terça-feira, setembro 15, 2009

Moscovo dá novos passos para anexar Abkházia e Ossétia do Sul


A Rússia assinou hoje um acordo de cooperação com a Abkházia e a Ossétia do Sul que que prevê a criação de bases militares nessas regiões separatistas da Geórgia.
O acordo, válido por 49 anos, foi assinado na capital russa por Anatóli Serdiukov, ministro da Defesa da Rússia, e pelos seus homólogos da Abkházia e da Ossétia do Sul, respectivamente Merab Kichmaria e Iúri Tanaev.
O documento prevê, entre outras coisas, o aquartelamento de 1.700 soldados russos em cada uma dessas regiões, cuja independência foi reconhecida pelo Kremlin em Agosto do ano passado.
Anatóli Serdiukov anunciou que a Rússia planeia assinara novos acordos de cooperação no campo técnico-militar com a Abkházia e Ossétia do Sul.
“Trata-se apenas do primeiro passo entre os nossos ministérios. Nos tempos mais próximos irá ser assinada uma série de acordos nos campos da cooperação militar e técnico-militar”, declarou.
No mesmo dia, o general Victor Trufanov, comandante do Serviço Fronteiriço do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, anunciou que irá prender os navios que violarem a fronteira marítima da Abkházia, anunciou hoje .
Antes, o vice-comandante desse serviço, Evgueni Intchin, declarou que as forças fronteiriças navais do FSB da Rússia irá, juntamente com a guarda-fronteiriça abkhaze, garantir a segurança dos navios que entrarem nas águas da Abkházia.
A Abkházia, região separatista da Geórgia, proclamou a independência, em Agosto do ano passado, com o apoio de Moscovo. A guarda-fronteiriça georgiana, desde o início de 2009, deteve mais de 20 navios por terem “violado as regras de entrada nas águas de territórios ocupados”.
Moscovo, baseando-se no acordo assinado com a Abkházia sobre a garantia conjunta da segurança nas águas territoriais abkhazes, ameaçou recorrer à força para impedir aquilo que considera “acções de pirataria” da Geórgia.
O general Victor Trufanov anunciou também que “todos os trabalhos necessários para organizar as fronteiras da Abkházia” estarão terminados em Novembro de 2009.

Em Direito Internacional, estes passos têm uma definião: anexação.

29 comentários:

anonimo russo disse...

1. Sera que esse acordo foi assinado hoje e nao ha muito? Os numeros dos militares sera que estao corretos?
2. Nao se trata de anexao nenhuma. Se a populaçao da Ossetia do Sul decidir algum dia unir a sua republica com a Ossetia do Norte, onde vivem muitos parentes de sangue (ou como se diz) deles, sera um passo logico.
Quanto a Abkhazia - quem lhe disse que Abkhazia quer ficar parte da Russia e a Russia quer o mesmo?

2. "Em Direito Internacional, estes passos têm uma definião: anexação."
- Sequindo a sua logica os EUA querem anexao de Cosovo? Duvido. Querem obter um aliado leal e umas bases militares, eu acho.

3. Porque nao diz que hoje a Venezuela reconheceu a independencia da Abkhazia?

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo russo, o acordo foi assinado hoje, dia 15 de Setembro. Você não acompanha as notícias no seu país?
Quanto à comparação com o Kosovo, apenas lhe digo que, se for ao arquivo deste blog, verá que eu condenei e critiquei duramente o reconhecimento da independência do Kosovo, mas não se responde com erros a erros.
Quanto à Venezuela, trata-se apenas de falta de tempo, embora isso não traga mais razão à Rússia.

Nuno disse...

O Presidente da Geórgia não deu outra escapatória possível às autoridades dessas regiões, qd aprisionava os navios de fornecimento com destino à Abkhazia.

Oblonsky disse...

critiquei duramente o reconhecimento da independência do Kosovo, mas não se responde com erros a erros.


