domingo, abril 11, 2010

Blog dos leitores (Putin e Katyn)

Texto e tradução enviados pelo leitor António Campos: 

"Se há virtude que todos unanimemente reconhecem em Vladimir Putin, será a sua extrema habilidade política. E tal ficou mais do que provado no seu recente discurso em Katyn, que obteve a proeza de receber elogios generalizados e incondicionais de um lago espectro da classe política internacional, bem como de muitos comentadores que seguem a realidade daquela parte do mundo. No entanto, uma análise mais profunda das suas palavras na cerimónia revela não mais do que uma simples manobra de charme, com poucos ou nenhuns resultados conducentes à resolução desta disputa histórica. Boris Sokolov, num ensaio publicado recentemente no site Grani.ru, tem uma visão crítica sobre o verdadeiro alcance da postura do primeiro-ministro russo.

Segue abaixo a tradução do comentador. Peço antecipadamente desculpas por eventuais incorrecções da tradução do original em russo.

"Atolados em Mentiras

Vladimir Putin usou uma cerimónia fúnebre na floresta de Katyn para pressionar a Polónia a parar de discutir a história. Do seu ponto de vista, "uma via conjunta para compreender a memória nacional e as feridas históricas poderá ajudar-nos a evitar o impasse da incompreensão e do eterno ajuste de contas, bem como da divisão primitiva de povos entre justos e culpados, tal como é a intenção de alguns políticos menos escrupulosos...". Além disso, referiu que "no nosso país temos uma clara avaliação política, jurídica e moral das atrocidades do regime totalitário, que não está aberta a revisão". O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou em resposta que a verdade sobre Katyn não deve servir como pretexto para dividir os povos russo e polaco.

Estas palavras soam inteiramente correctas. Pelos padrões russos, trataram-se de declarações sensatas de um líder nacional.
À vista dos dois chefes de governo ajoelhados em memória das vítimas inocentes, os polacos ficaram aparentemente bem impressionados. Todavia, surpreendentemente, o primeiro-ministro russo falou muito sobre a sua simpatia para com as vítimas, mas quase nada sobre a responsabilidade dos carrascos. E não se coibiu também de atirar mais umas achas para a fogueira.

Por exemplo, Vladimir Vladimirovich afirmou: "Durante décadas, mentiras cínicas tentaram ocultar a verdade sobre o massacre de Katyn; mas as mesmas mentiras procuravam atribuir a responsabilidade ao povo russo." Esta formulação tem implícita a exigência polaca de que a Rússia assuma a sua responsabilidade moral pelos massacres e compense as vítimas. Em princípio, as palavras de Putin sobre as tentativas ilícitas de culpar o povo russo por Katyn poderão ser vistas no contexto da visita de Tusk e Kaczynski no dia 10 de Abril ao local onde estão previstas as cerimónias, ainda que as reivindicações polacas abranjam não o povo russo, mas sim o estado russo, que se autoproclamou sucessor directo da URSS.

Por outro lado, Putin afirmou hipocritamente que a única coisa que restringe o acesso às informações sobre a tragédia de Katyn são questões humanitárias, ou seja, o desejo de não prejudicar os familiares dos envolvidos nesse acontecimento trágico. Somos levados a imaginar cenas em que os familiares das vítimas perseguem os familiares dos carrascos com facas e pistolas, numa tentativa de ajustar contas.

De facto, estas "considerações humanitárias" destinam-se apenas a justificar as reticências do gabinete do procurador militar russo em desclassificar os documentos de acusação do caso de Katyn, onde se apontam todos os supostos responsáveis. E a preocupação aqui não é com o público polaco, mas com o russo. Todos os documentos importantes contendo, entre outras coisas, os nomes dos envolvidos no crime de Katyn, foram entregues mesmo antes da investigação oficial aos historiadores polacos, já se encontrando disponíveis nos arquivos do Instituto da Memória Nacional. Porém, se os documentos da investigação russos, incluindo a lista dos responsáveis, fossem desclassificados, tal não impediria a sua publicação na Rússia, ficando o país finalmente a saber a verdade sobre os seus heróis da polícia secreta. E tal é algo que a soberania russa não pretende que aconteça.

Acima de tudo, no seu discurso sobre Katyn, Putin não conseguiu resistir a criticar a conduta sobre os prisioneiros de guerra do lado polaco em 1920: "A minha opinião é a de que Estaline sentiu a responsabilidade pessoal pela tragédia do conflito militar polaco-soviético de 1920 e foi motivado, nesta matança, por um desejo de vingança...tenho vergonha de admitir a minha ignorância do facto de Estaline ter supervisionado directamente as operações militares durante a guerra polaco-soviética de 1920. Como sabemos, o Exército Vermelho foi derrotado. Muitos dos seus soldados foram feitos prisioneiros. De acordo com dados recentes, morreram em cativeiro devido a fome e a doença 32 mil soldados cativos dos polacos.”

Sou levado a perguntar como é que o nosso primeiro-ministro citou o número de 32 mil. Os historiadores polacos afirmam que cerca de 18 a 20 mil militares do Exército Vermelho morreram em cativeiro, o que é comprovado por documentos polacos e pelo número aproximado de sepulturas. Contudo, os nossos  historiadores patrióticos referem geralmente um número de 60 mil mortes de soldados capturados. Aquele será então provavelmente um número apenas conveniente, pois excede o número de polacos assassinados pelo NKVD na Primavera de 1940 (22 mil).

De facto, Estaline foi um dos mais importantes actores da guerra polaco-soviética de 1920. No entanto, é improvável que tenha tido alguma ideia sobre o número de mortes do Exército vermelho em cativeiro (a propósito, o seu exército não era menos propenso a mortes por febre tifóide ou outras epidemias). Como as experiências das guerras entre a Finlândia e a URSS e da Segunda Guerra Mundial comprovam, Estaline considerava os prisioneiros do Exército Vermelho cobardes e traidores, tendo-os recambiado para o GULAG após a libertação. Vingar 1920 não lhe terá pois seguramente passado pela cabeça.

Na senda de alguns historiadores russos, Putin afirmou: "A questão, claro, é saber porque é que alguns foram exilados para a Sibéria, enquanto que outros foram executadas. Não há nenhuma explicação racional para isso, nem nos documentos. A razão para estes crimes não é clara e não existem  indícios que nos permitam chegar a uma conclusão." De facto, foram enviados para a Sibéria e para a Ásia Central familiares dos executados em Katyn, bem como polacos que não eram oficiais nem vistos como "exploradores", mas que eram considerados desleais. Entre os oficiais houve excepções, tais como o general Anders, informadores do NKVD e, nas palavras de Beria, indivíduos com "pensamento politicamente correcto", tais como Sigmund Berling, que estava pronto a organizar um novo exército polaco controlado pelos soviéticos.

A razão pela qual os oficiais polacos foram chacinados em Abril e Maio de 1940 foi o objectivo de Estaline de organizar um exército polaco totalmente controlado, e, por inerência, um estado polaco fantoche. Este previa que, o mais tardar em Maio, Hitler iniciasse uma ofensiva generalizada contra a França, o que lhe permitiria  atacar a sua retaguarda quando a Wehrmacht estivesse atolada na linha Maginot. De seguida, a França, a Inglaterra e o governo polaco no exílio tornar-se-iam aliados soviéticos e os oficiais polacos prisioneiros seriam libertados. Não sendo estes, na sua maioria, muito dados ao comunismo, o novo exército polaco sob o seu comando não seria facilmente controlado por Moscovo. Por isso, Estaline decidiu assassiná-los. No entanto, esta explicação não poderia sair da boca do primeiro-ministro russo.

Putin não se conteve de repetir a mentira, propagada pela imprensa russa, de que em Katyn estão também enterrados, juntamente com os oficiais polacos e com as outras vítimas das repressões do NKVD, cidadãos soviéticos mortos pelos nazis. No entanto, é sabido que os alemães não mataram prisioneiros soviéticos em Katyn, tendo mesmo, ignorando a existência das vítimas aí enterradas, montado nas imediações um quartel de comunicações. Putin serviu-se desta falsidade para adiantar que a comissão Burdenko terá apenas cometido um erro honesto, em vez de ter falsificado deliberadamente os factos ao afirmar que os polacos foram fuzilados pelos alemães. Sendo estes também carrascos, seria fácil ser induzido em erro.

Por outro lado, Putin tentou como que diluir o assassínio de quase 22 mil polacos na primavera de 1940, misturando-o com os crimes estalinistas contra cidadãos soviéticos, quando afirmou que "a repressão esmaga pessoas, independentemente da nacionalidade, convicção ou religião. A lógica era espalhar o medo, despertando os instintos mais primários, incitar uns contra outros e levá-los a obedecer cegamente e sem pensar." Assim, de forma não muito elegante, o primeiro-ministro russo tentou evitar acusações de genocídio em Katyn.

No entanto, o camarada Estaline tinha bem presente a questão da nacionalidade. É tristemente notória a decisão do Politburo de 5 de Março de 1940 sobre a execução de oficiais polacos e representantes dos "exploradores de classe", bem como de exploradores "bielorrussos e ucranianos" a "reprimir ao abrigo de outros regulamentos". Mas pouco antes do Katyn, em 1937-1938, o NKVD conduziu uma operação contra "contingentes nacionais" no âmbito das quais foram executados ou enviados para campos de concentração centenas de milhares de polacos, alemães, estónios, letões, lituanos e outros grupos étnicos "duvidosos", cujo único crime era pertencerem a estados não incorporados na URSS. De entre essas operações, o grupo dos "polacos" foi o mais sangrentamente afectado.

