sexta-feira, março 14, 2014

Rússia dá novos passos para ocupar Sul e Leste da Ucrânia



A política externa do Kremlin face à Ucrânia é cada vez mais cínica e nada original. Repete à risca a sua política realizada em relação à Geórgia em 2008.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia diz apoiar a instalação de missões da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) em várias regiões da Ucrânia, mas com uma ressalva: “elas devem acordar com a direcção das regiões ucranianas onde se prevê a sua instalação”.
Para bom entendedor, meia palavra basta: tal como aconteceu na Ossétia do Sul e Abkházia em 2008, os observadores da OSCE não deverão poder aparecer na Crimeia e, mais tarde, nas regiões controladas pelos “russófonos” do Leste e Sul da Ucrânia.
Depois de terem corrido a tiro a delegação da OSCE da Crimeia, as autoridades pró-russas dessa península decidiram, no dia 10 de Março, enviar um convite a essa organização para que envie observadores ao referendo de 16 de Março, a fim de dar maior legitimidade ao escrutínio.
Entretanto, Moscovo continua a preparar terreno para intervir no Leste e Sul da Ucrânia. Durante a noite, tiveram lugar sérios incidentes na cidade de Donetsk, que, segunda a imprensa provocou, de 1 a 3 mortos e dezenas de feridos. Manifestantes pró-UE e pró-Rússia envolveram-se em confrontos, cujas causas Moscovo já veio atribuir ao governo de Kiev.
O MNE russo escreve hoje: “Manifestantes pacíficos que vieram para a rua para exprimir a sua atitude face à posição destrutiva das pessoas que se autodominam de governo da Ucrânia, foram atacados por grupos radicais de direita, armados com armas traumáticas e tacos, que começaram, na véspera, se começaram a reunir vindo de outras regiões do país”.
A Rússia tem consciência da sua responsabilidade pela vida dos seus cidadãos na Ucrânia e reserva assim o direito para chamar assim a defesa das pessoas”.
Por este andar, as tropas russas chegarão dentro em breve aos arredores de Kiev. O regime de Vladimir Putin parece sentir-se completamente impune, apostando na desintegração da Ucrânia para testar a capacidade de resposta da comunidade internacional.

Uma guerra civil na Ucrânia, que certamente irá provocar a ingerência internacional, não será um passeio fácil nem para a Rússia, nem para ninguém.  

P.S. Àqueles que justificam as posições de Putin com acções idênticas do Ocidente, respondo: essa posição faz com que o dirigente russo deixou de ter moral para vir pregar sermões aos outros e, segundo, o Kremlin condena o seu povo a graves perigos e privações.

21 comentários:

Nuno Rolo disse...

Bom dia,
A questão que se coloca, qual e o pais que se segue depois da Ucrânia?
A Russia esta de volta como consquistador, que os paises de leste se cuidem e o ocidente também.

João Gil Freitas disse...

Por certo também não será do interesse da Rússia chamar a si abertamente a responsabilidade pela desestabilização da situação na Ucrânia. O discurso de Putin tem ido no sentido de desresponsabilizar a Rússia pelo que vem acontecendo, logo, será mais previsível que a Rússia insista em acções de provocação e desestabilização tais como as que têm acontecido no leste da Ucrânia. O interesse a médio prazo de Moscovo é enfraquecer a Ucrânia, a sua posição negocial junto de todos os seus interlocutores internacionais e retirar-lhe soberania "de facto" sobre o máximo possível do seu território. A Crimeia, pelo seu passado enquanto região, é um caso de excepção, resta ver o que acontecerá nas regiões do leste.

chukcha disse...

A única questão que se põe é o que é que a Nuland enquanto discutia nomeações e desprezava o agente da Merkl, dando-lhe o cargo de consultor do governo por falta de experiência estavam à espera.

Os revoltosos:
1. Rasgaram o acordo,
2. Iniciaram uma campanha russofoba (a língua, o cerco ao mosteiro moscovita, as estátuas, os memorias, nem o marechal Kutuzov se safou).
3. Nos primeiros dias a rússia (e os russo ucrânianos) até mantiveram low profile (ainda me lembro da indignação pelo Kutuzov, mas foram vendo o que ia dar)
4. E a UE e os EUA reconhecem um governo que continha efectivamente extremistas russófobos e nem uma palha mexeram para incluir uma parte significativa da população do leste e sul que se sente efectivamente russado ponto de vista cultural(que são pessoas, milhões delas, não são oligarcas, não é o Ianukovitch), resgando para isso o acordo por si promovido?

