sexta-feira, junho 20, 2014

Paz tarda em chegar à Ucrânia


Hoje, Petro Poroshenko, Presidente da Ucrânia, vai apresentar o seu plano de paz para o sudeste da Ucrânia, mas já se sabe que ele se recusa a qualquer tipo de diálogo com os separatistas pró-russos das auto-proclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.
Antes de anunciar o seu plano, Poroshenko consultou as autoridades ucranianas das regiões do sudeste da Ucrânia, bem como falou por telefone com o Presidente russo, Vladimir Putin.
A julgar pelo que já é conhecido do plano, Poroshenko irá defender a descentralização de poderes a favor das regiões, mas não aceitará a federalização do país. Além disso, irá continuar a operação militar contra os separatistas de forma a neutralizá-los e isso passará pelo encerramento da fronteira com a Rússia nas regiões de Donetsk e Lugansk. Se este objectivo for conseguido, os separatistas ficarão sem fornecimentos de armas e homens e, dentro de algum tempo, serão neutralizados.
Se as autoridades ucranianas conseguirem neutralizar o separatismo, isso irá colocar uma série de problemas internos ao Presidente Putin na Rússia. Numa situação de euforia ultra-patriótica no país, em que a propaganda não se cansa de apregoar a superioridade moral dos russos em relação à Europa e aos EUA, o dirigente russo irá ter muitas dificuldades quando tiver de explicar porque é que ocupou a Crimeia, mas “abandonou” ao seu destino os russos e russófonos do leste da Ucrânia, os deixou nas mãos dos “nazis” ucranianos.
Além disso, é sabido que centenas de cidadãos russos foram da Rússia para a Ucrânia apoiar os separatistas, com a total complacência e, muitas vezes, com a cumplicidade das autoridades de Moscovo. Trata-se, essencialmente, de veteranos de guerras anteriores: Afeganistão, Jugoslávia, Chechénia, bem de pessoas ligadas a grupos nacionalistas russos. Os que regressarem a casa vivos irão sentir-se traídos e certamente deixarão de fazer parte daqueles que apoiam actualmente a política de Vladimir Putin.
Por isso, não é de excluir uma intervenção militar russa directa no sudeste da Ucrânia. A NATO voltou a acusar a Rússia de estar a concentrar novamente tropas junto da fronteira com a Ucrânia e se elas forem utilizadas, certamente não serão para o caso de as tropas ucranianas empurrarem os separatistas para território russo e atravessarem a fronteira para os perseguir. Embora esse pretexto possa vir a ser utilizado.
Nesta situação, como se irá resolver o problema do gás russo que é fornecido à Europa através da Ucrânia? Por enquanto, o diálogo foi interrompido e apenas se ouvem acusações e contra-acusações de parte a parte. Esse problema só poderá ser resolvido depois de normalizada a situação no sudeste da Ucrânia e do início de um diálogo mais calmo entre Kiev e Moscovo. Ainda há algum tempo, pois faltam alguns meses para o Inverno, mas...
O novo Presidente ucraniano necessita urgentemente de estabilizar a situação no seu país a fim de não permitir a continuação da degradação da economia do país e do nível de vida dos seus habitantes. Este é um dos maiores desafios de Petro Porochenko e da sua equipa.


P.S. Tal como há cem anos atrás, presta-se mais atenção a qualquer insignificância do que a uma guerra que já matou centenas de pessoas no coração da Europa. Mas hoje há mais uma agravante. Se, em 1914, os europeus tomaram consciência da desgraça quando a guerra mundial eclodiu; hoje, poucos são os que se preocupam de facto com uma guerra que já leva alguns meses. Talvez isto aconteça porque, em 1914, não se realizou um campeonato do mundo de futebol.

21 comentários:

Anónimo disse...

O caro José Milhazes parece que anda a dormir mal. Tem elocubrações delirantes, alucinações, angustias, pesadelos... Assim vai mal; é melhor tratar-se. Aconselho-o a consultar um especialista, pode ser que ele o ponha bom.
PiErre

chukcha disse...