Assim, a cerimónia comemorativa não trouxe nenhum dos avanços históricos sobre Katyn que eram aguardados tanto pelos políticos como pelo público polaco. Putin não forneceu nenhum dos documentos desclassificados sobre a investigação, nem anunciou a reabertura do inquérito, mau grado as solicitações do lado polaco. Além disso, na véspera da cerimónia, foi publicada a resposta do gabinete do procurador militar ao pedido de Estrasburgo, na qual aquele se recusou a entregar ao tribunal os autos do inquérito. Em nenhum dos textos oficiais russos é possível ler as expressões "crimes" ou "assassínios", optando o Ministério Público por usar termos como o "caso" ou os "acontecimentos de Katyn".

O melhor que as autoridades russas se dispuseram a fazer foi autorizar a exibição, no canal "Kultura", do filme "Katyn" de Andrzej Wajda. Foi uma boa iniciativa. Contudo, se o filme tivesse sido exibido num dos canais principais, muito mais pessoas teriam ficado a saber a verdade.

69 comentários:

Anónimo disse...

A resposta à pergunta do milhão: "porque fizeste aquele horror?"(seja qual for)é sempre a mesma: "porque podia".Por isso, o poder deve ter "pouco poder", porque corrompe por natureza e cria monstros como consequência.

Anónimo disse...

é preciso não bater no ceguinho e não fazer os outros de ceguinhos

Jest nas Wielu disse...

Belo texto e muito esclarecedor.

sobre o tema:

Historiador russo Leonid Radzikhovski analiza a escita e os sentimentos anti – polacos difundidos pelos “patriotas” da Rússia.
http://www.echo.msk.ru/blog/
radzihovski/671051-echo

"Eles" “nos” humilhavam, exigindo o reconhecimento dos "nossos" crimes. E – TOMEM LÁ! Deus é por nós, "Deus está connosco". Que "eles" tomem a vingança. Eles encontraram o túmulo nos arredores de Smolensk! "Deus é Moscovita", como disse Mickiewicz após a captura da Varsóvia pelas tropas russas.

p.s.
Também tenho uma pergunta aos russofílicos deste blogue, vocês classificam a vontade polaca (e de toda a Europa Central e do Leste) de garantir a sua segurança aderindo à NATO de “traição da mãe - Rússia”, “cuspo” (o nosso Caçador Solitário), etc.

Como vocês classificam o assassinato de mais 22.000 oficiais polacos?

José Manuel disse...

A Polónia rebilitou o ditador fascista Pilsudski como um herói nacional da "Nova Polónia". Por isso os actuais governantes polacos recusam-se em reconhecer a outra parte da história e procuram apresentar os acontecimentos de Katyn isoladamente como uma peça de propaganda política. O que se está agora a fazer em Katyn não é história científica mas pura propaganda política com objectivos para o presente.
A invasão da URSS por uma coligação internacional que suportava o exército branco em 1918 e a participação de Pilsudski e do seu exército no extermínio de prisioneiros do exército vermelho é tão real como os acontecimentos de Katyn e ambos estão tão interligados que nenhum deles pode-se objectivamente apresentar-se apenas como "vítima". Ambos foram vítimas e carrascos quando a oportunidade apareceu.

Anónimo disse...

Na Rússia sempre foi assim e sempre será.
Tudo que é ligado à Rússia é tragédia, guerra, sangue...até quando não tem uma culpa direta.
País mais desgraçado, por que essa nação não desaparece do mundo?

ALONE HUNTER disse...

29 DE JANEIRO DE 2002...

O mundo, ainda chocado pelos eventos de 11 de setembro, descobre que os Estados Unidos tinham uma lista chamada "Axis of the Evil".

Nessa lista encontravam-se o Iraque, o Irã e a Coréia do Norte!!!

Através de uma propaganda enganosa, afirmando que o Iraque de Saddan Hussein possuia em seus estoques armas de destruição em massa, os Estados Unidos, liderado pelo tiranico presidente George Bush decidiu invadir o Iraque, no dia 20 de março de 2003!!!

7 anos depois, nenhuma evidencia de armas de destruição em massa! Foi uma farsa!!! A opinião pública foi enganada, patrocinada pelas gigantes empresas americanas de petróleo... Sim, petróleo!!! O Iraque tem muito petróleo!!!

E como consequencia, desde a invasão americana no Iraque, estima-se que 110.000 pessoas, á maioria civís inocentes, foram massacradas pelas tropas americanas, pelas bombas guiadas á laser, por mísseis hellfire entre outros!!!

E, não desperdiçando a oportunidade de acabar de vez com a civilização árabe, os americanos usam munições de uranio empobrecido, para contaminar toda a região, objetivando o extermínio!!!

Caso queiram se aprofundar sobre o assunto: http://www.iraqbodycount.org/database/

Aí está o verdadeiro massacre! O massacre da América e seu rebanho da NATO!!!

Parem de viver de passados!

Francisco Lucrecio disse...

Este Boris Sokolov é mais um daqueles traidores que só não vende a mãe que de certeza não vale nada.
Se esta coisa que aqui está escrita tem um nome, só pode ser uma chorrilhada de asneiras muito mal enjorcada que nem merece o esforço de um dedo sobre uma única tecla.
Goebbelsisses é do que se trata. O mentor desta fantasia macabra foi Alexander Yakovlev o ideólogo da Perestroika, mestre de Gorbachov.
Vallentin Fallin um prestigiado historiador, recentemente levantou umas quantas interrogações sobre o assunto que ainda ninguém foi capaz de responder.
As balas de pistola Walter nos corpos de muitas das vítimas?
O estado de conservação dos uniformes e dos cadáveres quando foram exumados, os peritos dizem que é impossível terem passado três anos enterrados?
Alguém já apresentou documentação detalhada sobre este caso? Mostram umas folhas soltas de origem duvidosa.
À falta de argumentação inventam que as autoridades Russas não permitem o acesso aos arquivos.
São duvidas levantadas por V. Fallin a não ser que ele seja um pantomineiro qualquer um intrujão de alto gabarito arvorado em Professor de História.
Já Geoffrey Roberts, também um conceituado professor de história Britânico partilha da mesma opinião.

O “senhor” Sokolov e aqueles que com ele fazem coro pretendem é que Putin nos seus discursos faça uso deste tipo de propaganda pestilenta com um sabor a sarro de causar vómito. Querem que ele vá mais além nas criticas aos comunistas. Ainda não estão satisfeitos?

Anónimo disse...

Vladimir Putin usou uma cerimónia fúnebre na floresta de Katyn para pressionar a Polónia a parar de discutir a história. Do seu ponto de vista, "uma via conjunta para compreender a memória nacional e as feridas históricas poderá ajudar-nos a evitar o impasse da incompreensão e do eterno ajuste de contas, bem como da divisão primitiva de povos entre justos e culpados, tal como é a intenção de alguns políticos menos escrupulosos...". Além disso, referiu que "no nosso país temos uma clara avaliação política, jurídica e moral das atrocidades do regime totalitário, que não está aberta a revisão". O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, afirmou em resposta que a verdade sobre Katyn não deve servir como pretexto para dividir os povos russo e polaco.
Caçador tenta entender o alcance destas palavras para a realidade Brasil e Portugal.
Quem está aqui gosta da Rússia, Oh Barriga Verde.

Jose Milhazes disse...

Senhor Francisco Lucrécio, há muito tempo que não ouvia um discurso desses! Parece ter sido mesmo decalcado da mais cavernosa propaganda soviética.

Jest nas Wielu disse...

2 José Manuel

Acredito que não há necessidade de ser mais putleriano, do que o próprio Putler. Ninguém exterminava os prisioneiros soviéticos de proósito, além disso, a não esquecer, que estes prisioneiros eram invasores que tentaram derrubar a 2ª República polaca pela força das armas e foram derrotados militarmente pela Polónia.

Os soldados, oficiais e sacerdotes polacos assassinados em Katyn não fizeram absolutamente nenhum mal a URSS e eram assassinados com uma bala na nuca. Será que não há nenhuma diferença?

2 Francisco Lucrécio

Embora não gosta da Wikipédia, mas mesmo na Wiki poderia ler e saber que NKVD usava as pistolas Walter, pois na época a URSS simplesmente não produzia as pistolas. As pistolas soviéticas : TT, Stechkin, Makarov, vieram muito mais tarde.

Acho que gostaríamos de saber os nomes dos tais perítos que opinam sobre o estado de conservação dos cadáveres nas matas de Smolensk. Assim, como o nome do livro ? do artigo ? do Geoffrey Roberts, que “partilha da mesma opinião”. E já agora, afinal, que opinião é essa?

Jest nas Wielu disse...

A Embaixada da Polónia em Kyiv ontem, 11.04.2010
http://mr-mcmortygreen.livejournal.com/
144031.html

Alguém poderá indicar o link para ver como ficou a Embaixada da Polónia em Lisboa?

Obrigado / Dziękuję

Anónimo disse...

Tragédia aérea aproxima Polônia e Rússia

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo
/0,,MUL1566361-5602,00-
TRAGEDIA+AEREA+APROXIMA+POLONIA+E+RUSSIA.html

Jorge Almeida disse...

Jest,

a única referência que existiu à embaixada polaca em Lisboa na comunicação social portuguesa foi quando Cavaco Silva foi lá assinar o livro de condolências, levando lá a TV.

Pela descrição feita pelos repórteres, as manifestações de pesar estavam todas dentro de portas, nomeadamente os sinais de luto. Nada foi dito acerca de flores no portão da embaixada.

Link:

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Cavaco-Silva-foi-a-embaixada-polaca-em-Lisboa-assinar-livro-de-condolencias.rtp&headline=20&visual=9&article=335183&tm=7

Anónimo disse...

