sexta-feira, agosto 19, 2011

Neto de Prestes vê mais ganhos que perdas com fim da União Soviética

Entrevista concedida pelo neto de Luis Carlos Prestes, antigo dirigente comunista brasileiro, à BBC

Vladimir Prestes, em foto de 2011 (Arquivo pessoal)
Vladimir Prestes vê mais possibilidades na Rússia atual

A Rússia dos tempos atuais é melhor e oferece muito mais possibilidades que a extinta União Soviética, mas sofre com o declínio de uma série de serviços e com uma obsessão exagerada com o dinheiro.
É essa a opinião do empresário Vladimir Prestes, neto do maior líder comunista da história brasileira, Luís Carlos Prestes, que ao longo de toda a vida foi leal ao regime soviético.
''Lógico que hoje em dia há mais possibilidades, o mercado é livre, as fronteiras são abertas e você pode ganhar dinheiro e construir sua vida de forma eficaz'', disse Prestes à BBC Brasil, de Moscou, em uma entrevista por telefone.
A liberdade de mercado e abertura das fronteiras é algo crucial para o trabalho de Vladimir Prestes, que ganha a vida exportando frutas secas brasileiras para a Rússia.
A contrapartida, acrescenta o neto do antigo dirigente do ''Partidão'', é que ''o nível de educação caiu muito, as pessoas com 17, 18 anos, não sabem a história de seu país. A cultura americana, com o cinema e o McDonald's, entrou na vida russa e não acho isso muito bom. O setor de agricultura, por exemplo, está destruído, e a agricultura soviética era uma das melhores do mundo''.
Filho do brasileiro Antonio João Prestes, Vladimir nasceu em 1978, quando o governo de Leonid Brezhnev chegava ao fim. Era um período identificado por muitos analistas como de saturação com um sistema econômico estagnado e de escassas liberdades políticas.
Prestes conta que as falhas e contradições do sistema soviético ficavam ainda mais claras para ele, devido aos privilégios que sua família possuía por conta do cargo de seu avô à frente do PC brasileiro e devido às viagens ao exterior realizadas regularmente por eles.

Lista de espera
''Minha escola tinha 40 outras crianças e eu era o único que tinha TV a cores e máquina de lavar em casa. Quando eu ia ao Brasil, sempre comparava os super-mercados de lá com os da União Soviética. Enquanto nos brasileiros havia 15 marcas de presunto, nos soviéticos só havia dois. Enquanto nos brasileiros havia dez de tipos de queijo, nos soviéticos só se encontrava um, e muitas vezes nem isso'', recorda.
''A população não tinha acesso a várias coisas. Para comprar uma geladeira, era preciso se inscrever em uma lista e esperar até dois anos. Para comprar um carro novo, era preciso esperar cinco anos. Hoje em dia, é difícil imaginar uma coisa dessas'', diz, aos risos.
Vladimir Prestes, ao lado de sua irmã, na Praça Vermelha, em foto 
de 2001
Neto de Prestes crê que Rússia perdeu valores tradicionais do período soviético

Com a ascensão de Mikhail Gorbachev ao comando da União Soviética, reformas até pouco tempo inimagináveis começaram a ser introduzidas no país. As políticas de glaznost (transparência) e perestroika (restruturação) ofereceram novas liberdades políticas e reformas econômicas.
''Quando Gorbachev chegou ao poder, o descontentamento estava no auge. Com a chegada da glaznost, começaram a sair várias matérias nos jornais sobre coisas que eram proibidas até poucos anos antes, como os crimes na época de Stálin, os revolucionários soviéticos que haviam sido apagados da história soviética. O povo então entendeu que não sabia a verdade e a visão de todos sobre o passado do país começou a mudar'', conta Prestes.

Rolling Stones e Pink Floyd
''As pessoas sentiram que alguma coisa estava mudando quando começaram a ser exibidos na TV filmes americanos e quando bandas que até pouco tempo estavam proibidas, como Pink Floyd e Rolling Stones, passaram a tocar no rádio. Foi como respirar ar fresco''.
Mas o entusiasmo inicial foi aos poucos passando. ''Por volta de 1988, as pessoas já estavam começando a se desiludir. Gorbachev não tinha a coragem ou a possibilidade de finalizar as reformas que começou. A União Soviética era um império, onde a Rússia era a matriz. Nas várias repúblicas soviéticas, que não tinham nem um idioma e nem uma cultura em comum, os sentimentos nacionalistas começaram a crescer muito rapidamente.
Para piorar, o país também começou a enfrentar uma crise econômica e, para contê-la, adotou um sistema de racionamento, mediante o qual cada cidadão só tinha direito a uma quantidade determinada de certos produtos.
Vladimir Prestes, ao lado do pai, Antonio João Prestes, e da avó, 
Maria Ribeiro (Arquivo Pessoal)
Até mesmo família de Vladimir Prestes, comunistas históricos, apoiaram fim da União Soviética

