sexta-feira, janeiro 28, 2011

Combate ao terrorismo passa por compreender a sua natureza


O verdadeiro combate ao terrorismo passa por um estudo sério das suas fontes e por um intenso trabalho diário com vista à sua prevenção, declarou  Andrei Lymar, sociólogo e professor universitário russo.
“Na era de Estaline, a luta contra o potencial terrorismo transformou-se na luta contra os inimigos do povo e repressões em massa, provocando a esquizofrenia nos cidadãos da URSS. Assim acontece sempre que a fonte da ameaça não é definida, é ilusória ou inventada”, sublinha o sociólogo.
Segundo ele, “poderão ser reforçados os meios técnicos, mas isso não dará resultado. É preciso definir a origem do terrorismo. Há apenas versões: caucasianos, nacionalistas, etc., mas não existem certezas, por isso é difícil elaborar meios eficazes para o combater”.
Aleksei Malachenko, analista político do Centro Carnegie de Moscovo, tem uma opinião semelhante:  “Mas que consequências? As mesmas de sempre: endurecimento da política federal no Cáucaso, mais uma porção de palavreado de que o acto terrorista foi realizado por bandidos (mas entre os verdadeiros bandidos não há suicidas), apelos à separação do Cáucaso do Norte, aumento da xenofobia...”,.
O sociólogo Andrei Lymar defende que o combate ao terrorismo é uma tarefa difícil tanto para os cidadãos, como para o Estado.
“É uma tarefa difícil educar na população a cultura de consumo dos serviços do Estado, incluindo o da garantia de segurança, e o Estado tem dificuldade em formular o conteúdo desses serviços. Daí o problema da solução de tarefas concretas, daí muitas palavras sobre a necessidade de o próprio cidadão pensar na sua segurança”, declara o sociólogo.
“Se o cidadão tiver de pensar a cada momento na sua segurança, como apelam alguns políticos, quando é que ele vai trabalhar, descansar, etc.?”, pergunta ele.
“Por isso” – continua ele – “o Estado resolve o problema pagando compensações monetárias aos cidadãos em todos os casos: catástrofes, atentados terroistas. Por enquanto, as pessoas ficam satisfeitas com isso e não falta dinheiro”.
O professor universitário não vê uma relação direta entre o terrorismo e a corrupção existente na Rússia, mas frisa: “a tradição cultural na Rússia é a do maximalismo: ou tudo, ou nada; ou hoje, ou nunca, sem amanhã ou depois de amanhã. A corrupção tem origem aí, bem como no medo da pobreza de ontem, de hoje e do futuro”.
“A economia tem remédios para isso, mas ainda temos pouca prática”, concluiu.

4 comentários:

FAB FLANKER disse...

O combate ao terrorismo é a ocupação militar dos locais onde se encontram estes extremistas! Não há outra alternativa.

A Rùssia tem que enviar para o Cáucaso mais divisões do Exército para dar um pente fino em lugares como a Adygeya, Karachay-Cherkessia, Kabardino-Balkaria, North Ossetia, Ingushetia, Chechenia e Kalmyria.

São territórios pequenos, com uma baixa população, muito fáceis para monitorar, tendo várias brigadas do Exército instaladas lá!

E é isso que a Rússia tem que fazer, quebrar estas células terroristas, fechando a fronteira com os países muçulmanos que fazem fronteira com essas repúblicas e fiscalizar a entrada e saída de tudo que passar pela fronteira!

E deve investir pesado em educação e patriotismo nestas regiões, para sua população não se perder para o fundamentalismo islâmico, que é uma praga no planeta!

Francisco Lucrecio disse...

Oh Doutores Milhazes já por mais de uma vez me dirigi ao Senhor pelas mesmas razões que o vou fazer agora. Regularmente assisto ao corte dos meus comentários. Até aqui tenho aceitado os argumentos que apresenta, que essa situação deve-se a erros do sistema. No entanto desta vez tive o cuidado em verificar que o comentário tinha sido aceite, ficando apenas a aguardar validação da parte do Administrador.

Deste modo insisto em perguntar mais uma vez ao Senhor se a minha participação no seu blogue é inconveniente?

Se é assim basta o Doutor Milhazes informar quem pretende participar neste espaço, que aqui a verdade tem preferências ideológicas, e quem pretenda sair fora dos “Padrões Doutrinários estabelecidos não é aceite”.

Isso confirma-se uma vez mais com os seus artigos dos últimos dias.

Assisti aqui por mais de uma vez ao Senhor passar admoestações a alguns participantes por terem saído fora dos temas da Rússia e das suas envolventes históricas e politicas, no entanto as questões levantadas por esses participantes não deixavam de relacionar-se dentro do mesmo assunto. Simplesmente porque envolviam os EUA o Senhor não aceitou.

Muito bem; agora não se cansa de despejar propaganda tentando atrelar a Rússia à situação que se está a viver no Médio Oriente.

Como se não fossem realidades totalmente distintas. Comparar as duas situações é de um extremismo estéril, um negrume maniqueísta sem paralelo.


Nietzsche neste aspeto foi mais ousado quando disse que; “Não existe verdade, apenas interpretações das coisas”.

E da sua parte tudo indica que tem como objetivo que os outros interpretem as coisas tal como desejava que acontecessem.

E quem ousar sair fora dessas normas é admoestado e em ultima instância censurado.

Jose Milhazes disse...

Senhores Lucrécios! Eu só corto comentários quando eles contêm insultos pessoais, o que acontece às vezes nos seus comentários. Quanto à comparação entre a situação no Norte de África e a Rússia, note que eu publiquei opiniões de especialistas e depois, à parte, escrevi a minha opinião.
O senhor tem direito a dizer que não está de acordo.
Quanto ao que escreve sobre os EUA e temas afins, entenda como quiser. Não estou com paciência para entrar em discussões vazias.

Francisco Lucrecio disse...

«««««««Jose Milhazes disse...
Senhores Lucrécios! Eu só corto comentários quando eles contêm insultos pessoais, o que acontece às vezes nos seus comentários»»»»»»».

Doutor Milhazes! Respondo apenas por mim, creio que sou o único que assino por Lucrécio? E deve especificar melhor o que entende por insultos pessoais. É desmascarar as mascaradas que aqui lança? Como fiz no comentário anterior e como tinha feito no outro que o Senhor cortou?

Pode muito bem preparar-se para continuar a cortar mais comentários meus.

Feito por si é uma comenda que recebo, um anti-comunista verrinoso que exibe pomposamente no seu currículo a militância no PCP. Devia também ter um pouco mais de coragem para acrescentar que subiu na vida à conta dos comunistas.

É isto que considera insultos? Já tive ocasião para aqui dizer mais que uma vez. Não contem comigo para gerar consensos onde a verdade é deliberadamente escamoteada. O meu cérebro não está à venda, nem tenho que me preocupar com o valor do cheque.

E os interesses que tenho a defender são os da minha classe. Porque o futuro sempre pertenceu àqueles que lutam e não aos que traem.


«««««««««note que eu publiquei opiniões de especialistas e depois, à parte, escrevi a minha opinião»»»»»»»».

Especialistas ou a voz do dono? Qual a razão que publica sempre o mesmo tipo de opiniões? Ou para o Doutor Milhazes não existe o contraditório?

Quando acrescenta a sua opinião é sempre para adocicar a pílula no sentido de “escorregar” melhor.

É doloroso ter que afirmá-lo, mas é essa a realidade