Caro Milhazes,
"e este objectivo for conseguido, os separatistas ficarão sem fornecimentos de armas e homens e, dentro de algum tempo, serão neutralizados."

Não me leve a mal mas você está a meio caminho entre a Psaki e o Kissilev:
"NEUTRALIZAR" os "Terroristas" é da propaganda mais autêntica que ví até hoje!

Apenas 2 questões:

COMO?
E como é que você acha que eles vão conseguir "neutralizar" 6 milhões de pessoas, que lhes são hostis? Como em Odessa?

Note-se que "o Plano de Paz" do Porcocenco é mais um ultimato que um roteiro para a paz. Mais uma invenção da Ucrânia maidaneira: um plano de paz que não conta com quem está e os deixa sem alternativa senão lutar por uma vida digna, para sí e para as suas famílias.

QUEM?
E quem é que vai "Neutralizar" os "separatistas"

- O batalhão Azov do deputado-forquilha-radical-pederasta-8%presidenciável-sádiaco Lyashko?
https://www.youtube.com/watch?v=LLI-KDtzOLw
Vai ser este o "tratamento dado? ou outros do Lyashko (pesquisar "Lyashko" no youtube, para quem tiver estomago. 8%, verdadeiros Ucrânianos votaram nesta besta)

-Vai ser o batalhão Donbass que tanto sucesso teve a "Neutralizar" o referendo em Krasnoarmeisk? (você viu a reportagem do Ilia Azar, ex-lenta.ru e actual echo, sobre esse dia? Ele esteve lá, viu e não consta que seja putinista)...

-Vai ser o SBU de Dnepropetrovsk, do camarada Kolomoisky?? O mesmo que compra cabeças de Donbassinos a $10k? O mesmo que ofereceu 1milhão USD pela cabeça de um cadidato às eleições presidencias democráticas que a Ucrânia teve?

Pois: "NEUTRALIZAR"... deve ter orgulho no termo utilizado...

P.S. Alguem perguntava há uns dias ao Pippo se ele defendia que a guerra continuasse e que inocentes sejam vitimados?

Pois bem: Entre resignar à Barbárie ou Combate-la, a alternativa é óbvia! E é por isso que a Rússia deve apoiar o povo do Donbass, que se insurge contra as bestas do Ocidente, que, tal como em 41, os atacam, lhes destroem as cidades, lhes matam as mulheres e filhos com bombardeamentos, lhes organizam cercos e bloqueios!

Pippo disse...

Se o Pedro estivesse realmente interessado em "estabilizar" o país, poderia acabar imediatemente com esta guerra e instaurar um país com base federal. Clao que a seguir seria comido vivo, se não mesmo linxado, pelos radicais - que o JM, pelos vistos, não considera nazis - do Oeste da Ucrânia.

Mas como já aqui publiquei em tempos, o actual governo de Kiev PRECISA desta guerra. E por essa razão, a mesma perdurará até se chegar a uma conclusão.

Por essa razão é que eu acho que os russos deveriam apoiar abertamente a revolta dos separatistas fornecendo-lhes informações e equipamento, nomeadamente armas anti-carro e AA.
Sanções? Elas virão, de uma forma ou de outra, por isso, culpada por culpada, a Rússia que se assuma e faça o que tem a fazer.

IMO, é claro.

N. Amorim disse...

Sr. Milhazes, diga aqui ao painel de leitores o que acha que um ex-presidnete que arrastou a Russia para uma guerra faz aqui na Tv ucraniana. E já agora porque razão estavam todos com vontade de engolir os lábios ...

https://www.youtube.com/watch?v=Yq8kc4izDrQ

chukcha disse...

"r. Milhazes, diga aqui ao painel de leitores o que acha que um ex-presidnete que arrastou a Russia para uma guerra faz aqui na Tv ucraniana. E já agora porque razão estavam todos com vontade de engolir os lábios ...

https://www.youtube.com/watch?v=Yq8kc4izDrQ""

Ui!!!! O ZaCashVille foi ao Shuster Live???? (e com legendas?!!!)

P.S. Para quem não sabe Shuster é um pivot que dirige uma espécie de prós e prós da Ucrânaia, e entrevistas tb...

chukcha disse...

