quarta-feira, setembro 02, 2009

Presidente da Abkházia ameaça afundar navios georgianos que violem fronteira marítima

Serguei Bagapch, Presidente da Abkházia, região separatista georgiana, ordenou à Armada “destruir os navios georgianos que violem a fronteira marítima da Abkházia”, informou a rádio Eco de Moscovo.
Bagapch atribuiu essa decisão aos “contínuos actos de pirataria por parte da Geórgia” e sublinhou que “as forças navais da Rússia não participarão na solução deste problema”.
O dirigente ablkhaze comparou os “piratas georgianos” aos “piratas somalis” e sublinhou que as suas acções merecem uma “resposta adequada”.
Este ano, a guarda-costeira deteve 23 navios por “violação do regulamento de entrada nas águas territoriais de territórios ocupados”, termo que a Geórgia aplica à Abkházia e à Ossétia do Sul depois de Moscovo ter reconhecido a sua independência em Agosto de 2008.
Temuri Iakobachvili, ministro para a Reintegração da Geórgia, considerou, em declarações à agência Ria-Novosti, que a Abkházia “carece de recursos técnicos para a destruição de navios” e considerou de “bluff pré-eleitoral” as declarações de Bagapch.
Os dirigentes da Abkházia e da Ossétia do Sul fazem lembrar aqueles putos reguilas que começam a insultar e ameaçar os outros quando sentem as costas quentes, neste caso pela Rússia. Esperemos que exista bom senso em Moscovo para não se deixar cair nestas provocações organizadas por dirigentes como Bagapch. A Rússia já tem problemas que cheguem para resolver.

21 comentários:

MSantos disse...

"Esperemos que exista bom senso em Moscovo para não se deixar cair nestas provocações organizadas por dirigentes como Bagapch. A Rússia já tem problemas que cheguem para resolver."

Lembro-me de ter lido algures que a Rússia vai destacar unidades navais, nomeadamente corvetas, como tal via existir um novo ponto de tensão não só com a Georgia mas também com a Ucrânia pois os navios provavelmente serão provenientes da base de Sebastopol.

Em termos militares a Georgia não tem qualquer hipótese de manter o bloqueio naval à república sessesionista.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

Sr. Santos tem toda a razão. Infelizmente para que o Bagapch falasse desta maneira é porque e infelizmente alguns generais russos devem querer pôr em acção a armada parada e enferrugada. Se a economia de não guerra ( a venda do gás e petróleo) não está resultar então é preciso fazer a de guerra no pensamento destes generais.

Anónimo disse...

"Prof. e Dr" Milhazes faz cut and paste dos artigos dos jornais russos e apresenta os mesmos em português sem referir a fonte.

Ibrahim do subúrbio disse...

alguns generais russos devem querer pôr em acção a armada parada e enferrugada

Para afundar as canoas georgianas está de bom tamanho. Com sorte afoga-se também os instrutores estadunidenses, que andam por lá a treinar as tropas georgianas para missões no afeganistão... sei....uhum

Oblonsky disse...

A Rússia já tinha dito que defenderia as águas territorias da Abkházia:


MOSCOW, August 28 (RIA Novosti) - The Russian Federal Security Service's coast guards will work with Abkhazia's border service to protect ships passing through Abkhazia's territorial waters from Georgian forces, the FSB border service said Friday.

Lt. Gen. Yevgeny Inchin, deputy head of the border service, told RIA Novosti that measures to ensure protection from Georgia must also be carried out as part of preparations for the 2014 Olympic Games to be held in the Russian resort of Sochi, near Abkhazia.

Georgia says Abkhazia is part of its territory and considers the delivery of cargo to the republic by sea without Tbilisi's permission to be illegal. Georgia's coast guards have detained 23 ships in Abkhazia's waters since early 2009.

"At sea they behave very aggressively. Entry of ships under flags of third countries into Abkhazia's territorial waters serves as grounds for the Georgian side to indulge in various actions against them," Inchin said.

Asked whether Russia's coast guards will stop Georgia from detaining ships going to and from Abkhazia, Inchin said his service has special boats to fulfill this task. "Believe me, they will do this effectively and productively, as the 'Sochi factor' with the upcoming Olympic Games is now a decisive one," he said.



A georgia não admiti a perda dessas regiões e está sendo rearmada e treinada pela NATO(entenda-se EUA e Israel além de contar com o apoio da Ucrânia). Acredito que teremos em breve um novo confronto. Mas dessa vez acho que os russos não vão parar em Gori...

Volodia disse...

Os erros de português do Ze são lamentáveis.

Conheço estes erros de traduções. Hahaha

Ze, tens que trocar de óculos logo!

PortugueseMan disse...

