quarta-feira, agosto 04, 2010

Presidente da África do Sul pretende elevar cooperação bilateral a novo nível


O Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, vai estar na Rússia, em visita oficial, de 4 a 6 de Agosto, devendo-se encontrar com o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev, no dia 5 em Sotchi, no sul do país.
Trata-se da primeira visita de um Presidente sul-africano à Rússia e tanto Moscovo como Pretória estão interessados em que ela se transforme num marco na história das relações bilaterais.
Serguei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, considerou a África do Sul “um dos parceiros mais influentes da Rússia”, sublinhando que o diálogo irá ser “fértil em todos os campos”.
O chefe da diplomacia russa considera que o volume atual das trocas comerciais anuais (cerca de 300 milhões de euros) “não pode satisfazer as partes” e, por conseguinte, é necessário dar-lhe um forte incentivo.
Os Presidentes Medvedev e Zuma irão analisar projetos conjuntos  de investimento, nomeadamente em campos como a energia nuclear e o Espaço, bem como irão assinar acordos no campo da economia, ciência e cultura.
“Quero discitir a Rússia a cooperação em campos onde o vosso país tem grande experiência e tecnologias de ponta. Espero que, durante a visita, sejam assinados acordos no campo da ciência, energia, extração de minérios”, concretizou Zuma numa entrevista concedida à televisão russa. na véspera da sua visita.

 “Estou convencido de que a minha visita à Rússia servirá o reforço das nossos relações bilaterais. Em Sotchi, irei encontrar-me com o Presidente Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin. É preciso ter em conta que os nossos laços foram historicamente sempre maravilhosos e nunca se romperam”, declarou Zuma à televisão russa, na véspera da sua visita.
“Ao contrário de numerosos Estados europeus, a Rússia nunca realizou conquistas coloniais. Além da história, os nossos dois países estão ligados por muitas outras coisas, por exemplo, pela existência de ricas reservas de minérios”, acrescentou.
Segundo ele, “nós desejamos o desenvolvimento da cooperação económica com a Rússia. Penso que ela vai utilizar a minha visita, pois a África do Sul é a “porta de África” e, tendo boas relações connosco, pode-se agir com êxito em todo o continente”.
“Moscovo pretende utilizar os laços outrora existentes entre a União Soviética e o Congresso Nacional Africano, que hoje dirige a África de Sul. Numerosos dirigentes sul-africanos estudaram ou receberam treino militar na Rússia, fator que o Kremlin já utiliza nas relações com outros países africanos, nomeadamente com Angola”, declarou à Lusa uma fonte diplomática na capital russa.

23 comentários:

Anónimo disse...

“Ao contrário de numerosos Estados europeus, a Rússia nunca realizou conquistas coloniais????

O império russo/soviético não conta???

Nuno B. disse...

A Russia nunca tentou colonizar África?..

Essa é boa, e o neocolonialismo oportunista que tentaram fazer aquando da guerra, muito bem retratado pelos livros do JM?

Jose Milhazes disse...

Caros leitores, claro que este é um lapso, mas não é meu. A Rússia realizou conquistas coloniais durante muito séculos e não ficaram atrás dos europeus.
Faz-me lembrar uma das muitas contradições da ideologia comunista na era soviética. Vladimir Lenine, fundador da URSS, dizia que o Império Russo era "uma prisão dos povos", mas, na era de Brejnev, não passava dia em que não se assinalasse o aniversário da "adesão voluntária" do Cazaquistão, Quirguistão, Geórgia, Ucrânia, etc., etc. à Rússia.
Conclusão, esses povos entraram na cadeia voluntariamente...

Jose Milhazes disse...

Caros leitores, talvez o Presidente Zuma ( ou os seus acessores, muitos dos quais estudaram na URSS)tenha lido algum compêndio de História da Rússia editado na era de Brejnev.

Anónimo disse...

Por esse prisma todas as actuais regiões de Portugal são colónias do Condado Portucalense

Jest nas Wielu disse...

/Ao contrário de numerosos Estados europeus, a Rússia nunca realizou conquistas coloniais/

Zuma no seu melhor, violador de carteira que acredita que SIDA pode ser curada se o doente comer a beterraba é um bom parceiro do império energético.

PortugueseMan disse...