"O melhor que as autoridades russas se dispuseram a fazer foi autorizar a exibição, no canal "Kultura", do filme "Katyn" de Andrzej Wajda. Foi uma boa iniciativa. Contudo, se o filme tivesse sido exibido num dos canais principais, muito mais pessoas teriam ficado a saber a verdade."

Mentira. O Filme foi passado no canal principal da televisão russa.

Jose Milhazes disse...

Caro Jorge, junto da Embaixada da Polónia e Lisboa também há velas acesas e flores.

lili disse...

Oh, José Manuel tem a certeza que o exército branco, mandou matar mais de 20 mil soldados, todos de alta patente, com vista a exterminar um exército que mais tarde se quereria defender de um ataque do inimigo?

lili disse...

Francisco Lucrecio, bastar-lhe-á a assinatura de Estaline a dar a ordem da execução dos oficiais polacos?

E não se esqueça, se houve um Goebbles na Alemanha Nazi, na URSS, de Estaline, e não só, mandaram fuzilar escritores e poetas, como o poeta Nicolas Guliev, fuzilado por uma vagas práticas anti-soviéticas e Nicolas Guliev, este último, amigo de Lenine, o que não lhe foi nada propício depois de Lenine morrer.
Na maioria destes comentários o que vejo é uma ignorância dos factos gritante e assustadora.

lili disse...

Katyn não é um assunto do passado porque a consciência humana vive na tensão permanente entre o tempo e os valores espirituais eternos. E o que está eternamente vivo tem de ser preservado e defendido no presente.

lili disse...

Jest nas Wielu, não tenho nada contra a Wikipédia, segundo artigos que tenho lido, a sua informação é tão digna de crédito como a de outra enciclopédia, nomeadamente a Britânica.

Tenho lido muito sobre Katyn, e quanto às armas do crime, a URSS tinha importado da Alemanha há uns meses exactamente pistolas da mesma marca que assassinaram os oficiais na Floresta de Katyn, perto duma ''dacha'' onde os oficiais da GPU costumavam passar férias.

António disse...

Graças aos céus que há o anonimato para esconder gente com um QI inferior ao de uma amiba que não cessa de disparar imbecilidades umas atrás das outras sem sequer se dar ao esforço de fazer o trabalho de casa. Pelo menos, são poupados à humilhação geral, caso insistam, contra todo o bom senso, em tornar públicos os seus dejectos verbais.

Se o ilustre anónimo se tivesse informado convenientemente, saberia que o artigo acima foi publicado no dia 8 de Abril, após a única exibição ma Rússia do filme Katyn, ocorrido efectiva e exclusivamente no canal Kultura no passado dia 2. Somente após o desastre do dia 10, e em resposta ao mesmo, foi agendada uma exibição no canal Rossiya para ontem, às 21.20, hora local. O filme teve um share nacional de audiência de 7%.

António Campos

José Manuel disse...

"estes prisioneiros eram invasores"

Errado, uma vez que em 1919-1920 a Polónia não tinha ainda fronteiras definidas. Neste época abriu-se um conjunto de frentes de batalha para que a Polónia, saída da fragmentação da Alemanha post-Versalhes, tentasse alargar o mais possível o seu território. Temos guerras na Silésia alemã, na Ucrânia, na Lituânia e na Rússia, onde o Exército Vermelho defende o território russo. As fronteiras da Polónia só vão ser definidas depois destas guerras.

lili disse...

José Manuel, talvez estes dados o esclareçam melhor:
Em um livro publicado em Berlim, em 1924 - intitulado La terreur
rouge en Russie-, o historiador e socialista russo Serguei Melgunov cita Latzis, um dos primeiros chefes da Tcheka (a polícia
política soviética) que, em 19 de novembro de 1918, deu as seguintes diretivas a seus esbirros: "Nós não fazemos uma guerra
específica contra as pessoas. Nós exterminamos a burguesia enquanto classe. Não procurem, na investigação, documentos e provas do que o acusado fez, em atos ou palavras, contra a autoridade soviética. A primeira questão que vocês devem colocar-lhe é a que
classe ele pertence, qual é sua origem, sua educação, sua instrução, sua profissão."

Um primeiro balanço global do crimes na URSS pode ser esboçado:
fuzilamento de dezenas de milhares de reféns, ou de pessoas aprisionadas sem julgamento, e massacre de centenas de
milhares de trabalhadoresrevoltados entre 1918 e 1922;
a fome de 1922, provocando a morte de cinco milhões de pessoas;
-execução e deportação dos cossacos da região do Don em 1920;
assassinato de dezenas de milhares de pessoas em campos de concentração entre 1919 e 1930;
execução de cerca de 690.000 pessoas por ocasião do Grande Expurgode 1937-1938;
deportação de dois milhões de kulaks (ou supostos kulaks) em 1930-1932;
destruição por fome provocada e não socorrida de seis milhões deucranianos em 1932-1933;
deportação de centenas de milhares de poloneses, ucranianos, bálticos,moldávios e bessarábios em 1939-1941, e
posteriormente em 1944-1945;
deportação dos alemães do Volga em 1941;
deportação-abandono dos tártaros da Criméia em 1943;
deportação-abandono dos chechenos em 1944;
deportação-abandono dos inguches em 1944;
-deportação-abandono das populações urbanas do Camboja entre1975 e 1978;
-lenta destruição dos tibetanos pelos chineses, desde 1950, etc.
Não terminaríamos nunca de enumerar os crimes do leninismo e do stalinismo
In O Livro Negro do Comunismo, http://alturl.com/krnb

Jest nas Wielu disse...

2 Anónimo 21;35

O filme foi autorizado a passar nos canais generalistas APÓS o acidente, o ertigo em questão foi escrito ANTES do acidente.

Se alguém tiver as fotos da embaixada da Polónia em Lisboa (em luto), agradeço.

Ontem também foi aberto o livro de Condolências no Consulado Geral da Polónia em Maputo.

Jest nas Wielu disse...

Fotos de solidariedade internacional para com Polónia:

http://www.tvn24.pl/12691,1651802,0,1,cala-
europa-podziela-teraz-cierpienie-polski,wiadomosc.html

http://www.tvn24.pl/12061,2326466,0,0,1,0,swiat-
solidaryzuje-sie-z-polska-_-internauci-
sla-zdjecia,ukraina,galeria.html

Anónimo disse...

Pois, António Campos, o seu ódio é tão grande que dispara primeiro e pergunta depois.

aferreira disse...

Sobre o massacre de Katyn.
-Falta fazer alguma pergunta.

1)Quem eram estes oficias e altos quadros do exercito e do governo pro-fascista Polaco.
2) -Quais as suas unidades
3) -Onde se encontravam essas unidades estacionadas quando da invasão alemã.
4)Para onde se dirigiram essas mas unidades após a invasão e em que data.
5)-Se houve massacre cometido pelos serviço de segurança soviéticos? Se esse massacre foi planeado de forma fria e calculista, se se queria manter o mesmo no maior absoluto segredo?!- Então porque se encontravam os massacrados devidamente uniformizados e inclusive com documentos pessoais de identificação militar nos bolsos dos uniformes e para que não restassem duvidas com objectos pessoais etc,etc.
PS:
- Massacre de Katyn, uma história mal contada.
- GATO escondido com Rabo de Fora.

Francisco Lucrecio disse...

«««««« Jose Milhazes disse...
Senhor Francisco Lucrécio, há muito tempo que não ouvia um discurso desses! Parece ter sido mesmo decalcado da mais cavernosa propaganda soviética.»»»»»»»»»»

Senhor JM.
Concordo inteiramente com aquilo que diz , porque essa foi a sua escola. Por isso não é de estranhar a sua eficácia na flagelação do alvo.

É de lamentar apenas que tivesse reparado no “embuste” tardiamente, ou pior que isso, apoiou o sistema enquanto teve necessidade. Quem foi que o levou para o GPU senão os comunistas. Não me envergonho de dizer que entre 76 e 79 também fui militante comunista. Estive lá para defender causas não para obter benefícios pessoais. Nesse curto espaço de tempo dei alguma coisa ao partido sem ter recebido nada em troca (nem desejava) Saí mas continuo-o defendendo os mesmíssimos valores.
Por isso considero inacreditável que um ex-comunista que deve a sua mobilidade social à União Soviética tenha dado uma guinada de 180º para hoje escrever da mesma forma como qualquer membro da extrema direita.
O que o Senhor JM aqui escreve contra a URSS está ao mesmo nível como qualquer folheto da propaganda Nazi.
De acordo que as pessoas têm todo o direito de fazer as suas escolhas, são livres de criticar o que não lhes agrade, não podem é trair ao sabor dos seus interesses.
O Senhor JM não quis entender o que escrevi sobre Katyn. Não pretendi ocultar a verdade sobre os factos, se as vitimas estava lá é porque os massacres aconteceram mesmo. Não permito que se tente ofuscar a verdade, na medida em que existem muitas peças que não encaixam no puzzle.

Não são invenções minhas, são questões muito pertinentes levantadas por conceituados especialista.


Citei Fallin como poderia ter citados outros. Escolhi as opiniões deste, porque é alguém insuspeito, foi muito próximo de Gorbachov Conselheiro do Departamento das Relações Internacionais.

Temos que admitir que dentro do contexto daquela época tudo era possível. Mas ainda há muitas perguntas que ficam sem resposta. Seria por mera casualidade que os Nazis encontraram essas valas comuns só em Abril de 1943 quando já estavam a ser escorraçados por as tropas Soviéticas?

Francisco Lucrecio disse...

Jest.
Não pegue onde não há que pegar. Nem faça apresentações infundadas.

Pode ir vasculhar a informação onde muito bem entender não tem o direito de faze-la passar por verdades.
Se eu pesquisar num Sitio de extrema direita encontro todas as justificações para aquilo que eles defendem. Mas daí há verdade vai uma grande distância.

