terça-feira, novembro 22, 2011

Rússia invadiu Geórgia em 2008 para não permitir alargamento da NATO


O Presidente russo, Dmitri Medevev, considerou na, segunda-feira, que se a Rússia não tivesse tomado medidas decididas no Cáucaso em 2008, teria ocorrido um alargamento significativo das fronteiras da NATO.
“Se tivéssemos vacilado em 2008, hoje existiria outro quadro geopolítico e o mais provável é que já estivessem na Aliança Atlântica uma série de países que tentaram empurrar artificialmente para o seu seio”, declarou ele, citado pela agência Ria-Novosti, num encontro com militares russos aquartelados no Cáucaso.
Em Agosto de 2008, a Rússia, a pretexto de defender os seus cidadãos na Ossétia do Sul, envio tropas para essa região separatista da Geórgia e acabou por invadir o território desse Estado.
Em setembro, a Ossétia do Sul e a Abkházia, outra região separatista da Geórgia, proclamaram a independência com o apoio de Moscovo.
Medvedev assinalou que a Rússia está preocupada com o aparecimento junto das suas fronteiras de um bloco que “nos cria certos incómodos”.
“Nós, agora, desviamo-nos da concorrência direta, mas, não obstante, é preciso reconhecer que nós temos uma compreensão diferente da solução de toda uma série de tarefas que existem na esfera da segurança”, acrescentou.
Dmitri Rogozin, embaixador russo junto da NATO que participou no mesmo encontro, disse que a Aliança Atlântica enganou-se nos cálculos, porque não estava à espera de ações ativas da Rússia no Cáucaso, sem as quais a Ucrânia e a Geórgia teriam aderido à NATO. 
“Eles, na realidade, estavam à espera de uma resposta completamente diferente… e enganaram-se nos cálculos. Isto ficará na história, digam lá o que disserem”, reagiu Medvedev.
P.S. Se alguém tinha dúvidas sobre a política do Kremlin face à Geórgia em 2008, as palavras acima citadas do dirigente russo acabam com elas. Afinal, a componente humanitária da operação militar russa não passou de uma cortina para encobrir os verdadeiros objetivos de Moscovo, ou seja, travar o alargamento da NATO.
Claro que é provável que hoje, o Kremlin publique um comunicado a explicar que as palavras de Medvedev foram mal-entendidas, deturpadas, etc., etc., mas já saíram da boca dele.

54 comentários:

Anónimo disse...

A máscara finalmente caiu! Então que não usem mais como pretexto a defesa da popualção daquelas regiões como razão justificada para a guerra. A causa era outra! Puro jogo de interesses. E agora que as palavras foram admitidas pelo próprio presidente russo qual será a justificativa agora? Manipulação e conspiração dos illuminatti? Da Cia? Quem é agora?

MSantos disse...

Já falámos sobre isto milhentas vezes e sempre referi que o objectivo da intervenção russa na Georgia foi de dar um murro na mesa, mostrar que a Rússia fraca dos anos 90 já era história e travar o avanço dos falcões de Washington.

E continuo a referir que a situação de limbo em que continuam as províncias ocupadas denota que serão devolvidas à Georgia, se esta vier a dar algum dia provas de inserção e estabilidade na zona de influência russa.

E por muito censurável que seja a intervenção russa, a pergunta mantem-se: o que é que anda a NATO a fazer por aquelas paragens e porque é que os Estados Unidos têm de ter interesses e bases militares naquela região?

Cumpts
Manuel Santos

PEDRO disse...

Esteve muito bem Medvedev desta vez.
E esteve bem no verão quente de 2008.

A NATO julgava que a Rússia ficava quietinha enganou-se. Ainda andaram por lá perto uns navios de guerra da NATO, mas apenas ficaram a observar de longe o seu amiguinho a zarpar e a pedir ajuda, mas em vão.

A Rússia, que esteve mal na situação da Líbia, parece que em situações próximas da sua fronteira a coisa pia fininho.

Ainda há esperança que alguém consiga travar o imperialismo, as guerras de agressão, o roubo, a imposição de politicas hostis etc.

Rússia + China + Irão (e outros) tem de se unir contra a nova horda NAZI.

Jest nas Wielu disse...

De facto, foi dito tudo e com o cinismo extremo, a história dos “cidadãos russos em perigo” e “genocídio dos ossetas” era apenas o pretexto para não permitir que os georgianos escolham o seu próprio futuro. Lelo Sakartvelo!

Wandard disse...

Que seja, se a otan não aprendeu a lição o momento não tardará. A Otan não tem moral para discutir o assunto ou reclamar. Suas atitudes na década de 1990 e atualmente mostram claramente o seu caráter e falta de palavra. Se a Otan achou ruim, enfrente a Rússia, mas aí falta outra coisa capacidade. Querem implantar pretensos sistemas defensivos para intimidar a Rússia, seguindo como cães amestrados a senhora águia careca, façam. Ganharão sistemas intermediários a partir de Kalinigrado apontados para suas cabeças.

Acho que a máscara caiu e a Otan já vestiu a carapuça há muito o que espanta é a cara de pau dos que aqui circulam quererem sempre culpar a Rússia, quando o que vemos é sempre a movimentação desta organização ocidental no sentido de invadir, atacar oprimir, reprimir, ocidentalizar e torcer a cultura de países soberanos à sua vontade.