Caro JM,

Talvez Zuma se esteja a referir a um contexto africano onde muitas potências europeias estabeleceram colónias?

Num contexto destes não se pode dizer que a Rússia fez algo semelhante ou estou errado?

António disse...

Esta declaração de Zuma é, em mais do que uma vertente, uma gaffe extraordinária. Por um lado, a única diferença entre o colonialismo russo (tanto o resultante da expansão imperial como o decorrente do pós-guerra) e os colonialismos europeus é que, no primeiro caso, os territórios anexados eram adjacentes ao território anexante. Em tudo o resto, e especialmente nas vertentes da exploração económica e na supressão das expressões culturais dos povos colonizados, não existe diferença absolutamente nenhuma.

Ou seja, do meu ponto de vista, o comentário foi uma lambe-botice pateta baseada numa circunstância geográfica irrelevante.

Zuma parece também esquecer-se que os territórios que compõem a actual África do Sul eram praticamente despovoados, e que a chegada dos europeus coincide, mais década menos década, com a chegada das tribos Xhosa provenientes de terras a norte. Por outras palavras, a ter havido “colonização”, ela foi perpetrada tanto pelos brancos como pelas tribos africanas.

António Campos

Francisco Lucrecio disse...

O Doutor Milhazes continua com o seu teatro de fantoches.

Por sinal não se lembra de mais povos que entrassem voluntáriamente à força para outras "Uniões" ?
Não lhe vem à memória Porto Rico, Alasca e Hawai. Isto para começar.

Por favor indique-me onde foi que a URSS colonizou fora das suas fronteiras.


O Doutor tem o atrevimento de dizer que o Império Russo não ficou atrás dos Europeus em conquistas coloniais?
Não lhe ensinaram geografia na escola?

Ainda está a tempo de aprender.

Francisco Lucrecio disse...

Não é Zumba. É jacob Zuma.

Jose Milhazes disse...

Sr. Francisco Lucrécio, volto a repetir, a história dos outros, erros e êxitos, não justifica o que foi feito na história russa ou noutra.
Quanto a lições de Geografia, aconselho-o a estudar mais e depois falar.
O colonialismo não se estuda apenas nas aulas de geografia, mas também de história, etc. Talvez daí a sua ignorância.
A conquista da Sibéria e do Extremo Oriente, do Cáucaso do Norte e da Ásia Central não foi colonialismo?
E o expansionismo soviético na Europa do Leste, África? Desculpe,tinha-me esquecido, isso foi "internacionalismo proletário".

Jose Milhazes disse...

Sr. Francisco Lucrécio, não é jacob Zuma, mas Jacob Zuma. E se isto é um teatro de fantoches, você está a desempenhar um bom papel.
Aprenda a respeitar as ideias dos outros.

Francisco Lucrecio disse...

««««««Nuno B. disse...
A Russia nunca tentou colonizar África?..

Essa é boa, e o neocolonialismo oportunista que tentaram fazer aquando da guerra, muito bem retratado pelos livros do JM?»»»»»»

Diga-me; quantas multinacionais Soviéticas existiam para escravizar os trabalhadores noutros continentes, e rapinarem os recursos doutros países? Nem nos países da sua esfera de influencia isso se verificou.
A União Soviética não tentou colonizar África. Livrou os Africanos do colonialismo, e contribuiu para o fim do regime ignominioso do Apartheid.
Sobre o livro do Doutor Milhazes referente a Angola, na altura da publicação, chamei-lhe à atenção que mencionava factos que não correspondiam à realidade ( à verdade melhor dito) e a resposta do Doutor foi que obteve essas informações de outros. Mas o livro continua no mercado e as falsificações mantêm-se.

Meu Caro Nuno B. actualize-se porque essa euforia da farsa já ficou para trás.

Jose Milhazes disse...

Leitor Francisco Lucrécio, pare de insultar as pessoas. O senhor escreveu que leu o meu livro em vertical e eu recomendei-lhe a ler na horizontal, mas não me respondeu.
Pelos seus comentários, só você tem a verdade na mão e foi essa verdade que custou a vida a milhões de angolanos.

Francisco Lucrecio disse...