Por essa mesma razão digo-lhe que não tente convencer-me que os Soviéticos não dispunham de tecnologia para fabricar uma simples pistola? Sou parolo mas não a esse ponto. Deve estar a mirar-se ao espelho é essa a sua confusão.
A Makarov é de que ano?Será irmã gémea da metralhadora Maxim. E a Korovin? E a Pushka? E a Tokaven/ 33 TT deve ser de 1990? E o revolver Nagant? E a Prilutski?
Portanto não siga por esse caminho está a atolar-se. Se pensa que repetir as mentiras vezes sem conta as vai tornar realidade, está enganado.
Além disso é distraído, se lê-se com atenção o que eu escrevi tinha visto que foi o Valentin Fallin a minha fonte de informação.
Se pretende saber algo mais de Geoffrey Roberts, faça uma pesquisa na Net que obtém mais informação sobre ele.
Pode também pesquisar Doménico Losurdo, Ludo Martens, Annie Lacroix-Riz, Jean Salem, Henri Alleg, Joaquim Quartim de Moraes, Mário de Sousa, Serguei Kara-Murza, Richard Kossolapov, Vladimir Suchodoiev, Boris Soliev, Kurt Gossweiller, Norte Americanos pode consultar Albert Szymanski, Anthony Jones, William Maskoff, Harry Magdoff.
Quer mais? Arranja-se. Aqui não há produto contrafeito.

Se estiver interessado consulte este artigo de N. Levin http://www.rebelion.org/noticia.php?id=35327 . Diga alguma coisa.
Esqueceu-se de responder às questões que lhe coloquei em tempos. Porque razão que quando da fragmentação da URSS a Ucrânia era a 10ª economia Mundial e hoje na Europa só tem atrás de si a anã Moldávia. Herdou o sistema de produção de aço mais avançado do mundo, os maiores estaleiros navais da URSS, fábricas de aviões, de viaturas ligeiras e pesadas, de material de guerra, uma agricultura avançada. Tudo isso afundaram em menos de duas décadas. Porque perderam mais de 11% da população. Porque entre 8 e 10 milhões de cidadãos aptos para o trabalho foram forçados a imigrar.
As razões que levam que a maioria da prostituição na Europa seja composta por jovens Ucranianas. As máfias mais perigosas da Europa sejam lideradas por delinquentes Ucranianos.
Que a sua Ucrânia seja um país caloteiro cravado em dividas.
È isto e muito mais que lhe dá orgulho como Ucraniano? Se esta calamidade se passa-se com o meu país, remetia-me ao silêncio.
Tire as lições da Bielorrússia

Francisco Lucrecio disse...

Lili:
Que falta de coerência em tentar fazer a similitude entre dois sistemas com objectivos políticos e sociais totalmente opostos. Não sabe distinguir um do outro?

Por isso não perco o meu tempo com retóricas infundadas, distribuídas avulso . Então se faz favor diga-me lá quais são as suas fontes de informação?

Esse “diamante” anti-Estalinista foi tão lapidado que o reduziram a pó. Não o meta no mercado porque não já tem qualquer valor.
Mas só você é que tem competência para ler sobre Katyn. Essa faculdade está apenas restrita aos mais aptos e mais inteligentes (aos espertos)?
Se deposita tanta confiança naquilo que tira da Net leia este artigo se está de acordo com ele, (o mais certo).
http://www.causanacional.net/index.php?itemid=104

Os agentes da burguesia ainda não perceberam que não podem eternizar a farsa do papão comunista porque está a caducar seu tempo de validade.

Por exemplo; hoje já se sabe com toda a certeza que não eram os comunistas que comiam as criancinhas.

E no horizonte da história também já se perfilha nitidamente o regresso da verdade, que irá esmagar esses truques grosseiros inventados por o capitalismo e seus serventuários, que têm como único objectivo enfraquecer a luta dos trabalhadores.

Já que quer ser tão notável em condenar os “crimes” do Socialismo. Então responda-me se faz favor . Quais foram os benefícios que esses povos obtiveram com o regresso do capitalismo?
Obrigado.

Anónimo disse...

Ó Lucrécio,o comunismo é a pior coisa que alguma vez pode ter existido.
Destruidor da propriedade privada,violações dos direitos humanos...
basta ver o que aconteceu aqui em Portugal no pós 25 de abril,pessoas no Alentejo ficaram sem as suas propriedades...
Se não gosta de viver num país capitalista emigre para Cuba ou para a Coreia do Norte.

Francisco Lucrecio disse...

««««««Quem foi que o levou para o GPU senão os comunistas»»»»»»».
Por lapso escrevi GPU em vez de MGU.
As minhas desculpas

Jose Milhazes disse...

Senhor Francisco Lucrécio, informe-se, leia os documentos que são publicados a propósito deste e de outros crimes estalinistas. O Senhor sabe russo e, por conseguinte, tem ainda maior acesso. Comece pela wikipédia e continue em frente, verá que Katyn é um crime soviético e não alemão. E não venha com estórias de níveis nazis, etc.
Quanto ao outro leitor: aferreira, bem, esse necessita também de aprofundar os seus conhecimentos.
No que respeita ao facto de eu ou você termos sido comunistas, apenas repito um ditado português"só os burros não mudam de ideias". Isso faz parte da vida e reconhecer os seus erros, é uma qualidade, não é uma traição.
Há apenas uma coisa que se pode trair nesta vida: a pátria; não se pode trair de ideologia, mas pode-se mudar de ideias.

Jest nas Wielu disse...

2 Ferreira

Só a propaganda soviética dos anos 1930 é que apelidava o governo polaco da 2ª república de fascista. Em quanto a própria URSS colaborava secretamente com o regime nazi da Alemanha.

As unidades polacas capturadas eram estacionadas na Ucrânia Ocidental (Galiza Ucraniana) e 3.000 na Lituânia. Não tiveram nenhum combate contra as tropas soviéticas e não fizeram nenhum mal a URSS.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio

4. Economia da Ucrânia: já lhe respondi várias vezes sobre este tópico, Francisco é que não consegue ou não quer entender. Vejamos: antes de 1991, a Ucrânia fabricava imensa produção industrial que depois a “casa – mãe”, a URSS distribuía consoante as suas orientações políticas. Ou seja, os tractores (KhTZ) iam para Angola e Moçambique, onde se avariavam brevemente, pois não eram preparadas para trabalhar em África. Os tanques (Fábrica de Kharkiv de Malyshev) iam para todo o 3° mundo, de Síria à Cuba. Mesma sorte: aviões An, camiões Kraz, etc.

A Ucrânia independente não precisa desta produção toda e o 3° mundo também não. Como tal, a “bolha” industrial encolheu, estamos produzir menos, de melhor qualidade (veja autocarro urbano “Bohdan”), vendemos aquilo que produzimos por valor real e não oferecemos por causa da “opção socialista do país X, Y ou Z”.

5. Perca populacional: a) em resultado da catástrofe de Chornobyl o nível de cancros aumentos N vezes provocando o aumento da mortalidade; b) as famílias têm menos filhos, pois é a tendência natural em toda a Europa; c) ouve uma forte emigração judaica para Israel, russa para Rússia, etc. d) os ucranianos, tal como os portugueses / irlandeses que emigram para França / Alemanha / Venezuela procuram as melhores condições de vida.

Como sabe a etnicidade da maioria das prostitutas europeias? Quero acreditar que decerto não foi pela experiência própria. Mesma coisa se passa com a sua afirmação sobre “as máfias mais perigosas da Europa”. Se Francisco diz verdade, então pode, com certeza, citar os nomes dos chefes destas máfias. Ai podemos avaliar até que ponto eles são “ucranianos”. O gang do Leste mais perigoso de Portugal, que atormentava os ucranianos, era liderado pelo romeno (moldovo) Borman. A justiça portuguesa brindou ele com 24 anos de pena efectiva (duas legalizações extraordinárias resolveram de vez o problema do extorcionismo contra os emigrantes em Portugal).

6. Pelo respeito que tenho para com os restantes portugueses, não vou contrapor contando os horrores sobre Portugal e os portugueses (assisto a RTPi & RTPN todas as noites e acredite, que os temas para a chacota não faltam).

Mas posso contar uma conversa, que ouvi recentemente no metro de Almada, onde um são – tomense dizia a um amigo português: “nós, os trabalhadores na Espanha temos tantos privilégios, que vocês, os portugueses não vão ter nem daqui a 50 anos”.

Porque Francisco, é muito mais fácil reparar em um grão no olho do outro, do que ver toda a porcaria amontoada no seu próprio quintal (perdoa me alguma criatividade).

Museu Global do Comunismo:
http://www.globalmuseumoncommunism.org

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio

1. /A Makarov é de que ano? É de 1951. E a Korovin? TK Korovina era usado como a pistola pessoal de liderança do Exército Vermelho. E a Pushka? Qual delas? E a Tokaven/ 33 TT ? Pistola TokareV era geralmente usada no exército vermelho, embora NKVD também. E o revolver Nagant? Nagant M1895 belga era, de facto, usado pela NKVD. E a Prilutski? não era usado pela NKVD./

Não sei para que cita as marcas das pistolas (alguns com nomes errados), se é do domínio público que NKVD usava as pistolas Walter.

2. Autores: se cita um autor afirmando que ele tomou essa ou aquela posição sobre este ou aquele assunto, a boa NETica manda citar a fonte, que pode ser um link, um livro, um artigo, etc. Se não for o link, então convêm dizer o ano de edição, a página, etc. Para que uma pessoa poder verificar que aquilo que vocês dizem corresponde a verdade dos factos.