", o actual governo de Kiev PRECISA desta guerra. "

Pois precisa, e é mesmo essencial por 2 motivos:
- Resolver ou tornar latentes as contradições e lutas de poder (agora com exercitos privados, amiúde)de Maidan.

- Arranjar uma desculpa, ou um bode expiatório, para um programa do FMI que vai destruir completamente o que existia da miseraveel economia Ucrâniana, o que juntando às sanções Russas...bom...

E é como dizem os tipos do Maidan. Depois de aprenderem a queimar pneus, nunca mais se esquece!

Por falar nisso, e contrapondo as músicas do Donbass, os Hinos do Maidan. Acredito que vamos ouvi-los frequentemente nos proximos tempos:

"Gorila Shina, palala"

https://www.youtube.com/watch?v=AFYttRDvQCc

Ardia o pneu, flamejava!

E como a qualidade e imaginação dos mentecaptos de Maidan sempre foi meritória:

"Gorila bochka, demila"
https://www.youtube.com/watch?v=1hxCgdG7K4w&src_vid=AFYttRDvQCc&feature=iv&annotation_id=annotation_2077969585

Ardia o barril (bidão), fumegava!


(Que é para não dizerem que sou parcial). Eu gosto muito do ardia o pipo, fumegava!!!!

PortugueseMan disse...

...Se este objectivo for conseguido, os separatistas ficarão sem fornecimentos de armas e homens e, dentro de algum tempo, serão neutralizados...

Meu caro, por favor...

Isto é o mesmo que dizer que se colocarmos polícias na rua, acaba-se com os ladrões, ou se controlarmos as fronteiras acabam-se com as drogas.

Se existem pessoas determinadas e a lutar por uma causa a coisa vai ser complicada.

Se existem pessoas que se identificam com as causas dessas pessoas, elas vão ajudar da maneira que podem.

O aumento da violência, mostra que existe muita gente determinada e que não vais ser fácil para as autoridades ucranianas resolverem a coisa como gostariam de resolver.

PortugueseMan disse...

...Se as autoridades ucranianas conseguirem neutralizar o separatismo, isso irá colocar uma série de problemas internos ao Presidente Putin na Rússia...

Ou não.

Isto está a acontecer em simultâneo com a situação do gás. E enquanto a Ucrânia, não aceder às imposições da Rússia, o problema não está resolvido.

Vamos imaginar que a situação do separatismo é neutralizado como diz.

Passo a seguir?

- Aumento de impostos generalizados.
- Aumento do preço da energia.
- Cortes nas reformas
- Cortes nos vencimentos dos funcionários públicos
- Despedimentos de funcionários públicos


Não se esqueça que isto é o que o FMI EXIGE, para continuarem a receber dinheiro.

Vamos ter o colapso da maior parte da indústria pois esta está virada para a Rússia.

NINGUÉM vai passar um cheque para pagarem as contas de energia ucranianas.

Diga-me, quanto tempo vai durar este governo, quando tudo isto acontecer? e o gás já está cortado, agora ou pagam ou desviam gás europeu.

Problemas para o presidente Putin?

Meu caro, essa sua janela não o está a deixar ver, a Ucrânia está a arder. Uma parte está em guerra, o restante está a ser consumida economicamente.

O país já não é viável como um todo.

PortugueseMan disse...

Por isso, não é de excluir uma intervenção militar russa directa no sudeste da Ucrânia.

Isto é possível. Mas na minha opinião, terá que haver muito sofrimento e terá que aparecer nas televisões e terá que ser mostrado a forma violenta como Kiev está a lidar com o assunto.

Ou seja, eles quando entrarem vão ter que se sentir desejados.

Os separatistas vão ter que derramar o seu sangue (e muito) pela sua terra.

Os russos não vão lutar por eles.

e da maneira como Kiev, está a tratar disto, muito mal aconselhado, esta é uma hipótese bastante plausivel.

E se os russos entrarem, a coisa irá ficar muito, mas muito feia. E poderá alastrar sabe-se lá até onde.

PortugueseMan disse...