Sr. Milhazes, quando está em jogo interesses "geopolítico-militares", tudo que se espera do inimigo é um "erro". Lembro-me perfeitamente que, durante a guerra do Kosovo, a Rússia disse à comunidade internacional que o ocidente (americanos e seus acólitos) estavam abrindo um precedente perigoso, ou seja, estavam dando a Rússia o direito de cometer um "erro".

Ossétia do Sul e Abkhazia tem seus governantes estabelecidos e uma população feliz com a independência. Se um dia vierem a se anexar à Rússia, estou certo, será por via de plebiscitos. A anexação, no tom que foi escrito, eu a entendo como feita pela força e contra a vontade da população.


Desculpe, mas não compreendi quando o senhor disse Quanto à Venezuela, trata-se apenas de falta de tempo...

É possível explicar?

obrigado.

anonimo russo disse...

Jose Milhazes disse...
Leitor anónimo russo, o acordo foi assinado hoje, dia 15 de Setembro. Você não acompanha as notícias no seu país?

Nao sei, na internet nao vi, por enquanto, a televisao hoje nao tive tempo de ver. E que um documento semelhante ja foi assinado ha um tempo. Talvez se trate de mais um? Eu pessoalmente, nao ouvi do de hoje.

Luluputina disse...

Só a mim é que o Putin não anexa...


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A sério: nada disto é novo, foi apenas formalizar o que há muito se disse que se ia fazer.

anonimo russo disse...

Luluputina disse...
Só a mim é que o Putin não anexa...


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A sério: nada disto é novo, foi apenas formalizar o que há muito se disse que se ia fazer.

Seria interessante saber o que "há muito se disse que se ia fazer" em relaçao a essas duas republicas e o que a senhora sabe pessoalmente da situaçao nestas ultimas:)

Mais uma "grande revelaçao" do tipo de artigo do sr Milhazes neste blog, chamado «Blog dos leitores (Dinheiro e censura: GQ abafa artigo de investigaçao sobre os atentados de 1999)”. Infelizmente, foi so hoje que vi esse artigo. Em relaçao a este artigo so quero dizer:
1. Na Russia e uma velha anedota, essa interpretaçao do que aconteceu em 1999. Nao e nenhuma surpresa para ninguem.
2. Segundo eu entendi das palavras do redator russo da GQ, as versoes nacionais da revista nao copiam materiais da ediçao americana, mas criam os seus em cada pais, por isso colocar a questao dessa maneira seria uma especulaçao. Por outras palavras, a redaçao americana nao podia pedir e nunca pediu a redaçao russa tirar o material, porque esse material so existia na versao americana. Foi, aproximadamente, o que o redator disse.
3. Na Russia (nao sei se na Europa e em outros lugares tambem) circula um filme – investigaçao dos acontecimentos de 11 de setembro nos EUA. Filme, criado, por sinal, se nao me engano, por um jornalista europeu. Pois, a ideia principal deste filme e que o que aconteceu naquele dia foi planeado, coordenado ou nao podia acontecer sem a ajuda dos serviços secretos americanos. Seria interessante saber, se este filme foi alguma vez mostrado nos EUA.

Anónimo disse...

Não adianta nada a Rússia fazer isso.

Não será JAMAIS reconhecido por qualquer país sério. Só foras-da-lei como Chávez, Daniel Ortega e outros palhaços dão apoio ao ditador da rússia nessa questão..

Nem 5 países reconhecem tal anexação.


A ONU não reconhece. Então, não adianta nada.

Mas de ações ilegais a Rússia entende...


Ítalo

Anónimo disse...

Para os ossetas e abcases o que importa é ter proteção russa.
A Geórgia não poderá fazer nada. Saakashivili perdeu!

António Campos disse...

A interpretação de que a afirmação da administração russa de considerar perigosa a independência do Kosovo seria a de dar o “direito” à Rússia de cometer o mesmo “erro” é completamente absurda. A questão prende-se obviamente com facto de que o precedente criado é um pretexto para encorajar ímpetos separatistas, tanto na Europa ocidental como na Rússia, onde intenções separatistas não faltam.

