quarta-feira, março 12, 2014

Presidente Putin põe em causa legitimidade do fim da URSS


O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, pôs hoje em casa a legitimidade da forma como a União Soviética se desintegrou, frisando que a “proclamação da independência da Ucrânia não correspondeu às normas de saída da URSS”.
Estas declarações, feitas por telefone durante uma conversa com Mustafa Djemilov, deputado da Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia e um dos mais conhecidos líderes dos tártaros da Crimeia, vêm pôr em causa todas as mudanças fronteiriças ocorridas no fim da URSS em 1991 e lançar o receio entre os vizinhos da Rússia.
Djemilov foi convidado a Moscovo para se encontrar com Putin e falar do futuro dos tártaros da Crimeia, mas como o primeiro exigiu a retirada das tropas russas da república autónoma, o encontro ficou-se por cerca de meia hora de conversa telefónica.
Eu disse a Putin que o mais importante é a questão da integridade territorial do nosso país, porque a sua violação é a violação do acordo assinado pelos países garantes: EUA, Grã-Bretanha e Rússia em 1994 em troca da nossa renúncia às armas nucleares. Disse-lhe que se ele foi violado as consequências possíveis serão: ninguém irá confiar nesse tipo de acordos e cada país, que tenha meios financeiros, queira as suas próprias armas nucleares, e a Ucrânia não será excepção”, frisou.
Segundo Djemilov, “a propósito da integridade territorial da Ucrânia, Putin abordou a questão da auto-proclamação da Ucrânia independente não correspondeu completamente às normas soviéticas de saída da URSS. Eis a posição dele”.
(Assinalo que estas declarações de Djemilov não foram publicadas em nenhuma agência de informação russa, que se limitaram a escrever que a “conversa telefónica foi longa e construtiva)
Como é sabido, o fim da URSS foi decidido a 8 de Dezembro de 1991 num encontro de dirigentes da Bielorrússia, Rússia e Ucrânia, quando se anunciou também a criação da Comunidade de Estados Independentes. Mais tarde, todas as antigas repúblicas soviéticas, à excepção das três do Báltico: Letónia, Lituânia e Estónia, aderiram à CEI.
Como norma, optou-se que as fronteiras administrativas soviéticas se transformariam em estatais, o que tem sido seguido à letra salvo em regiões como Nagorno-Karabakh, Transdnistria, Ossétia do Sul e Abkházia.
As palavras pronunciadas hoje por Putin são um sinal muito perigoso para os estados vizinhos e a comunidade internacional. A Rússia tem litígios territoriais praticamente com todos os países vizinhos, o que pode desencadear um agitado processo de instabilidade ao longo das suas fronteiras. Por este andar, Moscovo poderá pôr fim ao chamado fenómeno de “finlandização” na própria Finlândia e na Ucrânia, que poderão acelerar a sua integração na NATO.
O dirigente russo parece dar sinais de que para ele não existe o mundo real, mas um mundo por ele idealizado, onde será rei e senhor. A continuar esta política, perderá alguns argumentos de que ainda dispunha no início do conflito em trono da Crimeia. A “fascização” total dos protestos em Kiev por parte do Kremlin foi apenas um argumento para ocupar parte do país vizinho, pois o argumento da protecção da “população russófona” tem-se mostrado ridículo. A infeliz medida tomada pelas novas autoridades ucranianas sobre as línguas das minorias étnicas, que o governo de Kiev pretende rever, não é justificação para se invadir um país.
E mais um aspecto importante. Na conversa telefónica com Djemilov, Putin não reconheceu a presença de tropas russas na Crimeia, mas disse ter dado “ordens para que não houvesse excessos face aos Tártaros da Crimeia”. A quem é que deu ordens então Putin?
As autoridades e imprensa ucranianas falam da concentração de um grande número de tropas russas ao longo da fronteira ucraniana.
O senhor do Kremlin, que diz defender a moralidade nas relações entre estados, espezinha o Direito Internacional como um qualquer ditador. Nem se preocupou em dar um aspecto minimamente democrático e livre ao referendo na Crimeia. E fala como se amanhã pudesse vir a ocupar qualquer país que não esteja de acordo com a sua concepção do mundo, o principal é que haja russófonos para defender.
Quo Vadis, pobre Rússia? Será que os teus dirigentes enlouqueceram totalmente e não lhes resta um mínimo de sensatez?