Jose Milhazes disse...
Leitor Francisco Lucrécio, pare de insultar as pessoas. O senhor escreveu que leu o meu livro em vertical e eu recomendei-lhe a ler na horizontal, mas não me respondeu.
Pelos seus comentários, só você tem a verdade na mão e foi essa verdade que custou a vida a milhões de angolanos.
19:22
Dei uma vista de olhos no livro ( na vertical) e foi o suficiente para encontrar contradições, enredos e desonestidades de um qualquer pergaminho de propaganda dos tempos da guerra fria.

Considera um insulto repor a verdade? Quando diz na página 83 “ a 23 Km de Luanda na batalha de Quinfandongo no Rio Bengo foi derrotada uma coluna blindada da África do Sul”
Expliquei-lhe na altura que o rio Bengo fica a Norte de Luanda, e as forças blindadas Sul Africanas foram retidas em Novo Redondo (hoje Sumbe) cerca de 200 Km ao sul.

Sobre a entrada directa dos combatentes Cubanos no conflito também não é como diz no livro.

Depois fala em Pigmeus no Sul de Angola e na Namíbia, que um tal conselheiro Soviético lhe tinha dito que tinham uma grande sensibilidade para pressentirem tremores de Terra.
Expliquei-lhe também que nenhuma dessas versões era verdadeira. Os Pigmeus não habitam nessas regiões e os abalos sísmicos são pouco frequentes.
Quando se refere às batalhas da Cangamba e do Cuito, tenta retratar as forças governamentais como um exército de cobardes. Só lhe falta render tributo como verdadeiros heróis aos racistas agressores. Mas anda lá bem perto!
Só não consegue explicar no livro como o exército Sul Africano foi derrotado e escorraçado de Angola para fora. Tiveram que pedir apoio nuclear aos Israelitas com receio que os Angolanos e os Cubanos entrassem por a África do Sul adentro (testemunho de Mandela)

Se se tivesse dado ao trabalho de ir consultar também a outra parte não se tinha enredado nestas e noutras contradições que lá estão .. Mas o seu objectivo não era fazer um trabalho isento. Porque outros interesses o movem.

O Chefe de Estado Maior das FAPLA na altura o general António dos Santos França (NDALU) tem esses acontecimentos todos publicados em livro Consultou-os?

Jorge Martin Blandino um jornalista que acompanhou o conflito também publicou um livro sobre isso. Também o consultou?

Sousa e Castro um militar de Abril (foi meu comandante) descreve alguns dos acontecimentos em Angola num livro.

Em sua opinião qual é a verdade que custou a vida a esses milhões de Angolanos? Foi a ajuda Soviética aos ,movimentos que combatiam o colonialismo.

Já Salazar, Caetano e toda a horda de fascistas pensavam que os problemas das colónias eram trazidos do exterior.

O Doutor Milhazes diz sempre que mudou. Embora tivesse passado por várias metamorfoses o Doutor continua igual àquilo que sempre foi

O Doutor não é pioneiro nestas andanças, já muitos outros fizeram o mesmo percurso. Estou a lembrar-me de Boris Bajanov, Krássine, Gueórgue Solomone, Aleksandr Zinóviev, Durão Barroso, Arnaldo de Matos, Pacheco Pereira, Pulido Valente, Furet e muitos, muitos mais.

Cumprimentos.

Jose Milhazes disse...

Leitor Lucrécio, obrigado pela companhia que me arranjou, estava a sentir-me muito sozinho...
Quanto aos testemunhos citados no meu livro, o nome deles está lá e se soubesse um pouco da história da URSS,compreenderia que entre eles estão Heróis da URSS. O testemunho sobre os pigméus pertence ao general Varennikov. Sabe quem é este senhor?
E mais um pormenor, os testemunhos pertencem a pessoas que combateram ao seu lado, não seja ingrato, ou antes era o internacionalismo e agora as coisas mudaram?

José Manuel disse...

Penso que há aqui uma certa confusão entre "pigmeus" e "bosquimanos".
Os povos caçadores-recolectores que vivem a sul de Angola, nas zonas semi-desérticas do Kalahari são efectivamente os bosquímanos, que se auto-designam como "San".
Os pigmeus são um grupo de populações que vivem na selva tropical do centro de África, sobretudo no Uganda. São conhecidos pela sua estatura muito baixa que resulta, possivelmente, duma adaptação genética às condições ambientais da selva.

É natural que quem não domine a Antroplogia faça esta confusão.