Vamos ver se ao “cometer o mesmo erro” não sai à Rússia o tiro pela culatra.

Já agora, para os que não perceberam qual o tema do artigo sobre a GQ (que, a avaliar pelos comentários, foram muitos mais do que seria de desejar), é conveniente entender que o artigo não tinha nada que ver com teorias de conspiração. O artigo era sobre liberdade de imprensa e formas indirectas de censura.

Quanto a tal, a decisão foi efectivamente tomada pela administração da Condé Nast, que exigiu, além de que o artigo não aparecesse na versão online da revista, que nenhum exemplar da edição americana fosse enviado para a Rússia nem que fosse mostrado a jornalistas russos ou a diplomatas ou outros funcionários da administração russa.

O jornalista Scott Anderson, autor do artigo, foi também interpelado pela Condé Nast, que lhe pediu que, quando ficasse na posse integral dos direitos de autor, não o sindicasse em mais nenhuma publicação em qualquer parte do mundo. Pedido esse que o jornalista recusou honrar.

Quanto aos filmes relativos às teorias da conspiração sobre o 9/11, o mais recente, chamado “Zero”, realizado por Giulietto Chiesa, pode ser visto gratuitamente na internet e teve uma cobertura extensa nos media americanos, tendo sido exibido (pasme-se!) no canal 1 russo há cerca de 1 ano.

António Campos

anonimo russo disse...

Anónimo disse...
Não adianta nada a Rússia fazer isso.

Não será JAMAIS reconhecido por qualquer país sério. Só foras-da-lei como Chávez, Daniel Ortega e outros palhaços dão apoio ao ditador da rússia nessa questão..

Nem 5 países reconhecem tal anexação.


A ONU não reconhece. Então, não adianta nada.

Mas de ações ilegais a Rússia entende...


Ítalo"


Aconselho-te a ir para Abkhazia ou Ossetia do Sul e gritar o que acabaste de escrever em russo no meio da rua. (Na Abkhazia as pessoas passaram por uma guerra cruael com a Georgia no inicio dos anos 90, da Ossetia nem e preciso falar). Corajoso.

António Campos disse...

Já agora, só a título de exemplo, a exibição do filme de Andrei Nekrasov "Rebellion - The Litvinenko Case" está proibida na Rússia, assim como o seu livro "Eta Revolutsya", recentemente editado na Ucrânia.

Dá a ideia de quem quem os priobiu afinal está com medo de "anedotas velhas".

Não há notícias de qualquer iniciativa no sentido de proibir a exibição de "Zero" ou dos conhecidos "Loose Change" nos Estados Unidos.

António Campos

anonimo russo disse...

António Campos disse...
A interpretação de que a afirmação da administração russa de considerar perigosa a independência do Kosovo seria a de dar o “direito” à Rússia de cometer o mesmo “erro” é completamente absurda. A questão prende-se obviamente com facto de que o precedente criado é um pretexto para encorajar ímpetos separatistas, tanto na Europa ocidental como na Rússia, onde intenções separatistas não faltam."


1. Alguem do governo russo, se nao me engano, na altura da proclamaçao da independencia de Cosovo, disse abertamente que, nesse caso, surgiria a necessidade de analisar os preoblemas da Abkhazia e Ossetia do Sul.
2. Quanto as "intençoes separatistas" na Russia, na minha opiniao, nao existem atualmente nalgumas proporçoes mais ou menos serias.

Em relaçao a GQ, nao quero procurar de novo o artigo que li, mas se dizia que foi um boato que se espalhou rapidamente pelos meios de comunicaçao, baseado nalgum papel, escrito por um advogado, papel, que ninguem nunca viu etc. Claro que por detras de tudo isto fica, como sempre, Putin, grande, terrivel, onipotente, onisciente e onipresente, tanto, que os jornalistas norte-americanos nem no seu pais se sentem tranquilos.