Ukraine's Naftogaz says Gazprom wants to end compensation contract

Ukraine's state-owned gas company Naftogaz said on Thursday Russia's Gazprom wants to end a contract which compensates Ukraine if it needs to use its gas to meet additional demand from Europe...

...At the moment, Gazprom compensates Ukraine if Kiev is forced to provide the rest of Europe with increased supplies from its underground storage sites.


http://in.reuters.com/article/2014/06/19/ukraine-crisis-naftogas-contract-idINL6N0P03OA20140619

A ser correcto, mais uma má notícia para a Ucrânia e Europa. A Gazprom deixa de usar/pagar por gás armazenado na Ucrânia e que seja necessário na Europa.

Portanto a minha interpretação disto é o seguinte:

Em caso de picos de consumo, a Ucrânia dá resposta com o que tem armazenado, não causando impacto na origem (Gazprom/Rússia) e com isto todos ganham, a Europa tem o que pede no momento, a Ucrãnia recebe por este serviço, a Gazprom não se ressente em algum pico no Inverno.

O que vai acontecer:

A Ucrânia deixa de receber por este serviço, o que aumenta os custos deste armazenamento no país.

A Europa (ou os países que dependem desta salvaguarda na Ucrãnia), constroem os seus locais de armazenamento ou pagam à Ucrânia para usar o que estes já têm.

A Gazprom deixa de pagar por este serviço, falta perceber que tipo de contractos tem com os seus clientes finais respectivamente a picos de energia.

Portanto a Europa vai ter que se acautelar, para ter energia sufiente nos picos de energia, porque a Gazprom poderá não ter capacidade de resposta. Esse capacidade de resposta irá ser delegada a cada país cliente. Será sua a responsabilidade.

Mais, com a Rússia a virar-se para o mercado asiático, a Rússia poderá não acompanhar os aumentos crescentes da Europa.

As opções europeias na Ucrânia vão ter um preço, um preço perigoso para pagar.

Pippo disse...

"E se os russos entrarem, a coisa irá ficar muito, mas muito feia. E poderá alastrar sabe-se lá até onde."

Fácil, não entram.

Mas também não fecham a fronteira, nem têm de o fazer!

E entretanto, entram voluntários, mercenários, ou seja lá o que for. Se eles vêm do Oeste, também podem vir do Leste, ou será que não?

E em centenas de km de fronteira, infiltrações é brincadeira de criança, e os ataques tipo golpe de mão são fáceis de se executar, sobretudo se o alvo forem postos fronteiriços, os ataques forem de surpresa e os atacantes estiverem mesmo bem armados.


"Além disso, irá continuar a operação militar contra os separatistas de forma a neutralizá-los e isso passará pelo encerramento da fronteira com a Rússia nas regiões de Donetsk e Lugansk. Se este objectivo for conseguido, os separatistas ficarão sem fornecimentos de armas e homens e, dentro de algum tempo, serão neutralizados."

Quanto à neutralização... Ó JM, mas não é você que está sempre a falar da Chechénia e da crescente rebelião e bla, bla, bla, e que tudo passa por dar mais liberdade aos chechenos e dar-lhes melhores condições de vida?
Então e a Chechénia e todo o Cáucaso do Norte não estão pejados de tropas e polícias russos?
E as fronteiras não estão controladas?

Então porque é que aqui os combatentes não estão "neutralizados" mas no Dombass, onde não haverá mais liberdade nem empregos (muito pelo contrário!), nem as fronteiras poderão ser efectivamente fechadas, os combatentes irão ser neutralizados?

Bastam umas bombas e uns tiros de quando em vez, lembra-se?

Anónimo disse...

Nos seus escritos, o senhor José Milhazes parece entender que os separatistas, terroristas, insurgentes ou rebeldes, conforme os queira chamar, poderão ser neutralizados militarmente em resultado desta operação em curso.

Isto é, que poderão ser esmagados que nem uma barata, deixando o senhor José Milhazes aqui e acolá a impressão que esse objectivo é alcançável e, umas vezes mais explicitamente que outras, justificável e desejável, seja por que meio for.

