terça-feira, julho 29, 2014

Serão as aulas via Skype desvio de dinheiro das universidades?


A "exploradora via Skype"

Os dirigentes russos não se cansam de defender a modernização do país. Quando era Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, avançava programas atrás de programas nesse sentido, mas os resultados parecem não ser brilhantes.
Por exemplo, Marina Zaguidullina, professora da Teoria de Comunicações de Massas da Universidade Pública de Cheliavinsk, tentou inovar e decidiu lecionar algumas das suas aulas via Skype. Agora a procuradoria local acusa-a de “desvio de meios recorrendo ao caro que ocupa”.
Se o tribunal der ouvidos à acusação, a professora inovadora pode incorrer numa pena que vai de multas a partir de 100 mil rublos (2 mil euros) e até seis anos de prisão.
No que respeita às aulas via Skye, trata-se de sete dias em que estive ausente do local de trabalho em Outubro de 2011. Os estudantes receberam os conhecimentos necessários, houve tempo para fazerem perguntas e receberem respostas... Não obstante a minha ausência, mantivemos o plano de ensino”.
A procuradoria, pelo seu lado, considera que a professora surripiou 83 590 rublos (pouco menos de 2 mil euros).
Alguns poderão considerar este um caso isolado, mas não é, e torna-se cada vez mais frequente.
Num país, onde os que querem fazer carreira ou sobreviver politicamente têm de, no mínimo, fazer de conta que ouvem a “voz do dono”, muitos são os políticos, funcionários públicos, jornalistas e intelectuais que tentam adivinhar essa voz.
Isto explica, por exemplo, a aparecimento de um projeto-lei que pretende proibir os russos de empregarem palavras estrangeiros no seu discurso. Qualquer pessoa que sabe russo compreende que essa língua, tais como muitas outras, praticamente recuariam à Idade da Pedra se deixasse de utilizar palavras estrangeiras. Apenas um exemplo, os russos praticamente não poderiam falar de política se tal lei fosse aprovada, pois palavras como Presidente, ministro, deputado, oposição, mandato, comissão, etc., etc., não têm origem nem russa, nem eslava.
Numerosíssimos livros científicos e literários teriam de ser proibidos ou reescritos, incluindo de clássicos russos como Pushkin, Tolstoi ou Dostoevski.
Mas algumas cabeças políticas “iluminadas” continuam a fabricar projetos-lei deste calibre ou de calibre ainda mais baixo, como o da proibição das mulheres calçarem sapos de tacão alto ou ténis. Se este último projeto-lei fosse levado a votação e aprovado, essa seria a última gota na taça das mulheres russas, que gostam muito de calçado bonito e vistoso.



2 comentários:

Anónimo disse...

desculpe mas isto é demais! já pensou em ir tomar banho e lavar os dentes?

Carlos Carapeto disse...

Este gajo mete nojo!

Não terá vergonha em escrever banalidades destas?

Ou pensará que no país dele é diferente ?

Que miséria de informação!