''Você tinha que apresentar um papelzinho no supermercado para receber um quilo de açúcar ou duas garrafas de vodca. As pessoas perceberam que isso não era normal, porque só haviam visto algo assim na Segunda Guerra Mundial. Além disso, o povo começou a querer mais, e Gorbachev não estava pronto para dar essa liberdade total ao povo.''
Aproveitando o enfraquecimento da liderança soviética, Boris Yeltsin surgiu com força na cena política soviética, insurgindo a população a resistir contra os golpistas linha-dura que tentaram derrubar um Gorbachev enfraquecido.
''Yeltsin falou: 'Vamos acabar com o Partido Comunista e abrir os mercados'. A popularidade de Gorbachev começou a despencar e a de Yeltsin a subir sem parar.''
Em 1991, Yeltsin anunciou a dissolução da União Soviética, marcando 70 anos do fim de um regime que pretendia durar vários séculos.
Aprovação familiar
Apesar da associação histórica do sobrenome Prestes com o comunismo soviético, o empresário conta que sua família ''foi 100% a favor do fim da União Soviética''.
Seu avô, que morreu em 1990, não chegou a ver a derrocada do império soviético, mas, segundo Vladimir Prestes, ficou profundamente desiludido ao ouvir os relatos sobre as contradições do regime.

Perda de ideias

"Naquela época, as pessoas acreditavam em ideais. Achavam que era importante ser uma pessoa boa, educada e culta. Agora, as pessoas da minha idade só tem uma coisa na cabeça: o dinheiro"
Vladimir Prestes
''Quando íamos de férias ao Brasil, ficávamos na casa de meu avô e de sua mulher, dona Maria. Eles nos faziam um monte de perguntas sobre a situação do país. Eu contava que todo mundo só comia batatas, que faltavam vários produtos nos super-mercados. Eu era criança e não entendia que a verdade era um pouco dura para o meu avô, que gostava muito da União Soviética. Mas graças a Deus ele não viu o que aconteceu.''
Vladimir Prestes, que presenciou os acontecimentos, acredita que no saldo geral ''as coisas estão melhores do que antes'', mas fala com nostalgia sobre os valores o período soviético.
''Naquela época, as pessoas acreditavam em ideais. Achavam que era importante ser uma pessoa boa, educada e culta. Agora, as pessoas da minha idade só têm uma coisa na cabeça: o dinheiro''.

41 comentários:

Jest nas Wielu disse...

/Enquanto nos brasileiros havia 15 marcas de presunto, nos soviéticos só havia dois/

Dois era em Moscovo, em Kyiv, etc., noutras cidades só um e na maior parte da Rússia mesmo este um tipo era vendido uma (1) vez por mês.

Anónimo disse...

"segundo Vladimir Prestes, ficou profundamente desiludido ao ouvir os relatos sobre as contradições do regime."

Essa é pra rir! http://pt.wikipedia.org/wiki/Elza_Fernandes


Prestes era um golpista, fanático adulador de Stálin, que SABIA SIM dos milhões de mortos, Gulags e assassinatos que aconteceram na URSS. Prestes foi o responsável tb pela tortura e assassinato de uma MENINA DE 16 ANOS:

Elza Fernandes, codinome de Elvira Cupello Calonnio, era namorada de Maciel Bonfim, o Miranda, líder do PCB ao tempo da rebelião comunista de 1935. Diante do fracasso da rebelião e suspeitando que Elza, que tinha apenas 16 anos, tivesse traído o movimento, Luiz Carlos Prestes MANDA matá-la, o que ocorre em começos de 1936. O assunto foi tabu no PCB, sendo objeto de livro, intitulado Elza, a garota, do jornalista Sérgio Rodrigues, publicado em 2009 pela editora Nova Fronteira. Segundo o autor do livro, em especial graças a depoimentos da ex-militante do PCB Sara Becker, que tinha a mesma idade que a moça, Elza ou Elvira era semi-analfabeta e não tinha noção do que era o partido ou a sua rebelião. No dia 20 de fevereiro de 1936, ela foi estrangulada com um fio de varal, por um militante do partido. Numa carta citada por Sérgio Rodrigues, Prestes ordena, poucos dias antes, sua eliminação.

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, Luis Carlos Prestes fez essas e muitas outras patifarias e crimes, mas o neto não tem culpa. Ao contrário do avô, ganhou juízo.

Anónimo disse...

Não, eu não tive a intenção de apontar o dedo para o rapaz. Estava me referindo exclusivamente ao avô dele.

J.BRASIL disse...

Por ser neto de Prestes, o rapaz está em foco. Normal então falar do avô. E falar mal. Grande parte do atraso econômico da América Latina é por causa da deformação ideológica perpetrada pela esquerda no seu pensamento político.

Digo que a maior contribuição do Lula - a única , hein, visto que continuar a politica econômica de FHC não pode ser crédito - foi desmoralizar a esquerda brasileira, acabar com ela mesmo como força política de coesão ideológica. O mérito não deve ser tanto por causa de onze anos da Queda do Muro de Berlim anteriores ao seu acesso ao Planalto. Mas se tratando de lesado, de miolo fraco, não deixa de ser significativo.