"Quanto aos filmes relativos às teorias da conspiração sobre o 9/11, o mais recente, chamado “Zero”, realizado por Giulietto Chiesa, pode ser visto gratuitamente na internet e teve uma cobertura extensa nos media americanos, tendo sido exibido (pasme-se!) no canal 1 russo há cerca de 1 ano."

Eu nao entendi. "cobertura" significa o que? Entao, o filme foi mostrado nalgum dos canais, ou so houve uma "cobertura"?

anonimo russo disse...

António Campos disse...
Já agora, só a título de exemplo, a exibição do filme de Andrei Nekrasov "Rebellion - The Litvinenko Case" está proibida na Rússia, assim como o seu livro "Eta Revolutsya", recentemente editado na Ucrânia.


Os factos, por favor. Quem proibiu etc. Devo lhe dizer, que proibir a ediçao de um livro na Russia nao e nada facil, se o livro nao contem propaganda da discriminaçao racial, nao chama aos atos de violencia etc. E, claro, ninguem e capaz de proibir a exebiçao de algum filme na internet. So que aqui, na Russia, poucos acreditam nessa palhaçada com polonio (que isso foi feito pelas maos dos serviços secretos russos). E um conto de fadas para pessoas como voce. Porque eu, pessoalmente, acho que os serviços secretos podem agir com muito menos barulho, se fosse preciso (como, pelos vistos, foi feito com o rival do Saakasvili - Patarkatsishvili, tambem em londres, por sinal).

anonimo russo disse...

António Campos, o sr. compreende que todas essas acusaçoes sao instrumento da politica, frequentemente aplicado contra a Russia? E que aqui ja começam a meter nojo, como voces dizem. O interessante e outro - sera que a Europa (a exepçao de alguns paises) precisa mesmo de afastar constantemente a Russia e de fazer dela o seu inimigo? Com tanta obstinaçao e tanto zelo? Criar constantemente a ideia que a Russia quer se expandir etc? Porque, se continuarem assim, daqui a algum tempo vao ter uma Russia realmente hostil.

António Campos disse...

Para além de ter sido considerado o "documentário mais visto de todos os tempos na internet", o filme foi (e continua a ser) exibido em centenas de salas de cinema americanas, tendo o seu principal autor, Dylan Avery, dado dezenas de entrevistas em meios de comunicação conhecidos: Associated Press, CNN, BBC, Democracy Now e horror dos horrores, até na FOX, o Álamo dos apoiantes de Bush júnior.

O filme deu também origem a uma série de análises críticas em meios tão conhecidos como National Geographic Channel e a revista Popular Mechanics.

Ou seja, cobertura e debate não lhe faltou.

Ah, e os seus autores continuam vivos, coisa do qual não se pode gabar o principal autor de "Rebentar com a Rússia", Alexander Litvinenko, cujo livro foi também (para variar) proibido na Rússia, ao velho estilo soviético.

António Campos

anonimo russo disse...

António Campos disse...
Para além de ter sido considerado o "documentário mais visto de todos os tempos na internet", o filme foi (e continua a ser) exibido em centenas de salas de cinema americanas, tendo o seu principal autor, Dylan Avery, dado dezenas de entrevistas em meios de comunicação conhecidos: Associated Press, CNN, BBC, Democracy Now e horror dos horrores, até na FOX, o Álamo dos apoiantes de Bush júnior.

O filme deu também origem a uma série de análises críticas em meios tão conhecidos como National Geographic Channel e a revista Popular Mechanics."

Eu estava a perguntar sobre o filme daquele jornalista italiano, nao sei quem e o Dylan Avery, nem o que e o filme dele.


"Ah, e os seus autores continuam vivos, coisa do qual não se pode gabar o principal autor de "Rebentar com a Rússia", Alexander Litvinenko, cujo livro foi também (para variar) proibido na Rússia, ao velho estilo soviético."

