quinta-feira, outubro 29, 2009

Empresários russos devem conhecer melhor Portugal

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, considera que Portugal pode transformar-se num bom mercado para os investimentos russos se a imagem do país for mais difundida.

O Presidente da AICEP, que esteve na capital russa para participar numa Conferência Internacional sobre Energias Renováveis, reconheceu que a crise económica mundial provocou uma queda significativa das exportações portuguesas para a Rússia, mas defendeu que é possível “inverter a situação”.

“A Rússia é uma grande economia, um dos gigantes adormecidos que está a despertar. Contactámos com empresas russas, mas trata-se de um trabalho pertinaz, insistente, pois a economia portuguesa é pouco conhecida na Rússia”, declarou Basílio Horta à agência Lusa.

“Quando disse que a EDP é a quarta maior empresa do mundo no campo da energia eólica, as pessoas ficaram espantadas, olhavam com um ar incrédulo”, sublinhou.

“Olharam com descofiança quando afirmei que, até final de 2010, vamos ter 45 por cento da electricidade produzida por energias renováveis e que, hoje, esse número é de 43 por cento”, acrescentou.

O presidente da AICEP revelou ter convidado os gerentes de duas grandes empresas russas para visitarem Portugal com vista a investirem na sua economia.

Trata-se de duas grandes empresas ligadas ao sector da energia eléctrica que poderão fazer parcerias com empresas portuguesas na construção de barragens, tanto em Portugal como noutros países.

“É importante levar os empresários russos a Portugal, para que falem com as nossas autoridades e vejam o ambiente confortável de investimento”, concluiu o presidente da AICEP.

5 comentários:

Jest nas Wielu disse...

O governo russo planeia despedir 50,000 trabalhadores da fábrica de automóveis de Toliatti (Lada), as pessoas dificilmente vão encontrar algum outro emprego na cidade.

Prevendo as perturbações sociais, o Ministério do interior manda os reforços policiais para a cidade, os trabalhadores não excluem a possibilidade de iniciar as “greves de ocupação” ou usarem as armas de fogo contra a polícia de choque:
http://versia.ru/articles/2009/
oct/26/razborki_na_zavode_avtovaz

Nuno Bento disse...

Caro José Milhazes,

quando os media iam esquecendo o caso, este blog fornecia informações sobre a evolução da vida da Alexandra na Rússia.

Agora que a imprensa dá conta da vontade das autoridades tirarem a criança à mãe, não existe nenhuma referência ao caso no seu blog.

Haverá alguma razão especial para tal? Será que está para sair algum elemento novo, ou é apenas para dar tempo ao tempo e ver em que pé é que ficam as coisas?

Cumprimentos, NB.

Francisco Tavares disse...

Parece-me que empresários russos investirem em Portugal não é uma coisa fácil de acontecer. Porque é longe, as diferenças linguísticas são grandes, e as proximidades culturais são distantes, além de um clima diferente, é claro. Se Basílio Horta conseguir inverter a situação é caso para lhe erigirem uma estátua.

Jose Milhazes disse...

Caro Nuno Bento, os leitores podem encontrar os meus artigos e reportagens na Lusa, SIC, Correio da Manhã, etc., etc.
Se eu tiver algo de novo, escreverei

Anónimo disse...

O Basilinho queria era que os russos comprassem a Qimonda. Azar dele. Se os alemães não a querem, para que a queriam os russos?