3. Artigo de N. Levin: tenho a máxima certeza, que 22.000 polacos não figuram naquela tabela. Nem as pessoas que recebiam a sentença “10 anos sem o direito de correspondência”, o que na realidade significava a execução sumária. Veja a informação sobre a aldeia de Bykivnia nos arredores de Kyiv: http://en.wikipedia.org/wiki/Bykivnia, é lá o NKVD depositava os corpos dos cidadãos secretamente assassinados nas caves do Palácio Zhovtneviy (Oktiabrskiy) em Kyiv. Quando as valas comuns foram descobertas em 1990, o poder soviético também dizia que são vítimas dos nazis.

E já agora, visitem o Museu Global do Comunismo:
http://www.globalmuseumoncommunism.org

MSantos disse...

“nós, os trabalhadores na Espanha temos tantos privilégios, que vocês, os portugueses não vão ter nem daqui a 50 anos”.

Acha que sim Jest?

Devia falar com os magrebinos que lá vivem em especial nos subúrbios de Elche e Alicante.

E provavelmente a grande quantidade de profissionais (e bons em especial, médicos) espanhóis que vêm para Portugal devem andar enganados

Cumpts
Manuel Santos

Jest nas Wielu disse...

2 MSantos

Não tenho nenhuma razão em desconfiar daquele homem são – tomense, a não ser que MSantos me garante que ele é um agente da CIA (ou Mossad).

p.s.

Entre os que morreram em Smolensk estava a ucraniana Anna Walentynowicz
http://www.radiosvoboda.org/
content/article/2012550.html

http://wyborcza.pl/1,105743,7753777,Ofiary_z_Pomorza__
Anna_Walentynowicz__1929_2010_.html

aferreira disse...

Tem razão sr. J.Milhazes.
-É o que eu tento fazer aprofundar conhecimentos.

-Por não saber russo nem alemão etc,etc...
-Tal motivo leva-me a fazer perguntas.
- Das quais não obtenho respostas.

Sobre o massacre de "Katyn".

-Faltam fazer algumas perguntas.

1)Quem eram estes oficias e altos quadros do exercito e do governo pro-fascista Polaco.
2) -Quais as suas unidades.
3) -Onde se encontravam essas unidades estacionadas quando da invasão Alemã.
4)Para onde se dirigiram essas mesmas unidades após a invasão e em que data.
5)-Se houve massacre cometido pelos serviço de segurança soviéticos???
-Se esse massacre foi planeado de forma fria e calculista - E se, se queria manter o mesmo no maior absoluto segredo?!
- Então porque se encontravam os massacrados devidamente uniformizados e inclusive com documentos pessoais de identificação militar nos respectivos bolsos dos uniformes?
-E para que não restassem duvidas com objectos pessoais etc,etc.
PS:
- Massacre de "Katyn" uma história mal contada.
- GATO escondido com Rabo de Fora.

Jest nas Wielu disse...

2 aferreira

Embora já respondi as perguntas comunistas da V. Excia, mas vou voltar a responder elas mais uma, mas desta, a última vez:

1) Quem eram estes oficias e altos quadros do exercito e do governo Polaco.
Eram homens (e uma mulher, a 1ª Tenente Janina Lewandowska) de nacionalidade polaca (e de origem étnica polaca, ucraniana, judia, etc), que foram presas pelas autoridades soviéticas na Ucrânia Ocidental e cerca de 3.000 na Lituânia, durante a ocupação da Polónia pelas forças conjuntas da Alemanha nazi e da URSS comunista. Mais pormenores em português: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Katyn
2) -Quais as suas unidades.
Procure aqui: http://www.ipn.gov.pl/portal/en/1/2/Institute_of_National_Remembrance__Commission_for_the_Prosecution_of_Crimes_agai.html
3) -Onde se encontravam essas unidades estacionadas quando da invasão Alemã. (porque esquece a invasão soviética?)
Ucrânia Ocidental (Galiza Ucraniana) e Lituânia
4) Para onde se dirigiram essas mesmas unidades após a invasão e em que data.
Não se dirigiam praticamente a parte nenhuma, pois receberam as ordens a não resistir ao exército soviético
5)-Se houve massacre cometido pelos serviço de segurança soviéticos???
Sim, houve, pois a Procuradoria-Geral da URSS em 1990-1991 e a Federação Russa em 1991-2004 confirmaram a responsabilidade soviética no massacre. Em Abril de 2010 a responsabilidade soviética foi confirmada pelo Vladimir V. Putin, o Primeiro – Ministro da Federação Russa.
-Se esse massacre foi planeado de forma fria e calculista - E se, se queria manter o mesmo no maior absoluto segredo?!
- Então porque se encontravam os massacrados devidamente uniformizados e inclusive com documentos pessoais de identificação militar nos respectivos bolsos dos uniformes?
Pois foram executados no território russo, onde a URSS não nunca imaginava que pudessem chegar quaisquer forças estrangeiras.

- GATO escondido com Rabo de Fora.
Será a minha última reacção sobre a questão do “rabo de fora”, pois pelos vistos aferreira tem uma queda especial para o dito cujo.

lili disse...

Lucrécio. as minhas leituras não são infundadas. tenho tentado lido todas as biografias de Hitler, a última é a do Ian Kershaw e Estaline, as duas últimas que foram a de Montefiori, e a Jean-Jacques
Marie, seria para mim uma traição a mim mesma e uma desonestidade intelectual não me fundamentar em material histórico, e a história baseia-se em documentos: Na wikipédia, estão os documentos assinados, entre eles o documento a dar ordem de excução aos 21 mil oficiais polacos, assinado por Estaline, Lvrent Béria, que será condenado à morte depois da morte de Estaline, em 1953; Kaganovitch, Vorochilov, Mikoian e Molotov e Kalinine. Pode encontrar estes documentos também aqui e pode ver o filme do Andrzej Wajda.
(Via Novopress)
«Katyń», dirigido por Andrzej Wajda, é o primeiro filme polaco sobre o massacre de Katyn. O filme aproveitou histórias reais retiradas do diário do major Adam Solski no decorrer da exumação levada a cabo em 1943 para contar o destino de quatro personagens fictícias, bem como das suas respectivas famílias.
O pai do realizador, Jakub Wajda, na altura com 43 anos, foi um dos oficiais polacos executados, com tiro na nuca, pelo exército soviético na floresta de Katyn.
Em Março de 1940 o líder soviético, Josef Estaline, ordenava a execução de 22.000 oficiais da polícia e do exército polacos, bem como de padres e intelectuais. As execuções decorreram na Primavera desse mesmo ano na floresta de Katyn. As vítimas, a esmagadora maioria prisioneiros de guerra nos campos de concentração de Kozielsk, Starobielsk e de Ostaszkow, foram executadas com um tiro na nuca.
Os nazis descobriram as valas comuns com os cadáveres polacos quando marchavam com rumo a Moscovo, no Outono de 1941, mas a propaganda soviética culpou o III Reich pelas execuções e puniu severamente qualquer um que ousasse discordar da versão oficial dos acontecimentos. Apenas em 1990 as autoridades de Moscovo assumiram esse crime de guerra como seu, e não como do III Reich.

http://www.flickr.com/photos/jack_1962/4314187600/

Aqui tem a ordem da matança: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Katyn_-_decision_of_massacre_p1.jpg

lili disse...

Ferreira as suas perguntas são do mais distorcido que tenho lido. Se não sabe documente-se sobre o assunto e logo deixará de fazer perguntas tontas.

lili disse...

E se por acaso não alguns não saibam, aquando da Conferência de Yalta, se não estou em erro, o Roosevelt perguntou ao Estaline quem era Molotov, e ele respondeu-lhe: Este é o nosso Himler. Roosevelt ficou branco.
Inclusive, Estaline não se coibia de se gabarolar pelo que fez pela Rússia, com relação à sua indústria, gabou-se por exemplo a Churchil que todos os milhões de mortos pela fome e trabalho escravo foram por uma boa causa.

Alguém fala de os comunistas comerem criancinhas, sim, comeram-nas, houve milhares de casos de canibalismo e de necrofagia.

lili disse...

Esses povos voltaram a ter direito à liberdade, a Polónia não era um país livre desde 1939, ano em que foi invadida pela Alemanha Nazi. Logo que acabou a II Guerra Mundial, A Polónia ficou sob a alçada da URSS, Estaline nem quis saber do governo polaco do exílio em Londres. Segundo li os cidadãos russos sentem-se mais felizes com este sistema, à excepção dos cidadãos mais velhos que ainda suspiram pelo estalinismo, mas por cá temos quem suspire pelo salazarismo.
Aconselho-o a ler o que foi a URSS, olhe come pelo Zero e o Infinito, do Koestler.

lili disse...

Outra coisa, sr. Lucrécio, as minha fontes de pesquisa são muitas, mas digo-lhe que na net está tudo, se não estiver na net então é porque não existe. Claro que é preciso bagagem intelectual e cultural para separa o trigo do joio.

aferreira disse...

Começando pelo dito CUjo:
Qual invasão?
-A de territórios de um Estado que já não existia, à luz do direito internacional . Tanto na época como hoje.
A "invasão" de territórios abandonados por um governo em fuga não das tropas soviéticas, mas sim das hordas nazis/fascistas das quais eram primos, e com os quais meses antes tinham partilhado território de um outro Estado A Tchecoslováquia .
– É a isto que se refere, quando me acusa de esquecer uma suposta invasão da URSS conta um Estado fantasma .
NB:
-Estou a ler a sua querida http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Katyn
Não haja dúvidas, que é interessantíssimo …
Embora não responda às minhas perguntas, é muito interessante!!!!
--------------------------------------------------++++-----------------------------------------------------------------
Quanto à:
http://www.ipn.gov.pl/portal/en/1/2/Institute_of_National_Remembrance__Commission_for_the_Prosecution_of_Crimes_agai.html
- Portal do governo Polaco, ainda só estou mesmo pelas fotos são muito boas… retratam os amigos de Stepan Andriyovich Bandeira

lili disse...

