quarta-feira, abril 20, 2011

Vladimir Putin afirma que seu país conseguiu evitar crise semelhante à de Portugal


O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, considerou, hoje, que a Rússia conseguiu escapar aos graves riscos provocados pela crise económica mundial e apresentou Portugal como exemplo de país que não resistiu ao impato negativo.

”A economia mundial restabelece-se gradualmente, mas as consequências da crise mostraram ser tão sérias que conduzem a tensão social em muitos Estados”, declarou Putin ao fazer um balanço da atividade do seu governo em 2010.

“Observamos a desestabilização de regiões inteiras, com consequências imprevisíveis. Há 15 dias atrás, Portugal foi obrigado a recorrer à UE para pedir ajuda financeira urgente. Antes, já a Irlanda e a Grécia tinham feito isso”, exemplicou ele ao dirigir-se aos deputados da Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo.

Segundo Putin, “foi nosso êxito comum que a Rússia, num período muito complicado da crise global, tenha evitado sérios riscos, muito reais, que podiam enfraquecer o país, o seu potencial económico e humano, levar à deterioração dos padrões sociais”.

O dirigente russo frisou que a Rússia deve ser independente e forte para evitar o ditado grosseiro e a ingerência externa.

“Sejamos honestos, no mundo atual, se tu és fraco, aparece obrigatoriamente alguém que te quer aconselhar, indicar para onde deves avançar, que política tens de realizar. Por detrás de semelhantes conselhos bondosos e discretos estão o ditado grosseiro e a ingerência nos assuntos internos de um Estado independente”, frisou.

Vladimir Putin voltou a recordar Portugal ao anunciar a sua proposta de criação de uma comunidade económica única da Grande Europa e de pôr termo ao sistema de vistos entre a Rússia e a UE.

“Estou convencido de que a nossa ideia, dirigida aos nossos parceiros europeus, sobre a criação de uma comunidade harmoniosa de economias de Lisboa a Vladivostoque, terá o apoio dos europeus”, declarou.

“Para iniciar, propomos aos colegas europeus a realização de projetos com vista a liquidar os “lugares estreitos” na nossa cooperação. Realizar na prática a ideia do complexo energético único da Grande Europa”, acrescentou.


6 comentários:

Anónimo disse...

Pq o Sr. se cala diante da homofobia praticada pelo governo russo contra sua populacao homossexual?

Jose Milhazes disse...

Sr. anónimo, se tem factos, avance, eu publico.
Se tem em vista a proibição das paradas-gay pelas autoridades de Moscovo, escrevi sobre isso várias vezes.
Não tendo nada contra os homossexuais, cada um faz com o seu corpo o que quer, considero que a defesa dos seus direitos não passa por organização de paradas-gay, tanto mais que têm entre os dirigentes russos representantes seus.
Sempre que seja permente, abordarei o tema, como faço com qualquer outro que acho ter interesse para os meus leitores.

Anónimo disse...

Com os preços do petroleo, gas e minerais a disparar actualmente a Rússia dificilmente sofreria uma crise económica mas quero ver quando as crises do mundo árabe ter fim e os preços do petroleo cairem...

Nuno

Francisco Lucrecio disse...

Eu quero é ver quando os EUA tiverem que equilibrar as suas finanças o que vai ser da economia mundial? Segundo especialistas neste momento para o conseguirem teriam que aumentar os impostos em 30%. Fazer uso da manigância de fabricar moeda sem controlo para cobrirem o défite deu precisamente nisto um super endividamento que vai levar a outra receção ainda pior que a de 2008. E desta vez toca a todos.


Portanto o Senhor Putin que não esteja a cantar vitória antes de tempo porque não sabe o que está para vir (ou não quer dizer).

J.BRASIL disse...

É como foi dito acima. Com esses preços do petróleo em alta expressiva desde 2002, quando saiu da casa dos US$ 30,00 o barril, a Rússia vai numa boa.

Anónimo disse...

«Ao impato»? Mesmo com essa parvoíce do Acordo ortográfico, «impacto» continua a ser escrito como sempre foi, dado que o C é pronunciado.