Realmente a ação da Otan na Líbia foi de proteger a população civil é isto que principalmente a França e Itália buscavam, "piada" parem de atentar contra a inteligência dos demais seres humanos do planeta.

Por fim chorem, esperneiem e reclamem, pois é só o que poderão fazer.

Wandard disse...

"E por muito censurável que seja a intervenção russa, a pergunta mantem-se: o que é que anda a NATO a fazer por aquelas paragens e porque é que os Estados Unidos têm de ter interesses e bases militares naquela região?"

Caro Manuel,


primeiramente as inúmeras intervenções americanas no mundo, há muito já são um caso para o tribunal internacional se este fosse de verdade uma instituição respeitável , que não um mero fantoche de Washington.

Quanto ao que os Estados Unidos fazem por lá, o mesmo que sempre fizeram em sua história, busca pelos recursos naturais de países alheios, instalação de bases, expansão do seu poder nada diferente, nada novo.

Wandard disse...

No tocante ás duas regiões, estas não querem fazer parte da Geórgia e pronto.

Jest nas Wielu disse...

2 Wandard 14:08
Kosovo não quer fazer parte da Sérvia e pronto. Chechénia não quer fazer parte da Rússia e pronto. E agora?

p.s.
E sem esquecer que antes da limpeza étnica dos separatistas, na Abecásia, os apsua (abkhazes) perfaziam cerca de 17% da população e georgianos 43,7%. E pronto...

Wandard disse...

Jest,

Tira o Kadirov da Chechenia, o comando está com ele, agora, ceder para favorecer a Otan, nunca.

Kosovo pediu ajuda a Otan as repúblicas em questão à Rússia e pronto. O Milheil que chupe os dedos.

Pippo disse...

Caro JM, acho que desta vez você meteu os pés pelas mãos e inverteu a relação causa-efeito. As palavras proferidas pelos responsáveis russos nada têm a ver com o título do seu artigo e com as conclusões a que você chegou.

Você diz que a Rússia invadiu a Geórgia para que este país não aderisse à NATO; contudo, não é isso que está patente no texto.

O que Medvedev disse foi que se a Rússia não tivesse tomado uma posição forte, neste momento a Geórgia (e a Ucrânia) fariam parte da NATO. Sendo aparentemente o mesmo, na verdade a causa-efeito é inversa ("fizemos isto para que não acontecesse aquilo" vs "aconteceu aquilo porque fizemos isto").

A verdade é que a Geórgia estava a caminhar para a adesão à NATO mas armou-se em valente. Esperava, naturalmente, que a Rússia titubeasse e tentasse, via ONU, resolver a questão, sendo que até lá viria o amigo Bush dar a mão amiga ao Saakashvili. O problema é que, como bem foi salientado, os russos foram uns malandros e não fizeram o que deles se esperava, ou seja, atacaram depressa e em força. Os EUA mostraram a sua fraqueza e a NATO percebeu que era melhor não se meter num vespeiro, admitindo um país conflituoso que se mete com os grandes esperando ter as costas aquecidas pelos putos mais reguilas lá da escola.

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, eu continuo com a mesma leitura que fez em 2008. A Rússia provocou a guerra e estas palavras de Medvedev são mais uma prova disso.

Wandard disse...

Quem provocou a guerra foi a Georgia e a declaração de Medvedev é clara, agora a interpretação pode ser torcida de acordo com a parcialidade de cada correspondente, no caso deste espaço como sempre, favorável á Otan e seu comandante supremo os EUA.

Pippo disse...

Desde quando é que as palavras de Medvedev "são prova disso"? Ele disse que a Rússia actuou na Geórgia de molde a impedir o acesso deste país à NATO?
Não.
O que ele disse foi que, devido ao facto da Rússia ter mostrado as garras, a NATO não chegou até ao Cáucaso. E isso, meu caro, é um facto. A NATO encolheu-se.

Portanto, o que eu digo é que você inverteu a causa-efeito. Vou dar-lhe outro exemplo de como isso pode ser feito:

Afirmação - "O Sr. de La Palisse morreu em Pavia. Em sua honra, os seus soldados compuseram uma célebre canção"

Eu diria que, devido à morte do marechal francês, os soldados compuseram uma canção; você, seguindo essa sua linha de raciocínio, diria que Jaques de La Palisse morreu com o objectivo de ser composta uma canção em sua memória... :o/

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, leia as declarações de Rogozin nesse encontro, estão no meu texto, e o comentário de Medvedev. Até lã estão os dois países que era preciso não deixar entrar na NATO.

Pippo disse...

Dmitri Medvedev considerou que "se a Rússia não tivesse tomado medidas decididas no Cáucaso em 2008, teria ocorrido um alargamento significativo das fronteiras da NATO.“Se tivéssemos vacilado em 2008, hoje existiria outro quadro geopolítico e o mais provável é que já estivessem na Aliança Atlântica uma série de países que tentaram empurrar artificialmente para o seu seio”"

- Correcto, é a constatação de um facto. Se eles tivessem vacilado, como vacilaram na questão da Jugoslávia, etc., o Cáucaso hoje estaria diferente.