Zuruspa disse...

Vê-se que o neto tem juizo:

1 - vive de um trabalho que trata com coisas reais, e näo é um mero parasita especulador financeiro
2 - aponta os erros do passado
3 - aponta o que era bom antes
4 - aponta o que está mal agora

Em suma: vive num país capitalista, mas näo se VENDEU ao capitalismo! Continua a ter ética!
Bom rapaz!

Pedro disse...

Em relação ao Fim da URSS haveria tema para muita discussão. E era discussão interessante.
Mas talvez haja muitos de férias e o assunto não interesse a muita gente.

Eu que não estive lá, mas sei que foi feito um referendo, em que era perguntado aos cidadão da URSS se pretendiam ou não o fim da mesma.

E cerca de 75%(não sei a pct exacta) preferia a continuação da URSS. Isto é facto. Não é propaganda.
Mas o mais curioso é que(basta pesquisar na net sobre o tema) mesmo nas Republicas fora da rússia essa percentagem foi homogénea.
Ou seja, pessoas do Cazaquistão, da Ucrânia, da Bielorrússia, da Arménia, do Quirzistão etc, queriam a continuidade da URSS. Isto é facto, agora podemos é ter interpretações á medida de cada um.

Eu há pouco tempo, estava a ver um programa na TV sobre viagens(Tipo Travel TV).
E nesse episódio estavam na Asia Central (Não me lembro o nome do pais) e em entrevistas ás pessoas locais foi possível perceber da boca de alguns a nostalgia da URSS. Diziam eles que tinham tudo, Educação, Saúde, Trabalho etc e agora estão piores.

E se pensarem um pouco ninguém se lembra de algum problema de algum grupo Nacionalista desses países do centro asiático reclamar ou lutar pela independência da URSS.

Pela minha perceptiva, se bem que que infundada admito, penso que as pessoas da URSS não queriam o seu desmantelamento (inconstitucional diga-se) mas sim melhorias no seu nível de vida.
Não queriam saber se eram comunistas ou liberais que governavam. Queriam era melhores condições, mais produtos nos supermercados, maior transparência, melhores empregos, mais liberdade de opinião, menos centralismo do Kremlin ente outras coisas.

E Isto os Lideres da URSS nunca souberam aproveitar. Esta harmonia entre os povos circundantes da russia.
Foram incompetentes.
E o problema é que quem vai pagar a factura não são só os Russos, somos todos nós que nos deixamos levar por esta lenga-lenga das democracias ocidentais cuja a cabeça do polvo cada vez vê menos obstáculos á dominação global de todas as nações. E em que um punhado de oligarcas controla todos os bens na terra, bens esses que deviam pertença de todos tal como era nas sociedades avançadas da antiguidade.

Anónimo disse...

Concordo plenamente, J.BRASIL. Perfeito.



Ítalo

J.BRASIL disse...

"pertença de todos tal como era nas sociedades avançadas da antiguidade"

Qual delas? Para essa pergunta os esquerdinhas apontam o dedo até para Platão e seu "socialismo"; só que o grande Mago era escravocrata.

A melhor "antiguidade" hoje é Cuba, o perfeito museu da sociologia conforme a moda ideológica desposada por muitos; como lá o que é de todos é muito pouca coisa, qual a diferença então possível para o pobre russo de hoje? A sobremesa, falta absoluta de liberdade individuais, de pensar, de crer e circular, melhora tudo?

Ver primarismos como o aspeado acima, é uma ofensa a inteligência como instinto da natureza humana.

J.BRASIL disse...

Ítalo, a conversão da esquerda brasileira ao mercado, por rude que seja - ela não poderá contribuir muito para a melhoria do capitalismo e da democracia, visto décadas de deformação intelectual quando ele foi preparada para destrui-los - não deixa de ser um grande avanço da nação brasileira.

Felipe Pinheiro disse...

15 marcas de presunto? Aqui no Brasil só há 2, Perdigão e Sadia. Aliás, havia, pois estas acabaram de fundir-se.

Mas o problema não é a questão de quantidade de marcas. O problema é de acessibilidade a todos. Certamente na URSS todos tinham acesso não somente a presunto, como a diversos produtos de necessidades básicas.

No Brasil, o atendimento às necessidades básicas ainda está restrito a uma minoria da população.

Segundo a FAO (ONU), entre 1990-1992 (fase final da URSS) o consumo médio per capita de Kcal do soviético era de 2.910, enquanto que de um brasileiro era de 2.800. Há de levar em conta que estes são valores médios, ou seja, desconsidera que a alimentação de parcela considerável da população brasileira sequer chegava perto deste patamar.

Felipe Pinheiro disse...

O fato de o sistema político da URSS ser ditatorial contribuiu para seu fim, pois a falta de participação popular impediu a oxigenação do sistema econômico.