P.S. A justificação de que os outros fazem o mesmo deixa de ter cabimento. No Extremo Oriente, há numerosos litígios fronteiriços a resolver e nem a poderosa China se lança em aventuras. Talvez Pequim esteja a concentrar forças para, mais tarde, ir proteger os seus milhões de cidadãos residentes no Extremo Oriente e Sibéria?

P.S.1 - Segundo algumas informações, os tártaros da Crimeia vão proclamar a sua autonomia no seio da Ucrânia. Será que Putin irá dar a este povo o direito à autodeterminação?

24 comentários:

PortugueseMan disse...

...No Extremo Oriente, há numerosos litígios fronteiriços a resolver e nem a poderosa China se lança em aventuras...

A "poderosa" China ainda não está preparada para se lançar em aventuras, dado o principal oponente.

A poderosa Rússia está a dar murros na mesa e a exigir respeito.

E parece-me bem que é o que vai ter, respeito.

Portanto os "fazedores" de mapas, vão ter trabalho nos próximos anos.

A Ucrânia nada pode fazer.

A NATO idem.

A Europa nem se fala.

A Rússia está a definir o seu quintal.

Noé Rocha disse...

http://rt.com/news/ukraine-human-rights-violated-402/

vale o que vale...

José Milhazes disse...

Caro PM, você comete o mesmo erro dos dirigentes dos EUA. UE e Rússia: não olham dois passos em frente. Quanto ao quintal, espero que não se transforme num cemitério.

Abelha Maia disse...

O Presidente Putin anda-se a candidatar a levar um tiro nos cornos...

Tenho alguns amigos ucranianos que se lhe põem as mãos em cima, dão-o de comer aos porcos...

E atenção que não tenho nada contra o povo russo, pelo contrário, até já tive uma namorada russa...

Só que o Putin transformou-se numa grande desilusão, está ligado a máfias, escândalos de corrupção e tenho a certeza ABSOLUTA A 100% que a Rússia ainda financia partidos comunistas e nacionalistas por toda a Europa...

É por isto que o PCP continua a ser tão fiel ao Kremlin e segundo algumas informações que me chegaram, até a Marine le Pen é uma das beneficiárias económicas do Kremlin...

Viriatus disse...

Caro José Milhazes:
Os Tártaros não falam a uma só voz. Tenhamos presente que o vice primeiro ministro da nova República da Crimeia, Rustam Temirgaliev, um dos mais diligentes elementos pró-integração na Rússia (ele é figura omnipresente na comunicação social nos últimos dias], é um jovem e muito activo político de nacionalidade tártara. Não me admirava nem um pouco se a sua visibilidade quisesse dizer que ele será o futuro presidente da novel República da Crimeia, o 84º sujeito da Federação Russa. Ele parece ser o homem certo para fazer a ponte entre Russos e Tártaros.

Viriatus disse...

Caro José Milhazes:
Os Tártaros não falam a uma só voz. Tenhamos presente que o vice primeiro ministro da nova República da Crimeia, Rustam Temirgaliev, um dos mais diligentes elementos pró-integração na Rússia (ele é figura omnipresente na comunicação social nos últimos dias], é um jovem e muito activo político de nacionalidade tártara. Não me admirava nem um pouco se a sua visibilidade quisesse dizer que ele será o futuro presidente da novel República da Crimeia, o 84º sujeito da Federação Russa. Ele parece ser o homem certo para fazer a ponte entre Russos e Tártaros.

Europeísta disse...