Repito, na internet russa nao e possivel proibir nada, ate uma literatura extremista pode ser divulgada (mas nesse caso, segundo as leis, isso ja e considerado um crime, com as consequencias devidas para o autor). Tambem dificilmente acredito que seja possivel "proibir" um livro. Porque eu conheço uma pessoa que de vez em quando publica os seus livros numa tipografia privada aqui (nao e sobre a politica). Mas ninguem controla o processo. Penso, que, se o conteudo corresponde as leis, ninguem vai proibir.

anonimo russo disse...

P.S.
Aquele desgraçado Litvinenko trabalhava para Berezovskii, um dos oligarcas mais sangrentos da Russia dos anos 90 e daqueles quem gostava muitodas conspiraçoes e misterios, fugindo do inquerito, Berezovski partiu para Londres. Litvinenko, pelos vistos, foi com ele. O mais interessante e que ao mesmo tempo com o envenenamento do Litvinenco, Gaidar, antigo primeiro-ministro e um dos democratas dos anos 90, que tambem estava na Inglaterra na altura, tambem se sentiu mal e os sintomas apontavam para envenenamento. Pois, sem esperar os resultados dos exames medicos, ele fugiu do hospital ingles... para Moscovo. Ha quem diga que so por causa disso agora esta vivo e esta tudo bem com ele.

António Campos disse...

No seu livro “Animal Farm”, George Orwell dá a entender de forma genial que os regimes totalitários precisam de inventar inimigos externos para assegurarem a sua sobrevivência. Infelizmente, essa patranha do mundo contra a Rússia, inventada pelos bolcheviques e reciclada pelos putinistas continua a ter uma significativa corte seguidora de idiotas úteis. Aqui há uns tempos, um russo disse-me que não vale a pena lutar, porque os russos têm o governo que merecem. Se forem todos como o senhor, só me resta acreditar que o meu amigo estava coberto de razão.

Numa coisa o senhor está correcto: as minhas intervenções e as de outros na mesma linha têm efectivamente motivações políticas. Nós somos pessoas, muitas com ligações directas ou indirectas à Rússia, que vêem os resultados de uma política desastrosa (que agora até o próprio presidente admite) sobre um povo vítima de regimes cleptocráticos e corruptos uns atrás dos outros e não podem ficar parados sem dizer nada.

Serão Aleksei Venediktov, Lilia Shevtsova, Anna Politkovskaya, Sergei Sokolov, Dmitry Muratov, Leonid Parfyonov, Mikhail Trepashkin, Andrei Nekrasov, Natalia Estemirova, Stanislav Markelov, Natalia Morar, Grigory Yavlinsky, Yulia Latynina, Boris Nemtsov, Vladimir Milov, Roman Dobrokhotov, Ilya Yashin, Alexander Golts, Masha Lipman, Aleksander Skobov, Alexander Ryklin, Leonid Radzikhovsky e milhares de outros, todos “inimigos da Rússia” a soldo das potências ocidentais empenhados em destruir o seu próprio país? Credo, nunca pensei que o atraso mental atingisse tais níveis.

Convém que o senhor e os outros da mesma laia entendam de uma vez por todas que os verdadeiros inimigos da Rússia são os que engolem alegremente a pestilência que vem de cima e ainda têm a desfaçatez de elogiar quem os rouba, dando cobertura à pilhagem. Será estupidez pura e simples? Ou alguma coisa mais maliciosa? Não vejo outra explicação.

Na verdade, esses não merecem melhor do que o que já têm. O problema são os outros.

António Campos

Anónimo disse...

antônio

o povo russo, em sua história, sempre foi passivo e submisso. Sempre fazendo o que suas elites mandam e desmandam

Oblonsky disse...

Antonio campos disse:

A interpretação de que a afirmação da administração russa de considerar perigosa a independência do Kosovo seria a de dar o “direito” à Rússia de cometer o mesmo “erro” é completamente absurda. A questão prende-se obviamente com facto de que o precedente criado é um pretexto para encorajar ímpetos separatistas, tanto na Europa ocidental como na Rússia, onde intenções separatistas não faltam.