Lucrecio, a extrema-direita e os comunistas que defendem o estalinismo, só diferem em terminolgia irrelevante.
Aliás há os red skins, não é?

Mas deixe, tenho esperança que um dia seja dada a devida atençã e se denuncie os crimes de Estaline e da URSS, tal como têm sido feito com Hitler e os nazis.

lili disse...

Ainda quanto às suas dúvidas sobre o que é o regime comunista deixo-lhe uma citação do Livro Negro do Comunismo: -
''[...] é falso pretender que o comunismo seja um universalismo: se o projeto tem uma vocação mundial, uma parte da humanidade é declarada indigna de existir neste mundo, como no caso do nazismo; a diferença é que um recorte por estratos (classes) substitui o recorte racial e territorial dos nazistas. Logo, os empreendimentos leninista, stalinista, maoísta e a experiência cambojana põem à humanidade — assim como aos juristas e historiadores — uma nova questão: como qualificar o crime que consiste em exterminar, por razões político-ideo-lógicas, não mais indivíduos ou grupos limitados de oponentes, mas partes inteiras da sociedade? É preciso inventar uma nova denominação? Alguns autores anglo-saxões pensam dessa forma, criando o termo "politicídio". Ou é preciso chegar, como o fazem os juristas tchecos, a qualificar os crimes cometidos pelos regimes comunistas como "crimes comunistas"?'' (in O Livro Negro do Comunismo)

aferreira disse...

Tem razão Senhora Dona lili, peço humildemente perdão a vossa senhoria sereníssima primeiro por não saber documentar-me como Suas Excelências magnificas, desejariam.
-E ós despois por fazer perguntas.
-Eu sei que as perguntas são sempre incómodas-
-Sei também que não as deveria fazer, para não atrapalhar a Festa.
-Mas sou assim desde pequenino,
não à nada fazer.
Há quem seja do benfica, eu sou do caneças.

lili disse...

Ferreira, talvez aqui fique mais esclarecido: -
http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=130

Antonio disse...

Não sei como é que ainda há paciência para dar troco a energúmenos do calibre humano e intelectual do aferreira e afins.

Mas já agora, convém relembrar que o "estado fantasma", que faz, incidentalmente, parte da lista oficial das nações "Aliadas" beligerantes da Segunda Guerra Mundial, só tinha razão de ser nas mentes doentes de Hitler e Estaline (por critérios bastante convenientes e nada difíceis de perceber), e que o direito internacional reconheceu, durante todo o processo, a integridade da nação polaca, através do reconhecimento do governo exilado como autoridade nacional legítima.

Até Estaline, quando sentiu no rabo os calores da operação Barbarossa, foi forçado a restabelecer relações diplomáticas com o tal "estado fantasma".

António Campos

lili-one disse...

Sr. Lucrécio a sua ignorância sobre o assunto é confrangedora.
O episódio hoje conhecido por Massacre da Floresta da Katyn foi noticiado pela primeira vez pelos alemães em abril de 1941. Numa colina coberta de abetos dominando o Rio Dnieper, perto de Smolensk, na Rússia, soldados nazistas tinham encontrado os cadáveres de vários milhares de oficiais empilhados em valas comum. E não em 1943 como O episódio hoje conhecido por Massacre da Floresta da Katyn foi noticiado pela primeira vez pelos alemães em 13 de abril de 1941. Numa colina coberta de abetos dominando o Rio Dnieper, perto de Smolensk, na Rússia, soldados nazistas tinham encontrado os cadáveres de vários milhares de oficiais empilhados em valas comuuns.

lili-one disse...

Sr. Lucrécio a sua ignorância sobre o assunto é confrangedora.
O episódio hoje conhecido por Massacre da Floresta da Katyn foi noticiado pela primeira vez pelos alemães em abril de 1941. Numa colina coberta de abetos dominando o Rio Dnieper, perto de Smolensk, na Rússia, soldados nazistas tinham encontrado os cadáveres de vários milhares de oficiais empilhados em valas comum. E não em 1943 como O episódio hoje conhecido por Massacre da Floresta da Katyn foi noticiado pela primeira vez pelos alemães em 13 de abril de 1941. Numa colina coberta de abetos dominando o Rio Dnieper, perto de Smolensk, na Rússia, soldados nazistas tinham encontrado os cadáveres de vários milhares de oficiais empilhados em valas comuuns.

lili-one disse...

Campos as suas perguntas não têm resposta porque não têm cabimento, revelam um profundo desconhecimento do que foi o Massacre de Katyn.
Deixou-lhe um texto, adaptado, a ver se desta vez percebe mnelhor a verdade.
No dia 17 de Setembro de 1939 (daí a data da estreiado filme na Polónia ter sido neste dia), os russos atacaram a Polónia, ataque este combinado com o exército nazi. O exército polaco lutou, mas ao ver-se encurralado começou a perder. Durante muito tempo, os polacos esperavam a ajuda de França e do Reino Unido, que nunca chegou, tendo a Polónia ficado à mercê dos que a atacavam. Milhares de militares polacos foram feitos prisioneiros de guerra, uns confiados à guarda dos alemães, e outros à dos russos. Os que foram levados pelos alemães acabaram por ser libertados. Os que foram levados pelos russos tiveram uma sorte um pouco diferente. Estiveram vários meses num campo de prisioneiros de guerra onde esperavam ansiosamente a libertação. A partir de certa altura, todos os dias os militares russos levavam cerca de 200 polacos para a suposta liberdade. Estes polacos não eram apenas militares, havia também engenheiros, professores, escritores, artistas e toda a espécia de intelectuais. Os primeiros a sairem foram os militares de altas patentes. Todos eles foram levados para a floresta de Katyń onde foram assassinados com um tiro na parte de trás da cabeça e enterrados em valas comuns. Eram cerca de 20.000.
Um ano depois, os alemães - que entretanto já tinham quebrado o seu pacto com a Rússia - chegaram até esta região e descobriram as valas comuns com dezenas de milhares de cadáveres de soldados polacos. Num acto de propaganda anti-soviética, levaram até ao local uma equipa de peritos que incluia médicos dos países aliados e da Suíça para analisarem os corpos. Concluiu-se o óbvio: que o exército russo tinha assassinado 20mil prisioneiros de guerra. Só nesta altura os polacos puderam saber o que tinha acontecido aos seus familiares que andavam desaparecidos há quase dois anos. Foi o maior massacre de polacos de toda a guerra.
Entretanto, os russos voltaram a ganhar terreno e os alemães acabaram por perder a guerra. Nesta altura, quando os soviéticos voltaram a Katyń, levaram lá uma nova equipa de peritos (os seus peritos...) que disse que os corpos tinham sido mortos em 1941, ou seja, durante a ocupação nazi daquela região. Logo, a culpa foi dos alemães. No entanto, os polacos bem sabiam de quem era a culpa. Entretanto instalou-se o regime comunista na Polónia e quem quer que dissesse que Katyń tinha sido obra dos russos, era imediatamente levado pela polícia. Durante 50 anos não se pôde falar deste tema.
Gorbachev entretanto admitiu que este massacre tinha sido feito pelo exército soviético e vários documentos que lhe dizem respeito foram entregues ao governo polaco.

lili-one disse...

A primeira pistola automática Tokarev que viu extensivo serviço foi a Tokarev TT-30, mas poucas destas pistolas haviam sido produzidas antes que um projeto modificado conhecido como TT-33 fosse introduzido em 1933. Esta pistola foi então adotada como a pistola padrão do Exército Vermelho para substituir os revólveres Nagant que serviram tão bem durante muitos anos. A pistola TT-33 nunca substituiu totalmente os revólveres Nagant até 1945 porque o revólver provou ser muito confiável e resistente sob as brutas condições de serviço em todos os fronts.

A TT-33 era basicamente uma versão soviética da pistola americana Colt-Browning e tinha o mesmo sistema de operação empregado na pistola M1911. De qualquer forma, os projetistas soviéticos fizeram diversas alterações que fizeram o mecanismo mais fácil de se produzir e mais fácil de se manter sob as condições de campo. O resultado foi uma arma resistente e prática capaz de suportar um extensivo uso.

Havia sempre problemas nesta altura com os produtos da indústria russa, eram feitos tão depressa e por uma mão-de-obra desclassificada, claro que para Estaline e seus esbirros era sabotagem, e vai de fuzilarou mandar para o gulag mais alguns milhares de inocentes.

A Walter foi a pistola usada no massacre de Katyn. A fim de esconder a autoria do crime, os polacos foram fuzilados com pistolas de fabrico alemão que tinham sido vendidas pela Alemanha à Polónia nos anos 20 e reaproveitadas pelo Exército Vermelho em Setembro e Outubro de 1939. Além disso, os cadáveres foram misturados com soviéticos vítimas das repressões estalinistas. Também tinham sido importadas algumas pela União Soviética.

António disse...

Convém esclarecer algumas incorrecções históricas relativas aos massacres de Katyn. De facto, a designação de Katyn atribuída aos massacres abrange uma série de sepulturas em massa na Rússia e na Ucrânia que foram o resultado do mesmo esforço genocida do NKVD sobre os oficiais polacos. Em Katyn estão sepultadas apenas cerca de 4.400 pessoas, originalmente concentradas no campo de Kozelsk e executadas na prisão do NKVD de Smolensk ou directamente no terreno.