Finlândia, Geórgia, Ucrânia e Moldávia na Nato! A Rússia ficará cercada!

José Corvo disse...

José Milhazes
Você é rico, capitalista, empresário? Porque gosta assim tanto dos imperialistas? Pagam-lhe bem? Pelas suas queixas do governo português você parece ser um ploletário da escrita e porquê sempre a dar porrada naqueles que não lhe fazem mal? Algum complexo freudiano?
No YouTube vi o Putine dizer que no fim da URSS que se combinaram em reduzir o arsenal nuclear e as armas de destruição maciça mas isso só a Rússia respeitava enquanto os americanos se armavam e atacavam com total desrespeito pelos acordos e assim ele voltou a armar-se e bem e melhor do que no tempo da ex-URSS que tinha um sistema politico fraco, disse, e agora ele avisa se os americanos atacarem a Síria a Rússia ataca a Arábia Saudita, repetiu 3 vezes.
Você apoia o golpismo ilegal? As cruzes nazis estavam em Kiev, não as viu? Qual o regime saído de um golpe que tem logo apoio financeiro sem ser membro de nada enquanto Portugal país membro de tudo sofre à míngua e porque não apoia um golpe de estado em Portugal? Você nunca defendeu aqui o povo português, nem a mais pequena referência que me tenha apercebido.
Ainda sobre judeus qual o país do mundo onde havia generais judeus?
Há muita coisa que os seus escritos parecem nadar numa contradição insolúvel próprio de alguém que apenas segue numa ignorada direcção alheio a tudo e a nada.
Parece que a terceira guerra está mesmo aí a bater à porta. Einstein não sabia como ia começar mas deve ser contra a China por volta de 2020, segundo Obama, já que
“quase dois terços de todas as forças navais estado-unidenses no mundo serão transferidas para a região Ásia-Pacífico. Num arco desenhado desde a Austrália até ao Japão e além deste, a China estará rodeada por mísseis e força aérea nuclear dos EUA.
Será também “esquecida” esta ameaça para todos nós?»
Parece que sim porque os outros é que são sempre os maus

Miguel Dias disse...

O Dr. Milhazes agarra-se a tudo para diabolizar Putin, até aos Tártaros, uma espécie de ciganos do leste europeu que não interessam nem ao diabo.

Os Tártaros, esses raptores de eslavos colocados na Crimeia ao serviço dos sultões otomanos na idade média deviam ser devolvidos á precedência, ou seja, à Turquia, juntamente com os Albaneses, Bosniaks e os eslavos islamizados dos Balcãs, Goranis

Com isto a europa ficava bem melhor, não duvide.

Europeísta disse...

JM,

o Sr. poderia me responder duas questoes?

1) Há alguma chance que as regioes de Donbass, Karkiv a Odessa tomem atitude semelhante a da Criméia?

2) Isso poderá ocorrer na Moldávia?

PortugueseMan disse...

Caro PM, você comete o mesmo erro dos dirigentes dos EUA. UE e Rússia: não olham dois passos em frente. Quanto ao quintal, espero que não se transforme num cemitério.

Eu até concordo consigo quando diz que os dirigentes não olham dois passos em frente.

Mas não consigo ver onde é que eu esteja a falhar. tem que ser mais específico.

Não se vai transformar num cemitério. Os russos não estão interessados nisso, os Ucranianos também não.

A Europa (pelo menos Alemanha e França, não o querem), porque os polacos tenho as minhas dúvidas...

E Obama não sabe o que fazer, mas sabe que a NATO não pode ser arrastada.

Só mesmo algum destabilizador por detrás das moitas e mesmo esse terá que ser combatido por ucranianos e russos.

PortugueseMan disse...

...P.S.1 - Segundo algumas informações, os tártaros da Crimeia vão proclamar a sua autonomia no seio da Ucrânia. Será que Putin irá dar a este povo o direito à autodeterminação?

Claro que não.

