sábado, agosto 20, 2011

Falta de cuecas abalou a etiqueta soviética

A propósito do 20º aniversário da derrota do golpe comunista de 19 de Agosto de 1991 muitos relatos e memórias têm sido publicadas e reveladas. Deixo aqui uma que mostra a "fartura" existente na União Soviética.
Leonid Kravtchuk recorda que, quando era segundo-secretário do Partido Comunista da Ucrânia, parte do Partido Comunista da União Soviética, foi visitar uma fábrica textil.
A fábrica estava instalada num edifício de dois andares. Quando ia a subir as escadas do rés-do-chão para o primeiro andar, convidou as operárias e gerentes da fábrica a passarem à sua frente, proposta que foi prontamente recusada.
Perplexo, Kravtchuk perguntou porque é que não queriam passar à frente. Elas explicaram: "Não podemos porque não temos cuecas vestidas, pois não aparecem à venda nas lojas".
Como se costuma dizer, acredite se quiser.
Mulheres, na URSS também não havia tampões e pensos higiénicos, entre muitas outras coisas.

26 comentários:

MSantos disse...

Não vale a pena bater no ceguinho porque este problema de escassez também atinge o Ocidente dado muitas mulheres andarem sem cuecas.

Cumpts
Manuel Santos

Jest nas Wielu disse...

/não havia tampões e pensos higiénicos/

Esta a brincar, essas peças “burguesas” só apareceram no fim da década de 1980 e as filas para compra-las eram enormes. Até ai as mulheres usavam o algodão (antes disso os panos), afinal das contas na URSS vivíamos a- fartazana...

Anónimo disse...

Na Rússia as mulheres - mesmo com cuecas - vão à frente ao subir as escadas?!!!!???

Pensava que a boa educação era universal no tempo e no espaço - pelo menos na dita Cultura Ocidental...

Anónimo disse...

cueca = calcinha, aqui no Brasil.

Eduardo disse...

Escassez ou falta de algo é comum nos regimes vermelhos...

Mas, creio que a Urss era o paraíso perto de Cuba...

Cuba agora enfrenta escassez de papel higiênico

http://www.estadao.com.br/noticias
/internacional,cuba-agora-enfrenta-
escassez-de-papel-
higienico,415256,0.htm

Jose Milhazes disse...

Caro leitor anónimo do Brasil, peço desculpa pela "calcinha", mas pensava que no português do Brasil também há a palavra "cuecas". Preciso de ir ao vosso país estudar o português do Brasil. Obrigado.

Ricardo disse...

Não deixa de ser curiosa a situação, mas de escasses o brasileiro entende bem, não precisamos ir longe para ver gente necessitada, basta olhares para as mais de 1000 da cidade do Rio de Janeiro.

Jose Milhazes disse...

Leitor Ricardo, mas o Brasil não é uma super-potência, o farol da humanidade, etc., etc.

Fada do bosque disse...

Como seria na Idade Média?! e as mulheres sobreviveram? penso muitas vezes.
Não havia disso quando a minha mãe era jovem.
Para ser sincera, imaginei um mundo apocalíptico pós 3ª GM e realmente, a falta da higiene que agora e segundo os padrões actuais é considerada mínima, é das coisas que mais me aflije logo a seguir à fome e sede...
Falam sempre em descobertas estrondosas, mas essas que facilitaram tanto a vida das mulheres são muito esquecidas porque se tornaram banais. Se isso falta...
Quanto ao ir à frente, é mesmo de cavalheiros que infelizmente estão em vias de extinção, pelo que me apercebo cá em Portugal.

Anónimo disse...

E vocês todos estão a falar mal do comunismo e países comunistas, por acaso como está o ocidente actual? Em Espanha 22% da força económica está sem trabalho e muitos estão privados até mesmo de ter boas cuecas.

Gilberto Mucio disse...

É mais uma para pôr na conta do capitalismo.

Depois que o capitalismo foi restaurado em 1985(isso!).

Francisco Lucrécio disse...

Esta informação é ridicula, mostra o caráter abjeto de propaganda rasteira de quem a publica.

Já vale tudo.

MSantos disse...

Plenamente de acordo, anónimo das 15:08. Foi incutido a toda a gente que vivemos no melhor dos mundos e que o mundo "não pode voltar para trás" mas está a trazer-nos de volta ao séc. XIX com todos aqueles "maravilhosos" cenários de Charles Dickens e esta gente anda entretida a caçar fantasmas de comunismos desaparecidos, ainda não percebi se por ingenuidade ou deliberadamente para desviar as atenções.

Cumpts
Manuel Santos

Jose Milhazes disse...

Gilberto, você não se deve dar muito bem com a história. O que o Kravtchuk falou passava-se na União Soviética, antes da chegada de Gorbachov ao poder. As senhas de racionamento, a falta dos produtos mais essenciais foi uma constante da era comunista. Eu vivo aqui desde 1977 e vive situações dessas.