Só não entendo por que razão acha o senhor José Milhazes que esta operação militar porá termo à rebelião ao mesmo tempo que acha que o regresso da facção de combatentes russos poderá constituir uma gangrena para a Rússia e o seu governo.

Quem lhe diz a si que não haverá uma espécie de IRA ou ETA do Donbass, que será uma gangrena para o governo ucraniano?

Ou o senhor José Milhazes entende que todos os combatentes vieram da Rússia e as populações estão sequestradas por estrangeiros?

É que não é isso que se vê no terreno, em que o sentimento das populações locais é claramente hostil a Kiev e àquilo que vêem como uma tentativa de subjugação e de imposição de um completo servilismo.

O sentimento popular no local não engana:

http://www.youtube.com/watch?v=T8S2AcR-oaA

http://www.youtube.com/watch?v=jjrrDtppp6A

Já da parte do governo de Kiev o que se tem visto é o bombardeamento indiscriminado de instalações civis (hospitais, residências) e das populações, por meios aéreos (incluindo bombas incendiárias de fósforo) e terrestres, as quais estão a morrer às dezenas.

Se inicialmente os combatentes de ambos os lados ocultavam a sua cara e identidade, começo a ficar pasmado que em todas as reportagens que vejo do local é visível a cara e identidade dos rebeldes, mas as tropas e milícias de Kiev agem todos de cara tapada.

Um exército, uma autoridade legítima, que presta contas da sua actuação e responde por abusos e infracções, não tapa a sua cara em circunstância alguma.

Eles tapam a cara porque sabem as atrocidades que lá estão a cometer e só graças a estas é que estão a ganhar terreno.

Não estará na altura de o senhor José Milhazes reconhecer a existência das populações locais para algo mais do que serem neutralizadas?

Reconhecer que vivem há gerações naquela terra? que têm sentimentos, interesses e aspirações específicos e distintos das populações da parte ocidental do país? e que merecem ser tidos em consideração? ser ouvidos e satisfeitos em alguma medida?

Ou existirá essa gente apenas para ser submetida ao domínio do governo central, dos oligarcas que este coloca na província, à boa maneira feudal do servilismo da suserania e vassalagem, ou, em alternativa, à neutralização?

São gente e também merecem respeito, consideração e reconhecimento pela sua existência e singularidade.

Anónimo disse...

Nos seus escritos, o senhor José Milhazes parece entender que os separatistas, terroristas, insurgentes ou rebeldes, conforme os queira chamar, poderão ser neutralizados militarmente em resultado desta operação em curso.

Isto é, que poderão ser esmagados que nem uma barata, deixando o senhor José Milhazes aqui e acolá a impressão que esse objectivo é alcançável e, umas vezes mais explicitamente que outras, justificável e desejável, seja por que meio for.

Só não entendo por que razão acha o senhor José Milhazes que esta operação militar porá termo à rebelião ao mesmo tempo que acha que o regresso da facção de combatentes russos poderá constituir uma gangrena para a Rússia e o seu governo.

Quem lhe diz a si que não haverá uma espécie de IRA ou ETA do Donbass, que será uma gangrena para o governo ucraniano?

Ou o senhor José Milhazes entende que todos os combatentes vieram da Rússia e as populações estão sequestradas por estrangeiros?

É que não é isso que se vê no terreno, em que o sentimento das populações locais é claramente hostil a Kiev e àquilo que vêem como uma tentativa de subjugação e de imposição de um completo servilismo.

O sentimento popular no local não engana:

http://www.youtube.com/watch?v=T8S2AcR-oaA

http://www.youtube.com/watch?v=jjrrDtppp6A

Já da parte do governo de Kiev o que se tem visto é o bombardeamento indiscriminado de instalações civis (hospitais, residências) e das populações, por meios aéreos (incluindo bombas incendiárias de fósforo) e terrestres, as quais estão a morrer às dezenas.

Se inicialmente os combatentes de ambos os lados ocultavam a sua cara e identidade, começo a ficar pasmado que em todas as reportagens que vejo do local é visível a cara e identidade dos rebeldes, mas as tropas e milícias de Kiev agem todos de cara tapada.