Viviam na Ucrânia, passam a viver na Rússia, não querem, mudem-se um pouco mais para cima e estão na Ucrânia.

Todos nós queremos muita coisa.

Eu também queria ganhar o euromilhões.

PortugueseMan disse...

China warns of dangerous Russia sanctions 'spiral'

China's top envoy to Germany has warned the West against punishing Russia with sanctions for its intervention in Ukraine, saying such measures could lead to a dangerous chain reaction that would be difficult to control...


http://news.yahoo.com/china-warns-dangerous-russia-sanctions-spiral-103550566.html

Interessante, os chineses estão a mostrar uma posição?

PortugueseMan disse...

UniCredit Bank Austria in sale talks on Ukraine unit>

UniCredit has joined the exodus of foreign banks from Ukraine, putting its local unit up for sale in a deal it hopes to wrap up within a year should political and economic turmoil in the country settle down...


https://www.blogger.com/comment.g?blogID=25069983&postID=1989761495321329463&page=1&token=1394720260714

Vamos esquecer um pouco a questão dos russos e a Crimea e olhar para a economia ucraniana.

Os bancos estrangeiros estão a sair e não tenho ouvido falar dos rios de dinheiro que a Europa + EUA vão injectar na Ucrãnia para pelo menos conseguir pagar o gás russo.

Vou lançar uma hipótese que me interrogo se irá ser aplicada.

Se dentro da UE, se aplicou uma estranha solução no Chipre, para um país fora da UE e querendo ajuda desta, se calhar terá que fazer algo parecido.

Ou seja, a Ucrânia faliu, não há outro nome a dar á coisa, a questão será, como resolver isto.

Parte do problema será indo às contas das pessoas.

possivelmente os ucranianos que tenham poupanças, vão deixar de as ter, porque vão ser confiscadas.

A situação é tão grave, que em breve já não se estará a falar da Crimeia, mas sim do afundar de um país, ou do que resta dele.

Antonio Cristovao disse...

os argumentos (todos acho eu) têm a tendencia de usar os que lhe dão jeito na altura : noto a ausencia total de se mencionar a percentagem de população russa na Crimeira e perante uma revolução pela força e um referendo com votos nas urnas opta-se como se fossem equivalentes, pelo que dá mais jeito ao demagogo.

PortugueseMan disse...

http://www.youtube.com/watch?v=iNqcwSwnybU

O futuro de uma Ucrânia... unida...

PortugueseMan disse...

http://www.youtube.com/watch?v=iNqcwSwnybU

O futuro de uma Ucrânia... unida...

Pippo disse...

"O senhor do Kremlin, que diz defender a moralidade nas relações entre estados, espezinha o Direito Internacional como um qualquer ditador."

Não é o único, meu caro, não é o único. Aliás, diria mesmo que fica muito aquém das "democracias" que dizem defender o "Direito Internacional".

E o que é o Direito Internacional? Será que o DI é algum conjunto de normas vinculativas e impostas coercivamente? Todos sabemos que assim não é. Hoje, tal como ontem, quem tem poder impõe a SUA lei, disfarçada de DI, com o apoio dos seus aliados a quem designa por "comunidade internacional". Mas o facto, que é indesmentível, é que a lei que se aplica a uns (os fracos) não é a mesma que se aplica a outros (os fortes). Durante mais de uma década, assistiu-se à total impunidade de alguns actores internacionais. Agora outros se levantam.

"nem a poderosa China se lança em aventuras" Por enquanto, JM, por enquanto. E isto porque, no Oriente, os objectivos são outros: garantir a soberania sobre águas internacionais e sobre pontos estratégicos. Mas o conflito será aeronaval, e olhe que, de momento, os "jogos de guerra" que têm sido feitos pelos americanos e aliados, opondo estes a uma hipotética força chinesa, têm dado resultados desastrosos.