Portanto, a URSS ruiu, a princípio, devido a problemas políticos e não econômicos. Soma-se a isso o encantamento da população soviética com a sociedade de consumo do 1º mundo. Mal sabiam eles que no patote capitalista, além de uma enorme gama de produtos e serviços de qualidade (o que é bom), viria também o desemprego, a supressão de serviços públicos básicos (saúde e educação) e de produtos essenciais garantidos (embora não fartos). Também não sabiam que para sustentar o 1º mundo haviam os países capitalistas do 3º mundo, pilhados por séculos, onde reina a miséria.

Aliás, em virtude da atual crise econômica, a miséria atingiu também o antigo 1º mundo. E tende a se agravar. O capitalismo está se esgotando. A saída é o socialismo democrático.

Jest nas Wielu disse...

2 Pedro 00:35
Se é verdade que no referendo soviético de Fevereiro de 1991 cerca de 75% dos ucranianos se manifestaram pela URSS, não é menos verdade que já em Dezembro do mesmo ano, mais de 90% dos mesmos ucranianos disseram sim a Independência. O que prova que a “vontade popular” depende dos factores externos...

Quando os portugueses são inqueridos sobre época de Salazar, eles mostram a mesma nostalgia pela segurança, respeito, valores de famíla, etc., e dizem que agora estão piores.

No entanto, essa nostalgia é tratada tal como ela é, apenas como nostalgia, ninguém escreve em notas garrafais “Os portugueses preferem salazarismo!” Mas de tempos-a-tempos é possível ler que os pós-soviéticos preferem o comunismo...

J.BRASIL disse...

O capitalismo está somente começando no mundo. Não se iludam, cubafields. Só a partir dele é que poderá haver alguma novidade.

J.BRASIL disse...

Seara, Perdigão, Sadia, Rezende, Excelsior, Frangosul. Aurora. São marcas de presuntos, aves, etc..

E mesmo se houvesse só duas marcas e não faltasse o produto, haveria algum problema?

A questão é que a economia estatal soviética não conseguia produzir bens e serviços conforme os fazia a economia capitalista. Quem hoje não sabe disso, não vai aprender jamais e o seu destino será alguma seita exótica, tipo a praticada na Coréia do Norte.

Eduardo disse...

Excelente a entrevista com o neto de Prestes.

A Rússia de hoje é melhor que a Urss. Não tenho dúvidas ! Se nos anos 90 o país não tivêsse feito as reformas/aberturas escancaradas da forma que fez, talvez teria amenizado a transição para o capitalismo. O (neo)liberalismo não é tão mal como dizem mas tudo tem sua forma, espaço e tempo certo. A Rússia tem muito potencial na economia e futuramente, creio, surpreenderá em muitos aspectos.


O comunismo/socialismo nunca deu certo em lugar nenhum. Na Venezuela, Chávez com seu neo-socialismo, provocou um desastre economico. O país já foi o de maior Pib per capita da A.L e hoje o povo venezuelano enfrenta inflação de quase 40% ao ano, trabalho informal em 80%, crise energética (parece piada mas não é), 130.000 pessoas abandonam o país todo ano, quase tudo foi estatizado, inclusive rede de supermercados, enfim...


Felipe Pinheiro

O neto de Prestes fez tal comparação sabendo de como as coisas estavam no Brasil.

Naquele tempo o Brasil vivia a sua pior crise econômica que se tem notícia. De 1983 à 1993, houve inflação média de 5.000% ao ano (depois chegou o Real e derrubou a inflação para 5%), o PIB quase sempre negativo/estagnado, ou seja, com uma crise terrível num país capitalista do terceiro mundo, a liberdade de consumir era preservada, graças ao mercado.

Cumprimentos!

Jest nas Wielu disse...

2 Felipe Pinheiro 21:55 / 22:23
Sob “marcas” pressuponho ele queria dizer “tipos”, na URSS também vários tipos eram produzidos pela mesma “Fábrica das carne” Nr. 1/2/3, etc.

Cetamente é como? Viajar de Riazan para Moscovo (verifica no mapa a distância, pfr) para comprar dois kg de salsichas se chama certamente? Certamente que vocês não querem viver assim, mas já nos, nascidos na URSS deveríamos continuar a viver para que os vossos peces poderiam receber os financiamentos soviéticos.
Se a sua esposa ou V. Excia gastassem 2-3 horas na fila para comprar um frango (e assim todos os dias), duvido que as tais Kcal referidas pela FAO vós cairiam tão bem, como eles caiam aos nossos pais...

Gilberto Mucio disse...

"Vê mais ganhos que perdas".

Para ele, com certeza. Para a maioria do povo russo, não.

Gilberto Mucio disse...

Outra,

Esses relatos dele, são dos anos 80.

Época de restauração capitalista, época de destruição do parque produtivo russo e início da dependência do capital.

Parem de associar o fim da URSS em 92, com o fim do socialismo.

O socialismo acabou antes, com a abertura.

A corja de Gorbachev desmantelou a Rússia para restaurar o capitalismo.

Francisco Lucrécio disse...