...Esperemos que exista bom senso em Moscovo para não se deixar cair nestas provocações organizadas por dirigentes como Bagapch. A Rússia já tem problemas que cheguem para resolver.

Meu caro,

E entretanto como se deve proceder em relação aos barcos detidos pela Geórgia?

Oliver Ustinov disse...

Acho que o Presidente da Abkhazia tem toda a razão.
A Geórgia é um fantoche da comunidade internacional e devia ser considerado um estado pária.
O palhaço do presidente da Geórgia devia ser capturado e presente ao TPI.

Darth disse...

Frota do Mar Negro está mesmo precisando treinar alvo um pouco, os barcos georginaos são ótimos alvos!

Anónimo disse...

"Os dirigentes da Abkházia e da Ossétia do Sul fazem lembrar aqueles putos reguilas que começam a insultar e ameaçar os outros quando sentem as costas quentes, neste caso pela Rússia"

Também se pode escrever da seguinte forma:

"Os dirigentes da Georgia fazem lembrar aqueles putos reguilas que começam a insultar e ameaçar os outros quando sentem as costas quentes, neste caso pelos Estados Unidos"

Pippo disse...

Creio que as acções das autoridades georgianas são tiros que sair-lhes-ão pela culatra.

É muito fácil à Rússia equipar uma guarda-costeira abkhaze e tratar de defender as suas águas. Estas declarações servirão de mote a esse fornecimento e instrução, e até lá as embarcações poderão ser tripuladas por "conselheiros militares" russos.

É melhor que a guarda-costeira georgiana "acoste", caso contrário arrisca-se a ser afundada.

JM, não lhe compreendo o último comentário. Face aos incidentes (23 navios desviados da sua rota), o que é que acha que o dirigente da Abkházia deveria fazer? Pedir "por favor"? Talvez ceder soberania à Geórgia? O que é que o JM faria se estivesse no seu lugar?

Ab,

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, a Abkházia não existe de juri como Estado independente, é parte da Geórgia. Os navios que vão para a Abkházia transportam contrabando para separatistas. Do ponto de vista legal, as coisas são assim.

Jose Milhazes disse...

Sr. Volodia e outros leitores anónimos, desafio-os a fazer melhor as traduções e a apresentar erros concretos. Sr. Volodia, olha para o seu português. Se calhar, tem de estudar mais do que eu já estudei russo.
E este será o último comentário que farei a propósito.

PortugueseMan disse...

Caro Pippo, a Abkházia não existe de juri como Estado independente, é parte da Geórgia. Os navios que vão para a Abkházia transportam contrabando para separatistas. Do ponto de vista legal, as coisas são assim.

Meu caro,

Você não pode ir por aí. Houve guerra, e a Geórgia perdeu parte do território. Do ponto de vista "legal", temos outros territórios onde recentemente aconteceu algo semelhante.

Uma dos potências com poder de veto na ONU e com poderio militar para impôr a sua vontade, decidiu que agora existem 2 novo países.

Onde é que resolvem estes casos sob o ponto de vista legal?

A Geórgia perdeu e o que está a fazer é provocação. Resta saber os motivos da Rússia para não ter feito ainda nada, desconfio que não querem publicidade para já. Possivelmente "emprestam" uma embarcação ou duas para patrulhar, o que consideram ser a sua zona, os navios da Geórgia que decidem entrar nesta zona, vão ter que ser atacados, seja lá com o que fôr.

A partir daqui, temos uma resposta óbvia por parte dos russos, afundar as embarcações e deixar correr tinta nos jornais.

Anónimo disse...

A Georgia como nação não existe. É apenas um posto avançado dos Estados Unidos.

Paulo Silva disse...

Para Rússia Abkhasia e um estado independente e isto que e mais importante. Grandes paises fazem historia, quando os outros fazem marionetas e por isso Georgia não tem hipotes recuperar este territorio. Bagapsh tem toda a razão e tem todo o apoio dos povos da Abkhasia e da Rússia. Para falar desta maneira sobre o assunto parece-me que professor-doutor Barbudo esta a espera da transferencia bancaria do estado Georgiano...

Pippo disse...

Amigo JM,

O reconhecimento da independência "de jure" da Abkházia é contestável. A Rússia reconhece-a.
Do ponto de vista regional, como sabe, esse reconhecimento vale por mil.

Do ponto de vista georgiano, essa independência é ilegal e portanto haverá legitimidade para apreender os navios. Mas uma interessante questão jurídica seria levantada se, por exemplo, os navios tivessem pavilhão russo.
Dado que a Rússia reconhece a independência da Abkházia, sob a óptica destes dois países o trânsito de um navio russo para um porto abkhaze é considerado legal. E se for este caso, o apresamento de um navio mercante com pavilhão russo poderá ser considerado um “casus belli”, não concorda?