"Segundo algumas informações, os tártaros da Crimeia vão proclamar a sua autonomia no seio da Ucrânia. Será que Putin irá dar a este povo o direito à autodeterminação?"
Esses tártaros são russos? Se são certamente que os irá apoiar. Será mais uma fatia do território ucraniano a escapar ao controlo de Kiev. Já agora, onde fica esse território dos tártaros?

José Milhazes disse...

Caro Pippo, não se faça de inocente, pois você sabe que as coisas não são assim. As consequências da política de Putin para a Rússia irão ser catastróficas. Claro que você me vai responder, que também para a UE e os EUA não será fácil, mas isso não me consola. A mim preocupa-me o futuro da Rússia.

PortugueseMan disse...

...As consequências da política de Putin para a Rússia irão ser catastróficas...

E vão ser porque...?

Que consequencias catastróficas está a falar meu caro.

Seja explícito. O que pensa que vai acontecer?

José Milhazes disse...

Cro PM, repito, a política intervencionista da Rússia na Ucrânia vai levar à desintegração do primeiro país.

PortugueseMan disse...

Ah isso.

Não vai meu caro, não vai.

Não sei exactamente o que está a pensar, para que isso possa acontecer, mas não vai.

Agora, a Ucrânia já implodiu, já está, já não há como voltar atrás.

Vamos ver é como vai ficar o país. Ele vai ficar dividido, o que eu acho positivo, pois sempre achei que com o país a ser puxado para dois lados, nunca poderá avançar.

Cabe aos ucranianos escolherem sensatamente o seu futuro e como vão lutar pelo o seu futuro.

Temos vários exemplos de países destruidos e está nas mãos deles evitar isso. Se querem um futuro para eles e para os seus descendentes que não cometam nenhuma loucura.

Uma guerra a acontecer, não vai ser nos EUA, na Rússia, na Alemanha, na China, no Japão, etc.

O palco será o território ucraniano.

A guerra será civil.

E se isto acontecer, no fim resultará a divisão do país.

Eles têm que pensar como o querem dividir, a "bem", ou com centenas de milhares de mortos e um país completamente arrasado.

Pippo disse...

"as coisas não são assim"

Então como é que são, JM?

Durante anos a Rússia barafustou para o ar acerca do Direito Internacional. Alguém lhe deu ouvidos? Alguém respeitou o DI? Alguém seguiu o que Moscovo dizia, com base nos princípios do DI?

Sabe perfeitamente que não!
Dirigentes como o Yeltsin foram gozados, enxovalhados, tratados com o mais absoluto desprezo, e se assim era com o líder, assim era com o país que ele liderava.
O Putin alterou tudo. Agora a Rússia poderá não ser amada (por todos), mas ao menos é temida.

Portanto, explique-me lá "como é que as coisas são" que sou todo ouvidos.

Quanto às consequências catastróficas para a Rússia, com a destruição do país, etc., quem lhe garante que a alternativa (nada fazer, ser cercada por inimigos - que o são, e o JM sabe-lo muito bem! - perder posições estratégicas de primeira ordem, etc.) seria melhor?

Se um país não toma a iniciativa, está tramado. Se um país como a Rússia apenas basear a sua política externa com base nas "palavras", no "Direito Internacional" e na caridosa "boa vontade" dos seus adversários, esse país será tratado como lixo e será reduzido à condição de lixo.

Apenas um Estado afirmativo tem hipóteses de sobreviver. Ambos sabemos isso, e o Putin, quer lhe agrade quer não, também o sabe muito bem.

MSantos disse...

Caro JM, desde que acompanho este blogue exactamente no momento em que deflagrou a guerra da Georgia em 2008 que você preconiza o fim e a desintegração da Rússia. A verdade é que a Rússia como país, goste-se ou não, está cada vez mais forte. Isso é mais um desejo que qualquer outra coisa. E já sei, você gosta do povo russo, mas assuma. Para si o melhor para eles é a federação fragmentar-se. Não deve haver vergonha naquilo que defendemos, que diabo.

Cumpts
Manuel Santos