O que é que os "ucrânianos russos" (para simplificar) iam fazer? Nada? E a Rússia, depois de ver a incompetência e a traição do Ocidente que rasgou o memorando que promoveu no dia seguinte à sua assinatura?

Mas o que é que estavam à espera?
Que a Rússia desse 2 meses de gás grátis, retira-se da Crimeia, cedendo as bases à Nato e promove-se campos de refugiado para receber todos os que não eram ucrânianos puros?

PortugueseMan disse...

...Repete à risca a sua política realizada em relação à Geórgia em 2008...

Exactamente, é como diz, tem nações que não vêem 2 passos à frente.

Certas nações, tentaram resolver o problema das regiões da Geórgia pela força, investiram muito dinheiro e prepararam as forças militares do país para fazer um ataque relâmpago de modo a que quando os russos reagissem, a coisa fosse um facto consumado ou seja, as regiões rebeldes teriam desaparecido e era um país feliz e "unido".

Deram-se mal e agora resolveram experimentar na Ucrânia.

Será que certos países ainda não perceberam que a Rússia vai reagir, sempre que lhe pisarem os calos?


...os observadores da OSCE não deverão poder aparecer na Crimeia...

A OSCE nem reconhece a legalidade daquilo. É a Rússia que impede, é a Crimeia, ou a OSCE não aparece para não dar um ar de legalização do processo?

...Por este andar, as tropas russas chegarão dentro em breve aos arredores de Kiev...

Não, mas é um sério aviso de como Kiev quer resolver situação com as regiões que não gostaram daquele assalto "democrático"

Os russos não vão marchar até Kiev, mas os russos podem marchar onde sejam desejados. E só isso já é muito território.

Certas nações espertas resolveram acender o rastilho na Ucrânia, o caldo agora está entornado.

Infelizmente, como sempre, é o povo que paga.

chukcha disse...

"A questão que se coloca, qual e o pais que se segue depois da Ucrânia?
A Russia esta de volta como consquistador, que os paises de leste se cuidem e o ocidente também."

Rádio Moscovo informa:
1. Apenas tem algo a temer quem fizer picnics com a Nuland antes de tomar o poder.

2. Se é para fazer uma revolução colorida façam bem à primeira: Bandera já foi herói nacional e o russo atacado na revolução democrática anterior, com a complacência da Rússia. Agora, sem forças de segurança em Kiev, a coisa pia mais fino...

MSantos disse...

Todas estas inevitabilidades podiam ter sido resolvidas na secretaria, cada um ficando com a sua parte e ficando toda a gente contente e de bem com todos.

Cumpts
Manuel Santos

Viriatus disse...

Neste confronto a Ucrânia não tem ajudado nada, antes pelo contrário. Acredito que unicamente o receio dos russófinos de ver a guerra instalada nos seus "oblasts" é que tem impedido que tenham vindo em força para as manifestações. O regime de Kiev tem sabido jogar com isso, apagando rapidamente os fogos que surgem por todo o lado, nomeadamente levando encarcerados para Kiev todos os cabecilhas de eventuais levantamentos prórussófonos. Mas ou muito me engano ou o feitiço rapidamente se virará contra o feiticeiro. Estão a criar heróis, cujo único crime, nalguns casos, é o delito de opinião, como é o caso do ex-governador de Kharkov, Dobkin. Fazer do delito de opinião (defendem a federalização da Ucrânia) um crime contra o estado, não me parece ser o melhor e o mais democrático dos mundos. Ou estás connosco ou é nosso inimigo. Vejam-se as acusações contra Alexandr Kharitonov, o "governador do povo" de Lugansk: "He is charged with an attempt of forceful change of the constitutional system, seizure of state power and organization of mass disturbances". Mas não foi assim que o regime que agora governa em Kiev se legitimou? O Ocidente anda a aplicar dois pesos e duas medidas.

PortugueseMan disse...

...Ukraine's interim government has appealed for U.S. military aid, including arms, ammunition and intelligence support, according to senior U.S. officials. But the Obama administration has agreed to send only military rations for now, wary of inflaming tensions with Russia...

A quem estes vão pedir... a quem...

Estão por vossa conta é a mensagem.