Dmitri Rogozin disse que "a Aliança Atlântica enganou-se nos cálculos, porque não estava à espera de acções activas da Rússia no Cáucaso, sem as quais a Ucrânia e a Geórgia teriam aderido à NATO. “Eles, na realidade, estavam à espera de uma resposta completamente diferente… e enganaram-se nos cálculos. Isto ficará na história, digam lá o que disserem”"

- Novamente correcto, novamente a constatação de um facto. A NATO estaria à espera de uma Rússia mole e, ao invés, viu uma Rússia sem medos de se afirmar de arma na mão. Consequentemente, a NATO afastou-se.

A causa foi a guerra; o efeito foi o afastamento da NATO e a supremacia russa na região.

Pippo disse...

Seja como for, seja qual for a relação causa-efeito, se foi uma guerra para anular a presença da NATO ou se a NATO se afastou por causa da guerra, o que interessa é que a jogada russa surtiu,voluntária ou involuntariamente, o efeito desejado: neste momento, a Rússia domina o Cáucaso, é a potência hegemónica, tem uma capacidade de intervenção incontestada e provavelmente manter-se-á assim durante os próximos anos.

Ora, o controlo incontestado do Cáucaso e do Oeste era a premissa sine qua non para um regresso russo à Ásia Central (isto segundo um bem conhecido teórico russo cujo nome não é para aqui chamado). Curiosamente, agora, com o Cáucaso seguro, a Rússia volta à Ásia Central...

O que me lembra uma afirmação

Jest nas Wielu disse...

2 Wandard 17:10
Se todos os professores brasileiros (como é a V. Excia.), usarem o argumento do tipo “chupe os dedos” numa discussão sobre a história & geopolítica, francamente fico muito preocupado com o futuro do seu lindo país.

Zhirinovsky Iskander! disse...

Eu só tenho que dar uma salva de palmas para Dmitry Medvedev. Eu só tenho que dar uma salva de palmas para Vladimir Putin.

Não há melhor justificativa para a guerra na Ossétia do Sul. Além de evitar que a NATO chega-se as fronteiras, a Rússia humilhou a Geórgia e esta organização, fazendo eles retrocederem igual uma manada de gado!

Essa é a verdadeira Rússia que eu sonho e desejo! Uma Rússia punjante,de cor vermelha, que bate o martelo e se opoe as políticas ocidentais.

Quero também desejar sorte e sucesso na missão aos marinheiros dos 3 navios fragatas que foram enviados á costa da Síria para se contrapor á qualquer ameaça ocidental para depor governos da região! Dois destes navios de guerra estão transportando equipamentos de espionagem e todos eles estão armados até os dentes!

Isso cria até uma nostalgia em meu coração... E em 2012, as coisas vão ser mais intensas.Quem viver, verá!!!

Wandard disse...

"Se todos os professores brasileiros (como é a V. Excia.), usarem o argumento do tipo “chupe os dedos” numa discussão sobre a história & geopolítica, francamente fico muito preocupado com o futuro do seu lindo país."

Caro Jest,

Primeiro, não estou ministrando uma aula, estou num espaço virtual de discussão e não em um ambiente acadêmico.

Segundo, sempre respeitei este blog e nunca utilizei ofensas para qulquer um que aqui frequente, independente do posicionamento individual ou ideologia.

Terceiro, não sei o seu nome verdadeiro mas você não é o Presidente da Geórgia, além disso somos de culturas diferentes e a nossa descontração, gírias e outras expressões podem não ser bem compreendidas a depender da nacionalidade interlocutora, o que também pode ocorrer no sentido contrário.

Quarto, se relembrar bem meu posicionamento jamais fiz críticas ao seu país e muito menos à política interna deste, pois considero que é um problema exclusivamente ucraniano independente do que eu considere ou não.

Quinto, em termos de política externa e geopolítica o meu posicionamento, pensamento, opiniões etc... em relação à Otan serão sempre os mesmos, enquanto o seu comportamento se mantiver como a versão no tempo presente do colonialismo europeu.

Sexto, o futuro do meu lindo país, não está nas minhas mãos e sim dos políticos que hoje o vendem, lentamente e por debaixo do pano aos EUA e nações européias enquanto os meus desligados conterrâneos passam seus dias embalados pelo Brasileirão, Taça Libertadores da América, quem é rebaixado ou sobe, o técnico que mudou, quanto Neymar vai ganhar, o que aconteceu com o Imperador e por aí vai.

PortugueseMan disse...

Rússia invadiu Geórgia em 2008 para não permitir alargamento da NATO

Sem sombra de dúvida. Foi sempre esse o problema da Geórgia, a entrada para a NATO.

A opção russa de repelir o ataque da Geórgia, atingiu os objectivos russos, que era exactamente arranjar uma maneira de garantir a não adesão da NATO.

Por outro lado, a razão do ataque iniciado pela Geórgia foi exactamente para resolver o mesmo problema. Se a Geórgia acabasse com os seus problemas territoriais internos a adesão da NATO estaria logo ali ao lado.

Mas a razão ainda mais escondida foi o facto de os EUA quererem acesso ao Mar Cáspio e para isso precisam da Geórgia e a melhor maneira de isso ser feito, seria ela entrar na NATO.

Portanto a verdadeira razão de AMBOS os lados, foi o acesso(ou não) ao Mar Cáspio.

Os EUA a tentar entrar, a Rússia a tentar barrar a entrada.

A Rússia ganhou este braço de ferro e mostrou que quando é preciso também mostra os dentes.

