terça-feira, março 06, 2012

Mulher faz-se explodir e mata cinco polícias no Daguestão

 
Uma mulher bombista suicida fez-se explodir hoje junto de um posto da polícia na república russa do Daguestão, matando cinco agentes da polícia local, noticiou a agência Ria-Novosti.
"Segundo dados prévios, no posto da polícia da vila de Karabudakhkent uma mulher suicida fez-se explodir, cinco polícias morreram. Estamos a precisar pormenores", declarou uma fonte policial à agência russa.
A fonte acrescentou que a mulher aproximou-se do posto da polícia, onde estavam de serviço vários agentes, e fez-se explodir.
O Daguestão é uma das repúblicas do Cáucaso do Norte russo onde atua uma forte guerrilha islâmica que luta pela separação dessa região da Rússia.

17 comentários:

Anónimo disse...

Os Russos têm a infelicidade de ter um médio oriente dentro do seu território.

Голос революции disse...

A Rùssia é o país mais difícil do planeta para se governar... Um povo de muitas etnias, muitas religiões!

Qualquer lugar no território russo está susceptível á um ataque terrorista, de proporções inimagináveis, pois o governo russo não possui um controle sobre quem entra e quem sai do Cáucaso internamente. Quem mora no Cáucaso pode se deslocar para qualquer lugar no território russo, pois é um cidadão russo!

PEDRO disse...

"A Rùssia é o país mais difícil do planeta para se governar"

Isso é bem verdade meu caro.
É impossível controlar a corrupção num tão vasto território e com tantas regiões administrativas(Ou republicas).
O Kremlin envia para lá guito, e claro muitos executivos em vez de o aplicarem nas infraestruturas algum metem-no ao bolso. ´

Mas isto do terrorismo no Cáucaso continuo a achar que se trata de operacionais do AlQuaeda que recebem treino e grandes quantias de dólares em alguns países Árabes apoiados pelos USA como a Arábia Saudita, o Catar entre outros.

A Russia tem de montar uma armadilha a estes seres imundos e desmascarar quem realmente está por detrás disto.
Na URSS não havia esta praga.

Anónimo disse...

A mulher provavelmente era muito feia e de auto-estima baixa. Pois uma mulher bonita e formosa de corpo jamais faria isso !

Jose Milhazes disse...

Anónimo, era esposa de um guerrilheiro anteriormente assassinado.

Pippo disse...

"Anónimo, era esposa de um guerrilheiro anteriormente assassinado."

"Assassinado", JM, ou abatido pelas forças de segurança? Há uma enorme diferença, como sabe, e quer-me parecer que os "guerrilheiros" islâmicos não têm por hábito renderem-se às autoridades.

Jose Milhazes disse...

Pippo, dou-lhe razão.

Europeísta disse...

É muito fácil juga-los e condená-los como terroristas, mas no período mais repressor da URSS esses povos do Cáucasos, Chechanos, daquestães..., assim como tantos outros, foram chacinados, perseguidos e genocizados. Foi uma situação de muita opressão criada contra estes povos. A Rússia tem uma enorme dívida com esses povos por conta disso.

Wandard disse...

Muito fácil julgar e condenar todo o radicalismo islâmico também, pois as potências europeias levaram séculos massacrando, explorando e humilhando os muçulmanos.

PEDRO disse...

Chechanos?

Cotados dos Chechanos e dos daquestães!!

Pippo disse...

Europeísta, não percebi, estamos a falar da URSS ou da Rússia? São duas entidades diferentes, não sei se sabe.
o "período mais repressor" relativamente aos povos do Cáucaso foi motivado pelas suspeitas de colaboração com os alemães durante a 2ª GM. E em todo o caso, o Tio José (ele próprio um caucasiano) nem precisava de desculpas para mandar matar, como sabe. Os milhões de russos assassinados sob a sua política que o digam.
A Rússia não deve pevas a estes povos. Os povos caucasianos é que se calhar devem umas coisas à Rússia, por conta dos milhões de russos mortos a mando de um caucasiano...