Ricardo disse...

Faltou a palavra favelas entre 1000 e a cidade do Rio de Janeiro.

Anónimo disse...

Esse era o regime que queria atender a todas as necessidades básicas do ser humano.

E Pimba! disse...

Por aquilo que se vê em milhentas fotos e filmes de rua com mulheres dos países ex-soviéticos parece que ainda näo colmataram essa escassez...

Anónimo disse...

O Gilbero Mucio e o Sr Francisco Lucrécia não aprendem e ignoram factos.

Viver em Cuba ou na Coreia do Norte, eles não querem !!!

Francisco Lucrécio disse...

««««««Viver em Cuba ou na Coreia do Norte, eles não querem !!!

17:02»»»».


Já esteve em Cuba? Eu já lá fui passar férias mais de uma vez.

Andei á vontade por toda a parte sabia que não corria qualquer perigo.

Faça o mesmo em Portugal, Espanha e noutros países da Europa que são "ricos". Imagine se fossem pobres como os Cubanos? Estavam logo à espera nas escadas do avião para assaltar quem chegasse.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio 21:44
/Faça o mesmo em Portugal … e noutros países da Europa …/
Por essa ordem de ideias, Portugal do Salazar era óptimo, os lisboetas andavam nas ruas de Lisboa às altas horas de madrugada sem temer os asslatos, nem drogados, nem emigrants, nem habitants do Montijo, etc.

Francisco Lucrécio disse...

Não diga asneiras. Contenha-se, era Portugal de Salazar, Espanha de Franco, a França a Itália, a Inglaterra, Brasil, os EUA a URSS. Procure saber as razões desses fenómenos, para compreende-los, depois explica tudo aqui ao pessal.

Tristeza mais triste não deve haver que aquela que quando nos brinda com o seu larachal desbocado.

Preocupe-se com o que se passa na sua Ucrânia, onde uma enfermeira tem um vencimento equivalente a 90 €.
A minha amiga Tania enfermeira radiologista, de Zaparójia tinha pensado em regressar de vez. Teve que voltar de novo, prefere esfregar chão aqui em Portugal que exercer a profisão na Ucrânia. Isto passas-se com milhões de conterraneos seus.

Anda você a fazer provocações sem fundamento e esconde estas verdades. Já que não se digna respeitar outros povos, tome vergonha, saiba respeitar ao menos o drama que o povo do seu próprio país vive.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio 17:09
Não creio que disse alguma inverdade, Lisboa do estado novo era uma cidade segura, sem droga, nem assaltos dos carros blindados, nem os bairros degradados onde hoje em dia a PSP só entra apoiada pelo GOE...

Francisco me aponta o exemplo dos ucranianos a trabalhar em Portugal e “se esquece” dos portugueses a trabalharem na apanha de uva na Espanha, na construção civil em França, no ramo dos supermercados na África do Sul...

Quer dizer, parece que até um “internacionalista proletário” como V. Excia tem a mania de pertencer aos descendentes dos descobridores? Olha, olha...

Francisco Lucrécio disse...

Não consegue distinguir a diferença?

Eu explico-lhe.

Os Portugueses que vão exercer essas profissões no estrangeiro, nenhum deles tem cursos superiores. Trabalham na normalmente na profissão deles é o que não acontece com os seus conterraneos.

Depois é capaz de explicar qual a quantidade de jovens Portuguesas que fogem do país para se prostituirem no estrangeiro?

Compare com a Ucrânia.

Depois ainda os Portugueses que trabalham na África do Sul também não fazem trabalho escravo, têm práticamente o seu negócio próprio.


Já consegue distinguir o que é fazer trabalho escravo?

Não siga esse caminho que daqui não leva nada.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio 02:27
Então Francisco sugere que os emigrantes portugueses são todos uns analfabetos? Não sabia disso, sinto muita pena, oxalá que esteja enganado…
Sobre a quantidade de jovens Portuguesas que fogem do país para se prostituirem no estrangeiro não tenho dados concretos. Mas decerto V. Excia poderia nos faculta-los.

Aprendi na escola que o trabalho escravo (ou semi-escravo) era exercido pelos africanos nas colónias que Portugal possuia em África: Angola, Guiné, Moçambique, São Tomé, Cabo Verde… Não sei se a historiografias soviética estava certa? O que acha?

Afinal, o trabalho já não dignifica o homem? lol lol

Fada do bosque disse...

Nada como a falta de cuecas para que todos libertem os seus fantasmas.
Dr. Milhazes, por favor não caia no erro de escrever um dia sobre a falta de soutiens... pode despoletar uma guerra atómica... :))

Anónimo disse...

Querido José Milhazes, somente para esclarecimento: no Brasil, chamamos cueca a peça usada pelos homens e calcinha a peça usada pelas mulheres.
Grato,
Miguel