...Any U.S. military assistance to Ukraine could fuel the Kremlin's suspicions that the U.S. orchestrated the revolution there as a way to draw Ukraine toward the NATO and militarily encroach on Russia...

Suspeita é uma maneira simpática de dizer. É óbvio para onde vai a parte da Ucrânia que sobrar. Não entra para a NATO, mas é como se estivesse.


http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304914904579437523037894270?mod=WSJEurope_hpp_LEFTTopStories&mg=reno64-wsj&url=http%3A%2F%2Fonline.wsj.com%2Farticle%2FSB10001424052702304914904579437523037894270.html%3Fmod%3DWSJEurope_hpp_LEFTTopStories

JMAST disse...

José Milhazes, você para quem vive na Rússia é um triste...

JMAST disse...

Posso-lhe dizer, Milhazes, que só venho aqui a este Blog por causa dos comentários interessantes que comentam aqui! De resto, você que apoia o ocidente pq nao trabalha na Europa ou no Estados Unidos??

Pippo disse...

No meu entender, a Rússia está a agir correctamente e com grande sentido de visão a longo prazo.

Caso actuasse com base na "confiança" relativamente aos outros actores internacionais, como aconteceu no passado, teria colhido os resultados que colheu no passado: perca de poder, humilhação, cerco.

A Rússia, conhecendo os conflitos internos na Ucrânia, motivados por um golpe de Estado "legitimado" por parte da "comunidade internacional" (a mesma que apoiou os revoltosos), percebeu que o momento de agir era "agora". Hesitações ou adiamentos fariam com que os seus adversário tomassem a iniciativa e face a factos consumados seria muito mais difícil reagir.

A acção militar russa, mau grado os desmentidos patréticos e escusados, foi encetada de forma muito rápida, eficaz e - note-se!- sem o recurso à violência. Tomara a muitas "democracias" conseguirem fazer o mesmo sem efusão de sangue.

Agora, obviamente, a Rússia apostará na propria dissolução da Ucrânia para poder colher os frutos do trabalho do "Ocidente".

A aposta dos revoltosos kievitas é, claremente, calar todos os focos de reacção e inflamar a situação a Leste, provocando assim uma intervenção "internacional" que só lhe seria favorável.

Felizmente que tanto a EU-ropa como os EUA já mostraram que não estão para alinhar em mais esquemas. A sua iniciativa fracassou (objectivamente saiu-lhes o tiro pela culatra!), já perceberam que terão de investir com fundos astronómicos numa causa perdida (que alguém irá pagar!). Seria totalmente impensável investir numa guerra contra a Rússia, guerra essa que, garantidamente, e apesar de toda a propaganda pró-revolta, não é de todo popular excepto entre os mais desvairados.

Anónimo disse...

cerca de 1000 bandidos russos e pró-russos atacam as forças ucranianas em Donetsk:
http://www.youtube.com/watch?v=iNqcwSwnybU
http://www.youtube.com/watch?v=pOKdBViSiQQ
http://www.youtube.com/watch?v=qjP5LOvfuag

Anónimo disse...

Justino disse ...

Falando de realidade.
A opinião pública americana já não pode ouvir falar em mais uma guerra que seja depois do Vietname, Afeganistão e Iraque, investidas estas que em vez de resolverem coisa alguma, antes agravaram o pré-existente aumentando o número dos futuros inimigos sem esquecer toda uma legião de traumatizados de guerra que atravessa transversalmente a sociedade americana ainda por cima maltratados pela burocracia no apoio social que lhes é devido.

A Europa está desarmada e mal tem recursos económicos para atender aos problemas dos chamados PIIGS, Chipre além da França que já tem barbas de molho em África desde que caiu na armadilha de apoiar o derrube dos ditadores berberes agora substituídos por milhentos bandos armados, quanto mais sustentar o estado falido da Ucrânia agora dominado por uma praça que assaltou um poder legitimado pelas urnas. Cameron não pode prescindir dos capitais dos oligarcas russos e Merkel precisa do gás natural russo.

Uma espiral de sanções económicas bilaterais só pode arruinar ainda mais a depauperada EU e menos os russos e americanos, estes últimos que, coincidência ou não, apostam numa integração económica com a UE, nomeadamente para exportarem o seu gás natural xistoso ou “shale”cuja tecnologia de extracção os tornaram detentores de grandes reservas.