O fato, sr. Antonio, é que nas conjunturas atuais, as intenções separatistas não se concretizarão sem o apoio de grande(s) potência(s) por trás; como aliás tem ocorrido.

António Campos disse...

Acredito que sim...mas isso não impede que esses ímpetos sejam fontes de tensão e potenciais geradores de conflitos regionas que podem muito bem alastrar.

António Campos

Luluputina disse...

Anónimo russo:
acalme-se, tome um xanax e deixe de disparar em todas as direcções. O que escrevi é verdade. Este post refere a assinatura de acordos que há muito estavam aser elaborados. Não sou contra a Russia, homem. É uma constatação. Como posso estar contra a Rússia? Só se correrem com Putin, porque eu queria mesmo é que ele me anexasse...se é que me faço entender...Fico pelo desejo. Ai! Ai!

Stranger disse...

Já sabemos ponto da vista do JM, eu pessoalmente não estou de acordo, más tambem asho que não vale a pena discutir o assunto. Caravana passa na mesma... Politica já esta feita e vai continuar assim. E para já será que amigo russo do JM tambem esta de mesma opinhão??? Duvido muito, purque no sentido destes regioes existe um consensus sólido entre povo e o governo Russo.

Pippo disse...

Não sei se se caminha inexoravelmente para anexação, mas penso que tal nem é necessário.
A Abkházia e a Ossétia do Sul serão Estados-Clientes de Moscovo, seguirão a sua política externa, terão tropas russa estacionadas no seu território e em compensação receberão defesa e dinheiro. Não é um mau acordo, sobretudo tendo em atenção a alternativa: serem submissos a um Estado georgiano fraco, governado por um democrata ditador, e a agir sob a batuta de Washington.

Se formos a ver bem, Osétia e Abkházia são versões caucasianas de Porto Rico, que é um "Estado Associado" aos EUA.

Se em lugar de manter uma atitude hostil, Tbilissi cooperasse com Sukhumi e Moscovo, neste momento a Abkházia teria uma economia mais florescente, o que sem dúvidas traria dividendos a toda a região, da Kabardino à Mingrélia. Mas enfim, as opção parecem ser outras...

Anónimo disse...

o PIB da Abkházia, da Ossétia do Sul e da Geórgia juntas não dão o PIB do Porto

Pippo disse...

"o PIB da Abkházia, da Ossétia do Sul e da Geórgia juntas não dão o PIB do Porto"

A região precisa de crescimento, e isso só pode ser obtido com estabilidade e investimento.
Por essa razão, fazer boarding a navios que se dirigem a Sukhumi é contra-producente, não beneficiando, nem a economia abkhaze, nem a georgiana, gerando ao invés tensões escusadas.

Tbilissi tem de compreender que, ao nível das fronteiras, a cessessão das suas duas províncias é um facto consumado. O actual e os futuros governos terão de viver com essa realidade e por o passado atrás das costas.

Oh Well, Okay. disse...

Não percebo uma coisa, gostava que alguém me explicasse:

Porque é que se fala em "anexação" se aquilo que a Rússia faz é prestar apoio militar a regiões que se proclamaram independentes da Geórgia?
As regiões da Ossétia e da Abkházia vão ser anexadas e passar a fazer parte do território russo, ou simplesmente vão/são independentes da Geórgia?

Ou eu sou muito burrinha, ou então não sei...

Roman disse...

Eu tinha pensado que o Sr. António Campos era apenas enganado (o tal idiota útil), mas agora cheguei à conclusão que é O que engana a outros. O Sr. está a fazer um “bom” trabalho aqui, neste blogue, e, pelos vistos, bem pago (não afirmo, mas suponho). É simplesmente o inimigo da Rússia e do povo russo, com toda aquela companhia que referiu. Você não percebe nada da alma russa, da sua mentalidade e cultura. Ou, talvez perceba, mas odeia. Basta de lutar – deixe-nos em paz! Não quero começar a disputar consigo, nem dou sequer uma palavra. Com pessoas como o Sr. isto é inútil.