sábado, maio 21, 2011

Queda de rublo bielorrusso provoca pânico entre a população



Os bielorrussos lançaram uma verdadeira corrida às lojas de produtos a fim de se livrarem da moeda nacional: rublo, que se desvaloriza muito rapidamente.
Esta situação foi reconhecida pelo vice-primeiro-ministro da Bielorrússia, Serguei Rumas: “Hoje de manhã, a monotorização mostrou que em algumas povoações surgiram problemas com a falta de alguns produtos, incluindo sal de cozinha”.
O vice-primeiro-ministro acrescentou que “o governo controla a situação e, nos próximos dias, voltarão a aparecer produtos nas lojas”.
Porém, os bielorrussos parecem não acreditar mais nas promessas dos seus dirigentes, e principalmente do Presidente Alexandre Lukachenko, correndo para as lojas e adquirem tudo aquilo que se pode conservar. Inicialmente, desapareceram os produtos e artigos estrangeiros, mas, agora, aumentou a procura de tudo o que é nacional.
Este pânico é devido à rápida desvalorização do rublo bielorrusso.
No dia 11 de maio, quando o Banco Central da Bielorrússia, liberalizou o câmbio da moeda nacional a fim de travar a sua queda, o preço de 1 euro subiu de 4.500 para 7.000 rublos, mas, no mercado negro, ele atinge os 12.500 rublos bielorrussos.
A fim de salvar o mercado financeiro, os dirigentes bielorrussos lançaram um pedido desesperado de ajuda à Rússia, mas Moscovo não se apressa a ir ao encontro do Presidente da Bielorrússia.
O Kremlin manifesta-se disposto a emprestar pelo menos 2,5 mil milhões de euros para salvar a economia do país vizinho, mas impõe condições. Por exemplo, exige a realização de privatização de parte da propriedade pública bielorrussa.
Um dos alvos principais de Moscovo é a Beltransgaz, empresa que controla a passagem do gás russo para a Europa através da Europa. A Gazprom russa está pronta a pagar cerca de 750 milhões de euros por ela.
Além disso, essa quantia é claramente insuficiente para manter à tona as finanças bielorrussas. Stanislav Bogdankevitch, antigo presidente do Banco Central da Bielorrússia, considera que, em 2011, o país necessita de um empréstimo de mais de 5 mil milhões de euros.
Minsk não pode contar com o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, pois Washington e Bruxelas romperam as relações com Lukachenko devido às repressões que ele tem lançado contra a oposição.

5 comentários:

anónimo_russo disse...

"...pois Washington e Bruxelas romperam as relações com Lukachenko devido às repressões que ele tem lançado contra a oposição..."


Seria interessante saber, se eles pretendem romper as relações, por exemplo, com o presidente da Geórgia Saakashvíli que lançou hoje repressoes contra a oposição georgiana. (Claro que não, porque Saakashvíli é um canalha, mas um canalha deles). Seria interessante tambem saber se pelo menos nalgum dos meios de comunicação ocidentais houve algumas notícias da Geórgia de ontem/hoje. Duvido.

Jose Milhazes disse...

Anónimo russo, lei com atenção a imprensa ocidental. A agência Lusa, para a qual trabalho, publicou três notícias sobre as manifestações na Geórgia, duas delas escritas por mim.

Anónimo disse...

Ué, não é o país que tem uma "ótima situação social"?

anónimo_russo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Boa tarde,

Será que me podia informar se o Rublo é o mesmo na Russia e na Bieolorussia? Obrigada