Apesar de a Rússia ter ganho este braço de ferro, ainda considero que existe espaço para o problema surgir de novo.

Basta a entrada de um novo republicano nos EUA, e a Georgia largar aqueles dois pedaços de terra, reconhecê-los e avançar para a fase seguinte. Uma Geórgia mais pequena mas com acesso à NATO.

Aqui será bem mais complicado para a Rússia agir.

No entanto considero uma hipótese plausível.

Anónimo disse...

Lendo algumas menssagens aqui de pessoas(?) justificando plenamente o que foi feito na Geórgia quando centenas de georgianos morreram e outros sem números foram obrigados a viverem como refugioados e até hoje não podem voltar para suas casas, eu me pergunto até onde vai o limite do mau caratismo humano? O que leva uma pessoa a simpatizar e até apoiar práticas hediondas?

Os brasileiros e portugueses que aqui vem apoiar todas as ações nefastas do governo, ou melhor, da ditadura Putin não sabem que seus países tb são ocidentais e que, se por acaso, a Rússia e China destruir o Ocidente isso vai incluir tb, por coincidência, os países deles tb. Como podem ser tão burros?

Agora, em relação a Georgia isso pode não parar por aí. A Ucrânia corre o risco de tb ser invadida por conta da CRiméia e a Modálvia tb enfrenta problemas com uma região separatista que conta com o apoio da Rússia.

PortugueseMan disse...

...quando centenas de georgianos morreram e outros sem números foram obrigados a viverem como refugioados e até hoje não podem voltar para suas casas, eu me pergunto até onde vai o limite do mau caratismo humano?...

Ao ler isto confesso que também não sei. Parece não haver mesmo limite...

Europeísta disse...

É a velha mentalidade facista, estalinista e autoritária tipicamente soviética e leninista: "Temos que matar X para impor o medo"". Vidas humanas não tem o menor valor diante de pessoas com tal mentalidade.

A vida humana é desprovida de qualquer apreço, tudo em relação a ela é visto de maneira objetiva. Se alguém se torna um empecilho para o poder, é então apagado e removido como quem mata uma mosca.

Putin é barbárie! As atrocidades do estalinismo estão de volta. Um bálsamo para o saudosos daquele regime. É a mentalidade totalitária e extremista que muitos sentiam saudades após o fim do comunismo, Putin acaba com a nostalgia dessa gente. O facismo está de volta!

Anónimo disse...

PortugueseMan,

cuide dos interesses do seu país pois esse sim está em dificuldades e precisa da sua atenção. O que vc ganha defendendo interesses de regimes opressores, despóticos e homocidas como o de Putin? Ou é essa solução que vc almeja para o Ocidente? Não, muito obrigado!

PortugueseMan disse...

...O que vc ganha defendendo interesses de regimes opressores, despóticos e homocidas como o de Putin? ...

Na sua opinião. Não na minha. são tão opressores, despóticos e homicidas como tantos outros que arranjam pretextos para libertarem países.

E acho piada que só se preocupe com as mortes de um lado, podem morrer famílias inteiras do outro lado da contenda e você nem uma lágrima solta por eles.

Agora os pobres do georgianos esses tem todo o direito de fazer bombardeamentos e matar a seu bel-prazer.

Não podem é sofrer por isso.

Ele há cada um neste mundo.

Anónimo disse...

PM, você defende regimes "homocidas"?!? :o)

Pippo disse...

Anónimo das 14:58

O que é que as acções na Geórgia e Ucrânia (países fronteiriços à Rússia) têm a ver com a "destruição dos países ocidentais".

A China não irá "destruir o Ocidente" pois não tem nem as armas nem, sobretudo, as ambições para isso. A destruição que ela poderá causar assentará nas armas económicas.
De igual modo, a Rússia não tem pretenções de "destruir o Ocidente". Nem nos seus momentos aureos ele teve esse objectivo e o mais Ocidente a que as tropas russas chegaram foi durante a 1ª GM, com as tropas russas que combateram na Frente Ocidental.

À Rússia interessa-lha manter a segurança das suas fronteiras e dominar o espaço circundante. É isso que ela está a fazer e para tal a intervenção no Cáucaso revelou-se fundamental. A Ríussia interveio, mostrou à NATO que era melhor estar quietinha, e a Geórgia acalmou-se.

Conversas lamechas dos "mortos e feridos" não têm aqui lugar. Quer gostem ou não, mortos e feridos são e serão uma constante na História da Humanidade. É aceita-lo e pronto.

PEDRO disse...

Pessoal,

É melhor não darem trela a esse Troll anónimo.
É sempre a mesma cassete.
Usam uma velha técnica de debate recorrendo a frases feitas, chavões, rótulos, tão repetitivamente que em algumas cabeças acaba por entrar algum lixo.

É como algumas técnicas de marketing, que se baseiam em irritar o consumidor, repetindo vezes sem conta um slogan.
Eles os teóricos modernos de marketing acham que o que interessa é que entre de forma subliminar na cabeça das pessoas.

Wandard disse...