O marmanjo tinha apenas 13 anos quando foi dissolvida a URSS e sabe tanto desse tempo imagine-se se tivesse a idade do avô ou do pai?

Peguem em dois operários pobres, dêm a um todas as mordomias e luxos, continuando o outro a trabalhar e a viver miseravelmente, ao fim de um ano ouçam as opiniões dos dios.

O dinheiro é capaz de fazer milagres.


Essa de haver apenas uma ou duas marcas de iogurtes é um disparate de todo o tamanho.

De certeza que nenhum menino ficava sem comer a quatidade necessária para crescer saudávelmente, é o que não acontece hoje a muitos milhões de meninos Russos.

Em Cuba pelo contrário não existe qualquer marca de iogurtes, nem os meninos precisam saber que o iogurte A ou B lhe dá asas para voar e serem super herois.

No entanto não existe um unico menino Cubanos que não coma a dose diária recomendada.

A quantos milhões de crianças na Rússia e na Ucrânia lhes é negado hoje esse direito?

Jose Milhazes disse...

Gilberto, você desconhece o que se passava na URSS antes da chegada ao poder de Gorbatchov. Antes disso já havia falta de praticamente tudo na URSS, principalmente fora de Moscovo.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio 18:09
/A quantos milhões de crianças na Rússia e na Ucrânia lhes é negado hoje esse direito?/
Isso já parece com as obras dos “comunistas de Leninegrado”, arte pura...

Em Moçambique em 2010-2011, os médicos cubanos que vivem no “Hotel 2001” em Maputo, levam consigo depois de cada refeição 1-2 litros de sumo empacotado (MinSaúde paga a conta), para que no fim do seu contracto puder levar este sumo para Cuba. Os meninos cubanos devem agradecer Fidel & Socialismo por poder beber este sumo enquanto aos “milhões de crianças na Rússia e na Ucrânia lhes é negado hoje esse direito”...

Felipe Pinheiro disse...

J.BRASIL: "E mesmo se houvesse só duas marcas e não faltasse o produto, haveria algum problema?"

Os produtos brasileiros não faltam na prateleira justamente porque não são acessíveis a todos. O único objetivo do produtor capitalista é maximizar seus lucros. Daí, ele somente oferta o suficiente para atingir esse objetivo. Se ofertar demais, os preços caem e ele lucra menos. Aqui no Brasil as prateleiras estão cheias, mas há milhões de miseráveis que não podem comprar. Na porta de cada supermercado aqui quase sempre há alguém pedindo esmola. Aquele dado da FAO que citei revela justamente isso. Era fato, o povo soviético, mesmo com prateleiras vazias tinha mais acesso à comida do que o brasileiro, apesar deste ter as prateleiras cheias. Se considerarmos ainda outros serviços básicos como saúde, educação, moradia, saneamento básico, segurança, a qualidade de vida de uma soviético se revela infinitamente melhor. Até hoje no Brasil a maior parte das áreas urbanas das grandes cidades são formadas por grandes favelas, e o acesso aos serviços públicos básicos é apenas faz-de-conta. E do jeito que as coisas estão indo, esta situação se alastrará para a Europa e EUA.

Gilberto Mucio disse...

Caro Milhzes,

Você tem dados sobre o consumo per capto na Rússia, dos anos 70 e de agora dos seguintes produtos?

laticínio

Queijo

Presunto

Linguiças

Farinha de trigo

----

Não é pergunta retórica. Estou curioso para saber.

A demais, TODOS os indicadores sociais da Rússia só caíram desde o fim da URSS.

Espectativa de vida; mortalidade infantil; matrícula no ensino superior; taxa de natalidade; nº de poessoas a baixo da linha da pobreza; etc, etc


Aí vem o Vladimir(que conheço, sou amigo de seu tio) dizer que hoje é melhor porque antes só tinha 2 marcas de presunto, e no Brasil tinha 14... Que piada! rsrs

Diz isso sem saber a porcentagem de brasileiros que é excluída desse produto. Qual seria? 40%? 50%?... 60%? Talvez mais.

Gilberto Mucio disse...

E o que falar da Ucrânia pós-soviética?

Um país a passos largos rumo ao 3º mundo. E ainda mais corrupto que a Rússia.

Jose Milhazes disse...

Caro Gilberto, as estatísticas soviéticas praticamente nunca corresponderam à vida real. Você sabe que durante a era soviética não foi cumprido nenhum plano quinquenal? Claro que a propaganda dizia que foi cumprido e recumprido, etc.
Neste campo, eu acreditei mais nos meus sentidos. Eu vivo aqui desde 1977 e senti na pele as estatísticas soviéticas. Já não falo dos meus colegas portugueses que viviam e estudavam em cidades do interior da Rússia como Voronej, Krasnodar, etc.

Jose Milhazes disse...

Gilberto, como já deve ter dado conta, eu nunca escrevi que na Rússia e na Ucrânia se vive bem ou melhor do que na era soviética. Eu rescrevi sim que na URSS o nível de vida era muito mais, tanto mais se comparado com o facto de se tratar de uma super-potência.

