quinta-feira, outubro 29, 2009

Partidos comunistas com destinos diferentes no Leste da Europa

A queda do Muro de Berlim significou também o fim do domínio dos partidos comunistas em numerosos países do Leste da Europa e nas repúblicas da antiga União Soviética. Alguns foram proibidos, outros mudaram de cor política, mas alguns conseguiram sobreviver.

Nas três antigas repúblicas bálticas da União Soviética, a ideologia comunista foi equiparada ao nazismo e oficialmente proibida, o que ilegalizou os partidos seguidores do marxismo-leninismo.

Em países como a Alemanha ou a Polónia, os partidos comunistas mudaram de nome e de ideologia, aproximando-se da social-democracia europeia.

Nas ex-repúblicas da Ásia Central soviética - Tadjiquistão, Uzbequistão, Cazaquistão e Turquemenistão -, os partidos comunistas transformaram-se em “partidos populares”, mas os seus dirigentes continuam a monopolizar o poder através deles. Os actuais presidentes do Tadjiquistão, do Cazaquistão e do Uzbequistão dirigiam os respectivos partidos comunistas na era soviética.

Na Quirguízia, outra antiga república da Ásia Central, o partido comunista resistiu às transformações, mas tem um poder de influência muito reduzido.

O mesmo não se pode dizer dos partidos comunistas da Rússia, da Moldávia e da Ucrânia.

O Partido Comunista da Federação da Rússia é a segunda força política do país. Na teoria, não renunciou ao marxismo-leninismo. Pelo contrário, os seus dirigentes não escondem a sua admiração pelo ditador soviético José Estaline, acrescentando a isso um discurso fortemente nacionalista.

Na prática, faz apenas a oposição ao poder que o Kremlin permite, encaixando-se na chamada “democracia soberana”, criada pelo primeiro-ministro Vladimir Putin.

Na Moldávia, o Partido dos Comunistas acabou de perder o poder para uma coligação de forças políticas que não esconde a sua intenção de se aproximar da União Europeia.

No poder durante oito anos, essa força política não conseguiu retirar o país do último lugar da Europa quanto ao desenvolvimento económico e social, nem resolver o problema do separatismo na região pró-russa da Transdniestria, não obstante a aproximação a Moscovo.

O Partido Comunista da Ucrânia mantém um grupo na Rada Suprema (Parlamento), mas o seu poder de influência tem também conhecido uma redução nos últimos anos.


4 comentários:

Jest nas Wielu disse...

Partido Comunista da Ucrânia perde votos de eleições para eleições, pois não se consegue adaptar-se à realidade do século XXI, anda combater os “falcões do NATO” e a defender a “ortodoxia canónica” e outras coisas do género, que na Europa só defende extrema – direita. Mas como eles ainda não saltaram o murro de Berlim, não há nada a fazer…

Ítalo Tavares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ítalo Tavares disse...
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vladimir disse...

Italo, larga a mão de repetir como papagaio amestrado propaganda anti-comunista bancada pelos ianques através dos seus grupos econômicos exploradores da classe trabalhadora do mundo inteiro. 100 milhões de mortos, uma grande mentira. Você deveria falar dos milhões de mortos a cada ano, de responsabilidade do capitalismo que deixa povos inteiros passar fome.
E, veja, cada vez mais os partidos de esquerda vencem as eleições na maior parte dos países. O Brasil mesmo é um exemplo disso.