As atrocidades cometidas pela Otan, são ajuda humanitária certamente, com certeza os Iraquianos e afegãos devem achar isso, fantástico infelizmente a hipocrisia continua, claro também só morreram os georgianos, que nada fizeram e foram atacados, pena não termos o Pinóquio como âncora de algum telejornal europeu ou dos EUA pois seria divertido ver seu nariz crescendo e sibilando pela tela seria nem mais divertido do quanto já é hilário ver hoje em dia o que é publicado e transmitido por estas mídias hoje em dia que estariam melhor integradas um picadeiro

Anónimo disse...

Em primeiro lugar quem iniciou o conflito, e isso foi admitido por toda a gente foi o Saakasvili, que pensava que tinha as costas quentes e pos-se a disparar obuses de 80 mm sobre Tshkinvali pensando ele que os Russos que lá estavam estacionados com o aval da ONU iam ficar a ver a banda passar.

Este Saakasvili é um tonto que foi usado pelo Bush, que resolveu usar este tipo para testar a Rússia, é esse o meu entendimento, para ver se os Russos ficavam a ver a banda passar, ou se actuavam, mas isto foi tão mal planeado que nem sequer se lembraram de dinamitar o túnel que dá acesso á Ossetia do sul partindo da Ossetia do norte e que poderia retardar os russos por uma semana. Depois de provocar este conflito sempre pensei que o FSB lhe limpasse o cebo em meia dúzia de meses, mas não pelos vistos, o FSB já não é o KGB, caso contrário já estava com 10 palmos de terra em cima, mas ainda bem para ele, também não lhe desejo isso.

Mas acho piada a quem critica o Putin, e não vê a carnificina que a NATO a cumprir ordens dos EUA fez na Libia, com mercenários sul-americanos a combater na Libia financiados pelos states, onde os números apontam para cerca de 70 mil mortos, das guerras mais sujas de sempre em que o petroleo foi novamente quem mais ordenou.

Isto para não falar do Iraque, onde a cifra já passa dos 500 mil mortos.

Tenham vergonha e vamos por a mão na consciência, e deixarmo-nos de ideologias bacocas, eu não sou anti-eua, nem anti-russo, simplesmente analiso as coisas com imparcilaidade, e não restam duvidas que o mal está nos EUA e não na Russia, a Russia tem estado quieta no seu canto, agora seria obvio que não ficaria a ver os americanos a entrar pela georgia, da mesma forma que o Kennedy e bem e com razão do seu lado, na decada de 60 impediu os russos e o lunático do Kruschev de meter mísseis nucleares em Cuba.

Só Putin e a Rússia nos poderão valer e impedir a máfia globalista sionista-yankee de implementar um governo facista á escala planetária, o mundo tem que ser bi-polar e só a Rússia o pode garantir.

Os Chineses podem ter um exército numeroso, mas não têm a escola militar russa, nem de longe nem de perto, falta-lhes mistica, não nos esqueçamos que na segunda guerra mundial os Japs fizeram gato sapato deles bem como na guerra sino-japonesa, os americanos pulvarizavam os xings-lings em 3 tempos, não duvido, mas a Russia e o generalato russo é de outro campeonato.


Os EUA têm antes demais que olhar para dentro, e libertarem-se do lobby sionista que controla aquele pais desde a I guerra mundial, enquanto isso veremos os EUA e a NATO a servir de boys e moços de recados dos interesses sionistas.
Vejam o que disse em 1983, o Almirante americano Thomas Hinman Moorer, comentando sobre o lobby sionista que domina a política externa americana através da AIPAC:

“Nunca vi um Presidente – na verdade, não me importo quem ele seja – colocar-se à frente dos israelenses. [Estes] são inescrupulosos. Sempre conseguem o que querem. Sabem o que ocorre o tempo todo. Cheguei a um ponto onde eu não estava mais escrevendo nada por mim mesmo.

Se os americanos entendessem a que ponto essas pessoas chegaram em nosso governo, eles iriam pensar em fazer algo, mas certamente a maioria de nossos cidadãos não tem a mínima idéia do que ocorre em nosso país” [5].

http://osigmareluzente.blogspot.com/2011/10/palestina-eua-e-o-lobby-sionista.html

Anónimo disse...

Só mais um ponto.

Curiosamente fez ontem anos, que Kennedy foi assassinado, o único presidente americano tentou controlar o lobby sionista, retirando-lhes os controle que exercem desde a década de 10 do sec XX sobre a FED e a emissão de moeda, FED que não é mais que um banco privado a quem o presidente dos EUA pede por favor para lhe imprimirem bilhetinhos verdes, ao ponto que este pais chegou, bem como a Europa, é que o BCE pertence aos mesmos artistas da FED.

Este é que é o problema da Europa e do mundo, não a Russia, não nos esqueçamos que em pouco mais de 100 anos a Rússia foi invadida duas vezes pelos paises da europa central, França primeiro e Alemanha depois.

A questão que se põe é que a midia europeia alinhada e controla desde os EUA por estes mesmos senhores vai inundar as televisões, jornais, e revistas europeias com propaganda anti-russia e anti-putin, mas como diz o outro, só come quem quer, porque felizmente a internet veio abrir os olhos ao mundo.

Saudações a todos.

Anónimo disse...

"Os brasileiros e portugueses que aqui vem apoiar todas as ações nefastas do governo, ou melhor, da ditadura Putin não sabem que seus países tb são ocidentais e que, se por acaso, a Rússia e China destruir o Ocidente isso vai incluir tb, por coincidência, os países deles tb. Como podem ser tão burros?"