Um exército, uma autoridade legítima, que presta contas da sua actuação e responde por abusos e infracções, não tapa a sua cara em circunstância alguma.

Eles tapam a cara porque sabem as atrocidades que lá estão a cometer e só graças a estas é que estão a ganhar terreno.

Não estará na altura de o senhor José Milhazes reconhecer a existência das populações locais para algo mais do que serem neutralizadas?

Reconhecer que vivem há gerações naquela terra? que têm sentimentos, interesses e aspirações específicos e distintos das populações da parte ocidental do país? e que merecem ser tidos em consideração? ser ouvidos e satisfeitos em alguma medida?

Ou existirá essa gente apenas para ser submetida ao domínio do governo central, dos oligarcas que este coloca na província, à boa maneira feudal do servilismo da suserania e vassalagem, ou, em alternativa, à neutralização?

São gente e também merecem respeito, consideração e reconhecimento pela sua existência e singularidade.

Anónimo disse...

Nos seus escritos, o senhor José Milhazes parece entender que os separatistas, terroristas, insurgentes ou rebeldes, conforme os queira chamar, poderão ser neutralizados militarmente em resultado desta operação em curso.

Isto é, que poderão ser esmagados que nem uma barata, deixando o senhor José Milhazes aqui e acolá a impressão que esse objectivo é alcançável e, umas vezes mais explicitamente que outras, justificável e desejável, seja por que meio for.

Só não entendo por que razão acha o senhor José Milhazes que esta operação militar porá termo à rebelião ao mesmo tempo que acha que o regresso da facção de combatentes russos poderá constituir uma gangrena para a Rússia e o seu governo.

Quem lhe diz a si que não haverá uma espécie de IRA ou ETA do Donbass, que será uma gangrena para o governo ucraniano?

Ou o senhor José Milhazes entende que todos os combatentes vieram da Rússia e as populações estão sequestradas por estrangeiros?

É que não é isso que se vê no terreno, em que o sentimento das populações locais é claramente hostil a Kiev e àquilo que vêem como uma tentativa de subjugação e de imposição de um completo servilismo.

O sentimento popular no local não engana:

http://www.youtube.com/watch?v=T8S2AcR-oaA

http://www.youtube.com/watch?v=jjrrDtppp6A

Já da parte do governo de Kiev o que se tem visto é o bombardeamento indiscriminado de instalações civis (hospitais, residências) e das populações, por meios aéreos (incluindo bombas incendiárias de fósforo) e terrestres, as quais estão a morrer às dezenas.

Se inicialmente os combatentes de ambos os lados ocultavam a sua cara e identidade, começo a ficar pasmado que em todas as reportagens que vejo do local é visível a cara e identidade dos rebeldes, mas as tropas e milícias de Kiev agem todos de cara tapada.

Um exército, uma autoridade legítima, que presta contas da sua actuação e responde por abusos e infracções, não tapa a sua cara em circunstância alguma.

Eles tapam a cara porque sabem as atrocidades que lá estão a cometer e só graças a estas é que estão a ganhar terreno.

Não estará na altura de o senhor José Milhazes reconhecer a existência das populações locais para algo mais do que serem neutralizadas?

Reconhecer que vivem há gerações naquela terra? que têm sentimentos, interesses e aspirações específicos e distintos das populações da parte ocidental do país? e que merecem ser tidos em consideração? ser ouvidos e satisfeitos em alguma medida?

Ou existirá essa gente apenas para ser submetida ao domínio do governo central, dos oligarcas que este coloca na província, à boa maneira feudal do servilismo da suserania e vassalagem, ou, em alternativa, à neutralização?

São gente e também merecem respeito, consideração e reconhecimento pela sua existência e singularidade.

Anónimo disse...

Nos seus escritos, o senhor José Milhazes parece entender que os separatistas, terroristas, insurgentes ou rebeldes, conforme os queira chamar, poderão ser neutralizados militarmente em resultado desta operação em curso.

Isto é, que poderão ser esmagados que nem uma barata, deixando o senhor José Milhazes aqui e acolá a impressão que esse objectivo é alcançável e, umas vezes mais explicitamente que outras, justificável e desejável, seja por que meio for.