Sinceramente Sr. Milhazes, pouco me preocupo que os russos tomem o controlo da Ucrânia russófona defendendo os seus de um governo saído de uma praça cuja legitimidade é inversamente proporcional gravidade das medidas tomadas de que destaco a negação da língua russa como uma das línguas locais além daquela afirmação de “Vamos eleger o Governo por democracia directa, como em Esparta”, por personagens que mais parecem ter saído de uma ópera bufa.

Receio mais as intenções, maléficas ou estúpidas, de quem os instiga e apoia conduzindo a Europa e todos nós a mais depauperação, aliás, donde partiram as decisões insensatas que mergulharam desde 2008 o ocidente na calamidade económica em que ainda se encontra?

Anónimo disse...

Justino disse ...

Falando de realidade.

A opinião pública americana já não pode ouvir falar em mais uma guerra que seja depois do Vietname, Afeganistão e Iraque, investidas estas que em vez de resolverem coisa alguma, antes agravaram o pré-existente aumentando o número dos futuros inimigos sem esquecer toda uma legião de traumatizados de guerra que atravessa transversalmente a sociedade americana ainda por cima maltratados pela burocracia no apoio social que lhes é devido.

A Europa está desarmada e mal tem recursos económicos para atender aos problemas dos chamados PIIGS, Chipre além da França que já tem barbas de molho em África desde que caíu na armadilha de apoiar o derrube dos ditadores berberes agora substituídos por milhentos bandos armados, quanto mais sustentar o estado falido da Ucrânia agora dominado por uma praça que assaltou um poder legitimado pelas urnas. Cameron não pode prescindir dos capitais dos oligarcas russos e a Merkel precisa do gás natural russo.

Uma espiral de sanções económicas bilaterais só pode arruinar ainda mais a depauperada EU e menos os russos e americanos, estes últimos que, coincidência ou não, apostam numa integração económica com a UE, nomeadamente para exportarem o seu gás natural xistoso ou “shale”cuja tecnologia de extracção os tornaram detentores de grandes reservas.

Sinceramente Sr. Milhazes, pouco me preocupo que os russos tomem o controlo da Ucrânia russófona defendendo os seus de um governo saído de uma praça cuja legitimidade é inversamente proporcional à gravidade das medidas tomadas de que destaco a negação da língua russa como uma das línguas locais além daquela afirmação de “Vamos eleger o Governo por democracia directa, como em Esparta”, por personagens que mais parecem ter saído de uma ópera bufa.

Receio mais as intenções, maléficas ou estúpidas, de quem os instiga e apoia conduzindo a Europa e todos nós a mais depauperação, aliás, donde partiram as decisões insensatas que mergulharam desde 2008 o ocidente na calamidade económica em que ainda se encontra?

Observador disse...

Imparcialidade precisa-se.

Mas o que é que estes tipos queriam, foram eles que se foram meter onde não deviam, ainda por cima armados, vejam a foto.

http://anatolijsharij.from-ua.com/upload/userfile/2ae8e13bb5.jpg

Depois tiveram o que mereceram, empenaram-lhes a mona.

http://anatolijsharij.from-ua.com/upload/userfile/00091fd134.jpg

Estes tipos armados com bastões que atacaram os pró-russos estão ligados ao Pravi Sektor e nem são do Donbass, foram lá infiltrados vindo do Leste.

Acham que os Russos vão ficar impávidos e serenos vendo Russófonos ser chacinados com a complacência do poder golpista e ilegal de Kiev?

Nem que a vaca tussa.

Depois do dia 16, veremos os Russos a virar atenções para Donetsk e Kharkov, depois seguir-se-á Odessa, o apoio popular aos Russos é esmagador nessas regiões, e os Russos serão recebidos como na Crimeia, de braços abertos.

Na minha opinião a Ucrânia já não existe, o golpe de estado em Kiev foi a sentença de morte do pais.

O melhor é dividir aquilo a bem e esquecer o discurso do lunático do Yatsenyuk, que vai para a ONU exigir a integridade territorial da Ucrânia, que não cederá um centímetro de território, mas quem é este anormal?

Mas alguém liga alguma coisa a este senhor, mas ele tem alguma legitimidade?