Burros seriamos nós se nos deixasemos arrastar para as patranhas que os americanos estão a fazer pelo mundo, a NATO hoje em dia dexou de ser uma orgaização defensiva para ser uma organização expansionista ao serviço dos interesses americanos.

A Russia e a China nunca invadiram a europa ocidental, nós é que invadimos a russia umas poucas de vezes.

Não criem papões, porque a Russia não é papão nenhum, e os cidadaos europeus, com excepção dos polacos e alemães não vem os russos e a russia como um ameaça, por mais propaganda contrário que produzam.

O mundo precisa de paz, eu desde a decada de 90 só tenho visto guerra, pilhagem e destruição.
Os americanos que se deixem estar no canto deles sossegados.

Anónimo disse...

Se a Rússia nunca invadiu ninguém pq metade da Europa se tornou comunista ao final da Segunda Guerra mundial? Não invadiu o Ocidente pq nunca teve meios para isso, vontade é que nunca faltou. Pq então desenvolveu armas nucleares e tentou intala-las em Cuba? Há um teórico russo que afirma que seu país invadirá toda a Europa.

Wandard disse...

Neste momento 4 vasos de guerra russos estão ao largo do porto de Tartus na Síria e os chineses enviaram 6 navios para o pacífico.

Estou ansioso para ver a Otan atacar a Síria. Agora é o momento da Otan provar que sua capacidade não é só de assassinar população civil e agir contra países fracos.

Sim, falta Israel lançar também seu ataque ao Irã.

Jest nas Wielu disse...

2 Wandard 11:04

Caro Wandard, agradeço desde sempre a sua posição em relação a Ucrânia; adoraria ver se este respeito poderia ser estendido para a Geórgia e para Mikheil Saakashvili. Pois creio que não concordar não significa que devemos usar a linguagem menos própria.

Pippo disse...

"Se a Rússia nunca invadiu ninguém pq metade da Europa se tornou comunista ao final da Segunda Guerra mundial?"

Porque, na sequência de uma guerra, essa metade da Europa foi ocupada pela URSS (e não pela Rússia).

"Não invadiu o Ocidente pq nunca teve meios para isso, vontade é que nunca faltou."

A sério? E que meios é que faltavam à URSS em Maio/Abril de 1945 para continuar a guerra?

"Pq então desenvolveu armas nucleares e tentou intala-las em Cuba?"

Porque assim teria vectores que lhe permitiria atingir os EUA em poucos minutos.

"Há um teórico russo que afirma que seu país invadirá toda a Europa."

Quem é esse teórico e onde é que podemos concultar essa teoria? Em que circunstâncias ocorrerá essa invasão? Se nem nos melhores momentos da URSS ou da Rússia isso aconteceu, como é que aconteceria agora?

Wandard disse...

Jest,

Não tenho nada contra o povo georgiano, e muito menos diferenças com quem quer que seja. Não simpatizo com a política externa do atual presidente georgiano em questão e isto nada tem a ver com respeito ou desrespeito, pois nem sequer o conheço pessoalmente. Quanto à expressão, já comentei que é relacionada ao estilo descontraído do povo do meu país, pois não perdôo os políticos daqui, com o Mikheil não seria diferente.


Abraço,

Europeísta disse...

Ora, Pippo

Eles invadiram a URSS e não a Rússia!

rs...

usando seus argumentos...

invadiram numa guerra em que EUA e Reino Unido eram aliados da URSS. Assim como na invasão napoleônica a Rússia era aliada da Inglaterra, Prússia e Austria.

Wandard disse...

Corrigindo são, seis navios russos na Síria. Segundo as informações que circulam, foram enviados técnicos para orientarem operadores de sistemas S-300 instalados na Síria.

Agora é só a Otan avançar.

PEDRO disse...

A NATO não vai atacar a Síria.
A NATO só ataca se tiver a certeza que vai conseguir os seus objectivos.

Relembro novamente, a NATO é uma organização de cobardes criminosos, que se juntam para bater nos mais fracos.
A NATO matou mais de 100.000 inocentes na líbia.
E do qual tenho
Tenho vergonha que portugal pertença a este Gang.

Havendo lá sistemas S-300,Pantsir navios Russos, misseis ofensivos mais modernos a NATO não vai invadir.

A estratégia da NATO na Síria será o de tentar destabilizar ao máximo a Síria apoiando grupos rebeldes para estes cometerem acções terroristas.
Ou então a NATO poderá tentar convencer países árabes a invadir a Síria ficando a NATO de fora a dar apoio moral e a apreciar de longe mais uma carnificina.

Além disso a Síria não tem Petróleo, ainda assim gostavam de um regime fantoche apenas para ter via aberta para o Irão e isolar mais este.

Pippo disse...

@ Europeísta,

Não estou a perceber a sua argumentação. Talvez nem seja para perceber...

@ Wandard,

U.S. Air Force started receiving the massive bombs in September, Bloomberg news agency reports; the bombs are capable of destroying underground targets, such as Iran's nuclear sites.

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/report-u-s-air-force-receives-new-15-ton-bunker-buster-bombs-1.395920

Pippo disse...

@ Pedro

"A NATO matou mais de 100.000 inocentes na líbia."

De onde é que desencantou esses números fantasiosos?