Zuruspa disse...

Caro Milhazes, a URSS era(?) super-potência MILITAR, e nunca económica, por mais que a propaganda propagandeasse! :D

Eduardo disse...

Felipe Pinheiro 22:25

Nunca li tanta asneira sem tamanho.

Quase todo mundo sabe que no capitalismo quase todas empresas, principalmente as médias e grandes empresas trabalham com estretégia de logística (estoques, distribuição, tempo, transporte, etc) e economia de escala. Logo não há lógica deixar faltar produtos no mercado em nenhum momento.

E a teoria 1% consome 50%, 10% consome 90% etc, é totalmente falsa para o varejo/retalho.

As desculpas que na Urss faltava comida no supermercado porque o povo comia muito, e aqui sobra nas prateleiras, porque supostamente o povo não come, é de matar qualquer um em gargalhadas.


Gilberto Mucio 09:55

Em país nenhum do mundo se mede o consumo exato de alimentos, mas, se você quer saber que tipo de consumo os soviéticos tinham, procure saber sobre produção e consumo de linha branca (geladeira, freezer, forno elétrico etc). Assim, você pode tirar a conclusão se havia consumo considerável de certos tipos de alimentos como lactéos, carnes, bebidas etc, pois quem compra estes produtos tem no mínimo uma geladeira nova ou bem conservada em casa... mas até onde sei, a indústria soviética produzia bem menos em quantidade a custos altos, mesmo se comparado com países desenvolvidos menores.


O IPEA (instituto de pesquisa econômica aplicada), lançou um livro sobre a Rússia e tem muita coisa sobre a Urss.

http://agencia.ipea.gov.br
/index.php?option=com_content&
view=article&id=8872&Itemid=4


Cumprimentos !

Francisco Lucrécio disse...

««««««Os meninos cubanos devem agradecer Fidel & Socialismo por poder beber este sumo enquanto aos “milhões de crianças na Rússia e na Ucrânia lhes é negado hoje esse direito”»»»»»»»...


"Senhor" JEST.

Não lhe vou chamar mentiroso , porque nem merece que faça esse esforço. Existem Instituições que o podem fazer, sem lhe deixar poder de resposta.

Consulte os dados da FAO sobre o consumo de calorias em Cuba,e ao contrário daquilo que escreve constatará que não existe subnutrição. Portanto são os relatórios desta Agência da ONU para a Agricultura e Alimentação que respondem por mim.


Por outro lado e para desmistificar as suas insinuações carentes de qualquer tipo de verdade, pretendo lembrar-lhe que Cuba é excedentária na produção de frutas, exporta para alguns países da Europa sumos e frutas.

Invente outra treta, que esta não tem pernas para andar.


Uma certeza pode ter; que dos muitos milhões de crianças que dormem diariamente na rua, dos muitos milhões de crianças que se deitam sem jantar, dos muitos mulhões de crianças que trabalham, dos muitos milhões de crianças que não têm escola, dos muitos milhões de crianças traficadas. Nenhuma delas é Cubana.

Muitas são Ucrânianas.

Por isso esforce-se primeiro a ajudar a resolver os graves problemas sociais do seu país, em vez de comboiar patranhas contra quem vive melhor que os Ucranianos em geral.


Compare o IDH de 2009 . Cuba está no 51º lugar e a Ucrânia em 69º.

Não se envergonha ao saber destes resultados?


Depois ainda tem o descaramento de usar este tipo de revanchismo?

Tome vergonha.

Francisco Lucrécio disse...

««««Jose Milhazes disse...
Gilberto, como já deve ter dado conta, eu nunca escrevi que na Rússia e na Ucrânia se vive bem ou melhor do que na era soviética.»»»»

Afinal sempre reconhece que a situação piorou? Na Rússia e na Ucrânia claro. E na Ásia Central qual é dimensão do descalabro? Sabe, porque tem o dever de saber não lhe convém dizer porque o vai deixar muito mal na foto.


Consegue informar os participantes do seu blogue em que estado se encontra o setor agrícola Russo.

Não lhe convém? É.

Posso ajudá-lo.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio 23:18
Tal como disse Sr. José Milhazes, prefiro acreditar naquilo que vejo pessoalmente e não nas estatísticas. Sem esquecer que FAO só se pode basear nas estatísticas estatais cubanas, que como podemos imaginar são estatísticas bastante flexíveis ;-) por assim disser.

Por outro lado sem duvidar do facto que “Cuba é excedentária na produção de frutas”, quero lhe perguntar qual é o salário médio na função pública cubana? E quantas frutas (quantos kg de fruta) é possível comprar com este salário? Grato.

Sobre as crianças desemparadas: “muitas” é quanto? Poderá nos disser quantos milhões são e onde encontrou estas estatísticas? Grato.

Na minha família trabalhamos e vivemos razoavelmente, obrigado.

Eduardo disse...

Uma correção minha.