Também não concordo quando dizem que na URSS a Rússia colonizava as restantes nacionalidades. Se isso fosse verdade não teriamos nos cargos máximos URSS líderes provenientes de diversasoutras repúblicas sem ser a Rússia. Aliás quando Ieltsin destruiu a URSS usou exactamente o falso argumento chauvinista de que a maioria russa estava a ser dominada pelas minorias das outras nacionalidades.
Por isso nao existe essa comparação simplista entre o antigo "Império Russo" e a URSS.

É natural que o Presidente Zuma relembre o papel que a URSS desempenhou no apoio às forças que lutaram contra o apartheid, enquanto que países como os EUA ou a Inglaterra foram durante décadas (até finais da década de 80)o principal suporte internacional desse regime.

Wandard disse...

"
É natural que o Presidente Zuma relembre o papel que a URSS desempenhou no apoio às forças que lutaram contra o apartheid, enquanto que países como os EUA ou a Inglaterra foram durante décadas (até finais da década de 80)o principal suporte internacional desse regime."

É verdade que o antigo império russo se formou através da conquista de outros povos e esta situação sim, é comum à história da humanidade desde os primórdios das primeiras civilizações, e claro, esta formatação permaneceu até o fim da União Soviética. Porém é um erro afirmar que o expansionismo russo ou até mesmo a formação do bloco comunista liderado pela então União Soviética compare-se ao modelo colonial implementado pelas potências europeias no passado, houveram casos da criação de nações mesmo ao custo de populações nativas como o Brasil por Portugal, mas em contrapartida ocorreu a destruição de civilizações como os Astecas pelos Espanhois e a submissão de vários países como ocorreu com a Índia e a China por exemplo, pela Inglaterra, sendo que neste último, outras potências europeias também participaram como a Alemanha e os EUA na aurora de sua política externa terrorista contra nações mais fracas.

Só relembrando um outro fato, Mandela terminou sendo preso em 1962 em virtude da ajuda da CIA e não da KGB, certamente ele não teve a oportunidade de ouvir "Bem vindo a América a terra da liberdade e das oportunidades"

Francisco Lucrecio disse...

«««««««A conquista da Sibéria e do Extremo Oriente, do Cáucaso do Norte e da Ásia Central não foi colonialismo? »»»»»»»»»


É aquilo que se costuma dizer ; tem troco para toda a moeda.

E não sabe como foram constituídos os restantes países da Europa? Foi tudo pacifico não houve ocupações nem conquistas.

Se uma coisa não justifica a outra. Também não a deve apagar.

«««««««««««E o expansionismo soviético na Europa do Leste, África?»»»»»»»
Esqueceu-se das ocupações e agressões na América Latina? Foi tudo em nome do bem.

Quais foram as possessões coloniais Soviéticas em África? Quantas bases militares tinham no Continente Africano? Lembro-me apenas de uma posição naval de apoio. Quantas empresas Soviéticas conheceu a operar noutros continentes,explorando a mão de obra local e os recursos naturais?
È a isto que o Doutor deve responder, porque o resto é paleio

O doutor Milhazes além de dar mostras que é fraco em geografia acaba de provar que também o é em matemática.
Sabe que a área do continente Africano são 38 000 000 de Km2 , Some aos outros continentes que os Europeus colonizaram. Depois é só fazer as contas. Ou precisa de ajuda?

São de uma irracionalidade incrível tais afirmações. Criticam-se os Russos por terem expandido as suas fronteiras. Os Soviéticos por terem ajudado os povos a livrarem-se do colonialismo que os oprimiu durante séculos.
E como se devem tratar aqueles que colonizaram a milhares de quilómetros do seu espaço territorial?
Esses são os libertadores?


Cumprimentos

Francisco Lucrecio disse...

«««««« Jose Milhazes disse...
Leitor Lucrécio, obrigado pela companhia que me arranjou, estava a sentir-me muito sozinho...»»»»»»»»»».

Está entre a sua gente!

«««««««««E mais um pormenor, os testemunhos pertencem a pessoas que combateram ao seu lado, não seja ingrato, ou antes era o internacionalismo e agora as coisas mudaram?»»»»»»