"Além disso a Síria não tem Petróleo, ainda assim gostavam de um regime fantoche apenas para ter via aberta para o Irão e isolar mais este."

Isso sim, será de todo o interesse, não para a NATO mas para todo o Médio Oriente, a começar pelo Líbano e Israel (nesta ordem de importância). Com a Síria fora do baralho persa, o Irão poderá "apenas" controlar o Iraque (fora o Curdistão). O Hezbollah ficará separado da sua base de apoio o que será benéfico para a política interna libanesa e para a segurança do norte de Israel.

PEDRO disse...

Pippo,

Estes números são veiculados por sites de informação alternativos, que podem não ser fiáveis, mas fiavéis também não são certamente os apresentados na mainstrem media que desde o inicio lançou uma gigantesca operação de propaganda falsa sobre a libya. Se não foram 100.000 podem ter sido 50.000 ou até mais de 100.000.
Não encontrará números certos em lado nenhum.
Mas se quiser dê uma vista de olhos em vídeos sobre o estado em que ficou Sirte, Bani Walid e outras cidade, dá para ter uma ideia do lindo trabalho humanitário da NATO.
Parecem a cidade de Dresden após os bombardeamentos aliados, ou Estalinegrado após os bombardeamentos Nazis.

De resto temos novamente a sua obsessão com a protecção dos meninos indefesos do estado Sionista, coitadinhos.

Wandard disse...

Pippo,


Não entendi o link, quero dizer o sentido da informação no caso do meu comentário.

Abraço,

Wandard disse...

Os números podem até ser fora da realidade, acho 100.000 fora da realidade. Mas o número de baixas civis foi elevado. Neste caso tem de se separar as mortes provocadas pelos rebeldes de um lado e as provocadas pelas forças de Kadhafi no outro. Porém as imagens que obtive acesso não foram provocadas pelas armas destes dois oponentes e sim por um poder de fogo superior e aéreo, ou seja Otan, as imagens tão terríveis, principalmente as que contém crianças pequenas, é triste, comove e ao mesmo tempo provoca ódio, principalmente quando assistimos aos discursos dos líderes dos países da Otan, muita hipocrisia e falta de caráter, não existe a mínima idoneidade nestes senhores, me espanta como conseguiam dormir tranquilos em suas casas luxuosas, em suas camas aconchegantes enquanto centenas de crianças agonizavam nos precários hospitais líbios sem partes de seus corpos. Faz-me recordar a expressão de alegria de Hilary Clinton quando kadhafi apareceu executado, que satisfação, a morte de um inimigo ao custo de milhares de vidas inocentes.

Pippo disse...

Pedro,

Acho que você não sabe bem o que são 100.000 mortos... 100.000 mortos implicaria uma média de 12.000 mortos/mês. Garanto-lhe que isso é algo que se nota e que seria amplamente explorado pela propaganda do Coronel.

Não confunda a destruição causada pelos combates entre líbios com a destruição causada pelos bombardeamentos da NATO. A maior parte da destruição foi provocada pelos combates urbanos envolvendo os nativos. Não me diga que vai responsabilizar a NATO por isso, ou vai?

As estimativas mais realistas apontam para 30.000 mortos durante toda a guerra, um número relativamente elavado para uma guerra de "média intensidade" que durou, basicamente, nove meses. Quanto aos mortos provocados pelos bombardeamentos da NATO, as autoridades pró Khadafi avançaram o número de 1100 mortos civis. Provavelmente o número está correcto, apenas a categorização das vítimas é que poderá estar errada: se calhar eram mas é militares.

Já quanto a Israel, não entendo a sua obsessão em desprezar a segurança da população israelita. Tem algum problema pessoal com Israel ou é apenas birra?

Israel é o único Estado realmente democrático e livre do Médio Oriente, e tem estado sob constante agressão dos seus vizinhos desde o dia em que se tornou independente. Mais nenhum Estado em todo o Mundo sofreu tantas agressões quanto Israel. E se me vai contra-argumentar com '56, '67, '82 ou 2006, veja o que lhe esteve na génese.

O Hezbollah é uma guerrilha fanática que criou um Estado dentro do Estado libanês, é um dos principais vectores da influência sírio-iraniana no seu país e vive da guerra (da "resistência", como eles chamam) a Israel para obter trunfos políticos na arena política libanesa. Para o Hezbollah, a guerra contra Israel é a sua razão de ser e por isso o movimento ataca as forças israelitas, mesmo dentro do território de Israel, a fim de obter trunfos. Foi o que aconteceu em 2006, com as consequências que se sabe. O Hezbollah também usa a ameaça de força para se sobrepôr aos seus adversários sunitas e cristãos. Ainda no outro dia falava com um rapaz libanês cristão (que ficou surpreendido por eu saber quem tinha sido o Michel Aflaq, vá-se lá saber porquê...), e ele dizia-me que o principal problema para os cristãos no Líbano era o Hezbollah e a sua milícia fanática xiita.

Portanto, as razões para a minha obsessão com a protecção dos meninos indefesos do "estado Sionista" são estas. Resta-me saber as razões da sua obsessão, nomeadamente o porquê de usar a expressão "estado Sionista" em lugar de Israel.

Pippo disse...