Não passam de declarações funestas para consumo interno e para os média ocidentais repassarem na tentativa também ela funestas de tentarem legitimar estes golpistas de Kiev financiados pelos EUA e por alguns países da UE, num golpe que foi um tiro no pé de proporções bíblicas e que só agora vai no começo, e que em ultima instância pode mesmo levar à desintegração da UE, basta ver as posições da Hungria e da Republica Checa pela mão de Vaclav Klaus acusando a UE de irresponsabilidade ao apoiar este golpe de estado em Kiev.

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/ucrania/2014-02-21-ex-presidente-da-republica-checa-diz-que-uniao-europeia-foi-irresponsavel-na-crise-da-ucrania

O melhor para a Ucrânia é dividir o pais de forma pacifica, com o Leste e o Sul a incorporar a Rússia ou a constituir um estado independente, e o restante, o Oeste como outro estado independente, cada um seguindo o seu caminho, os do leste para a esfera de influencia Russa, o Oeste para a UE, estou convencido que se fartariam rápido da UE.

Deixo aqui um excelente artigo com o verdadeiro mapa linguístico da Ucrânia, o Ucraniano apenas se fala em Lviv e nos antigos territórios da Galicia e Volinia, no centro do pais o que se fala é o Surzhik, uma mescla entre Ucraniano e Russo, e que é creditado como ucraniano, quando de facto não é, é um terceira via, uma outra língua, e nos grandes centros o Russo é a língua franca.

http://russeurope.hypotheses.org/2049

Se virem bem neste artigo, é possível ver que o mapa linguístico corresponde com o mapa politico e com as zonas onde foram hasteadas bandeiras Russas.

http://f.hypotheses.org/wp-content/blogs.dir/981/files/2014/03/Bh0OXb9CEAAj2va.jpg

http://f.hypotheses.org/wp-content/blogs.dir/981/files/2014/03/Carte-Ukraine-Russie.jpg

A interrogação neste momento é apenas uma, se a Ucrânia se vai dividir a bem como a Checoslováquia, o que espero que venha a acontecer, e julgo que essa é também a vontade dos Russos.

A 2ª hipótese será a mal numa guerra civil devastadora, mas esta hipótese a ser fomentada será por aqueles que financiaram o golpe de estado em Kiev, mas isto só acontecerá se a ganancia se sobrepuser á racionalidade, e os EUA/trupe de Bruxelas quiserem ficar com o bolo todo (Ucrânia), arriscando-se a perder tudo, porque depois os Russos não vão parar no Dnieper, vão apanhar também a região do Dnieper Right-bank e Kiev.

Ricardo Break disse...

O sr José milhazes deveria ser extremamente proibido de entrar na russia pois o sr deve ser pago e muito bem por estes capitalistas europeus e americanos para difamar a russia !
E digo mais vocês que tanto protegem os estados unidos e Europa esperem para ver os resultados brevemente meus caros . É por pessoas como vocês que a situação está tão denegrida !!!!! A russia são os terroristas certo pois bem tem uns dois dias atrasa vi uma reportagem na sic noticias sobre " drones a guerra suja do presidente Obama " e comparado com a situação da Crimeia creio que americanos e uma raça para destruir e eliminar completamente do planeta Terra já os russos com todos os problemas que tenha, que tem bastantes são pessoas muito melhores que os americanos !
E esses soldado verdes como vc lhe chama estao a fazer o certo proteger o seu povo e os seus interesses já a Europa só está a querer testar os russos e os americanos a rir de toda esta história ! Olhe se vc tivesse vergonha na cara nunca mais colocava os pés na russia !

Anónimo disse...


a)"P.S. Àqueles que justificam as posições de Putin com acções idênticas do Ocidente, respondo: essa posição faz com que o dirigente russo deixou de ter moral para vir pregar sermões aos outros e,
bº) ( segundo, o Kremlin condena o seu povo a graves perigos e privações.")
----------------
(a)- Pois ,pois ...desejavam que a Rússia se porta-se com um anjinho ingénuo e papudo... se possível se deixa-se sodomizar pel UE / Alemanha e USA...
----------------------------------
b) Depois vêm com a treta do Homem do Saco. "" cuidado que podem condenar o povo russo a graves perigos e privações etc,etc "" Mas que merda vêm a ser esta! - Como se A Rússia fosse um qualquer paíszeco e o Povo Russo já não tivesse mostrado a sua valentia e capacidades de resistir a graves dificuldades e conseguir vencer-las todas. Ficando por cima dos seus inimigo...
Para que se refresquem as memórias http://youtu.be/UW8o1AFgX9Y

aferreira

Anónimo disse...

http://actualidad.rt.com/actualidad/view/122443-drone-estadounidense-interceptado-espacio-aereo-crimea

- Quem provoca quem ???