Perto de Kharkov, na Ucrânia, há mais cerca de 3.800 pessoas (polacos, ucranianos e outras etnias), executadas na prisão do NKVD daquela cidade, sendo os polacos provenientes do campo de concentração de Starobelsk. As sepulturas, que visitei há uns meses, localizam-se perto da aldeia de Piatykhatky, mesmo à saída de Kharkov, onde existe um monumento à memória das vítimas e milhares de placas ao longo de um complexo de veredas, identificado o nome, a idade e a profissão de cada uma das vítimas.

Os agentes da polícia polacos, internados no campo de Ostashkov, foram executados na prisão do NKVD de Kalinin e enterrados em Mednoye, perto de Tver, na Rússia.

A designação de Katyn deve-se apenas ao facto de a vala comum nesse local ter sido a primeira a ser divulgada, na sequência da descoberta, primeiro em 1942, por trabalhadores dos caminhos-de-ferro polacos, de sepulturas contendo um grande número de mortos, e depois pelos alemães, em 1943, que a utilizaram como manobra de propaganda.

Tendo em conta que a operação Barbarossa teve início em 22 de Junho de 1941, seria extremamente difícil que alemães tivessem descoberto fosse o que fosse na Rússia em Abril do mesmo ano.

António Campos

aferreira disse...

Sr. António Campos.
Se a conversa fosse pessoal vossa excelência meteria a viola no saco.
-Mas como se trata de conversa virtual claro que a sua cobarde coragem sobe em flecha.
Espero sinceramente nunca o ter de conhecer, porque se se der o infeliz desenlace vossa senhoria terá de se retratar.
Vá chamar energúmeno à senhora sua mãe! está bem!

lili disse...

A ordem para execução do massacre de Katyn partiu do próprio Stalin, que odiava a capacidade de resistência do exército polaco desde 1920, quando os bolcheviques tentaram conquistar a Polónia para disseminar a revolução comunista no Ocidente – e não conseguiram. Açulado também pelo ressentimento, na noite de 5 de março de 1940, depois de reunião a portas fechadas com os membros do Politburo, o ditador russo, fumando o seu indefectível cachimbo, rabiscou a sua assinatura no documento que ordenava, de um só golpe, a eliminação de boa parte da oficialidade polaca. Na ocasião, Stalin repetiu aos pares a frase predilecta do seu antigo assessor, Nikolai Iejov, o carrasco do Grande Terror, responsável pela execução, em 1937, de 110 mil polacos civis: “Melhor ir longe demais do que não ir longe o suficiente”.

Iejov acabou por ser fuzilado também e substituído pelo ainda mais sinistro Lvrent Béria a quem Estaline chamava: o nosso Himmler.

Se a alguém onteressar ver o filme Katyn, deixo aqui um link, a tradução é má, mas dá para se perceber : - http://video.google.com/videoplay?docid=-2080155985610903776#

Anónimo disse...

A má educação e arrogância de António Campos para com outros leitores é inademissível.
O Sr José Milhazes já deveria ter tomado uma posição tal como toma quando é com leitores de outros quadrantes políticos.

Francisco Lucrecio disse...

Senhora Dona Lili;
Se ainda voltar a este lugar quero expressar-lhe a minha profunda mágoa, pelo facto de ter estado uns dias ausente e por esse motivo deixei escapar a excelente oportunidade de estancar a verborreia que por aqui espalhou.
Essas pretensas fontes de informação que menciona merecem pouca ou nenhuma credibilidade, porque não convencem ninguém que esteja minimamente informado. São uma mescla emporcalhada dos acontecimentos reais, impregnados da mais imunda intrujice.

Cita autores ressabiados como Montefiore (o confessor da casa Windsor) em “O Livro Negro do Comunismo”. Se é apenas esse que conhece então conhece muito pouco Para além desse tenho na minha biblioteca “O Livro Negro do Capitalismo” um calhamaço ainda maior “ O Livro Negro do Cristianismo” “O Livro Negro da América”. Se é em livros negros que pretende basear a sua pobre argumentação, então é uma miserável politica.

Depois além de não saber distinguir extrema direita de comunismo (esquerda). Ignora as datas dos acontecimentos que tenta relatar, atinge os extremos da miséria cultural em que chafurda ao ponto descrever minuciosamente as palavras dos vários interventores nos acontecimentos. É o que se pode chamar sem exageros uma pocilga de sabedoria.
Afirmo-o sem qualquer margem de erro que aquilo que a faz escrever os extensos comentários sem nexo nem rigor histórico é o profundo ódio que nutre por tudo o que cheira a esquerda. Mas sem coragem para se assumir como uma calorosa admiradora da direita mais reaccionária e retrógrada.
Espero encontrarmo-nos noutro local deste Blog.

lili disse...

Para si, desde que não perfilhem as suas ideias, estalinistas, é tudo um chorrilho de asneiras e verborreia. Saiba que o livro negro do capitalismo é praticamente uma caricatura, mal escrita e espatafúrdia.
Quanto às minhas opções políticas, não sei onde foi buscar que eu não era de esquerda ou de direita.
As minhas fontes são muitas, sobretudo os documentos que no início da década 90 o governo russo deixou os especiliastas e família dos desaparecidos, e mortos pelos estalinistas e ao longo do regime soviético consultar.
Não vou agora enumerar tudo o que li, desde o Arquipélago de Gulag, em 78 até agora, sobre o que foi o comunismo na Urss ou nos países satélites, vou dizer-lhe, mais uma vez, que entre os milhões de soviéticos que foram mortos à fome, na época da colectivização, purgas e restantes monstruosidades, o regime soviético, em particular aquando governado por Estaline pode-se comparar ao nazismo e que esses crimes requerem uma consulya histórica e denúncia tal como tem sido feita à 2ª Guerra Mundial e ao Holocausto, e nazismo em geral. Aliá, Esraline era um grande admirador de Hitler, ficou encantado com a Noite das Facas Longas, e deve ter sido deste episódio, em que Hitler eliminou o seu número dois, que ele se sentiu que devia fazer o mesmo, ; começou por Kirov e passado 3 anos ''instituíu'' o ano doTerror. 1937.
Não foi por acaso que houve um pacto germano-soviético, pacto este que deu metade da Ucrânia à URSS, que aproveitou para dizimar a elite dos oficiais políticos, em Katyn, para não ter de se ralar com retaliações.

Ontem li um livro muito interessante: Os Filhos de Estaline, é uma história verídica de três gerações de russos, na primeira geração, o pai membro importante do partido é assassinado sois depois de o terem ido buscar a casa e a mulher levada para um Gulag durante 11 anos, as filhas vão para uma prisão e depois, para um orfanato. Tudo isto está devidamente documentado. A causa da morte está em branco.
De momento estou a ler a biografia de Estaline escrita por Jean-Jacques Marie, e olhe que não trata o Estaline tão bem quanto o Montefiori.
http://www.wook.pt/authors/detail/id/16949

lili disse...

Além do mais, senhor Lucrécio, quem defende o comunismo tal como foi feito no século XX e ainda em certos sítios neste século, faz-me lembrar quem defende que o Holocausto nunca existiu.

lili disse...

Não comiam criancinhas, os do Politiburo, que se alimentavam e e embebedavam que nem alarves, mas no tempo das grandes fomes muitos russos tiveram que comer carne humana.
Uma das fotografias mais pungentes de toda a humanidade mostra um velho, em Kiev, a vender pedaços do corpo de crianças, numa banca.

Enfim, tenho pena que o sr. Lucrécio defenda um regime que tanto crime contra a humanidade praticou.

Francisco Lucrecio disse...

A verborreia continua e perfeitamente ensaiada.
Se é o Estalinismo que odeia então bateu à porta errada. Procure os Estalinistas e ajuste contas com eles.
O meu inimigo é o capitalismo explorador fonte de todos os males que a humanidade sofre, devorador dos recursos naturais, sem respeito por o seu semelhante nem dos que connosco partilham este planeta.
Se é isso que entende como comunista, tenho muito orgulho nisso. E lutarei enquanto as minhas forças o permitirem para derrotar esse sistema anacrónico que já devia ter desaparecido da face da terra há muito.
Se é nesse sistema que baseia os seus princípios morais, sociais e políticos então encontrou aqui um inimigo à altura para combater as suas pretensões burguesas. Para isso até sou capaz de me tornar num Estalinista devoto.

Sobre os livros que menciona que não passam de meros agentes fúnebres do Socialismo, ao serviço do capitalismo, pode acrescentar ainda que lê o livro de S. Cipriano, não me venha depois é tentar impingir isso como verdade.

Deve é explicar-me as razões porque o fosso entre os mais ricos e os mais pobres se está a alargar cada vez mais, num mundo que se debate com excesso de produção. Onde nunca na historia da humanidade se produziu tanto e tão baixo custo, e um terço dos seres humanos passam fome.
Explique-me também as causas porque os povos saídos da Ex-URSS viram as suas condições de vida agravarem-se penosamente.
E também a razão porque morrem mais crianças anualmente no mundo vitimas da fome que morriam cidadãos (incluindo militares) durante a II Grande Guerra.

È essa a minha luta; são os 20% dos Portugueses que vivem no limiar da pobreza, são os 800 000 pensionistas que ganham menos 250 €.
São os milhares de imigrantes sobreexplorados que aqui deixam o seu suor. São os milhares de jovens que esgravatam para ter um lugar decente na sociedade. É um filho que tenho igual a outros milhares de jovens que não tem feito outra coisa na vida que estudar, não tem um emprego segura trabalha a recibos verdes para ganhar 600 €.

Se pensar em replicar agradeço que saiba responder a estas questões que lhe acabei de colocar.


Mas o mais grave que noto em si para além ser uma atrofiada politica denota um acerta falta de compreensão naquilo que lê. Deixe-se de evasivas o que eu queria dizer é que são os membros da Igreja católica ICAR que devoram as criancinhas (e não só crianças) não eram os comunistas.