Wandard,

O link tinha mais a ver com o Irão.
A USAF está a receber bombas "rebenta-bunkers" de 15 toneladas! E o Irão ainda não tem o sistema DEFENSIVO :0) S-300. Diz que tem uma coisa "parecida", mas deve ser com a Coca-Cola e a Spur-Cola: é parecido mas não é a mesma coisa!

Enfim, mais achas para a fogueira. O ano de 2012 promete.

Wandard disse...

Realmente o Irã não tem o S-300 ainda. Estou analisando o jogo russo e consegui entender em parte mas não completamente. no caso da Síria é claro, é estratégicamente vital e enquanto a nova frota russa não fica pronta para a base na Síria eles terão de manter unidades de combate para garantir que a Otan não ataque.

Pippo disse...

Pois, o jogo Rússia-Irão é algo dúbio.

Em certo sentido, faria sentido (passe o pleonasmo) uma aliança entre os dois países. A Rússia tem interesse em usar o Irão como tampão face aos EUA, também tem interesse em aliar-se ao Irão na questão do Cáspio, e até poderá ter interesse no petróleo iraniano, o qual poderá escoar sem grandes problemas (qual vai ser o país que impõe sanções à Rússia?).

No capítulo religioso, também não vejo grandes diferendos. O Irão é xiita e persa enquanto os muçulmanos russos são sunitas e turcos ou caucasianos, portanto as influências serão mínimas, para não dizer nulas.

Para o Irão, um "chapéu de chuva" russo seria como o regresso do 12º Imam à terra! Ouro sobre azul.

Qual será, então, o problema? Será que a Rússia não quer armar um Estado que é considerado perigoso por, basicamente, toda a gente? Será que armar o Irão poderia perigar as suas relações com todos os outros países da região (excepto Síria)?
O problema é que o próprio MO está a mudar à velocidade da luz. Agora, até os navios iranianos fazem visitas ao Mediterrâneo Oriental. Por isso, com as velhas alianças a desfazerem-se e novas a serem construídas, não sei se a Rússia (a par de todos os outros "estrangeiros") não estará a ver no que isto vai dar antes de tomar posições mais concretas. Para já, na Síria, por exemplo, dialoga com as duas partes no conflito.

Em jeito de conclusão, Moscovo não quer hostilizar ninguém para poder ter uma palavra a dizer em todas as questões. Pode ser que ainda revele ter cartas na manga para jogar.

Wandard disse...

Já que o tópico cita a Otan, a organização extrapolou mais uma vez matando soldados paquistaneses, o mais interessante é que o mandato da ISAF é para atuação em solo afegão, mas tem constantemente violado o território paquistanês. Como já falei antes e não vou cansar de falar a Otan não tem moral para criticar quaisquer ações da Rússia, China e de qualquer outra nação que relute em ser capaccho dos Estados Unidos. O Paquistão decidiu cortar as rotas de abastecimento das tropas da Otan por seu território e solicitou a retirada dos americanos de sua base, na minha opinião o paquistão deveria decidir logo pelo seu ingresso na OCX/OTSC de Xangai juntamente com a Índia isto certamente serviria de motivo para a Otan não se atrever mais a invadir o seu território. Claro que a entrada destas duas nações pode levar a diferenças existentes coma China serem levadas para dentro da organização. Ainda encontram-se pendentes os pedidos do Irã e Afeganistão. Vamos ver o que ocorrerá mais adiante.

Pippo disse...

Wandard, o ingresso do Paquistão na OCX poderia ser uma excelente via para o diálogo indo-paquistanês, da mesma forma que poderá, repito, poderá, ser uma via para o diálogo sino-indiano. Isto, claro, se as partes estiverem dispostas a cedências.

Contudo, não sei a quem a expansão da OCX para o Índico mais beneficiará. De momento, a área de actuação da Rússia não comporta tais latitudes pelo que, na minha opinião, um Paquistão na OCX só beneficiaria, de imediato, a RPC.

Além disso, em que circunstâncias é que a OCX interviria no Paquistão? Por exemplo, faria sentido intervir na guerra contra os Taliban paquistaneses? Em que moldes? E será que o Paquistão enfrenta outras ameaças que não as internas? Para além dos incidentes de "fogo amigo" causados pela NATO/EUA (a que não será estranho o apoio oficioso paquistanês à al-Qaida e Taliban), será que o Paquistão enfrenta outras ameaças?

Em todo o caso, a hipotética entrada de Islamabad na OCX seria um interessante exercício de estratégia...

Vou pensar nisso :o)

Anónimo disse...

a Russia continua um país fraco...só não vê quem não quer

Wandard disse...

O certo é que na reunião de Astana o Paquistão e o Afeganistão solicitaram sua admissão mais diretamente e propostas da India também foram ouvidas. O impasse parece ser da China. Acredito que muiras questões passarão a caminhar para uma solução com o retorno de Putin. O jogo continua.

Anónimo disse...

mais uma vez os russos mostraram que nao estao dormindo se os cagoes yankes nao gostaram chama pra queda de braços sabe quando vai acontecer isto nunquinha eles so briga com paises favela armados de 22 32 fundas flexas kkkkkkkkkkkkk e o paquistao tem mais e que chutar estes gambas americanos de seu pais e se aliar de vez com a china e russia para dar um basta neste nazismo 2 que esta ocorrendo munda afora quem nao concorda em ser roubados explorados saqueados pelos gambas yankes leva bomba acordemmmmmmmmm!!!!!!!!