- aferreira

Pippo disse...

Observador,

o artigo do Jaques Sapir é absolutamente BRUTAL, sobretudo na parte que diz respeito às declarações do Paul Roberts!

Já agora, este artigo sobre a possível invasão da Ucrânia "até Kiev" é interessante:

http://20committee.com/2014/03/14/the-coming-war-for-ukraine/

Pippo disse...

Tal como eu disse, nem todos aqui no "Ocidente" são fanáticos pela guerra contra a Rússia:

http://www.theguardian.com/world/2014/mar/15/ron-paul-crimea-russia-sanctions-act-of-war

Observador disse...

Pippo,

Este Kabandenko tem noção do poderio Russo.

A Rússia se revolver entrar vai em primeiro lugar neutralizar as baterias de misseis S-300 Ucranianas, de seguida veremos a neutralização das bases da Força Aérea Ucraniana na zona Leste e Sul, as que ainda restam, quase metade do poderia Ucraniano ficou em Belbek nas mãos dos Russos.

Falo da base de Kulbakino, em Mykolaiv onde estão os SU-25 de ataque ao solo, e também a base de Myrhorod em Poltava onde estão os SU-27.

Neutralizada a Força Aérea e as baterias de misseis S-300, veremos um passeio das Forças Russas até ao Dnieper e a Odessa, porque o apoio popular aos Russo é maciço no Leste e Sul da Ucrânia, e isso é o factor preponderante numa guerra deste tipo.

Não me acredito que a restante Força Aérea Ucraniana sedeada em Kiev e no Leste ouse entrar em acção, sabem de fonte limpa que seriam carne para canhão, basta o poder anti-aéreo Russo para os assustar.

Estou convencido que a Rússia se entrar vai usar a Crimeia como uma espécie de Testa de Ponte, daí os desembarques de forças na Crimeia, forças essas que serão usadas para ocupar toda a linha de costa incluindo Odessa, bem como a costa do mar de Azov até Mariupol/Tongarog.

Pelo Leste veremos entrada de forças por Luhansk e Kharkov, zonas onde os russos tem concentrado forças, sobretudo paraquedistas.

Mais, os Russos “arriscam-se” a fazer tudo isto sem disparar um tiro, guerra a sério acredito que só teríamos se os Russos decidissem ocupar o Leste da Ucrânia, mas isso eles não querem, não lhes interessa.

Este Kabanenko fala, mas na hora da verdade possivelmente ainda deserta para o lado dos Russos ou saí de cena discretamente.

O Paul Craig tem aberto os olhos a muita gente, foi membro do governo dos EUA e isso dá-lhe muita credibilidade, é sem duvida uma pedra no sapato da propaganda oficial de Washington.

Em relação á Guarda Nacional é uma espécie de força paramilitar composta exclusivamente por elementos do Pravy Sector, já foram enviados centenas para Kharkov, Luhansk e Kharkov, o tiroteio de ontem em Kharkov que vitimou 2 russos foi obra do Pravy Sector

Em suma, mais um enterranço monumental dos golpistas de Kiev, isto é mais um livre transito para Putin, visto que lhe dá ainda mais argumentos para ocupar o Leste e Sul da Ucrânia.

São às dezenas os pedidos de protecção por parte de civis Russófonos que chegam ao ministério dos negócios estrageiros da Rússia, pedidos esses face às acções do Pravy Sector no Leste, pedidos que estão a ser "considerados".

http://www.km.ru/forum/v-rossii/2014/03/15/protivostoyanie-na-ukraine-2013-14/734736-rossiya-rassmotrit-prosby-o-zashchite-

Esperemos que o bom senso impere, e que a UE/EUA puxem o tapete aos golpistas de Kiev, especialmente a estes extremistas, de modo a deitar agua na fervura e iniciar conversações com base nos acordos de 21 de Fevereiro, restituindo a língua Russa e parando de afrontar os Russófonos do leste, caso contrário considero que a coisa vai ficar feia e a ocupação do Leste e Sul da Ucrânia pelos Russos é um cenário a ter em conta a breve trecho.