Está errado Doutor! Em Angola andei aos tiros do lado do exército Português apenas.
Meteram-me aqui num barco em pleno inverno acompanhado de mais uns milhares, 11 dias depois estava a desembarcar em Luanda debaixo de um calor abrasador, passei 18 dias no Grafanil, Um mês depois já andava a enfiar a cabeça na terra das florestas e das chanas do leste de Angola.
Foi assim que conheci Angola pela primeira vez. Para que entenda que os combates que travei foram todos ao lado dos militares Portugueses. Não se ponha a adivinhar.
Depois conheci Angola bem como civil, a trabalhar.


Sei que muitos desses “heróis” que enaltece enquanto existiu a URSS estavam em Angola a assessorar as forças governamentais. Depois da extinção da União Soviética alguns foram servir a UNITA. E por fim já andavam todos aos tiros uns contra os outros
Que bom exemplo de “heróis” que apresenta.

Esse general Varennikov deve ser do mesmo tipo do general Konstantin.

Porque as referencias que faz às batalhas da Cangamba e do Cuito por exemplo, são de uma deturpação dos factos abusiva . Se os acontecimentos tivessem ocorrido como os descreve, nunca as FAPLA e os Cubanos em inferioridade numérica e de equipamento nos primeiros dias, tinham conseguido vencer a UNITA e as SADF. Mas a história é muito mais longa, porque mete a construção da pista da Caahma, debaixo do nariz dos Sul Africanos, a poucos quilómetros da fronteira.

Isso não consta no livro. Se o pranto é todo para chorar a derrota do colonialismo/imperialista.

Cumprimentos.

Francisco Lucrecio disse...

José Manuel disse...
Penso que há aqui uma certa confusão entre "pigmeus" e "bosquimanos".
Os povos caçadores-recolectores que vivem a sul de Angola, nas zonas semi-desérticas do Kalahari são efectivamente os bosquímanos, que se auto-designam como "San".


É mesmo como o Senhor diz; Os Bosquimanos são os habitantes das zonas desérticas e áridas da envolvente do Kalahari. Expressam-se basicamente por estalidos com a língua. Os Koi-Koi pertencem ao mesmo grupo étnico. Nunca houve uma mistura muito acentuada com os Bantus vindos da região central de África.
O filme “os deuses devem estar loucos” retrata um pouco a vida dos Bosquimanos.

Ao paço que os Pigmeus habitam as florestas virgens da bacia do rio Zaire (Congo), em especial a Província do Equador ( na RDC). Desculpe fazer-lhe um reparo, não tenho a certeza se o território desse povo chega até ao Uganda, creio que a oeste abrange ainda a fronteira do Congo Brazaville, lá para o outro lado(Uganda) não deve chegar tão alto, porque aí de um lado vivem os animistas do Sudão, do outro os Hutus e os Tutsis, e outros povos mais.
Os Pigmeus são um povo característico da floresta tropical densa, os homens não ultrapassam em geral 1,5 metro.
Não esclareci isto da primeira vez que chamei à atenção que não era correcto o que o livro do Doutor Milhazes dizia, porque entendi que não o devia fazer.

Henrique Abranches tem um livro publicado sobre a cultura e as origens dos povos de Angola muito bom.
Cumprimentos

Inácio Cristiano disse...

Caro Milhazes

Sobre "pigmeus" etc,etc.
creio que estamos perante um caso de relativismo quanto à estatura dos ditos cujos.
Talvez seja mais correcto aplidá-los de "homens de baixa estatura" quando falamos de bosquimanos do Okavango.
Quanto à batalha de Luanda ou do vulgo Kifangondo, parece-me evidente que as suas fontes sabem do que falam (acerca das baterias de artilharia sul africanas),basta consultar o testemunho do coronel Mendonça Junior:

http://senadonews.blogspot.com/2005/08/batalha-de-luanda-uma-histria-mal.html

Francisco Lucrecio disse...

Oh Senhor Cristiano! Parece que está a tentar ser mais papista que o papa?
Leia as memórias de Ndalu, que era ao tempo o chefe dessa frente. Mas a mania que as pessoas têm de fazer valer a sua "verdade".
Quem lá estava ao norte de Luanda eram os Zairenses, os mercenários e as FALA comandados por Santos e Castro, fugiram em debandada no recontro do Forno da Cal.
A coluna que integrava a operação Savana foi travada em Novo Redondo hoje Sumbe.