Mas esta questão jurídica leva-nos para outras longitudes.
Por exemplo, deveremos tratar da entrada de pessoas e bens no Kosovo como "tráfico", "imigração ilegal" e afins?
Dado a independência "de jure" do Kosovo não ser um dado adquirido, qual será a possibilidade legal (já nem digo material) de termos guardas fronteiriços sérvios no Kosovo? Ou de ter a sua Força Aérea a controlar o espaço aéreo da província?
Não estou por dentro dessa questão e posso incorrer no "crime" de especulação, não me parece que Belgrado possa mexer um dedo relativamente à sua província separatista por imposição da NATO/UE, as quais reconhecem a independência daquela província... se calhar, ilegalmente.

Assim, dados os conhecidos precedentes no DI, o que interessa na ordem internacional já não é o "de jure" mas sim o "de facto", e "de facto" a Abkházia é independente ou, pelo menos, não faz parte da Geórgia, do mesmo modo que o Kosovo não faz parte da Sérvia.
Como tal, na óptica abkhaze, há que proteger as importações e o tráfego de bens de agressões externas, neste caso, georgianas. E a comunidade internacional, representada pela Rússia, diligentemente ajudará a Abkházia a defender os seus interesses e a sua independência, do mesmo modo que a NATO tratou de garantir a independência do Kosovo.

Mas a minha pergunta mantém-se: se classifica o presidente da Abkházia como um “puto reguila que insulta e ameaça”, o que é que faria se estivesse na posição que ele ocupa?
Deixaria que os georgianos lhe estrangulassem livremente a economia só porque a Abkházia não é "reconhecida internacionalmente" pela Geórgia & Cia?
Devolveria o seu país ao inimigo, abdicando da independência?
Diria “vamos conversar”? E conversaria o quê, concretamente?
Em suma, faria o quê?

Ab,

Pippo disse...

Kamaradas amigos blogueiros,

Até eu, que não sou ninguém neste blog, uma vez por outra me "passo da marmita" com alguns dos intervenientes devido à baixa qualidade da sua argumentação. Calculo o que sentirá o JM com os constantes e injustificados ataques à sua pessoa.

Não querendo fazer a apologia do JM, que é grandinho e sabe defender-se sozinho, peço-vos que não ataquem gratuitamente o autor do blog.
Muita sorte têm vocês em que este blog exista e deveriam agradecer ao JM ese facto.

Se querem contestar aquilo que ele escreve, usem argumentos de jeito, argumentos racionais e minimamente fundamentados. Penso ser esse o espírito que está aqui presente.
Muitos aqui não o fazem, perdendo este espaço a qualidade que merece.

Ab,

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, obrigado pelo seu comentário, mas acho que não nos devemos preocupar com quem cá vem para insultar. Há pessoas que querem conversar, partilhar ideias. Isso é o mais importante, o resto é lixo.

PortugueseMan disse...

Caro JM,

Só a nível de curiosidade, pois penso que existe aqui um factor que relaciona com a Rússia:

Senado aprova empréstimo francês para submarino de propulsão nuclear e novos helicópteros

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (2/9), em votação simbólica, dois projetos de resolução que autorizam a União a obter empréstimos externo no valor total de € 6,088 bilhões (R$ 17,0 bilhões), dos quais € 4,324 bilhões (cerca de R$ 12,1 bilhões) para a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro, acompanhado de quatro submarinos convencionais, e € 1,847 bilhão (cerca de R$ 5,1 bilhões) para a construção de 50 helicópteros de transporte EC-725, da Eurocopter.

A construção dos equipamentos será feita no Brasil, com transferência de tecnologia, conforme acordo de parceria estratégica assinado em dezembro de 2008 pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy...



https://www.defesa.gov.br/mostra_materia.php?ID_MATERIA=33385

Parece que o Brasil está a tomar decisões importantes no que respeita a defesa, pois estão a largar os cordões à bolsa.

Para isto contribui o facto do Brasil cada ver possuir mais riquezas naturais (petróleo) e o factor ameaça externa.

Temos Chavez a comprar muito armamento e temos os EUA a querer abrir bases na Colômbia e o facto de ter reactivado a 4ª frota para a América do Sul.

Estamos a assistir a um rearmamento importante na América do Sul (como vem a acontecer no resto do mundo).

Temos equipamento francês para ajudar na construção dum submarino nuclear e temos os russos que venderam recentemente helicópteros de ataque.

Deve estar para breve a decisão de compra dos caças e caso sejam os russos os escolhidos, vamos ter uma grande reviravolta na zona.

PortugueseMan disse...

Há pessoas que querem conversar, partilhar ideias. Isso é o mais importante, o resto é lixo...

Caro JM,

é isso mesmo.

Cumprimentos.