Aconselho-a a ter mais contenção nas aleivosias reaccionárias que espalha. Porque para se desmistificarem esses truques nojentos não precisamos de recorrer à má educação nem faltar o respeito às pessoas, basta só servirmo-nos da verdade para aniquilar essa propaganda escabrosa que usa.
Mas acredita mesmo naquilo que escreve? Quando diz que se vendia carne humana nas ruas de Kiev.
Se acredita mesmo nisso então está a precisar ser internada no Gulag de Guantanamo urgentemente.

lili disse...

Sr. Lucrécio eu acredito na História. E a História é feita por documentos. foutra maneira será um ''diz-que'' não provado. Por isso, acredito na fotografia, acredito em todos os documento, postos a publico, depois da queda do comunismo na URSS e países satélites, depois da queda do muro, aquele que foi uma das maiores vergonhas humanas, de todos os sempres.
Tenho lido muitas atrocidades praticadas pelos mais diversos governantes, desde Drácula, a Ivan, O Terrível, que o seu amigo José Estaline tanto gostava e tentou imitar, desde algumas chacinas turcas e até a terrível 1ª Grande Guerra, mas nada se compara aos crimes nazis nem aos crimes cometidos, em nome do socialismo, cometidos no século XX.

Sou uma liberal de esquerda libertária, Sr. Lucrécio, quero acabar com a pobreza e não com a riqueza.
Sim, o seu último parágrafo é bem elucidativo do que V. seria capaz, se não vivêssemos em democracia mas no seu ''encantador mundo'' comunista'.

Não menti, não sou atrofiada política nem inventei, infelizmente, nenhum dos crimes de Estaline, Pal Pot, Ceasescu e quejandos: É tudo verdade.
Holodomor - http://www.youtube.com/watch?v=4DH9Qntlq2U&feature=player_embedded

Francisco Lucrecio disse...

Mas confesso que confrontado com atoardas escabrosas do tipo que aqui tem postado, em defesa da verdade e em nome dos pobres e humilhados da sociedade que são a maioria dos habitantes deste planeta que compartilha-mos, só me posso rever em Estaline. Não é o modo que preconizo para a derrota da burguesia parasitária que infesta a sociedade, mas para mentes desconexas e os valores que a Senhora defende é o meio mais rápido e eficaz para erradicar de vez o disfarce utilizado por os detentores do grande capital.
Está enganada que qualquer Libertário honesto não inveja o que os ricos possuem, não permite é que se continuem a praticar injustiças, quando a maioria da população se vê arredada das riquezas que ela própria produz.
Exige sim a eliminação de todas as formas de Estado que põe em causa a livre iniciativa das pessoas na condução dos seus destinos ,e onde a riqueza produzida possa ser dividida com justiça por todos.
Isto e muito mais , é o pensamento Libertário. Mas a Senhora deve saber tanto o que é o movimento Libertário como eu seu o que é um lagar de azeite.
Deixe-se de fanfarronices e assuma-se como uma neoconservadora de primeira linha.
Nada pelo Estado tudo contra o Estado. Tudo pela iniciativa privada, deve ser o seu slogan.

Diz que lê montanhas de livros, mas que interessa ler tanto se, está amarrada a dogmas primários dos seus autores preferidos e aceita-os somente a eles como verdade. Esforce-se para diversificar a leitura de modo que possa fazer comparações e depois tirar as ilações que entender que mais se ajustem aos seus interesses e à sua linha de pensamento Porque o mesmo acontecimento pode ser narrado de formas diferentes.
E isso torna-se perceptível à primeira vista na defesa dos seus argumentos a Senhora vive obcecada por um sectarismo primário intolerante e doentio, que não admite nada mais que as suas versões como a verdade. Isso é muito pernicioso para quem pretende participar em discussões abertas. São métodos usados por aqueles que tanto critica.
Não tem poder, mas se tivesse não era uma ditadora diferente de Estaline.

Francisco Lucrecio disse...

Se é Libertária como diz então estamos do mesmo lado da barricada. Há muito tempo que ando à procura dum livro de Kropotkine talvez a Senhora me o ajude a encontrar (Palavras de um Revoltado). Se estiver interessada, tenho a minha biblioteca recheada de grandes Libertários Portugueses e estrangeiros. Tenho um grande homem por referencia nessa área que foi António Gonçalves Correia, comprei há poucos dias um livro de um anarquista Algarvio da actualidade Júlio Carrapato não o comecei a ler ainda.
Mas tenho todas as duvidas que a Senhora saiba o que é um Libertário. Porque qualquer Libertário que se preze desse nome, embora não concorde com as acções de outros movimentos de esquerda, não faz o jogo sujo do capitalismo.
E a Senhora além de manifestar fortes apetências a tudo que aos interesses da direita reaccionária diz respeito, tem por alvo aqueles que deviam ser os seus irmão políticos. Porque o nosso grande objectivo hoje é derrota do grande capital. Se isso é uma mascara que pretende usar para enganar o mais incautos, acabou de lhe ser retirada.

O seu comentário às questões que lhe coloquei foram mais umas divagações desconcertantes, enterrando-se ainda mais no lodaçal do radicalismo de direita.
Não me convence com essa de Libertária.


Não se dignou foi em responder sobre o agravamento das condições de vida da maioria dessas populações saídas do “ignóbil” Socialismo, nem da miséria que grassa entre uma parte significativa da população Portuguesa, e por essa Europa fora gorda e inchada. O paleio continua com a mesma dinâmica de sempre .Responda-me primeiro; o que defende para se acabarem com as injustiças sociais no mundo?
Distribuir esmolas por os pobrezinhos todos, talvez?
Isso de falar é muito fácil, mas apresentar soluções, apoiá-las e lutar por elas é outra cantiga.


E os outros muros que por ainda existem não a incomodam?
Olhe que não são menos repressores que esse que a assusta tanto.
Por aí se vê nitidamente essa esquerda Liberal e Libertária que defende, deve estar sentada à mão direita de Paulo Portas?
Mas uma Libertária não conhece mais nada que Estaline e os outros inimigos de estimação por quem tanto ódio nutre?
Se continua a associar-me com esses, eu tenho o mesmo direito em associa-la às figuras mais sinistras da direita que o sol já iluminou.
Se baba raiva asquerosa a tudo que é esquerda . O seu Libertarismo não deixa de ser é um instrumento ao serviço da burguesia ?
Retire esse manto de Libertária de cima não a está a proteger em nada, porque já ouvi coisas idênticas a essas que me causaram náuseas , ainda há pouco ouvi alguém que expele baforadas anti esquerda idênticas às suas , ter o descaramento de citar no parlamento Rosa Luxemburgo e Lenine.

Jose Milhazes disse...

Leitor Lucrécio, um Libertário estalinista! Muito original!

Francisco Lucrecio disse...

Senhor JM mas quem não concorda com as pérolas anti-Socialistas que o Senhor gratuitamente por aqui oferece tem que ser mesmo Estalinista?
O Senhor Doutor JM está completamente enganado. A grande diferença entre nós, é que eu não saltei de Social-Fascista para um inefável anti-comunista monótono. Deserdado do sistema que o ajudou a subir na vida, o Senhor pousou a paleta cromática do anti Soviétismo sobre o estatuto social adquirido, para pintar da mesma cor a paisagem do nazismo e do Socialismo.
Mais grave ainda é quando tenta justificar os crimes do Nazismo colocando-os no mesmo patamar dos excessos cometidos na URSS.
Ou ignora que o nazismo sempre inspirou a sua visão ideológica em meios brutais, desde o principio afirmou a morte, o extermínio e o genocídio como solução dos problemas da sociedade? (Judeus, Ciganos, Marxistas, Esquerdistas, Deficientes). Neste caso estamos perante uma utopia brutal e animalesca, que ao propor a eliminação dos deficientes e das bocas inúteis se pretende impor instantaneamente à selecção natural.
Tentar mostrar a equiparação Comunismo=Nazismo só tem como objectivo a diminuição do Nazismo.

Por este caminho vamos ao encontro de Nolte quando afirma que o Nazismo foi um antídoto criado naturalmente, para proteger a Europa do Comunismo (guerra civil Europeia “ declarada ao bolchevismo”). Ora é sabido que o Nazi/Fascismo foi buscar a sua inspiração a extremistas tipo Maurras, da Action Française, muito próximo da filosofia de Comte.

Se entende como Estalinista, desmistificar estas manipulações. Também não é ilegítimo afirmar que o Senhor JM saltou de Social-fascista para fascista, na medida em que os ataques que desfere ao sistema que se reviu durante algum tempo e que o impulsionou na vida, são copias perfeitas dos discursos de Goebbls.
Por favor não repita essa história fastidiosa do mudar. Mudar é totalmente diferente das posições aqui assumidas e manifestadas por o Senhor JM. Não é infernizar , muito menos achincalhar. O Doutor foi levado para o Partido Comunista e para a URSS à ponta de baioneta? Não leu os Estatutos?

Ou as concepções burguesas que hoje defende representam melhor os interesses dos mais desfavorecidos?
Foi por considerar que o Partido Comunista era ambíguo na defesa dos interesses dos excluídos da sociedade que me afastei.

Afastei-me mas não me aliei aos inimigos da minha classe, e muito menos reneguei às minhas origens.
Ou não lhe serve de exemplo o martírio dos pescadores da sua terra, ainda hoje morreram mais dois?

Jose Milhazes disse...

Sr. Francisco Lucrécio, acho que devia ter mais respeito e vergonha com os exemplos que dá. Continue a escrever o que quer, mas o exemplo dos pescadores é um golpe muito baixo da sua parte. Tenha mais respeito pelas pessoas.