Wandard, está redondamente enganado, na verdade as potências muçulmanas é que levaram séculos massacrando, explorando e humilhando os cristãos, os europeus, os africanos negros e todos os demais. Veja-se o caso dos Balcãs e do devsirme; veja-se o caso do al-Andaluz e da submissão e perseguições movidas aos moçárabes; e veja o cerca de milhão e meio de escravos europeus cristãos ocidentais (portugueses, espanhóis, franceses e italianos) feitos escravos pelos berberescos do Norte de África.
E se formos falar da escravatura dos "sudaan" (pretos animistas ou cristãos) feita pelos muçulmanos até... bem, até aos dias de hoje (!), teremos números superiores aos dos escravos africanos comercializados pelos europeus.

Anónimo disse...

Os povos do caucáso sofreram muito no período de Estalin mas hoje não vejo motivo para o separatismo na região. Há autonomia e estão num país que cresce bastante, mas infelizmente há uma enorme corrupção, esta será difícil de eliminá-la em curto tempo.

Wandard disse...

Pippo,

Sinceramente desconheço qual período histórico os Berberes tiveram um domínio sobre europeus! porém o período sob o domínio romano é bem mais extenso mesmo que não tenha sido completo.

Pippo disse...

Wandard, foi de 711 a 1492. mais de sete séculos! E depois foi a pirataria e escravatura de mais de um milhão de europeus, que se estendeu mais ou menos até 1820.

A título de curiosidade, a primeira intervenção externa das FA norte-americanas (e a primeira acção dos Marines) foi, precisamente, nas costas de Tripolí contra os piratas berberescos.

Ab,

Wandard disse...

Pippo,

Relembrei, o período de dominação Moura na Península Ibérica, até a reconquista de Granada. Os Berberes eram um contingente representativo da população tornando mais difícil de separar quando assimilaram a língua Árabe. Porém se somarmos o período romano, ao período a todos os demais que representam a escalada de exploração europeia até o período contemporâneo a Europa dominou e oprimiu por mais tempo, isto sem incluir os eventos mais recentes.

Wandard disse...

Pippo,


A primeira intervenção americana foi em Puerto Plata na República Dominicana em 1798, a intervenção em Trípoli foi em 1801 na primeira Guerra Bérbere e na verdade foram empregados mercenários gregos, berberes e árabes mais de 500, eram apenas uns 10 americanos.

Pippo disse...

Wandard, não pode incluir o período romano (e, já agora, o helénico) no da "exploração europeia" pois as concepções da época não se pautavam pelo mesmo diapasão. Não havia uma ideia de "nós" (os europeus ou os asiáticos) vs "eles", o que havia (no caso grego e romano, mas também no persa e certamente no egípcio) era a concepção de "bárbaros vs civilizados". Por exemplo, para os persas, os gregos eram bárbaros, e vice-versa. Também os celtas ou os iberos eram tidos por bárbaros, apesar de serem europeus.
Portanto, só podemos falar em "blocos" civilizacionais (europeus, árabes, etc.) a partir da Idade Média. E, precisamente, a primeira vez que se refere o termo "nós, os Europeus" é na cronica, se não me engano, de Eginardo, quando se relata a Batalha de Poitiers contra os muçulmanos.
Concluindo, a dominação da Europa pelo "outro" (não-europeu) remonta a 711 e nem sei bem se já acabou (Trácia turca); a dominação do "outro" pelos europeus, à excepção do breve período das Cruzadas, remonta, se não me engano, a 1832, com a conquista de Argel (um ninho de piratas esclavagistas!) pelos franceses.

Quanto à primeira intervenção norte-americana no exterior, tem razão, ela foi contra os corsários franceses que actuavam nas Índias Ocidentais. Curiosamente, uma intervenção pelos mesmos motivos que levaram a US Navy a actuar nas costas de Tripoli (o facto de levarem mercenários é irrelevante pois a actuação foi feitas sob a bandeira estrelada e listada).