Só não entendo por que razão acha o senhor José Milhazes que esta operação militar porá termo à rebelião ao mesmo tempo que acha que o regresso da facção de combatentes russos poderá constituir uma gangrena para a Rússia e o seu governo.

Quem lhe diz a si que não haverá uma espécie de IRA ou ETA do Donbass, que será uma gangrena para o governo ucraniano?

Ou o senhor José Milhazes entende que todos os combatentes vieram da Rússia e as populações estão sequestradas por estrangeiros?

É que não é isso que se vê no terreno, em que o sentimento das populações locais é claramente hostil a Kiev e àquilo que vêem como uma tentativa de subjugação e de imposição de um completo servilismo.

O sentimento popular no local não engana:

http://www.youtube.com/watch?v=T8S2AcR-oaA

http://www.youtube.com/watch?v=jjrrDtppp6A

Já da parte do governo de Kiev o que se tem visto é o bombardeamento indiscriminado de instalações civis (hospitais, residências) e das populações, por meios aéreos (incluindo bombas incendiárias de fósforo) e terrestres, as quais estão a morrer às dezenas.

Se inicialmente os combatentes de ambos os lados ocultavam a sua cara e identidade, começo a ficar pasmado que em todas as reportagens que vejo do local é visível a cara e identidade dos rebeldes, mas as tropas e milícias de Kiev agem todos de cara tapada.

Um exército, uma autoridade legítima, que presta contas da sua actuação e responde por abusos e infracções, não tapa a sua cara em circunstância alguma.

Eles tapam a cara porque sabem as atrocidades que lá estão a cometer e só graças a estas é que estão a ganhar terreno.

Não estará na altura de o senhor José Milhazes reconhecer a existência das populações locais para algo mais do que serem neutralizadas?

Reconhecer que vivem há gerações naquela terra? que têm sentimentos, interesses e aspirações específicos e distintos das populações da parte ocidental do país? e que merecem ser tidos em consideração? ser ouvidos e satisfeitos em alguma medida?

Ou existirá essa gente apenas para ser submetida ao domínio do governo central, dos oligarcas que este coloca na província, à boa maneira feudal do servilismo da suserania e vassalagem, ou, em alternativa, à neutralização?

São gente e também merecem respeito, consideração e reconhecimento pela sua existência e singularidade.

Jonatan Souza disse...

A Ucrânia morreu na maiden em fevereiro e nunca mais sera como antes não depois das varias mortes da população em donbass e o crematório em Odessa com o oeste querendo impor a sua vontade ao leste através da força,o rei do chocolate o "porcoshenco"com suas falsas promeças de mais independência, federalização e o tal corredor humanitário esta tentando ganhar a simpatia sabe-se la de quem mas o povo do donbass e de todo leste da Ucrânia não é bobo e não acreditara neste cavalo de troia

PortugueseMan disse...

...Fácil, não entram...

Caro Pippo,

Isso seria o desejável, mas alguém anda desejoso que os russos entrem, e não é a Rússia.

É incrível, como a Ucrânia se deixa levar por interesses externos levando-a á sua destruição.

Um país que poderia levar outro caminho e está nisto, numa guerra. Más opções atrás de más opções.

nuno_inzaghi disse...

caro JM na russia ainda comem criancinhas?? estava a pensar ir a moscovo mas depois de ler os seus artigos fiquei com medo...

Anónimo disse...

Se aquilo é um plano de paz...

FM

Anónimo disse...

Devia ter vergonha do que escreve. Se pensa tão mal da Rússia, porque continua lá a viver?

Manuel Goncalves disse...

A paz tarda a chegar nao apenas a Ucrania mas a todo o mundo em geral, tambem eu chego a falar mal quando se tem que dizer umas verdades do Reino Unido e no entanto vivo em Inglaterra, nao sei se na Russia comem criancinhas mas seja verdade ou mentira acho que os portugueses se deveriam preocupar mais com as criancinhas que foram comidas na Casa Pia de Lisboa, faco a expressao.