O link da mensagem 22:11 com o livro em PDF do Ipea, sobre a economia russa, é este:

http://agencia.ipea.gov.br/images
/stories/PDFs/livros/livros
/livro_russia.pdf

Francisco Lucrécio disse...

Que interesse tem o salário em Cuba se o ensino é totalmente gratuito, a assistência médica igual. Os produtos alimentares são subsidiados por o Estado. Ninguém passa fome.

Ao contrário da sua manha, em tentar desvirtuar a realidade não se trata de estatisticas. São dados confirmados em estudos feitos por especialistas. Pode dizer-me quando é que os relatórios divulgados pelas agencias da ONU devem ser aceites como verdade?

É quando lhe são favoráveis.


Sobre as crianças abandonadas na Ucrânia, obtive essa informação através de noticias divulgadas pela UNICEF.

Não costumo varrer o lixo da inforpédia, uma coisa que é do do seu agrado, No entanto vou usar as mesmas armas que faz uso. Deixo-lhe aqui estes sites talvez lhe agradem?

http://minilua.com/triste-realidade-das-criancas-nas-ruas-odessa/

Aqui também.

http://pinaculos.blogspot.com/2007/02/existem-quase-cinco-milhes-de-crianas.html.

E mais este.

http://patrickzanon.wordpress.com/2011/02/07/na-urss-se-vivia-melhor/


Aprecie também este da própria UNICEF em Castelhano.


E contemple estes videos feitos na Ucrânia por uma Organização Suiça de apoio à juventude. Mas como você desconhece uma virtude, que chama verdade, sei que vai fazer de tudo para desmentir o que aqui está.

http://translate.google.pt/translate?hl=pt-BR&langpair=en%7Cpt&u=http://streetkidnews.blogsome.com/category/1/europe-streetkid-news/ukraine-streetkid-news/.

Se tivesse vergonha, na presença desta miséria que se passa no seu país desaparecia daqui de uma vez por todas.

Felipe Pinheiro disse...

Caro Eduardo (22h11),

Quando falei sobre as prateleiras cheias no Brasil, me referia à função lucro da Teoria da Firma (Microeconomia). Esta teoria diz que uma empresa deve ofertar o suficiente para encontrar o ponto de equilíbrio que maximize seu lucro. Se ofertar demais, os preços caem. Se ofertar de menos, sofre custo de oportunidade.

O dado da FAO comprova que a alimentação dos soviéticos era melhor que a do brasileiro, o que implica que a oferta de alimentos per capita era maior na URSS que no Brasil. E por quê as prateleiras dos brasileiros eram cheias e as dos soviéticos vazias? Ora, a conclusão óbvia é que parcela considerável dos brasileiros não podiam comprar os alimentos, enquanto que os soviéticos podiam comprar, mas ainda assim era insuficiente.

Ou seja, quando um produtor capitalista tem que escolher entre aumentar seu lucro ou deixar um pessoa passar fome, o sistema lhe pressiona para que opte pela primeira opção. Uma das premissas básicas do capitalismo é que se cada agente econômico agir individualmente em busca de seus próprios interesses, o sistema coletivo entra em equilibiro.

Já em uma economia socialista, como a propriedade dos meios de produção é coletiva, o objetivo da unidade produtiva é atender aos interesses da coletividade, e não de um indivíduo. Você pode achar isso utópico e impraticável, e pode até ser mesmo. Mas é inegável que é um modelo muito mais humano e solidário, ao passo que o capitalismo estimula o individualismo. No fim das contas, acho que a diferença entre estes dois sistemas é de ordem moral (onde o certo e o errado é relativo).

Em relação ao fracasso soviético, acho que sua principal causa se deve justamente devido à ditadura estatal que comandava os meios de produção, que foi cada vez mais se distanciando dos interesses coletivos.

Enfim, mesmo com todos os defeitos, os soviéticos tinham um padrão de vida material bem superior não somente à do Brasil, como aos demais países capitalistas periféricos, e até mesmo à Rússia atual. Os indicadores da insuspeita ONU estão aí para mostrar.

Jest nas Wielu disse...

2 Francisco Lucrécio 18:09
Franc, já lhe tinha dito que no seu próprio blogue (na sua própria casa) poderá ter as suas próprias regras, peço que não venha para os blogues alheios para tentar instalar aqui a sua “ditadura do proletariado”…

Mesmo que alimentação na Cuba é subsidiada, consta que a ilha ainda não instalou o comunismo, dai é necessário ter o dinheiro no bolso para poder comprar as tais frutas. Quantos kg de fruta dá para comprar com o salário médio da função pública? Grato.

2 Felipe Pinheiro 03:25

Apenas não se deve esquecer que se 1 pessoa comeu dois frangos e outra não comeu nada, em media eles comeram 1 frango cada um…
Um grande número de produtos (mesmo os produtos mais elementares) na URSS só se vendia nas distribuidoras especiais, que atendiam a elite do partido, de exército, do KGB e os especuladores que também se abasteciam lá, tendo o $$ e as cunhas.

