porto argelino no passado dia 04 de Agosto, mas não existe qualquer tipo de comunicação com ele desde 28 de Julho.
“O navio literalmentente desapareceu, não há comunicação com ele, nem o armador, nem os parentes sabem da sua localização. O navio está a ser procurado por todos os serviços, incluindo armadas militares”, acrescentou.
“Um navio desse tipo não pode desaparecer facilmente, não podia afundar-se antes de lançar um SOS, isso é simplesmente impossível”, frisou.
Na sexta-feira passada, a rádio finlandesa informou que o navio teria sido desviado no Mar Báltico, quando navegava da cidade de Ikovstadt rumo à Argélia.
Segundo o diário Helsingin Sanomat, citando autoridades portuárias espanholas, o navio de carga não atravessou ainda o Estreito de Gibraltar.
Emm Moscovo não se exclui a possibilidade de este desvio do navio de carga estar ligado ao tráfico de droga.

16 comentários:

anónimo russo disse...

1.

"Segundo o director deste jornal, Mikhail Voitenko, o navio, que navegava sob bandeira de Malta, deveria ter chegado a um porto argelino no passado dia 04 de Agosto, mas não existe qualquer tipo de comunicação com ele desde 28 de Julho.
“O navio literalmentente desapareceu, não há comunicação com ele, nem o armador, nem os parentes sabem da sua localização"


Se não me engano, ouvi pela televisão esse mesmo diretor do jornal a dizer que o navío foi assaltado no mar Báltico. A história pode ser mais complexa.

2. Acho que seria cedo falar do tráfico de drogas, enquanto não se sabe nada da sorte da tripulação que pode simplesmente estar morta.

Jose Milhazes disse...

Anónimo russo, no meu texto está escrito que o navio foi desviado no Báltico. Quanto ao tráfico de droga, é apenas uma das possibilidades avançadas.

PortugueseMan disse...

E sabe-se que carga levava?

Jose Milhazes disse...

Caro PM, não se sabe e esse é um dos grandes mistérios e problemas.

Infante D. Henrique, o Navegador! disse...

Дело понятное! Шары залили и поплыли! Бывает!

Anónimo disse...

Faço votos para que não se tenha afundado ao largo da costa portuguesa com produtos tóxicos a bordo ou com lixo nuclear.

Assaltado no Báltico?

Por quem?
Piratas da Somália :^D ?

Jose Milhazes disse...

Segundo a imprensa russa de hoje, o navio transportava madeira.

Anónimo disse...

Mistérios russos:
1. O navio foi assaltado numa ilha sueca. Disse a tripulação que entraram mascarados, estiveram lá meio dia às voltas por todo o navio e sairam sem levar nada. sairam? não levaram nada? que procuravam? A polícia sueca tomou conta da ocorrência e o navio seguiu para Sul. Isto a 24.
2. Dia 28 foi a última comunicação. Estariam já ao largo de Portugal. Depois silêncio.
Hipóteses:
1. Aconteceu-lhes como aos aviões: apanharam uma tempestade e foram abaixo.
2. Os ditos piratas permaneceram a bordo e sequesteraram o navio. Só não se percebe porque não pediram resgate, o que costumam fazer no prazo de 2 ou 3 dias.
3. O navio está escondido em Portugal e isto foi tudo um esquema para trazer para o Atlântico 4 navios de guerra russos para chatear os americanos ( ai! esta esquerda no poder que não é de confiança!).
4. Foram apanhados por piratas tugas que andam em passeio turístico no mar alto até se acabar o gasóleo, o que já deve ter acontecido. Se assim for, devem ter abandonado todos o navio e estão a embebedar-se em qualquer enseada nacional. Procurem o cheiro do vodka e do carrascão nacoonal e talvez os encontrem tosdos a cozer a bebedeira.
Mistérios lusos!

Anónimo disse...

JM:
o navio não foi desviado no Báltico.

Anónimo disse...

Só pode ser uma maquinação comuni...perdão, russa!

Eles são terríveis

Jose Milhazes disse...

Anónimo, eu escrevi que foi desviado no Báltico, citando aquilço que se escreve na Rússia e países vizinhos. Se tem mais informação, diga.

Anónimo disse...

Junto a Portugal não significa em águas portuguesas. Os navios deslocam-se em águas internacionais, portanto os navios de guerra irão para lá.

Anónimo disse...

JM:
o que se diz na Rússia é o que escrevi antes: o navio foi abordado na Suécia, a 24, não foi desviado, e os piratas sairam sem levar nada. Veja-se Tass, Novosti, Vesti, p.ex.
Onde há várias versões é na data de desaparecimento, mas confirma-se a latitude de Lisboa no último contacto: uns dizem que foi a 28, outros a 29, outras a 1 de agosto. Seja como for, não apareceu na Argélia, não passou o Estreito de Gibraltar. Terá ido para Marrocos ou Mauritânia? Esses eram os piratas de antanho, de facto. Que o digam os habitantes das Canárias e da Madeira.Só nos faltava termos outra vez piratas à porta.

Anónimo disse...

Mais informação.
http://www.vesti.ru/doc.html?id=308628

Anónimo disse...

Jennifer Quinn escreve para a Associated Press o seguinte:

"LONDON – First the ship reported it had been attacked in waters off Sweden. Then it sailed with no apparent problems through one of the world's busiest shipping lanes. And then it disappeared. The Arctic Sea, a Maltese-flagged cargo ship, was supposed to make port in Algeria with its cargo of timber on Aug. 4. More than a week later, there's no sign of the ship or its Russian crew"

Aparentemente desapareceu ao atravessar o English Channel.

Anónimo disse...

Segundo acabei de ouvir no noticiário da noite na televisão, as autoooooridadas cabo-verdianas dizem que o barco Artic Sea foi avistado ao largo do arquipélago de Cabo Verde.

Talvez começe a ganhar peso a tese da carga de droga, Cabo Verde é muito perto da Guiné-Bissau, o 1º país do Mundo com um Narco-Estado.