E se as prateleiras soviéticas eram vazias, então significa que as pessoas se abasteciam de formas alternativas, produzindo os alimentos nas suas casas de campo, comprando nos bazares ao sector privado, etc.

Felipe Pinheiro disse...

Para: Jest nas Wielu, às 10:10

Caro Jest, concordo com você. Indicadores médios não são muito úteis para retratar a situação individual.

A FAO/ONU também tem um indicador que retrata a desigualdade de consumo de alimentos. Confesso que, por ser leigo, não entendi direito a qual ano se refere (a rubrica se refere a um ano e a coluna se refere a outro). Mas vou reproduzí-lo aqui (ao final, colei os links):

Indicador: Gini de consumo de energía alimentaria
Brasil (1974-1975) - 17,2 (consta na coluna 2005-2007)
Russia (1993) - 12,3 (consta na coluna 2005-2007)

Observa-se que no Brasil, a desigualdade de consumo de alimentos é maior (17,2 contra 12,3). Fica a dúvida sobre a que período se refere. Se alguém souber, favor esclarecer.

Se estes dados são do período à esquerda (Brasil: 1974-75, e Russia: 1993), que é o mais próximo que nos interessa para esta discussão (apesar de serem quase 20 de anos de diferença), é um indicativo a mais para afirmar que os soviéticos se alimentavam melhor que o brasileiro, pois na URSS, além de o consumo médio de calorias ser maior, ainda era melhor distribuído.

Em tempo, os valores que postei anteriormente sobre o consumo per capita de calorias foi atualizado pela FAO, aumentando ainda mais a distância entre a URSS e o Brasil no período de 1990-92. Na URRS era 2.960 (antes era 2.910), enquanto que no Brasil era 2.760 (antes era 2.800).

Fonte: http://www.fao.org/fileadmin/templates/ess/documents/food_security_statistics/country_profiles/esp/Brazil_S.pdf
http://www.fao.org/fileadmin/templates/ess/documents/food_security_statistics/country_profiles/esp/Russia_S.pdf

Eduardo disse...

Felipe Pinheiro

Você caiu em contradição ao tentar justificar excesso de oferta de produtos. Se há oferta demais, logo os preços caem para se ajustar a demanda, então a teoria de prateleiras cheias é facilmente derrubada. Como já tinha explicado, sobre estratégia logística e economia de escala, pois é assim que as empresas trabalham para não deixar faltar produtos, é isto que você não entendeu. Está nos cursos de administração e economia. O neto de Prestes disse que havia 1-2 marcas de presunto na Urss e no Brasil 15 marcas, logo se tem a conclusão que onde tem mais marcas, a concorrência é maior e consequentemente o custo de produção/preço do produto é menor e a margem de lucro também.

Procure ler o livro "Toyota - A fórmula da inovação" de Matthew May e Kevin Roberts, fala sobre a Toyota, sobre produção, inovação etc e tem partes em que crítica a indústria de países socialistas/comunistas, especialmente a automobilística.


Cumprimentos

Felipe Pinheiro disse...

Esqueci de fazer uma contextualização temporal importante em relação à desigualdade de consumo de alimentos. Em 1974-75, o Brasil tinha recém passado por um período conhecido como "milagre econômico", quando sua economia crescia 10% ao ano. Já a Rússia, em 1993, estava no fundo do poço, após o fim da URSS. E mesmo assim, a distribuição de alimentos na Rússia era melhor do que no Brasil.

Jest nas Wielu disse...

2 Felipe Pinheiro 17:46
/ os soviéticos se alimentavam melhor que o brasileiro/

Como já disse anteriormente, antes de 1991 na URSS as lojas estatais (e não havia privadas) vendiam as laranjas / tangerinas apenas em uma duzia de cidades (capitais republicanos, mais Moscovo e Leninegrado), em média 1 vez por mês ou menos. Mesmo a vendas das maças era muito rara. Uva não se vendia durante anos. As bananas só apareceram em venda livre após 1991. A batata no inverno várias vezes se vendia congelada (e não havia outra). Em venda livre só tinhamos repolho salgado, baterraba e pouco mais. Frangos eram um défice tremendo (com filas para compra-los que duravam 2-3 horas), carne da 2ª geralmente havia livremente, assim como 1 tipo de manteiga, 1 tipo de margarina e 2-3 tipos de palony.

Em todo o resto território da URSS faltava tudo, principalmente nas zonas rurais, quando vizitava os meus avos, eu levava lhe pão, pois na sua cidade (17.000 habitantes) o pão era uma raridade, assim como palony, manteiga, queijo, etc.

Em soma, uma considerável parte do tempo das nossas mães e avos se passava na luta (literalmente) pela procura dos alimentos. Mas URSS financiava os partidos de esquerda no Ocidente e armava todos os regimes progressistas no 3º mundo...

Diogenes disse...

diogenes de Aguiar Souza, filho do falecido Rubens Zezzi de Souza, motorista particular do Velho, Gilberto Mucio, estou contigo,só para difinir brasileiro vive o momento.Come e bebe para viver.